Abram os olhos contra a burrice


Paulo Bressane

Recebi um e-mail que diz: “Nossos adversários querem nos dividir… numa ação fascista, jovens ligados ao PSDB e outras forças da direita estão fomentando gangues para promover brigas e segregar militantes que lutam em defesa do povo”.  E um membro do diretório do PT diz: “…é fundamental que o PT e o conjunto da esquerda disputem o espaço das ruas, e disputem corações e mentes dos manifestantes e dos setores sociais por eles representados. Quanto à nossa ação de rua, devemos ter presença organizada e massiva nas manifestações que venham a ocorrer. Isto significa milhares de militantes de esquerda, com um adequado serviço de ordem, para proteger nossa militância dos para-militares da direita. É preciso diferenciar as manifestações de massa das ações que a direita faz dentro dos atos de massa…”.

Para estes, só me resta repetir Roberto Campos: “A burrice, no Brasil, tem um passado glorioso e um futuro promissor”. Não podemos ficar de braços cruzados se não quisermos que o futuro imaginado por Campos se concretize de forma ainda mais contundente. A missão é árdua e envolve várias frentes socialmente permissivas.

DOUTRINAÇÃO

A burrice está presente, por exemplo, na doutrinação socialista das salas de aula, no ensino superior gratuito mesmo para quem tem condição de pagar por ele, no corporativismo das instituições, na deformação dos “partidos” políticos, na benevolência com os crimes e a corrupção deslavada, na discriminação sexual, e por aí vai, em uma longa lista de aberrações que passam ainda pelo assistencialismo eleitoreiro, que no governo petista alcançou os pícaros da indecência, com todo tipo de bolsas para calar tanto os muito pobres como os muito ricos, tudo isso passando, é claro, pelo circo da copa, da olimpíada, do trem-bala e das propagandas milionárias mostrando um Brasil próspero e sorridente.

As ruas estão reivindicando justas melhoras, as para isso tem de se conscientizar de que a burrice tem preço. E no caso da ideologia comunista impregnada nas bandeiras estampadas com foice e martelo, assim como nas camisetas vermelhas com estrelinhas amarelas, o preço pode ser gigantesco, impagável.

Falar em comunismo significa, num primeiro momento, cooptar jovens alienados pelo canto das sereias na gratuidade dos transportes, nas cotas de proteção educacional, no subsídio dos bens materiais, entre outras benesses que, com o passar do tempo, transformam-se em muros contra a liberdade criativa, numa cubanização miserável – para onde também tem caminhado a Venezuela – onde a elite no poder consegue usufruir benesses capitalistas e o povo tem de se dar por satisfeito em poder usufruir do “luxo” de usar um papel higiênico. (transcrito do jornal O Tempo)

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