A saúde no Estado do Rio de Janeiro, literalmente, está pela hora do morte.

Roberto Nascimento

A questão da Saúde vai se tornando um caso de calamidade pública.
Ontem, no Rio de Janeiro, uma senhora de 66 anos foi encontrada pela filha, ainda com vida, mas com o corpo dentro de um saco plástico, prestes a  ser colocada na geladeira do necrotério do Hospital de Saracuruna.

O médico que assinou o atestado de óbito pediu demissão, era o mínimo. Mas tudo ficará por isso mesmo?

Noutro dia foi um rapaz que percorreu 88 km para ser atendido, com diversas fraturas e grave traumatismo na cabeça. Passou por esse mesmo hospital, que não tinha o tomógrafo em funcionamento, logo não foi atendido. Em outro não havia médico neurologista. E assim por diante.

Não se trata de partido A ou B e sim de pessoas humanas que estão sendo humilhadas. Independente de mais verbas para a Saúde, é preciso impedir urgentemente a degradação do sistema que joga no ralo os recursos bilionários recebidos do governo federal.

Segue um pacote de dez medidas que poderiam melhorar o atendimento:

1 – Implantar uma OUVIDORIA independente para a população denunciar o atendimento ruim;

2 – Criar METAS de desempenho;

3 – Treinar os funcionários para atuarem com QUALIDADE no atendimento;

4 – Ministrar aulas de DIREITOS HUMANOS para os operadores da Saúde;

5 – Mais EFICIÊNCIA na compra de material e no CONTROLE do uso;

6 – Gestão RIGOROSA na utilização e manutenção dos equipamentos raio-X, tomógrafo, ressonância etc.);

7 – FISCALIZAÇÃO permanente dos contratos de limpeza e de manutenção dos equipamentos;

8 – IMPLANTAR processos de sindicâncias sumárias para casos de desvios de conduta;

9 – Nomeação de gestores administrativos pelo critério de MÉRITO, afastando a nomeação política;

10 –  UTILIZAR na totalidade os recursos oriundos da Saúde.

 
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