Abater bandidos que portem fuzis é a proposta mais óbvia dos últimos tempos

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O rifle é fabricado especificamente para a precisão do tiro

Francisco Vieira

A proposta do governador eleito Wilson Witzel de permitir que atiradores de elite atinjam e matem bandidos que estejam em via pública armados com fuzis pode ser considerada a melhor proposta, a proposta mais real que apareceu no Rio de Janeiro nas últimas décadas.

Normalmente, os confrontos entre traficantes e policiais no Rio de Janeiro se dão com ambos os lados armados com fuzis automáticos, que dão rajadas e têm o alcance médio de 3.800 metros, aproximadamente, o que o torna mortal para qualquer pessoa que esteja em um círculo com diâmetro de 7.600 m em torno do atirador.

PERIGO IMEDIATO – Portanto, qualquer cidadão, homem, mulher ou criança, que esteja nessa área coberta pelo raio de 3.800 metros em torno de um criminoso armado, estará correndo perigo imediato de ser morto, irresponsavelmente. Para que isso ocorra, basta o bandido apertar o gatilho, já que ele não tem preocupação ou compromisso com quem ou onde a bala atingirá.

Será que alguém ainda tem coragem de questionar “perigo imediato”, pelo fato das autoridades brasileiras terem se acostumado com o caos, com a desordem, com a tolerância ao erro e com os marginais desfilando em grupos armados?

Agora, tente imaginar o que a polícia de Nova Iorque ou de Londres faria, ao se deparar um grupo tão armado como as quadrilhas cariocas andando calmamente em bairros das respectivas cidades!

BALAS PERDIDAS – Ao contrário do que se argumenta, quando qualquer pessoa realiza um disparo em via pública, é impossível saber o que ou quem o projétil atingirá. E isso vale para o tiro disparado pelo policial e para o tiro disparado pelo bandido. Ao sair do cano da arma, somente Deus saberá  quem será atingido, se a bala terá a sua trajetória modificada por ricochete ou por outras situações fortuitas e se acabará por matar um inocente ou um culpado.

O uso de um atirador sniper visa reduzir ao mínimo possível, com um disparo de precisão, o risco da polícia atirar em via pública e atingir um inocente, pelo fato do atirador saber, com maior chance de acerto, onde o projétil atingirá, do que aqueles policiais que dão rajadas ou dão centenas de disparos apenas “no rumo” dos agressores usando apenas as miras normais das armas que, mesmo dotadas de miras telescópicas adaptadas, não são usadas para o disparo de precisão.

Para uma arma ser apropriada para o disparo de precisão não basta que apenas se coloque uma mira telescópica na sua parte superior, como é muito visto nas operações policiais. A arma precisa ter sido fabricada para essa função específica!

DISPAROS DEMAIS – Em um rápido confronto, realizado entre dez bandidos e dez policiais, todos armados com fuzis que, geralmente, vêm com carregadores de vinte cartuchos, significa que serão dados 400 disparos “a esmo”, pelos dois lados, em um confronto que visava atingir apenas os dez criminosos e dez policiais.

A todo esse risco, devemos acrescentar aquele adicionalmente produzido se os policiais e bandidos usarem o modo rajada. Nesse caso, um carregador desses demorará menos de dez segundos para ser esvaziado e será trocado por outro cheio, o que significará mais vinte disparos adicionais, podendo finalizar, no final da rápida operação, mais de mil disparos efetuados pelos bandidos e policiais, em uma área urbana habitada.

MENOS VÍTIMAS – O atirador de elite, também chamado de sniper, existe para que o risco de se atirar em via pública e de se atingir um inocente seja extinto ou diminuído ao máximo.

Com o uso de atiradores de elite, diminuirá expressivamente o número de inocentes mortos por balas perdidas durante os confrontos, pois os policiais só darão um tiro para cada bandido avistado e o bandido não atirará na polícia por estes estarem fora da visão dos criminosos. Na verdade, com essa modalidade de ação, cairá o número de policiais mortos e até mesmo os confrontos entre policiais e bandidos poderão ser reduzidos.

MIRA TELESCÓPICA –  O sniper usa uma mira telescópica que pode aumentar a proximidade do atirador em até 24 vezes para ele poder, calmamente, visualizar o criminoso e suas regiões vitais. Obviamente, será impossível que ele venha a confundir uma vassoura, uma arma de brinquedo, uma ferramenta, um guarda-chuva ou qualquer outro objeto com um fuzil, já que a visão que terá dos criminosos será a mesma que ele teria se estivesse a poucos metros de distância deles.

Portanto, por ser um “tiro de precisão” e pelo fato do atirador estar abrigado e fora do alcance das balas dos criminosos, ele não tem pressa em puxar o gatilho e não se precipita em atirar no primeiro vulto que aparecer pela frente, como faria qualquer policial da linha de frente por medo de ser morto.

HORA DE DECIDIR – Portanto, já está na hora dos governantes decidirem de que lado estão: dos traficantes e dos assaltantes que agem armados com fuzis, ou do lado das vítimas de balas perdidas e das pessoas inocentes, mortas nas vias públicas e até mesmo nas escolas.

E vejam que o governador eleito nem se referiu às pistolas de “uso restrito das Forças Armadas”: Elas poderão continuar sendo portadas normalmente pelos criminosos? Ou também serão merecidamente abatidos?

59 thoughts on “Abater bandidos que portem fuzis é a proposta mais óbvia dos últimos tempos

  1. Não se faz omelete sem que se quebrem as cascas dos ovos, diz o ditado.

    Por mais que boa parcela da população não aceite certas medidas policiais, o Brasil está tão envolvido pela violência que, para combatê-la, precisa usar da mesma prática, ser violento!!!

    Na razão direta que os traficantes e assaltantes estão usando armas de grosso calibre e exclusivas das FFAA, estas devem compor o armamento policial, que irão usá-las em quem estiver portando fuzis e pistolas!

    – Ah, mas será então uma matança generalizada – dirão os aqueles ainda não foram atingidos pela tragédia de um parente morto.

    No entanto, os assassinos também não escolhem quem matam, e atiram no primeiro que julguem inimigo ou que deva morrer!

    Concordo com este tipo de medida.
    Ela é dura, vai de encontro aos novos parâmetros de como tratar a violência, mas somos um país violento, que trata mal a sua população, que rouba e explora o seu povo, então que, pelo menos, evite o cidadão ser imolado, sacrificado, em números recordes a cada ano!

    Não podemos mais servir de alvo para bandidos treinarem a pontaria!
    Muito menos para ajudar os governantes na diminuição da população!!!

    O novo governador do Rio implantará os snipes?
    Ótimo, pois começará a demonstrar para os criminosos que terão enfrentamentos a partir do ano que vem, que poderão ser mortos da mesma forma como estão fazendo com as pessoas, portanto, que se cuidem!

    Aplaudo e apoio o artigo escrito pelo meu xará, Francisco Vieira, pois aborda um tema importante, e que deve ser colocado em prática, sim, pois picada de cobra se cura com o veneno da própria serpente, assim como a imunização da pessoa á base de vacinas, a prevenção, cujo vírus é implantado no corpo humano para que este produza anticorpos!

    Quem guerra?
    Pois terão!!!

    • Caro Bentl.

      -Ora, a esquerda não vive dizendo que quer reduzir os confrontos com a polícia nas comunidades carentes?
      -Não vive dizendo que quer acabar com as balas perdidas que ceifam a vida até de crianças nas salas de aula?

      -Taí a receita de como fazer isso com a diminuição QUASE A ZERO das balas perdidas disparadas pela polícia durante as operações!

      Obviamente, os advogados (com o presidente da OAB na frente, que “já saiu atirando em todas as direções”, defendendo a fonte de renda dos seus filiados) não concordarão com a medida: Bandido morto não paga honorários, nem precisa de habeas corpus.
      -Quanto às vítimas?
      -Para esses “defensores da democracia e do direito de ir e vir”, elas que se danem, que morram e que seja logo enterradas! O importante é dinheiro no bolso, mesmo que esteja sujo de sangue de homens, mulheres e crianças inocentes deste sofrido país.

      Abraços.

  2. Caro Francisco Vieira,
    Abaixo transcrevo excelente artigo sobre o assunto.

    O GOVERNADOR, O SNIPER E O TERRORISTA “INOFENSIVO”
    NOVEMBRO 1, 2018 GIOVANI GUIMARÃES 45 COMENTÁRIOS
    Sniper
    Este breve artigo visa a abordar a questão jurídico-penal envolvida na declaração do governador eleito do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, no sentido de que atiradores de elite (snipers) terão o respaldo do governo para abaterem criminosos que estejam portando ostensivamente armas de uso exclusivo das Forças Armadas, como fuzis.

    Em que pese notoriamente adequada à lei, à realidade e ao senso comum, tal declaração parece ter deixado perplexos alguns “especialistas”, notadamente do jornalismo e da área jurídica.

    A seção brasileira da Anistia Internacional, por exemplo, reagiu de imediato afirmando que a iniciativa do governador eleito “afronta a legislação brasileira”, afirmação daquelas que se lançam com a máxima velocidade para, repetida tantas vezes quantas forem possíveis, tornar-se uma “verdade” inquestionável antes que se proponham estudos mais sérios e honestos acerca do tema, estratégia costumeira entre “defensores” incondicionais de “direitos humanos” daqueles que dedicam a vida a aterrorizar seres humanos.

    Como as soluções pré-fabricadas por burocratas de plantão não nos satisfazem, vejamos o que diz a lei penal e como a medida proposta pelo governador eleito a ela se coaduna.

    A questão gira em torno de uma das causas excludentes da ilicitude do fato, e consequentemente de seu caráter criminoso, previstas na lei, especificamente no art. 25 do Código Penal.

    Trata-se da chamada legítima defesa.

    O art. 25 do Código Penal assim dispõe:

    “Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.”

    Pois bem.

    Quando um policial abate um criminoso durante um confronto armado, não há a menor dúvida de que atua sob o manto da legítima defesa (própria), porque age para repelir uma injusta agressão atual contra si. Neste caso, também age acobertado pela descriminante do estrito cumprimento do dever legal (art. 23, III, do Código Penal), uma vez que tem o dever funcional de fazer cessar a ação criminosa, protegendo assim a sociedade.

    O suposto problema – absolutamente irreal, mas incrivelmente imaginado por aqueles que se escandalizaram com o anúncio do governador eleito – surgiria quando o criminoso fosse abatido “apenas” por estar portando um fuzil ostensivamente, em pleno meio urbano, mas não propriamente em combate com as forças policiais.

    Parece que a fértil imaginação dos escandalizados alcança um nível tal que lhes permite cogitar a hipótese de um cidadão, trabalhador, honesto e cumpridor da lei adquirir um fuzil, sabe-se lá por que meios, e empunhá-lo, pública e ostensivamente, apenas por diversão, sem a menor intenção de ferir ou matar alguém.

    Loucuras à parte, analisemos a questão posta à luz da legislação vigente.

    Para melhor compreensão, fazem-se necessários alguns esclarecimentos a respeito do conceito de agressão iminente, bem como do que seria o uso moderado dos meios necessários, mencionado no aludido art. 25 do Código Penal.

    O caráter iminente de uma agressão não se verifica exclusivamente a partir do aspecto temporal. Agressão iminente não é simplesmente aquela que está prestes a acontecer. Conceitos jurídicos não decorrem de meras consultas a dicionários. Antes, devem aproximar-se ao máximo da finalidade para a qual a lei foi concebida e do sentido e alcance indicados pela interpretação sistemática de seus termos.

    No caso da legítima defesa, como a finalidade da ação daquele que se defende é repelir, isto é, afastar a agressão, impedir que ela se concretize, deve-se entender que agressão iminente é aquela que reúne, de acordo com os sinais externos inequívocos, todas as condições em potencial para se concretizar a qualquer momento.

    Na hipótese especificamente cogitada, há ainda um fator importantíssimo a ser considerado: além de ser evidente que um criminoso empunhando um fuzil em plena cidade represente uma ameaça constante de agressão a um número indeterminado de pessoas, capaz de se concretizar a qualquer momento, mais evidente ainda é que, se o agente policial praticar qualquer ação legítima tendente a detê-lo (o que está obrigado a fazer por dever funcional, sob pena de prevaricação), será ele, obviamente, o alvo da agressão.

    Portanto, não há dúvida alguma de que o policial, em casos tais, está diante de uma agressão iminente.

    No que tange ao emprego dos meios necessários, é tranquilo o entendimento de que estes consistem nos recursos de que disponha o autor da ação legítima para, com eficácia, fazer cessar aquela agressão iminente. No caso em análise, o sniper disporia de uma arma de logo alcance e de precisão (fuzil), única capaz de atingir tal objetivo, já que qualquer aproximação do criminoso que empunha ostensivamente também um fuzil colocaria em risco a vida daqueles que apenas cumprem seu dever funcional.

    Por isso é que também a hipótese da “prisão do criminoso para que responda nos termos da lei” pelo crime por ele praticado, isto é, pelo porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 16 da Lei 10.826/03) – hipótese que talvez ocorra na imaginação daqueles que se indignaram com a decisão do governador de preservar a vida de policiais em detrimento da de terroristas – revela-se absolutamente implausível. Como se aproximar e efetuar a prisão do criminoso que empunha um fuzil justamente para atingir policiais a centenas de metros de distância e não ser preso?

    Trata-se, pois, de mais uma hipótese que só existe no imaginário de alguns, obviamente divorciada da realidade.

    Quanto à moderação no emprego desse único meio eficaz, pelo que foi exposto até aqui, parecem desnecessárias maiores considerações. A moderação está indissociavelmente vinculada à necessidade do meio empregado (“meios necessários”). O que a lei quer evitar, evidentemente, é que a intensidade da ação defensiva não vá além do suficiente para fazer cessar a agressão, o que logicamente pressupõe alguma proporcionalidade, ainda que não matematicamente exata. No caso, é mais do que claro que o disparo à distância efetuado por sniper (meio necessário, como já visto) para repelir a agressão iminente (criminoso que ameaça a sociedade e a legítima ação policial empunhando um fuzil) não iria nada além do suficiente para fazer cessar a agressão.

    Portanto, por mais que se incomodem os adeptos da ideia de que a melhor forma de combater o crime é não combatê-lo, a corajosa iniciativa declarada pelo governador eleito, caso colocada em prática, terá pleno respaldo legal.

    Felizmente, posições descoladas da realidade, juridicamente infundadas e desprovidas de qualquer utilidade prática, senão a de opor toda ordem de obstáculos à ação do Estado na defesa da sociedade ante o crime, são cada vez mais escassas.

    Já são repudiadas pela sociedade que não suporta mais assistir a burocratas irresponsáveis fazendo malabarismo para transformar verdadeiros terroristas em vítimas e criminalizar ações legítimas voltadas justamente a combatê-los.

    E devem ser veementemente refutadas no âmbito judicial, do qual urge expurgar a falácia de que o Direito Penal existe para proteger o indivíduo infrator da lei dos presumíveis abusos do Estado no exercício do direito de punir.

    Muito pelo contrário, ele existe e sempre existiu para proteger a sociedade ordeira contra indivíduos inescrupulosos e perigosos, como o terrorista que, pública e ostensivamente, empunha um fuzil para intimidar as forças policiais e toda a coletividade cumpridora da lei que àquelas incumbe proteger.

  3. O único perigo é abater um adversário político à distância, vai lá coloca um fuzil na mão dele e diz que estava portando um fuzil, pronto está justifica a morte do desafeto. Num lugar onde se executa uma vereadora em plena via pública, e o caso não é esclarecido, tudo pode acontecer. No mais, o fato do cara ser bandido já é condenável, armado de fuzil então ai já é agredir demais da conta o conjunto da sociedade. Que mal eu pergunte, são muitos os bandidos que portam fuzil no RJ, mais do que 1 dúzia ? Será que tanto alarde no entorno de uma bravata, não é apenas manobra diversionista para esconder a falta de solução para o RJ ?

    • Luiz Felipe, se você computar o número de fuzis que têm sido apreendidos antes de chegarem às mãos dos criminosos, e considerando que segundo a própria polícia os fuzis apreendidos são apenas pequena parte do número de carregamentos que são feitos pelos contrabandistas, chegará facilmenter à conclusão de que não há uma dúzia, há várias centenas de fuzis em circulação nos meios criminosos.
      Quanto ao perigo de simular o uso por um desafeto para assassiná-lo, o protocolo proposto pelo governador Witzel de filmar todas as operações de snipers torna isso pouco provável.
      É preciso compreender que estamos vivendo um estado de guerra não declarado entre a polícia e os traficantes, que tem produzido um grande número de mortes de civis inocentes pelas balas perdidas nos confrontos, não só entre a polícia e os traficantes, mas também entre os próprios traficantes.
      É óbvio que a solução do problema só virá a longo prazo, com a melhora das condições de emprego, educação e nível de vida da população, e melhora das condições de policiamento e justiça, mas durante os vinte ou trinta anos que isso demorará (se for feito da maneira devida, o que pelos resultados (ou falta deles) das administrações passadas é questionável), o que você sugere que se faça até lá para proteger a população?

      • O simples fato de infundir medo, temor, no meliante que em si já um medroso e por medo faz loucuras, já pode surtir algum efeito positivo em prol da população ordeira. Não disse que sou contra, apenas estou tentando dizer que se resolvêssemos já o estado brasileiro, todos juntos, aproveitando o momento que ai está de decadência terminal da república, dando a estados como RJ, SP e MG, p.ex, a estrutura que eles estão necessitando há muito tempo, talvez não precisássemos chegar a esse tipo de pena de morte.

        • Prezado Felipe.

          -Quando o bandido encontra com a minha, com a tua família nas ruas, nos estacionamentos das escolas ou nos semáforos, ele não pergunta se você é eleitor do BOLSONARO ou se eu sou eleitor do LULA.
          -Ele apenas mata! Ele apenas destrói as famílias!

          -Portanto, meu caro, a luta pela melhor segurança pública, para que um dia você e eu possamos sair ás ruas com as nossas famílias, sem sentir medo, deve ser SUPRAPARTIDÁRIA e SUPRAIDEOLÓGICA, pois de um lado estarão os bandidos e do outro estaremos todos nós. Como Alvos!

          Abraços.

    • Luiz, a possibilidade de se fingir um tiro lícito para assassinar um desafeto será bastante limitada tendo em vista o protocolo sugerido pelo novo governador, em que todas as ações de sniper serão filmadas até o tiro final inclusive. E quanto à quantiodade de fuzis, basta olhar os carregamentos que vêm sendo apreendidos e, considerando que pelas próprias declarações da polícia, estees carregamentos não são mais do que uma fração do que é trazido pelos contrabandistas, para chegar à conclusão de que não há uma dúzia, mas sim muitas centenas de fuzis e muitos milhares de cartuchos de munição nas mãos dos bandidos.
      É preciso que se tome consciência de que estamos vivendo um estado de guerra não declarado entre a polícia e os traficantes, no qual muitas pessoas inocentes estão morrendo pelos tiros perdidos disparados por ambos os lados. É óbvio que matar os criminosos porrtando fuzis não é solução par o problema, se não houver uma melhoria real das condições de educação, saúde, saneamento e emprego dea população menos favorecida, nem uma melhoria nos processos de investigação policial, da justiça e do sistema prisional. Mas, nos vinte ou trinta anos que isso demorará para dar resultado (o que, em vista dos resultados das últimas administrações é duvidoso), o que você sugere que seja feito para proteger a vida da população e dos policiais enquanto isso?

  4. A pessoa que está portando ou trazendo consigo um fuzil (ou outra arma qualquer) não necessariamente está expondo a vida e a saúde de terceiros.
    Um mula, ou qualquer um numa comunidade, pode a mando de alguém (p.ex.: traficante) levar a arma de um lugar ao outro – do contrário, seria ignorar a situação de medo, receio que vive moradores.

  5. Francisco; excelente matéria.
    Só dois comentários: Existem balas perdidas, mas muitas mortes são intencionais pelos bandidos, a fim de tumultuar a sociedade e por a culpa nos policiais.
    O outro item é que se precisa fazer um trabalho nestas “ongs” que defendem os coitadinhos, obstaculizando o trabalho da polícia.
    De modo geral, excelente o texto, para convencer a todos de boa intenção, de que o Sniper, é a melhor solução para este problema.
    Só será abatido, aquele que andar com fuzil de guerra em via pública.

    • Um fuzil não é um brinquedo qualquer que um “mula” possa estar transportando pra lá e pra cá, ademais se é “mula” já tem alguma culpa, sem falar que o porte da arma em si já é crime, face ao qual não é dado a ninguém alegar ignorância.

  6. Um texto simples e realista com base na razão. Infelizmente o Rio de Janeiro tem que ser exemplo de combate o crime organizado. E São Paulo nesta também caminhando para a mesma realidade do RJ. Fuzil sendo padronizado.

    • Amigo Alex
      Nosso problema é que o Rio e São Paulo não são os únicos, mas apenas mais dois. O país todo está virado numa “zona”. Se não ocorrem ações fortes
      e permanentes, a criminalidade só aumentará.
      AbraçoFallavena

      • Grato amigo Fallavena. Se for em uma comunidade no RJ. Tranquilo de dia conto 60 fuzis. Tudo novo com jovens entre 20 e 35 anos. A realidade é que a herança da esquerda só tem solução no abate. uma pergunta sua pessoa reside em SP.

        • Amigo Alex-RJ
          Não e deixei de lá morar na década de 80 quando a empresa tentou me promover para chefia de departamentos. Não aceitei.
          Moro em porto alegre, desde sempre. Já no Rio, tenho a metade de minha família. Irmãos, sobrinhos e muitos primos. Conheci o Rio em 1972. em setembro passei alguns dias lá.
          Abraço
          FGallavena

  7. “: ‘Só o canalha precisa de uma ideologia que o justifique e o absolva’.”” Nelson Rodrigues

    E o fato é que ideologias são produtos da mente e portanto uma mentira, que nos afasta da realidade, que é tão ampla e complexa que, como já observava Shakespeare: “há mais entre o céu e a terra….”

    A esquerdinha é assim: arrogante, mentirosa, distorce os fatos e até costuma negá-los, mesmo diante deles.

  8. Excelentes comentários e artigos!

    Quem defende as ações de um “cidadão” usando uma arma poderosa, nas ruas e vielas, atirando a qualquer hora e em qualquer pessoa, encapuzado, eliminando o direito de viver e de ir e vir dos demais cidadãos?
    Só um outro “cidadão” como o armado!

    O estado tem o dever de agir, mesmo a força, para defender o estado!

    Enfim, nosso grande problema nas discussões, dos debates e na busca de soluções ocorrem quando SE CONFUNDEM OPINAR COM PALPITAR.

    Para opinar é preciso conhecimento amplo e experiências. O resto é apenas “”palpite
    .
    E palpite se usar para jogar na loteria!

    Que o governador do Rio, escolhido como, talvez, última esperança da parcela do povo que deseja mudanças por lá, tenha a coragem de empreender suas ações.

    O resto, bem o resto é conversa de bêbado.
    Fallavena

  9. O engraçado é que o PT aprovou a Lei do Abate para aeronaves não identificadas, que pode ser um motivo de dúvida sobre as intenções da aeronave.
    Agora quando um marginal portando arma de grosso calibre, as vezes mais potentes que dos órgãos ofiliais de repressao vem o pessoal do minimi reclamar.
    Faça-me o favor! !!!

    • Só que depois de esgotados os meios coercitivos, conforme vemos o último parágrafo – cuja disposição não é à toa.

      Art. 303. A aeronave poderá ser detida por autoridades aeronáuticas, fazendárias ou da Polícia Federal, nos seguintes casos:

      I – se voar no espaço aéreo brasileiro com infração das convenções ou atos internacionais, ou das autorizações para tal fim;

      II – se, entrando no espaço aéreo brasileiro, desrespeitar a obrigatoriedade de pouso em aeroporto internacional;

      III – para exame dos certificados e outros documentos indispensáveis;

      IV – para verificação de sua carga no caso de restrição legal (artigo 21) ou de porte proibido de equipamento (parágrafo único do artigo 21);

      V – para averiguação de ilícito.

      § 1° A autoridade aeronáutica poderá empregar os meios que julgar necessários para compelir a aeronave a efetuar o pouso no aeródromo que lhe for indicado. (Regulamento)

      § 2° Esgotados os meios coercitivos legalmente previstos, a aeronave será classificada como hostil, ficando sujeita à medida de destruição, nos casos dos incisos do caput deste artigo e após autorização do Presidente da República ou autoridade por ele delegada.

  10. Repórter do Globo News, no vídeo abaixo, entrevistando o futuro governador:

    “…um CIDADÃO com um fuzil, de costas (para o policial), (terá) a possibilidade de (que) um policial, sniper, possa executá-lo sem ele esteja representando nenhuma ameaça…”

    https://www.youtube.com/watch?v=zUClmRyszJg

    -A repórter, provavelmente com um ponto enfiado na orelha, apenas repete as perguntas que recebe do patrão para fazer ao governador. Não se pode esperar outra coisa das Organizações Globo que não seja a defesa dos traficantes, dos assaltantes, dos ladrões e dos errados, enfim!

    -Ora, quantas vezes os senhores, VERDADEIROS CIDADÃOS, saíram de casa carregando um fuzil? Não digo nem devidamente acomodado no porta-malas do carro, digo “nas mãos” mesmo?
    -Quantas vezes, os senhores, os VERDADEIROS CIDADÃOS que carregam esta Nação nas costas, sentiram a NECESSIDADE, neste ano de 2018, de saírem para trabalhar, para um restaurante ou para irem à casa de algum parente, balançando um fuzil na mão como se fosse um guarda-chuva?
    -Quantas vezes os senhores, CIDADÃOS que devem ser protegidos pelo Estado, prioritariamente, precisaram sair à rua à frente das suas casas ou dos seus apartamentos para exibir um fuzil aos amigos e mostrar o seu funcionamento?
    -Quantas vezes em 2018 os senhores realizaram um disparo de fuzil na “ponta da rua” onde mora só para que os amigos vissem como a arma “era boa”?

    Ora, senhores, um drogado, um bêbado, um irresponsável ou qualquer outra PESSOA DESPREPARADA e, portanto, sem a devida autorização e qualificação legal, que porte um fuzil ou uma arma em via pública COM A FINALIDADE DE INTIMIDAR OU DE AMEAÇAR ALGUÉM OU ALGUM GRUPO RIVAL estará, irremediavelmente, oferecendo AMEAÇA IMEDIATA não só ao policial que resolver intervir, mas, principalmente, aos incautos cidadãos que estejam no raio de alcance da arma, já que entre o apertar do gatilho, a saída do projétil pelo cano da arma e o surgimento de uma vítima de “bala perdida” não demorará mais do que alguns segundos – e ninguém saberá, nem mesmo os defensores de bandidos, as reais intenções e o humor do criminoso e quando ele resolverá efetuar algum disparo.
    Portanto, a segurança das pessoas deve ter prioridade.

    Abraços.

    • As causas do crime não estão no próprio crime em si. Ninguém nasce criminoso…

      Se por uma questão do sujeito estar com um fuzil é requisito bastante para o seu bate por um atirador (vamos usar o termo existente na nossa língua pátria), então, qualquer negociação no caso de refém seria desnecessária e autorizaria o abate.
      Muitos “Sandros” seriam eliminados para sorte, salvação, de muitas “Geisas”.
      Afinal, está aí uma situação com perigo de vida real, e não abstrata como o caso de algum soldado do tráfico, portar um fuzil, mula, encarregada do seu transporte – como também de drogas… e muitas das vezes são enquadrados como traficantes diante das vastas ações definidas no tipo penal de tráfico – com a mesma pena.
      Contudo também seria de se esperar que muitos “Sandros” preferissem partir para o tudo ou nada – já que saberiam não haver chances de negociação.
      Na privação da liberdade do refém pelo criminoso, manda o regulamento uma série de procedimentos e ação de um negociador, autorizando a de um atirador somente em casos extremos – mesmo o risco sendo mais eminente do que quem esteja portando um fuzil na comunidade – traficante ou mula.
      Sob alegação de possibilidade de confronto e vitimação de terceiros inocentes e de policiais, querem, no entanto, autorizar o abate a qualquer custo da imagem do país.
      Determinado promotor (ou procurador) de justiça do Rio veio com artigo no O Globo, em defesa da proposta do Witzel, governador eleito.
      Logo o servidor (ou “membro”, como gostam de serem tratados – dos servidores só querem os direitos, que são a eles, “membros”, estendidos, além de toda sorte de benefícios imorais que promovem a si mesmos em causa própria) de instituição que tem em mira a missão de fiscalizar o cumprimento da lei, sempre com razoabilidade.
      Mas tudo bem. Essa Instituição já anda desacreditada mesmo porque foi incapaz de qualquer ação contra a turma do Cabral, deixando o saque ocorrer às claras. Sempre houve falta de transparência e contrariedade aos princípios administrativos nos atos do Cabral enquanto governador, como presidente da Alerj, e até hoje esse é uma das casas legislativas com menos transparência.

  11. Temos que ler a mente dos esquerdalhas para que o combate ao crime organizado não cai nas suas armadilhas. E já podemos começar a leitura com estas mulas. Eles são capazes de orientar o tráfico a colocar crianças e mulheres inocentes para transportar fuzis. Tem que tomar muito cuidado com a esquerdalha, como disse a Dilma vamos fazer o diabo. Eles são capazes de tudo, a esquerda brasileira não é a mesma esquerda européia.

  12. Prezado Francisco e demais comentaristas.

    É preciso que o Brasil conheça esse blog. Além do ótimo, esclarecedor, magnífico texto do Vieira, os comentários que se seguiram são incontestáveis.

    Pelo ZAP, já discuti com diversos esquerdopatas, mas não tinha tido a luz que o Francisco Vieira trouxe. Com a permissão dele, implícita, já repassei a vários grupos.

    Por fim, deixo aqui uma indagação, talvez até ingênua: por que essa esquerdalha defende a ação dos bandidos?

    Eles não têm medo de morrer?

  13. Excelente comentário do Francisco Vieira.
    Concordo com ele da primeira até a última letra.
    É de medidas assim que estamos precisando urgentemente aqui no Rio e no resto do Brasil.
    A população ordeira e pacífica agradece e aplaude de pé!!!

  14. O sniper ideal, da ora, é aquele que consegue acertar o alvo certo que é o nó górdio, que precisa ser desatado, que é causa da bagunça geral que ai está há algum muito tempo, que é a república federativa com prazo de validade vencido há muito tempo. Mas esse sniper nem pensar em colocá-lo na cena política, não é mesmo ? Quem é que quer resolver a causa da doença, não é mesmo, dá muito trabalho, vai acabar com muita teta de muito marajá, mais fácil continuar empurrando tudo com a barriga, remediando os sintomas, e ir levando até onde der, não é mesmo ? O diabo é que já deu.

  15. Como já disse o sábio Franck Castell: só Deus pode julgar, mas alguém tem que providenciar esse encontro!
    Totalmente a favor da idéia. Chega de ser refém indefeso da violência. Parabéns ao governador do Rio pela ideia.

  16. Desconheço a lei chinesa, mas ouvi dizer que lá corruptos são abatidos com tiro na cabeça. E quando fazem parte do governo, dizem que são dois. Será ? Já pensou se essa moda pega no Brasil ?

  17. Essa luta contra a bandidagem esta CORRETA. Somente uma sugestão: EMPREGO DE HELICÓPTEROS que permitem o deslocamento RÁPIDO E OPORTUNO. Os SNIPERS devem ser treinados para atuar desde HELICÓPTEROS, assim a bandidagem terá resposta rápida a suas ações delitivas. Ataques terrestres dar forças policiais seriam reforçadas por ataque aéreo de SNIPERS para ABATER BANDIDOS EM CONFRONTO, tudo fica filmado para evitar que os defensores de bandidos possam usar Fake News. Os ataques das forças americanas no meio oriente usam já faz anos esta tecnologia e agora tem que ser usada contra a bandidagem. SNIPERS bem treinados sobre HELICÓPTEROS com pouco danos colaterais sera a solução mais apropriada. IMAGINEM AO INVÉS DE IR EM VEÍCULOS TERRESTRES AS FORÇAS DA ORDEM ATACAR OS BANDIDOS TRANSPORTADOS VELOZMENTE COM HELICÓPTEROS E COM SNIPERS DANDO COBERTURA DESDE HELICÓPTEROS. BANDIDO COM FÚSIL NA MÃO ABATIDO DESDE O CÉU, NÃO PERMITINDO A MENOR REAÇÃO, TUDO GRAVADO COM CÂMERAS QUE NÃO DEIXEM DUVIDAS DAS AÇÕES FEITAS.

      • Perfeito. Foi noticiado que Witzel viajara a Israel para trazer Drones com estas características. Porem a ocupação ou ataque das forças da ordem deve ser diferenciada em relação a bandidagem e isto da os HELICOPTEROS; VELOCIDADE E OPORTUNIDADE. Com SNIPERS e/ou DRONES o ataque a bandidagem será letal.

  18. Não entendo essas pessoas que acham que combater fogo com fogo é a solução para o problema do Rio de Janeiro, usar snipers para abater bandidos é sim uma boa opção, mas essa opção não é nada mais do que botar bandaid em buraco de bala, em outras palavras, uma solução a curto prazo

    Vi gente comparando a reação dos governos de outros países caso se encontrassem na mesma situação do Rio de Janeiro, o que chega a ser um absurdo, o pq? Pq eles sabem que a real solução é previnir que o jovem seja recrutado pelas facções, investindo pesado em educação para dar perspectiva de vida aos mesmos, ao invés de usarem Snipers para abater as mesmas pessoas que o Estado deveria ter dado a devida infraestrutura para que não fosse necessário tal medida.

    Parabéns ao autor do artigo, explicou bem essa possível solução, mas me encontro decepcionado com os ditos “Brasileiros” que acham que é essa a solução para toda a violência

  19. Acho justa a preocupação de que autoridades acertem por engano algum inocente, mas acho absurdamente ignorante que a preocupação neste momento seja só esta. O fato incontestável é que o crime está levando cada vez mais pessoas para seu lado e a motivação é clara. Impunidade. Dizer o que não pode é fácil, mas colocar ações eficientes e de simples implementação para resolver o problema é o que temos carecido. A violência já se espalhou a muito tempo dos grandes centros para o interior do país. O crime organizado consegue melhores resultados com polícias destreinadas, mal armadas e insuficientes nestas cidades isoladas e o resultado pode levar a colocar cidades inteiras nas mãos destas quadrilhas. A cadeia de responsabilidade sobre esta assunto é bem clara, não adianta que as autoridades tentem se iludir achando que podem se isentar. Ou apoiam a ideia do governador e adequem a lei como fazem sempre que precisam ou achem ideia mais eficiente. Simples assim.

  20. Para evitar abates fraudulentos deveria ser filmado e apresentado como prova de que realmente ocorreu dentro dos parâmetros da lei. Tiro filmado , abate filmado chame do que quiser, mas se não houver prova por parte do atirador de elite, ele deverá responder processo sem excludente de ilicitude

  21. Caro Jornalista, como esta postagem ficou “para trás, vou inserir estes posts nele. Estes artigos são para quem acha que o governador e o Bolsonaro estão errados em considerar bandido com fuzil um alvo legítimo:

    “‘Pool de traficantes’ de vários estados, incluindo o RJ, comprou os fuzis apreendidos na Argentina, dizem investigadores – Força-tarefa de agentes federais dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil investiga uma espécie de ‘sindicato’ de traficantes de todo o Brasil que encomenda armamento pesado do exterior. O arsenal apreendido no sábado (3) em quatro cidades argentinas foi um desses pedidos.

    No estoque retido há um armamento sofisticado, comum nas mãos dos traficantes cariocas, como fuzis AR-15 e AK-47 ou pistolas nove milímetros. Mas há também escopetas que não fazem parte do dia a dia das facções no RJ. Foram encontrados também revólveres.

    Ao todo, 620 armas foram apreendidas. Dentre elas:

    -344 armas longas (fuzis, escopetas e metralhadoras);
    -276 curtas (pistolas e revólveres);
    -32.940 projéteis de diversos calibres;
    Nas apreensões, os agentes conseguiram encontrar ainda:
    -2 fuzis M4, de fabricação americana;
    -3 fuzis M16 e 2 AK-47, de origem russa;
    -1 submetralhadora MAG, belga.”
    (Fonte: G-1, 07/11/2018)

    PCC TEM PLANO PARA LIBERTAR O “SINTONIA” MARCOLA.
    As forças de segurança que ocupam o perímetro da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no oeste paulista, detectaram na noite desta segunda-feira, 5, o sobrevoo de dois drones na região. A suspeita é que os aparelhos tenham sido usados por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para verificar o dispositivo de segurança desdobrado nas proximidades da penitenciária que abriga a cúpula da facção criminosa. Na tentativa de abatê-los, viaturas das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) perseguiram os drones até a cidade vizinha de Caiuá. Os policiais, no entanto, perderam o contato com os aparelhos.

    A presença dos drones foi repassadas às agências de inteligência envolvidas na operação criada para impedir o plano de resgate de Marcola, líder máximo do PCC. Descoberto pela inteligência policial, o plano prevê a contratação de mercenários que usariam armas de guerra, como lançadores de foguetes e metralhadoras.

    Em razão disso, o Comando da Policia Militar de São Paulo solicitou ao Comando Militar do Sudeste (CMSE) o empréstimo de metralhadoras de calibre .50 para que sejam usadas na segurança do presídio. A ideia era ter o equipamento para dissuadir qualquer ataque ao presídio. Anteriormente o Comando da PMSP já tinha enviado metralhadoras MAG, calibre 7,62 mm, para agentes da corporação que cobrem o perímetro da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e negocia empréstimo de metralhadoras de calibre .50 do Exército para proteger o entorno da prisão onde está a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), no oeste paulista. Homens das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) foram treinados na semana passada para usar esse tipo de armamento no quartel do 37.º Batalhão de Infantaria Leve, em Lins, também no interior do Estado.

    Oficialmente, o Comando da PM informou apenas que a operação na região “conta com o apoio e suporte logístico do Exército Brasileiro, sem envolvimento de efetivo”. Esta é a primeira vez desde 2006 que a polícia paulista pede apoio do Exército para garantir a segurança das penitenciárias. Tudo porque a inteligência da polícia detectou um plano de resgate de Marcola, e de outros integrantes da cúpula da facção em que o PCC contaria até com a ajuda de mercenários.

    Para o plano, era previsto ainda o uso de lança-foguetes, metralhadoras e aeronaves. “A cúpula do PCC tem urgência. Eles acreditam que o futuro governo (Jair) Bolsonaro vai endurecer ainda mais a situação deles”, afirmou um dos envolvidos na investigação. Marcola está condenado a 332 anos de prisão e não tem perspectiva de sair da penitenciária. A cúpula da facção teme ser transferida para um presídio federal – diferentemente dos líderes de outras facções pelo País, os chefes do PCC não foram enviados a penitenciárias geridas pela União.

    PCC JÁ CONTRATOU MERCENÁRIOS:
    A FSP avança no detalhamento baseada em uma carta enviada pelo senador eleito Major Olímpio (PSL) em identificar de onde viriam os mercenários para paticipar da operação. Em ofícios enviados ao Exército e à Aeronáutica pelo Major(PMSP) Olímpio (PSL) na semana passada. Nos documentos, ele pedia ajuda para a PM paulista no enfrentamento ao suposto grupo de mercenários que estariam planejando o resgate de presos.

    “As informações trazem que diversas forças paramilitares iranianas, nigerianas e membros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) teriam sido contratadas para tal empreitada criminosa, o que foge das ações perpetradas por criminosos comuns”, diz o ofício enviado ao parlamentar. As informações não foram desmentidas pelo governo paulista.

    ROTA PAULISTA
    “Os PMs já estão usando essas metralhadoras (MAG 7,62mm), mas o perigo só passará com a movimentação dos líderes criminosos”, disse o parlamentar. A PM reforçou na semana passada o efetivo na região. Há um mês já havia enviado um pelotão da ROTA e outro do Comando de Operações Especiais (COE). A eles se juntou outro pelotão da tropa de choque, um esquadrão do Regimento de Cavalaria e dois blindados do Comando de Policiamento de Choque.

    A região está com dois helicópteros Águia e o aeroclube de Presidente Venceslau foi interditado. Mais de cem homens participam da ação. Em nota, o comando da Polícia Militar informou que “mantém o aumento de efetivo policial, com apoio do Comando de Policiamento de Choque, no município de Presidente Venceslau”. De acordo com as investigações, o plano de resgate de Marcola foi tramado por Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, um dos maiores narcotraficantes da América do Sul. Trabalhando da Bolívia e do Paraguai, Fuminho opera com o PCC para enviar cocaína para a Europa e para a Ásia. Ele estava planejando a contratação de mercenários que soubessem manejar o armamento de guerra para resgatar os chefes do PCC.

    Fuminho estaria envolvido no assassinato de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, líder da facção que foi morto no Ceará em fevereiro deste ano. Conversas interceptadas pela polícia mostram que a facção estaria disposta a usar até R$ 100 milhões no plano.

    Segundo informações encaminhadas pelo Major Olímpio ao Exército e à Aeronáutica, os criminosos também pretendem usar armamento pesado como as metralhadoras .50 (já usadas em vários atos criminosos no Brasil), para conter os policiais de sair dos quartéis e os helicópteros da PM de levantarem voo, como já teria ocorrido em Araraquara e Bauru em outras ações criminosas. Também o uso de explosivos em quantidades não usuais em ações criminosas no Brasil e sistemas de lançadores de foguetes, como os russos RPG-7. Estas armas muitos usadas na África e movimentos árabes. Por isto a vinda de mercenários destas regiões.

    O EXÉRCITO NÃO PODE EMPRESTAR ARMA DE GUERRA PARA A POLICIA…
    O Comando Militar do Sudeste (CMSE) confirmou que o 37.º Batalhão de Infantaria Leve é usado para o treinamento de policiais militares independentemente da situação criada pelo PCC no Estado.

    Na avaliação do Comando, será difícil a cessão das metralhadoras à PM. Como são armas de guerra, seria necessário alteração legal. O interesse da Polícia Militar pela arma, além do poder de fogo, é por seu caráter dissuasório. Em São Paulo, a ação do Exército na área de segurança pública é incomum. Ela ocorreu só em três oportunidades: as visitas do papa Bento XVI e do presidente americano George W. Bush e os ataques do PCC nas ruas em 2006. Se nos dois primeiros houve emprego de tropa, no terceiro não. Mais uma vez é este o modelo procurado pela polícia de São Paulo. Em 2006, o Exército assinou convênio com a Secretaria da Segurança para permitir o uso de helicópteros do Comando de Aviação do Exército para o deslocamento rápido de tropas policiais ao oeste do Estado. Agora, mais uma vez, a PM está atrás de um equipamento do Exército de que ela não dispõe: as metralhadoras calibre .50.

    BOLSONARO SOB AMEAÇA DE NOVO ATENTADO PLANEJADO PELO PCC
    A carta do Major Olímpio desvenda o segredo mantido até o momento nas ameaças de atentado contra o Presidente eleito Jair Bolsonaro. Após a tentativa frustrada, em 06SET2018, em Juiz de Fora, e as medidas de proteção adotadas, o PCC está recorrendo a mercenários, considerando que não possui experiência e equipamento necessário para um atentado onde as forças de segurança: PF, COT (Comando de Operações Táticas), CFN (Tonelero) e Operações Especiais do Exército protegem o presidente eleito. Porém, as medidas teriam de ser ainda mais restritivas tornando o Presidente eleito em um virtual prisioneiro.

    (Fonte:http://www.defesanet.com.br/…/GHBR-%E2%80%93-PCC-avanca-em…/)

    Abraços.

    (Ps: Cada dia fica mais claro que o Adélio trabalhava para o PCC, por isso as autoridades falam de um NOVO atentado a ser feito pelo grupo)

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