A sombria realidade da destruição ambiental

Milton Corrêa da Costa

Para retratar o contexto de sombria realidade da situação ambiental do planeta, em meio às promessas que só o futuro dirá se serão cumpridas, aqui vale ressaltar a recente declaração do secretário-geral da Rio-92, Maurice Strong, durante o evento comemorativo dos 20 anos daquela conferência:

“Isso que vocês chamam de celebração na verdade não mostra nada a ser comemorado. Estamos mais distante do nosso caminho que há 20 anos” disse.

Para corroborar as declarações de Strong, a jornalista Miriam Leitão, especializada em economia, lembra que da Rio-92 até a Rio+20, o Brasil destruiu, na Amazônia, 328 mil quilômetros quadrados de floresta. Uma vastidão equivalente à soma dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e ainda temos a segunda maior taxa de desmatamento do mundo depois da Indonésia.

A pergunta é: comemorar realmente o quê? A julgar pela realista declaração de Maurice Strong e pela preocupante afirmação da jornalista, a Baía de Guanbara e a Lagoa de Jacarepaguá permanecerão (ad eternum) fétidas e imundas e os bilhões de habitantes do planeta, no final deste século, serão, juntamente com os animais, espécies em extinção, submetidos às piores intempéries, à fome e à sede. A Terra será então um planeta extinto. Quem sobreviver verá.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *