A sentença de morte da Time, a maior revista semanal de informações do mundo

David Carr (The New York Times)

Na quarta-feira, a Time Inc., a maior editora de revistas dos Estados Unidos, ficou do lado errado de uma vala profunda. Sua empresa controladora, a Time Warner, que tem uma ampla e lucrativa gama de ativos de entretenimento, estava fazendo planos para desmembrar boa parte do que sobrou da unidade de mídia impressa em um casamento forçado com a Meredith, companhia do Midwest.

Ao fazer a ruptura com sua divisão de impressão, a Time Warner está seguindo um caminho estabelecido pela News Corporation, que anunciou no ano passado que suas ações de entretenimento e de impressão seriam separadas. As ações atingiram a maior alta em cinco anos quando o plano foi lançado em junho passado, e, em algum momento do próximo verão (no Hemisfério Norte), as duas companhias – Fox Group e News Corporation – permitirão que os ativos de rápido crescimento de cinema e televisão crescerão livres do legado da mídia impressa.

A mídia impressa pode ter perdido seu valor entre consumidores e anunciantes em uma era digital, mas os investidores têm uma motivação mais profunda. Eles vêem pouca possibilidade de que o negócio como um todo se endireite, ainda mais se comparado à televisão a cabo e aos filmes, que estão agora no epicentro do negócio da mídia.

A Time Inc. pode ter batizado a Time Warner, mas há muito tempo perdeu importância. O lucro da Time Inc. caiu 5% no ano passado e sua fatia agora contribui com menos de 12% das vendas totais da empresa. O edifício da Time & Life, em Midtown, Manhattan, foi muito reverenciado como um totem do negócio editorial. Para as pessoas da indústria que cresceram quando as coisas estavam boas, a Time Inc. era uma lenda, tendo crescido não apenas com a força de seu jornalismo, mas com as histórias de editores com salas do tamanho de quadras de squash e carrinhos de bebidas alcoólicas que espalhavam pela redação alegria e uma aura de privilégio.

DEMISSÕES

Mas a notícia de uma possível venda de sua divisão de revistas veio em um momento em que a Time Inc. está demitindo cerca de 6% de sua força de trabalho global, e muitos dos que permaneceram se perguntam se seus empregos, se continuarem a tê-los, poderão obrigá-los a mudar-se para Des Moines, a sede da Meredith.

Foi um momento um pouco dramático para as pessoas na Time Inc. e para o mercado editorial como um todo. Mesmo que a Time Warner tenha afirmado que vai ficar com Fortune, Time, Sports Illustrated e Money, os lucros desses títulos olímpicos são escassos, menos de 10 por cento da divisão. A Time Warner vai mantê-los, em parte, porque eles podem fazer parte de uma reformulação da rede de televisão CNN e, bem, porque ninguém os queria.

Muitos querem saber o que isso significa para as revistas atuais e ninguém sabe a resposta. Fortune, Time, Sports Illustrated e Money, todas para um público masculino, deveriam ficar com a marca-mãe. As pessoas são particularmente interessadas ​​na Time por causa de seu duradouro status cultural, sua capacidade de lembrar eventos ou tendências com suas capas, e seu papel ocasionalmente grande na cobertura das notícias. Agora ela será parte menos importante de uma divisão de notícias com a CNN.

(Transcrito do Diário do Centro do Mundo)

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