A submissão econômica do Brasil perante a agiotagem nacional e estrangeira

Martim Berto Fuchs

“Diminuir a relação entre dívida pública e PIB é o grande desafio da presidente Dilma Rousseff, que acaba de jogar sua grande cartada, ao obrigar o Banco Central a reduzir os juros básicos da economia para 7,5% ao ano, a menor taxa da História do Brasil”, disse Carlos Newton, e Flávio José Bertolotto completou: “Um país deficitário, o que sempre foi o caso do Brasil, e usando o déficit para financiar custeio e não investimento, fica sempre dependente dos donos do capital, que são 80% estrangeiros.”

Irineu Evangelista de Souza, Barão e Visconde de Mauá, foi o primeiro a sentir o gosto amargo do modelo escravista dos nossos “governos”. O Pedrinho II e sua turma de inúteis, carreados quando da vinda do Joãozinho VI, já preferiam naquela época ser rentistas do que produtores.

É simplesmente inconcebível pagarmos os juros que pagamos para a banca, enquanto países com menos potencial pagam ou pagavam de 3% a 5%. A Espanha, agora quebrada, teve que elevar o juro básico a 7% a.a. , e nós,  elogiados pela banca,  só agora,  numa escala descendente, estamos chegando perto disso, pois há pouco pagávamos mais do dobro.

E tudo por quê? Porque temos que sustentar uma cambada de inúteis e outra de ladrões, que conseguem a proeza de consumir UM TRILHÃO E MEIO DE REAIS por ano que nos são extorquidos via impostos, para manter a farra na Corte da nossa Monarquia Republicana. Discutem entre si como fazer para investir 50 bilhões no ano, pois nem isto deixam sobrar. Torram tudo.

O mais impressionante é lermos seguidamente artigos de “entendidos”, que condenam todos países que conseguem ter superávit, como Alemanha. Para esses, se teve superávit, é porque está explorando alguém. São incapazes de tecer um paralelo entre como agem esses governos e o nosso. Começando pelo quesito educação.

O Brasil paga juros elevados, porque aqueles que nos assaltam desde 1808 assim o querem. Primeiro, “gastam” de forma perdulária o dinheiro dos impostos, depois, para qualquer investimento necessário, “emprestam” o seu dinheiro a juros escorchantes, para investir em alguma obra superfaturada.

O Brasil é um país tão rico em recursos naturais que os banqueiros deveriam vir aqui e dizer: “Vejam quanto vocês precisam e digam
quanto querem pagar de juros”. Mas não, estamos sempre saltando de colo em colo e sendo estuprados, primeiro por Portugal, depois pela Inglaterra, Estados Unidos e agora nossos “governantes” estão nos “oferecendo” para a China, que tendo feito o dever de casa, é quem está em melhor situação, superavitária.

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