A Rio+20 e as 800 mil assinaturas dos países desenvolvidos endereçadas ao Brasil

Profª. Guilhermina Coimbra

Os brasileiros devem ficar atentos à Rio+20. As 800 mil assinaturas dos superdesenvolvidos, superalimentados e super-supridos, enviadas ao Governo do Brasil, expressam explicitamente a inconformação com o que consideram uma ameaça: a de se obrigarem a aceitar e a respeitar o desejo da maior parte da humanidade, aquela que ainda está, à força e por força, subdesenvolvida, ou, em desenvolvimento eterno.

As 800 mil assinaturas de superdesenvolvidos não valem absolutamente nada: são menos de 1% do total do número de seres humanos a beira da miséria crítica, vivendo em países subdesenvolvidos, em países famintos, em países sem água pótável, em países impedidos de construir hidroelétricas, em países impedidos de construir usinas nucleares, em países impedidos de irrigar terras áridas, em países impedidos de cultivar áreas agricultáveis, em países impedidos cultivar pastagens, em países impedidos de explorar minérios transformáveis em combustíveis, entre outras centenas de impedimentos – impostos pelos governos daqueles que firmam o documento.

Somente o Brasil tem como população 200 milhões de habitantes. Logo, as 800 mil assinaturas de superdesenvolvidos representam menos de 1% da população brasileira.

Consultem o Globo Terrestre, pesquisem nas enciclopédias, livros de geografia e verifiquem como supera em bilhões, essas vergonhosas 800 mil assinaturas a favor da manutenção do status quo de subdesenvolvimento e pobreza do restante do mundo: até aqui espoliado e lesado pelos governos dos signatários do vergonhoso documento.

Toda a atenção é preciso para não arriscar ver os interessados garantirem a secessão das áreas indígenas, para se apoderarem das jazidas minerais brasileiras.

Toda a atenção é preciso, porque, segundo declarações da Ministra do Meio-Ambiente, os países subdesenvolvidos e os países eternamente em desenvolvimento não têm necessidade de melhorar o padrão de vida de suas populações, de modo a torná-lo igual aos dos Estados desenvolvidos. Segundo a Ministra, o desejo de se autodeterminar e se desenvolver é que está poluindo o mundo. Para a Ministra, há que se imobilizar o desenvolvimento do Brasil para que o Brasil, deixando de se desenvolver, deixe de poluir.

Não há como aceitar que o Governo do Brasil, na Conferência da Rio+20, contente interesses contrários ou impeditivos do desenvolvimento do país. As “bases políticas” descontentes aproveitariam para abandonar o/a governante. Idem, com os ministros do STF, os quais teriam que salvar as respectivas reputações, ou, respectivos cargos, que, em época normal, são vitalícios.

Não há como o Governo brasileiro arriscar ver os interessados forçarem tratados cedendo o pré-sal, ou impondo a abertura do mercado sem contrapartida eficiente e eficaz.

Toda a atenção é necessária e há que se abortar qualquer tentativa de ceder vantagens aos interesses contrários aos interesses dos residentes no Brasil.

Isto sim, seria “o escândalo” merecedor de CPIs e quebras de sigilos bancários, porque o resto… é o resto, somente para disfarçar, e distrair a atenção sobre os verdadeiros interesses!

O Brasil merece e exige respeito!

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