A rima é necessária: Lula se enrola e Haddad não decola.

Carlos Newton

No meio dessas confusões que o ex-presidente Lula tem aprontado, devido à sua mania de grandeza e seu hábito de pretender comandar eternamente a política nacional, um dos prejudicados é o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, cuja candidatura decididamente não decola em São Paulo.

Haddad anda deprimido, mas chegou até a ficar animado quando Lula teve alta e foi considerado curado do câncer. Imediatamente Haddad deu entrevistas anunciando que a partir da terça-feira da semana passada Lula estaria à frente de sua campanha à Prefeitura de São Paulo.

Sonhar não é proibido. A saúde de Lula ainda não está totalmente recuperada. Veio a terça, a quarta, a quinta, a sexta-feira, e nada de o ex-presidente se integrar à campanha de Haddad. E pior, veio o sábado e trouxe a público a bombástica entrevista do ministro Gilmar Mendes à revista Veja.

Com tantos problemas pela frente, fica cada vez mais difícil Lula se integrar à campanha de Haddad. Se aparecer, será logo cercado pelos jornalistas, que vão assediá-lo sobre as denúncias de Gilmar Mendes. Então, é melhor continuar escondido. Hoje, Lula está em Brasília, para um evento ao lado da presidente Dilma. Vamos ver se ele enfim fala à imprensa…

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HADDAD ESTÁ EMPACADO

Sem Lula, a campanha de Haddad não existe. E não adianta citar o caso da candidatura de Dilma Rousseff. As diferenças são abissais. Basta lembrar que, no início de maio de 2010, as pesquisas já indicavam que Dilma estava passando três pontos à frente do pré-candidato do PSDB, José Serra.

Agora, no final de maio, Haddad continua empacado nos 3%. Motivo: ao contrário do que ocorria com Dilma, existe uma rejeição enorme à candidatura dele, devido às trapalhadas cometidas no Ministério da Educação, incluindo o famoso Kit Gay e também o Kit Aids, produzido pelo Ministério da Saúde e que Haddad ia mandar distribuir em todas as escolas, com ilustrações que fazem clara apologia ao homossexualismo.

Haddad é uma mala pesadíssima e Lula não tem mais saúde para carregar. Marta Suplicy, que tinha condições de enfrentar Serra, está rindo disso tudo.

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LULA NÃO DESISTE

Mas Lula não desiste de Haddad. Para tentar alavancar a campanha dele, o ex-presidente obrigou o PT a intervir em duas grandes cidades, Mossoró (RN) e Caxias (RJ), para obrigar o partido a se submeter aos candidatos do PSB, que em contrapartida apoiaria Haddad em São Paulo.

Deu tudo errado. O PSB de São Paulo não quer apoiar Haddad. Prefere ficar com Serra, que vai ganhar a eleição. Para disfarçar, o PSB pode até lançar a candidatura da deputada Luiz Erundina.

Aí, no segundo turno, o PSB optará por quem tiver mais chance: Serra ou Haddad. Isso é o que se chama de “política de resultados”.

 

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