A vitória medíocre do Brasil contra a França

Helio Fernandes

Que primeiro tempo de Brasil e França. 45 minutos de nada, de vazio, de inútil. Antes de tudo, parabéns à torcida, que generosamente não vaiou a seleção. Nem o Felipão, que como sempre, gritou e gesticulou, mas não orientou. Chatíssimo do princípio ao fim. Os dois goleiros não fizeram defesas, ninguém chutou.

Ronaldo fenômeno “ia” estrear como comentarista, o que dizer? Com os formidáveis interesses que representa, ou criticava para valer ou ficava em silêncio, fez a opção correta.

Enquanto espero que o segundo tempo seja melhor, lembrança resumida dos dois últimos Brasil-França, que assisti no México, 1986, e na França, 19998. Duas derrotas para o Brasil. A primeira, injusta, nos pênaltis. A segunda, justíssima vitória da França, depois das inexplicáveis convulsões do agora comentarista. A França só tem esse título conquistado em casa, igual à Inglaterra. Dificilmente ganharão outro título.

PRESTEI ATENÇÃO

Segundo tempo, prestei atenção, Fred voltou. No primeiro tempo, pegou duas bolas. Aos 2 minutos, só ele e o goleiro, jogou no alto. Aos 42, cabeceou também sozinho, não entendeu, cobriu o rosto com as mãos. Dizem que tem “faro” de gol, perde muitos. Faz um, ganha manchetes. Esperemos.

Aos 9, a defesa da França se abre, Oscar empurra, gol do Brasil. Aos 21, em excelente posição, Fred chuta, o goleiro faz grande defesa, está ali para isso.

35 minutos, o Brasil não vai fazer outro gol, o segundo? A medíocre seleção da França parece satisfeita, do meio do campo atrasa a bola para o goleiro. Finalmente, quase aos 40, um contra-ataque do Brasil, Hernanes faz o segundo, com a “colaboração” do goleiro.

Aos 47 o árbitro ajudou com um pênalti, foi bom para o Lucas fazer seu gol. Um comentarista amigo termina assim: “Foi bom para o Brasil ganhar confiança”. Os japoneses, que assistiram pela televisão e jogam contra o Brasil no fim de semana, também “ganharam confiança”. Basta fazerem o que Zico ensinou em quatro anos.

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9 thoughts on “A vitória medíocre do Brasil contra a França

  1. A França está na repescagem das eliminatórias da copa de 2014. A seleção basileira venceu mais não convenceu, está faltando alguém naquele time só o “asno” é que não consegue ver .

  2. Dois túmulos do futebol brasileiro juntos na Selecinha da Globo, vamos esperar o que.?
    Um disse assim, “O gol é um pequeno detalhe”, o outro retranqueiro disse assim “volante é bom que marca gol, mais é melhor ainda se não deixar os outros marquerem..”(em nóis)…”, eh!eh!eh
    Nem perco mais o meu precioso tempo assistindo os jogos da seleção, e olhem que não estou só, conheço várias pessoas que nao assistem.

  3. Hélio, esse e-mail anda circulando na internet. Só você com essa memória de elefante pode confirmar ou contar a verdade:
    A origem e trajetória de Eike.
    Um crime de lesa Pátria.
    Década de 50:
    Augusto Trajano Antunes (representante da Bethlehem Steel e da Hanna dos USA) e Eliezer Batista (funcionário da Vale, empresa criada por Getúlio Vargas) fundaram a MBR concorrente da Vale. Assim Eliezer vendeu-se a Antunes: cometendo gravíssimo crime de peculato, contra o Brasil.
    Década de 60:
    Eliezer é demitido da Vale por receber suborno de empreiteiros. Assume então a presidência de empresa de Antunes (a ICOMI no Amapá, que mais tarde surge em nome de Eike). Protegido por Antunes Eliezer volta à Vale, e continua a cometer crime de peculato, transferindo mercados da Vale para a sua própria MBR.
    Década de 70:
    A Vale compra Carajás da U S Steel. O patrimônio da Vale sobe para mais de 30 bilhões de dólares, convertendo-se na maior mineradora de ferro do mundo.
    Década de 80:
    Eliezer volta à Presidência da Vale e vende cerca de 30% deste gigantesco patrimônio por 180 milhões de dólares (menos de 5% do valor)! O governo chega a perder o controle da Vale: sua participação cai abaixo de 50%. Reina a confusão, a Folha de S Paulo, a Tribuna da Imprensa, O Globo, denunciam o crime. A revista Senhor publica um mapa de jazidas da Vale sobre o qual se lê: “a ser cedido ao grupo Antunes”. Denuncias abortam a transferência de jazidas de ouro (Bahia) para sócios de Eike, e de jazidas de bauxita para grupo americano (oeste do Para). Jazidas da Vale em Corumbá (Urucum) surgem nas mãos de Eike. O senador Severo Gomes aprova uma CPI e publica livro expondo a gigantesca roubalheira (leitura obrigatória: Companhia Vale do Rio Doce: Uma Investigação Truncada. Editora Paz e Terra. Prefacio de Paulo Sergio Pinheiro ). Eliezer é demitido. Porem permanece imensamente rico e impune – a origem do fenômeno Eike.
    Década de 90:
    O resto da Vale é vendido por 4 bilhões de dólares . Os próprios compradores a avaliam e compram! (depoimento de Daniel Dantas à Miriam Leitão). Eike (leia-se Eliezer) emerge do nada, subitamente, como um dos homens mais ricos e geniais do mundo. Dinheiro corre. Corrompem a esquerda e á direita. Compram consciências, políticos e funcionários públicos. Filmes, livros, jornalistas, vendem sua patranhas, exaltando a genialidade do pai e filho.
    Década de 2010:
    Aconselhado por José Dirceu, Eliezer e Eike entram em petróleo. O geólogo Paulo Mendonça, e Rodolfo Landim, da Petrobras, arrancam a peso de ouro técnicos da empresa, e estruturam a OGX. Pedro Malan e Rodolpho Tourinho vão assessorar Eike. O Fundo de Marinha Mercante empresta bilhões e seu presidente vai trabalhar para Eike.
    Entretanto não se pode roubar corromper, enganar e ainda se exibir, para todos e para sempre. O crime necessita da proteção das sombras. E Eike é um exibicionista compulsivo. E péssimo empresário. Tardiamente, o mercado está descobrindo. Processos dos lesados virão. Nos USA já estariam presos. Como Jose Dirceu provavelmente estará.

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