A sorte de Fernando Pimentel é impressionante

Pimentel e a mulher, Carolina Oliveira, estão sendo denunciados

Alberto Lage
Turma do Chapéu

O governador petista de Minas Gerais, Fernando Pimentel, é um sujeito definitivamente afortunado. Até quando as coisas dão errado para ele, acaba saindo do jeito que faz o menor estrago. Nem vamos discutir aqui a sorte gigantesca de Pimentel ter sido eleito governador por WO. Aconteceu do PSDB mineiro esquecer que tinha que lançar um candidato e depois esquecer de planejar uma campanha para o “lich” que arrumaram para a ingrata missão.

Falemos de agora, do seu tempo depois de eleito mesmo. A situação de Pimentel é trágica. Sua gestão ainda nem começou. Mas quem se importa? Os seis meses de PT em Minas ainda não geraram os efeitos dramáticos que a imbecilidade econômica da era Lula-Mantega-Dilma gerou.

Quando a escola em tempo integral foi suspensa em Minas, Dilma já estava ocupando as manchetes e causando pesadelos de quem dependia do FIES ou do Pronatec. Pouca gente se importou quando o governo quis fechar o Ballet Jovem do Palácio das Artes, afinal Dilma já estava na fase de cortar tantos outros programas. Não fossem os esforços dos próprios bailarinos, estariam desamparados até hoje.

ESTADO QUEBRADO?

Quando Pimentel tentou vender a mentira de que o estado estava quebrado,  foi desmentido pelo Banco Central, que disse que Minas teve o maior superávit do Brasil em 2014.

Pimentel pôde nomear em paz um secretário condenado por improbidade, um assaltante condenado e foragido, além de diversos parentes de petistas de todos os tipos pro seu governo. Não prestamos muita atenção, pois eram imoralidades menos impactantes que as muitas que se revelavam diariamente na Petrobras.

SALVO MAIS UMA VEZ

E agora, quando a denúncia sobra diretamente para o governador, a sorte arruma um problema maior e salva Pimentel novamente. Quando a Polícia Federal pede ao Superior Tribunal de Justiça para investigar Fernando Pimentel por lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores, toda a imprensa está mais ocupada com a declaração de que os Odebrecht, ao contar o que sabem, derrubariam a república, e o risco de Lula ser preso.

Se prestarmos atenção, Fernando Pimentel é mais uma tragédia protagonizada pelo PT. Mas no meio de tanta desgraça que o mesmo PT produziu no país inteiro, a gente nem lembra.

(artigo enviado pelo comentarista Ednei Freitas)

11 thoughts on “A sorte de Fernando Pimentel é impressionante

  1. O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), resolveu usar o mandato para tentar desconstruir a imagem de antecessores. O tiro pode estar saindo pela culatra. Nesta terça, na solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, o homem recebeu vaia de todo lado — e o mesmo aconteceu com alguns de seus agraciados. Já chego lá. Vestidos com camisetas pretas, professores se diziam de “luto pela educação”. Sim, a CUT e o Sind-UTE estavam lá. Mas havia grupos sem nenhuma vinculação com as esquerdas.

    Muitos dos presentes protestavam mesmo era contra a lista de agraciados. Pimentel concedeu a medalha, entre outros, a Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo, e a João Pedro Stedile, o chefão do MST, que é um contumaz violador de leis.

    Uma das faixas estampava: “A Inconfidência é dos brasileiros e não do PT”. Manifestantes repudiavam “apadrinhados do PT de reputação duvidosa”. Houve princípio de panelaço quando Pimentel e Lewandowski discursaram. “Estamos indignados com a corrupção, desvio de dinheiro, apropriação da riqueza do país”, afirmou, por exemplo, o comerciante André Brandão.

    Ao se referir ao presidente do Supremo, o ministro predileto dos petistas, o governador de Minas viu nele um homem “fiel à sublime missão da magistratura”, dono de um “incomparável senso de Justiça”. Referindo-se, ainda que de modo oblíquo, ao petrolão, considerou Pimentel: “O sistema jurídico perfeito não é aquele que se alimenta do estardalhaço, mas aquele que se alimenta dos fatos e somente dos fatos”. Huuummm… Nem parece o governante que está há quase quatro meses demonizando os que o antecederam no cargo.

    A solenidade se deu na Praça Tiradentes, mas não foi exatamente pública. Uma área foi cercada para o evento, e 600 pessoas foram selecionadas para desempenhar o papel de “povo feliz”. Os que protestavam contra o governador, contra Lewadowski e contra Stedile — perto de três mil pessoas — não puderam passar a barreira. O PT, ultimamente, anda de mal com o povo…

    Pimentel exaltou a figura de Tiradentes: “Estamos reunidos para celebrar a memória de um homem, um herói e um mito. Representa um ideal sublime e difuso”. Pois é… Eu estou enganado, ou a Inconfidência Mineira foi liderada por personalidades que os petistas hoje não hesitariam em chamar de “coxinhas”?

    Para encerrar: ornar o peito de Stedile com a medalha que remete a um homem que, a seu tempo, lutou contra a tirania é um acinte. Stedile, como resta evidente, é um homem que luta abertamente contra a democracia.

  2. O primeiro ano do Governo de Fernando Pimentel em Minas não está sendo fácil para o petista. Além do possível envolvimento em diversos escândalos, o petista tem tido dificuldades na gestão por conta da diminuição de recursos no estado devido principalmente à crise econômica.

    Nesta quinta-feira (3), em Contagem, na Grande BH, Fernando Pimentel esteve presente no Fórum Regional Metropolitano e o evento foi marcado por protestos de aprovados no último concurso da polícia civil. O processo seletivo foi realizado em 2014, mas até então os aprovados não foram nomeados para exercerem seus cargos.

    Quando Pimentel iniciou o discurso, foi vaiado, enquanto outros presentes viraram as costas, como forma de protesto. A fala também foi marcada por vaias de profissionais da educação da cidade de Divinópolis.

    O barulho não durou mais de um minuto, mas o petista teve que interromper a sua fala. Cerca de 50 pessoas ficaram de costas e levantaram faixas durante o evento.

    Segundo o movimento S.O.S Polícia Civil, formado por aprovados do último concurso da Polícia Civil, 2.500 investigadores precisam ser chamados para suprir parte do déficit do estado, que é de 5 mil agentes. Desse total, o movimento afirma que mil foram convocados e se mudaram de diversos pontos do Estado para Belo Horizonte. No entanto, ainda não foram efetivadas e estão tendo que arcar com custos mesmo sem estarem realmente empregados.

    A justificativa da Seplag é que a contratação dos policiais seria extremamente onerosa ao Estado em um momento de baixa arrecadação.

  3. Fernando Pimentel foi vaiado no Dia da Indústria

    Pela primeira vez na história, um governador foi vaiado em solenidade que reuniu as principais lideranças do empresariado mineiro no Dia da Indústria (foto). Apesar de não ter sido noticiada pelos jornais mineiros, a grande vaia, exaltada com gritos de “Fora PT”, foi registrada em matéria distribuída pelo jornal “O Estado de S.Paulo”.

    Do jeito que está, Pimentel não vai ter coragem de aparecer mais em público. Depois da vaia que recebeu em Ouro Preto no 21 de abril, deixou de comparecer à Expozebu, em Uberaba, por medo de ser vaiado novamente. Na capital, a popularidade do governador do PT também não anda nada muito boa. Recentemente, teve de se esconder entre as prateleiras do supermercado Verdemar, em Belo Horizonte, e sair de fininho, depois que recebeu maior vaia da galera. O povo está de olho vivo, governador.

  4. UBERABA – Protestos contra a presidente Dilma Rousseff e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), marcaram neste domingo a abertura oficial da Expozebu, a maior feira pecuária do país, em Uberaba (MG). Nem Dilma nem o governador foram ao evento. Pimentel tinha presença confirmada por seu governo e pela Associação Brasileira dos Criadores de gado.

  5. O Estado de Minas está vivo! Que bom! No dia 21 de abril, o governador Fernando Pimentel (PT), afrontando o bom senso, a lógica e a história, entregou a Grande Medalha da Inconfidência a João Pedro Stédile, o chefão do MST, um movimento que já não se preocupa nem em esconder os crimes que pratica porque sabe que encontrará interlocução nos gabinetes da República — entre eles, o da Presidência. Integrantes da Assembleia Legislativa e representantes do agronegócio, da indústria e do comércio de Minas reagiram à afronta. Parlamentares de oposição protocolaram um projeto de resolução que susta os efeitos do ato que condecorou um homem que nutre notório desprezo pela democracia.

    “A rigor, até, se ele, o sr. João Pedro Stédile, possuir alguma notoriedade em seu saber, ela o é criminal”, afirma o líder do Bloco Verdade e Coerência, Gustavo Corrêa (DEM), segundo informa o Estadão.

    Pimentel concedeu ainda o Grande Colar da Inconfidência ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, o que também foi alvo de críticas. Segundo Corrêa, isso “demonstrou, claramente, o alinhamento do governo do Estado com os interesses do Partido dos Trabalhadores”. O que eu acho? Ora, penso que o deputado está certo nos dois casos. Critiquei aqui as condecorações num post do dia 22.

    A reação à absurda homenagem feita por Pimentel a Stédile não se limitou à Assembleia. Nesta quinta, os principais jornais do Estado publicaram uma nota de repúdio em nome de seis federações, a saber: da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), das Associações Comerciais e Empresariais do Estado (Federaminas), das Empresas de Transportes de Carga (Fetcemg), das Indústrias (Fiemg) e das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL-MG). Assinam ainda o texto a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Belo Horizonte; a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas); o Centro Industrial e Empresarial (Ciemg) e o Sindicato e Organização das Cooperativas (Ocemg).

    Diz a nota:
    As entidades empresariais de Minas Gerais manifestam sua mais enfática estranheza diante da decisão do governo do estado de outorgar Comenda a quem comanda ações reprováveis de movimentos à margem da lei, particularmente o MST, cujos objetivos, acintosamente, violam os mais elementares princípios democráticos.

    Ao renovar o inarredável compromisso com a lei e a ordem, as entidades abaixo assinadas reiteram a disposição de repelir iniciativas dessa natureza e reafirmam a necessidade de respeito à cultura e ao caráter dos homens e mulheres de Minas Gerais.

    Reiteram, igualmente, a confiança de que o ideário dos Inconfidentes ­ de justiça, paz e desenvolvimento – prevalecerá sobre o autoritarismo, a violência e a ilegalidade, inspirando as decisões das autoridades constituídas no sentido de construir um país justo e democrático.

    Retomo

    É evidente que a medalha concedida a Stédile tem de ser cassada. Minas não pode condecorar um homem que, abertamente, não reconhece os fundamentos do Estado de Direito, sobre os quais se sustenta o próprio ente que o condecorou.

    Não se trata de ser contra a reforma agrária ou a favor dela — as posições podem se dividir, e todas elas são legítimas. Trata-se de ser contra a prática contumaz e organizada de crimes em nome de tal causa. Ninguém tem licença especial para tanto, até onde se sabe. E muito menos deve ser condecorado por isso.

    Ao homenagear Stédile, o governador Fernando Pimentel dá um tapa na cara dos brasileiros — e dos mineiros em particular — que lutam para ganhar a vida honestamente, respeitando as leis do país, democraticamente pactuadas. Pior do que isso, ele também consagra um método de resolução de divergências: a violência.

    A reação dos mineiros ao insulto de Pimentel é mais um sinal de que algo de novo está em curso no país. Os petistas, felizmente, ainda não perceberam.

  6. O público que assiste ao desfile em comemoração ao Dia da Independência na capital mineira ultrapassou a expectativa inicial de 15 mil, conforme cálculos do Exército. Até a entrada dos carros oficiais, as pessoas estavam tranquilas atrás de um cercado na calçada na avenida Afonso Pena e os protestos contra os governos estadual e federal se limitavam a faixas, cartazes e aglomerações longe do palanque oficial, onde estava o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

    Assim que os veículos começaram a entrar na avenida, a Polícia Militar liberou as pessoas a ficarem no canteiro central da avenida. Mais próximo do palanque oficial, um grupo de entre 15 e 20 pessoas começou a gritar frases em coro contra o governador como “Fora Pimentel”, “Devolve o meu dinheiro”, “Ladrão”, “Prende o Pimentel” e “É Sérgio Moro”.

    Por volta das 10h45, o desfile dos militares foi encerrado e Pimentel foi embora sob vaias do público.

  7. Mal chegou a completar um mês à frente do governo de Minas, Fernando Pimentel esqueceu dos compromissos assumidos com os professores. O governador de Minas, durante a campanha em setembro de 2014, defendeu como primeira medida de governo o aumento salarial dos professores. Mera ilusão, pelo visto os professores vão passar 4 anos na expectativa de ter uma melhor remuneração.

    Na época, o atual governador de Minas defendeu: “quem prometer escola integral ou qualquer outra promessa na área da educação, sem corrigir o salário dos professores, está vendendo ilusão”.

    A informação foi publicada no portal Brasil247 em setembro de 2014: Pimentel defende aumento salarial para os professores. Ao assumir proposta eleitoreira, Fernando Pimentel revelou desconhecer a realidade da Educação em Minas já que os governos anteriores já tinham feito esforços para garantir uma melhor remuneração aos professores.

    Em Minas, são mais de 400 mil educadores, mesmo com todos os limites que a Lei de Responsabilidade impõe ao executivo, o ex-governador Antonio Anastasia conseguiu elevar a folha que em 2011 era de R$ 7,7 bilhões com previsão de chegar em 2015 a R$ 9,8 bilhões, caso se concretize, aumento será em torno de 27,% na remuneração aos professores.

    Anastasia chegou ainda a avançar numa política que pudesse melhorar essa remuneração. Em 2012, implementou o pagamento do piso nacional conforme recomendação do Ministério da Educação. Minas então passou a pagar o maior piso nacional para uma jornada de 24 horas e não de 40 horas, conforme orientação do ministério.

    Agora, o governo Pimentel ameaça cortar o pagamento do piso por uma jornada de 24h e exigir que seja cumprido a jornada de trabalho de 40h. Essa mudança iria impor uma perda aos professores, eles trabalhariam mais para ganhar a mesma coisa, fato que pode provocar uma debandada de profissionais do serviço público. Existe uma lacuna na legislação federal e o Ministério da Educação não se posiciona em relação ao impasse.

    O Sind-UTE nos governos tucanos foi intransigente, muitas vezes distorcia a realidade dos fatos e nenhum momento mostrou disposição para a negociação. Até o momento o sindicato não tem se manifestado sobre a posição do governador de Minas. Pelo jeito os professores estaduais em Minas foram iludidos pelo sindicato e por Pimentel que mentiu em proposta de campanha.

    Fernando Pimentel chegou a dizer que em Minas era pago “o pior salário do Brasil para seus professores estaduais”, mais uma vez ele mentiu e agora já afirmou que não vai pagar o novo piso aos professores conforme revela a matéria: Com a palavra o Sind-UTE: Pimentel não vai pagar piso aos professores.

    O governador de Minas parece que esqueceu rápido da promessa de campanha: “Então começa por aí, valorizar e recuperar a carreira do professor, valorizar o magistério e depois vamos discutir a escola em tempo integral”, disse Pimentel.

    Reconhecido pelo próprio governo federal, Minas tem hoje uma das melhores educação básica do país. Tudo isso, graças aos esforços que foram construídos nos últimos anos no estado. Matéria da revista Época atestou a qualidade do ensino: Como Minas Gerais conseguiu a melhor educação básica do país.

    Read more: http://www.jogodopoder.com/blog/politica/pimentel-o-vendedor-de-ilusao-mentiu-para-os-professores-em-minas/#ixzz3n21pSfAW

  8. 30/07/2015 às 14:46
    MPF denuncia Bené, suspeito de ser um operador de Fernando Pimentel

    Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
    O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o empresário Benedito Oliveira Neto, suspeito de ser um operador do governador mineiro Fernando Pimentel (PT), por peculato e fraude em licitação. Ao lado de outras oito pessoas, ele responderá também por improbidade administrativa e pode ser obrigado a devolver os 2,9 milhões de reais que, de acordo com os procuradores, foram desviados em um contrato com o Ministério das Cidades.

    A atuação do grupo teria ocorrido entre 2007 e 2009, por meio da empresa Dialog Serviços de Comunicação (atual Due Promoções e Eventos). Segundo o Ministério Público, a Dialog usava uma estratégia apelidada de “jogo da planilha” para vencer as licitações. O truque envolvia a redução de preço de itens secundários e pouco utilizados e o sobrepreço em itens mais utilizados. Em uma concorrência com o valor previsto de 554 milhões de reais, a empresa saiu vencedora após apresentar um lance de apenas 24,8 milhões.

    O maior – 1,2 milhão de reais – desvio teria ocorrido na organização da 3ª Conferência Nacional das Cidades, realizada em dezembro de 2007. O sobrepreço em um dos itens chegou a 1.500%. Entre os denunciados, ao lado de Bené, estão sete ex-funcionários do ministério, inclusive a ex-subsecretária de Planejamento, Orçamento e Administração Magda Oliveira e o coordenador de Licitação, Francisco de Assis Rodrigues Froés.

    Os procuradores afirmam que Bené agiu em parceria com os servidores. “Verifica-se que este concorreu dolosamente para a prática dos atos criminosos aqui descritos ao arquitetar ilicitamente, em conluio com funcionários públicos do Ministério das Cidades, a vitória de sua empresa no certame licitatório pregão eletrônico”, diz a ação penal.

    Benedito Oliveira já é investigado em outros casos de corrupção. O executivo Gerson Almada, da Engevix, apontou aos investigadores da Lava Jato que Bené era o arrecadador de propina para a campanha de Pimentel. O empresário também pertence à família dona da Gráfica Brasil, fornecedora da campanha de Pimentel e investigada na operação Acrônimo, da Polícia Federal, por indícios de lavagem de dinheiro. Bené foi preso em maio mas deixou a cadeia depois de pagar fiança.

    Suposta transportadora

    Na Operação Lava Jato, Rodrigo Janot, procurador-geral da República, se comporta como uma espécie de Mamãe Gansa: abre as suas asas protetoras sobre os procuradores, que retribuem com demonstrações de apreço e gratidão. Os alvos principais do Ministério Público, nesse caso, são os empreiteiros, como sabemos. Quando os políticos estão na pauta, parece haver um pouco mais de, como direi?, pruridos. Nesse caso, Janot já não é tão Mamãe Gansa assim.

    O procurador-geral ignorou sem muita solenidade os argumentos da ação ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral de Minas, no dia 18 de dezembro do ano passado, pedindo a cassação do diploma do então governador eleito do Estado, Fernando Pimentel (PT), e do seu vice, Antônio Andrade (PMDB), além da inelegibilidade de ambos. No dia 11 daquele mês, com base em parecer do próprio Ministério Público Eleitoral, o TRE de Minas havia rejeitado as contas de campanha de Pimentel por quatro votos a dois, com a aplicação de multa de R$ 50,8 milhões.

    Na ação ajuizada, a Procuradoria Regional Eleitoral acusa governador e vice de “utilização de contabilidade de conveniência, extrapolando o limite de gastos fixado pelo partido em R$ 10.170.808,34, omissão de despesas realizadas por outros candidatos, partidos ou comitês que favoreceram a campanha da dupla, emissão extemporânea de recibos eleitorais, após a prestação de contas final, e não lançamento de doação na segunda prestação de contas”. A íntegra da ação está aqui.

    A Procuradoria acusa a campanha de Pimentel de ter usado “duas estruturas de arrecadação e gastos, com a mesma pessoa no comando”: uma era a do candidato propriamente; a outra, a do Comitê Financeiro Único do Partido dos Trabalhadores.

    A ação da Procuradoria Regional Eleitoral, com efeito, documenta uma transação financeira absolutamente heterodoxa: o Comitê Único fazia doação à conta de Pimentel, que, por sua vez, doava de volta ao Comitê Único. Segundo a legislação, o candidato é responsável apenas pelos gastos da sua conta.

    A heterodoxia foi longe. Boa parte dos recibos justificando despesas foi entregue à Justiça Eleitoral depois da prestação de contas final, com data retroativa. Mas não só: grande parte das doações do candidato ao Comitê Único se deu após as eleições: nada menos de R$ 7.125.000,00 depois, contra R$ 6.629.500,00 antes. O mesmo aconteceu com as doações do comitê ao candidato.

    Essa lambança, segundo o TRE e o Ministério Público Eleitoral, permitiu que houvesse uma extrapolação nos gastos de R$ 10.170.808,34 — gasto, portanto, além do valor declarado: R$ 42 milhões. E por que se fez isso? A Procuradoria Regional Eleitoral responde: “Candidato e comitê financeiro realizaram contabilidade de conveniência, selecionando os gastos de campanha com os quais cada um iria arcar, de forma que, ao final, as contas do candidato saíssem imaculadas”.

    Para vocês terem uma ideia, Pimentel doou ao Comitê R$ 13.754.500 — mais da metade depois da eleição. E o Comitê doou a Pimentel R$ 24.199.199,03. Pois bem: o agora governador não precisa responder por aqueles mais de R$ 13 milhões — afinal, é coisa do comitê. Ocorre que, conforme atesta a Procuradoria Eleitoral, parte considerável da campanha ao governo foi paga, ora, ora, pelo comitê.

    Pior: como boa parte do troca-troca de valores foi realizada depois das eleições, foi possível fazer uma “conta de chegada”, de modo a fabricar, a posteriori, o resultado necessário.

    Se o TRE recusou as contas por quatro votos a dois — e a decisão caberá ao TSE — e se a Procuradoria Regional Eleitoral viu nessa lambança vícios insanáveis, Janot não enxergou nada demais. Enviou ao Tribunal Superior Eleitoral parecer em que pede a aprovação das contas, acusando mero erro formal. Também se posicionou contra a multa de R$ 50,8 milhões.

    No macro e no micro

    E não é só nos macrodados que a conta da eleição de Minas apresenta formidáveis estranhezas. Vejam a foto lá do alto. Agora leiam trecho de reportagem da Folha do dia 18 deste mês:

    “O PT de Minas Gerais pagou cerca de R$ 675 mil na campanha eleitoral do ano passado –na qual Fernando Pimentel foi eleito governador– a uma empresa que não existe no local registrado. Pela prestação de contas, a firma realizou serviços de transporte de cargas e de locação de veículos ao partido. Daniel Gonçalves Coutinho, 22, abriu a ‘Transportadora Coutinho’ menos de oito meses antes das eleições e declarou à Junta Comercial ter um capital de R$ 30 mil, preço de um carro popular. Como microempresa, a transportadora pode ter uma receita anual máxima de R$ 360 mil.”

    Pois é… Sabem aquela foto lá no alto? Está registrada como a sede da “transportadora” que teria prestado serviços à campanha de Pimentel…

    Com a palavra o TSE. Janot não viu nada de estranho. Mamãe Gansa, muito rigorosa, ficaria estarrecida.

  9. Imagine a sorte do des-governador da Riveira Francesa de são Paulo.
    Governando e Corruptando por longos 30 anos e nada lhe acontece, blindado e protegido pela Midia NaziFascistacorrupta nada de braçada em sua incompetência administrativa com ares de tragicom[édia….
    Se não fosse eu e o Sr. Newton aqui no blog, ninguém tem a coragem de citar os desmandos desse governadorzinho de merlim e sua quadrilha de tucanorruptos
    Semana passada ainda tivemos a PIADA DO ANO, com o Prêmio de gestão hidrica , mesmo deixando São Paulo nas trevas do racioanamento e seca, há bairros que ficam semanas sem ´água……
    Fora o festival de explosões de caixas eletrônicos, este ano bateu todos os recordes de violência…….
    qual será esse enigma para ser decifrado com os tucanalhas…????

  10. Imagine a sorte do des-governador da Riveira Francesa de são Paulo.
    Governando e Corruptando por longos 30 anos e nada lhe acontece, blindado e protegido pela Midia NaziFascistacorrupta nada de braçada em sua incompetência administrativa com ares de tragicom[édia….
    Se não fosse eu e o Sr. Newton aqui no blog, ninguém tem a coragem de citar os desmandos desse governadorzinho de merlim e sua quadrilha de tucanorruptos
    Semana passada ainda tivemos a PIADA DO ANO, com o Prêmio de gestão hidrica , mesmo deixando São Paulo nas trevas do racioanamento e seca, há bairros que ficam semanas sem ´água……
    Fora o festival de explosões de caixas eletrônicos, este ano bateu todos os recordes de violência…….
    qual será esse enigma para ser decifrado com os tucanalhas…????

  11. Ednei, eu das Gerais, não tenho memória fraca. Fico matutando, tentando saber para que o governador(?) emplumado das Gerais, fez 127 viagens ao Rio de Janeiro em um ano, usando a aeronave oficial do Estado. Va trabalhar assim la no baixo Leblon.

    “Quando Pimentel tentou vender a mentira de que o estado estava quebrado, foi desmentido pelo Banco Central, que disse que Minas teve o maior superávit do Brasil em 2014.”

    Sem numeros, esse alegado superávit, tem o mesmo valor de zero, bolinha, ó. Não vale nada!

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