Abusos da PM do Rio são comentados até pelo New York Times. É a glória!

Sergio Caldieri

Deu no New York Times: abuso e truculência da PM nas manifestações dos professores no Rio. A matéria tem os seguintes destaques:

1- O PM idiota que se vangloria no Facebook de ter quebrado o cassetete batendo em professor.

2- Vídeo que mostra quando os oficiais PMs forjam flagrante em manifestante. Plantaram morteiro no adolescente e o levaram preso algemado…

3- Vídeo de advogada que dá voz de prisão a oficial PM por abuso de poder.

E aí, Cabral? E aí, Eduardo Paes?
Será que a Dilma ainda vai chamar o Cabral para compor o Ministério? Se bem que, pensando bem, os dois (Dilma e Cabral) se merecem…

Para nossa reflexão.

http://thelede.blogs.nytimes.com/2013/10/04/police-officer-in-brazil-jokes-on-facebook-about-breaking-truncheon-over-protester/?_r=1&

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25 thoughts on “Abusos da PM do Rio são comentados até pelo New York Times. É a glória!

  1. Minha solidariedade irrestrita ao moderador, Carlos Newton, que não censurou comentários de quem ora reclama, mas impediu que ofensas e agressões fossem publicadas, alterando na sua essência a liberdade de expressão com permissividade, de modo a não obedecer as regras mais comezinhas de educação e respeito.
    Aplaudo a decisão de começar a inibir textos que não dizem respeito aos temas postados, que são nitidamente pessoais e provocativos, preconceituosos e segragacionistas, afirmando que o mesmo pode se dar comigo na eventualidade de eu ultrapassar a linha que deve ser obedecida da civilidade e sociabilidade.
    O Blog, pelo visto, começa a se valorizar e a se respeitar com medidas que impeçam se transformar em ringue, em campo de insultos, em palco para pessoas descomprometidas com um mínimo de obediência e limites com os frequentadores, em consideração ao espaço à disposição que temos fruto de um trabalho árduo e de alta qualidade, e que não deve ser maculado da maneira como vinha sendo usado.

  2. A Bíblia tem servido para quem não acredita nela quando os versículos atendem aos interesses nada confessáveis de interesseiros de plantão.
    O anônimo, acima, tem reiterado – inclusive à base de ofensas – que não acredita na Bíblia e de quem se deixa conduzir pelos seus ensinamentos, diferentemente de hoje, que se mostra seguidor do que ela registra.
    Se passou a acreditar em Cristo e na Bíblia, ótimo, caso contrário, mais uma vez se mostra deturpador do significado de dignidade, corroborando com a sequência do Livro em questão:

    “Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
    O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.”
    Lucas 6:44-45

  3. Tá legal, Newton, tá legal!
    Entendo e aceito a tua decisão sem qualquer contrariedade da minha parte, haja vista estares determinado em manter o nível elevado do Blog, desejado e esperado por todos os seus participantes.
    Nada a retrucar, nem oferecer aos frequentadores receitas que, depois de prontas, podem redundar em total fracasso, tanto de aparência quando de sabor!

  4. O desequilíbrio se manifesta quando uma pessoa usa um livro ou autor que não se acredita para fundamentar o próprio pensamento!
    Além da contradição explícita, a disparidade entre o que se diz e o que se faz!
    Quanto à identificação, o anônimo deveria saber porque estudou desde a tenra idade e em colégio de nível conceituado, que somente o nome completo identifica a pessoa, caso contrário não haveria a necessidade de carteira de identidade ou nome completo no colégio onde afirma ter estudado ou no emprego ou na polícia ou em lugares que exigem que apresentemos nosso nome por inteiro, e não apenas o prenome.
    De fato, concluí o Ensino Médio aos sessenta anos, pois não tive como fazê-lo antes, mas aprendi lições que me surpreendem o anônimo não tenha captada, pois teve um ensino de qualidade e em tempo adequado, a ponto de teimar que apenas um nome identifica quem quer que seja.
    Mau aluno seria a resposta?
    Afinal das contas, os méritos referidos não condizem com a maneira como escreve!

  5. Para que comissão da verdade se o que acontecia em 64 continua acontecendo na vista de todos ?
    Espero que o povo tenha tino e nos livre do partido que comanda o 01 estado ha mais de 8 anos.
    A Policia e a cara dos que governam !

  6. Creio que os mais antigos ( ainda vivos), tiveram professores (as) de primeira Linha…

    Nos dias atuais, assistimos professores (as) apanhando de policia…REALMENTE ..chegamos
    ao fundo do poço. Mas..quem merece a culpa por tudo isso que assistimos ?

    OS PRÓPRIOS PROFESSORES(AS). (principalmente os que lecionam História ).

    Deviam transmitir o conhecimento de cidadania politica aos seus alunos ( estes mais tarde
    serão eleitores ) e então com uma forte visão politica como um todo…estes seriam
    eleitores politizados com visão sedimentada de quem presta (candidato) e quem não presta.

    Portanto..sofrem por não usarem de sabedoria politica na transmissão do conhecimento, pois
    nem imaginam a credibilidade que os professores tem no seio da sociedade, e com isso perdem
    a oportunidade de darem a sua colaboração para a mudança mental politica dos jovens .

    Isso é uma lástima . E o resultado é o que estamos assistindo..professores apanhando como
    marginais.

    YAWHE SEJA LOUVADO…

    Carlos de Jesus – Salvador -Bahia

  7. Darcy, compreendo e concordo com você. A Bíblia é um amontoado de sandices temperadas com alguma sabedoria. O primeiro testamento apresenta um deus ciumento, raivoso, vingativo, irracional, praticante de limpeza étnica, protetor de um povinho atrasado em detrimento do resto da humanidade, divindade maldosa inventada pelos mamíferos ultra ignorantes e prepotentes. O segunda supera o primeiro em maldade, em alucinação e em pretensão. Tal como você, em relação aos jesuítas, também estudei com os beneditinos, tendo sido obrigado a me preparar para sabatinas sobre o que eles chamavam de História Sagrada.
    Para se combater, criticar, ou rejeitar alguma coisa é necessário conhecer e dissecar essa coisa. A Bíblia é um livro tão falso como o Sudário de Turim. Nada pode ser mais idiota do que conceber um criador que depois estabelece proibições em relação aos instintos que ele próprio criou. Que precisão! Que elegância verbal! Religião é um obstáculo no caminho da realização. Muita bobagem, muita ignorância, com a pretensão de ser verdade, utilizando frases bombásticas como “magna est veritas legitima, et prevaelebit”.

  8. Os abusos da PM do Rio são bíblicos. Inspirados no Antigo e no Novo Testamento.
    Contrariando o que proclamava Aquavita, o prior dos jesuítas, o papa negro de priscas eras, a Bíblia é o reino do desprezível materialismo.

  9. Eu …lamento muito que este blog “incomparável” sirva de palco para acusações pessoais, que, na imensa maioria das vezes, em nada contribuem para ilustrar e produzir cultura, de alguma forma,para os leitores. São muitos estados, muitas universidades, até países, atentos aos artigos aqui publicados. De minha parte, declaro aqui minha admiração pelos comentários valiosos do Darcy e do Francisco Bendl, cujas presenças entre nós produzem tantos e tamanhos ensinamentos e reflexões. Peço a ambos que prossigam escrevendo, tendo em mente que a Paz deve ser perseguida, sempre, já que estamos diante de dois homens sensíveis, de intelecto e conteúdo humano indiscutíveis. Discordemos! Façamos uso de forte discordância! Mas o âmbito pessoal e o universo do caráter devem ser preservados.
    Aproveito para solicitar ao Carlos Newton o e-mail do Francisco Bendl (se ele permitir), pois desejo publicar no meu site spadoconhecimento.com.br aquela memorável matéria sobre a Cultura Árabe. Hoje este meu trabalho sobre Filosofia (minha área básica), Sociologia e História Universal recebe mais de cinco mil visitas/dia, circula em empresas, universidades e órgãos públicos brasileiros, e eu ficaria muito feliz se pudesse enriquecê-lo com aquele brilhante trabalho do Francisco Bendl. A propósito dele, que exemplo! Continuar estudando, aos 60 anos!!! Parabéns para você, e parabéns para todos nós, Bendl, por conhecê-lo e tê-lo aqui.

  10. Meu caro Almério Nunes, coração valente,
    Claro que concordo que o Newton te forneças o meu e-mail.
    Aliás, para quem quiser corresponder-se comigo pessoalmente, ai vai:

    chicobendl@gmail.com

    Será uma honra, Almério, apesar da minha limitada capacidade intelectual e cultura incipiente, poder colaborar contigo de alguma forma.
    Quanto à encrenca entre mim e o anônimo, ontem firmei um compromisso com o Wagner Pires que, dependendo de mim, eu não mais tomaria iniciativa de provocá-lo, porém, que ele não me chamasse à peleia, pois eu continuarei nas minhas respostas e nesta troca de insultos.
    Se estou incomodando ou deixando alguns frequentadores e participantes do Blog decepcionados, lamento, mas estas reações contrárias ao que hoje vem acontendendo entre mim e ele, deveriam ter vindo desde o início, quando o anônimo começou com o seu deboche, preconceito e segregação contra a minha pessoa.
    Enfim, estou disposto à trégua, na razão direta que estarei a postos para qualquer convite implícito ou explícito à retomada das estocadas se assim for o desejo do anônimo.
    Obrigado pela lembrança, caro Alméerio, no entanto, vê bem este convite que me fazes, pois estás lidando com um sujeito tosco, sem qualquer refinamento cultural, apenas um esforçado que deseja se comunicar com as demais pessoas em paz, com tranquilidade, mas, se me pisarem no pala, o bochincho está feito!
    Um abraço, Almério, e pensa se de fato eu posso participar do teu site, haja vista a distãncia que temos em se tratando de formação acadêmica:
    Tu, um mestre em filosofia e, eu, um simples taxista, e recém formado no Ensino Médio.

  11. Bendl,

    Parabéns por ter voltado a estudar em já avançada idade! Gostaria que mais Brasileiros tivessem tal disposição.

    Pessoas!

    Não há nada de novo sob o sol… Até mesmo os que negam DEUS…

    Já fui “ateu” mas percebi que é uma grande covardia…

    É o medo de encarar o fato de que não se é “mestre”, nem de si mesmo, nem de seu destino…

    Coragem é poder encarar a nossa própria incapacidade como “humanidade” e conseguir “entregar-se” a algo maior, que supera nossas vãs expectativas mundanas…

    Ps. Virou “modinha” colocar em NEGRITO? , fui eu que comecei! hehe

    Beijos pras minas e abraços pros manos!

  12. Solon,
    Tu és bastante inteligente para usares expressões tão medíocres sobre a Bíblia, sinceramente.
    Olha, os maiores filósofos, escritores, estudiosos da Teologia, grandes pensadores, jamais escreveram ou deixaram dito palavras tão pungentes e de vastíssimas interpretações como foram as parábolas de Cristo!
    Se leres o diálogo entre Deus e Jó (Velho Testamento) quando o Criador o chama à atenção pela exigência de Jó em conversar com Ele, trata-se de algo verdadeiramente grandioso, que nos coloca na real situação de simples mortais, apenas presunçosos em negar a realidade que nos cerca.
    E, o Novo Testamento, simplesmente nos deixa como legado o seguinte:

    Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
    Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
    Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
    A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;
    Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!
    Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
    Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
    Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
    E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
    E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
    E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
    Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
    Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
    Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
    Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
    Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.
    Mateus 6:19-34

    Se frases como essas são sandices, definitivamente nós, seres humanos, ainda penaremos neste caminho de sofrimento e de inimizades, de incompreensão e de rejeição à esperança, às soluções para uma vida melhor que, simplesmente, está em nossas próprias mãos a forma de transformar a existência de cada um em dias melhores, com bem menos padecimento, miséria, e decepções.
    Não existe coleção de livros que seja tão importante à sabedoria do homem, e como se portar diante das adversidades costumeiras. Rejeitar tais ensinamentos ou rotulá-los como bobagens, certamente é assim entender a vida, o seu significado, impedindo que a inteligência possa avançar e não se atrofiar mediante conceitos tão simplórios e limitados sobre o livro mais lido e reverenciado de todos os tempos.
    Negar a transcendentalidade da Bíblia é discordar de milhões de pessoas e, vamos e venhamos, quanta presunção e arrogância imaginar que se saiba mais que elas, afinal das contas, Solon,
    Vox Populi Vox Dei.
    Saudações, Solon.
    Uma excelente segunda-feira.

  13. Meu Deus do céu, Sr. Darcy. Não faça isso. Isto é ultrajante, Sr. Darcy. Controle-se um pouco, homem de Deus!

    Por favor!

    Tentar corrigir um pensamento, uma opinião, é uma coisa alvissareira. Mas, daí a denegrir a imagem de uma pessoa… não tem cabimento, Sr. Darcy.

    Continue corrigindo e chamando a atenção dos erros. Inclusive os meus, se quiser. Mas, não faça isso que o Sr. está fazendo.

    Por favor!

  14. Querem sempre ter a última palavra sobre qualquer assunto, Sr. Darcy, ou querem sempre estar à frente se exibindo, como aquele padre Urbanus Granderius, que demonstrou que religião, já no século dezessete, se misturava facilmente com sexo.
    Ter a última palavra sobre qualquer assunto pode ser uma vaidade tola e perigosa. Há circunstâncias na vida em que a pessoa possui seus direitos e preferências, ou precedências. Mas além de seus direitos, existem tais coisas como cortesia, circunspecção e também humildade.
    Orgulhosamente ignorando esses supracitados atributos de fidalguia e caráter, foi que o padre Urbain Grandier fez questão de exercer seu direito de ir à frente de uma procissão em sua paróquia, à qual compareceram certos dignitários religiosos, entre os quais estava o prior de Consay. Só que o prior de Consay era o Bispo de Luçon, e o Bispo de Luçon era nada menos que Armand-Jean du Plessus de Richelieu, uma espécia de Marquês de Pombal da nossa história.
    E todos conhecem o final da história, tanto do padre Grandier, quanto do padre Malagrida. O primeiro foi queimado vivo por ordem de Richelieu, O segundo, por ordem de Pombal.

  15. Wagner Pires,
    Um a zero para mim!
    Eu não te falei, meu caro?
    Mas não vou me rebaixar respondendo desta vez, em atenção ao teu pedido e compromisso que firmei ONTEM à noite, portanto, não duraram 24 horas para que eu fosse provocado pelo anônimo.
    Um abraço, Wagner.

  16. Solon,
    Surpreendeu-me a tua resposta.
    Temos tido ultimamente diálogos respeitosos e produtivos sobre vários assuntos, portanto, este teu comentário acima a respeito dos “donos da verdade”, eu poderia facilmente contestá-lo transferindo prá ti esta presunção, pois atestas não aceitar o contraditório.
    Ora, na razão direta que pensas ser a Bíblia um monte de besteiras e sandices, penso o contrário, e tenho direito a expor meus pensamentos, que são diferentes dos teus neste caso.
    Por que eu seria aquele que daria a última palavra?
    Por que não debates com argumentos mais adequados que a Bíblia não é sandice ou bobagem, mas precisas denegri-la a este ponto?
    E sou que quero ser o dono da verdade?!

  17. “Só existe a última palavra, quando se esgota a condição de lançar mão de outra que possa rebatê-la.”

    (Filósofo Mauro Julio Vieira- Artista Plástico às vezes)

    Muito obrigado

    PS. Falei pouco, falei bem e não cuspi em ninguém.

  18. Senhores Darcy e Paulo Solon: leiam a bíblia como o equivalente hebreu/judaico da mitologia grega: constatarão, certamente, que HOMERO, em termos de lirismo, “dá de 1000” nos judeus e suas estórias, algumas flagrantemente contraditórias entre si, outras bastante escabrosas, tratando-se de uma divindade mas,nesse aspecto, os habitantes do Olimpo não eram muito diferentes, já que Zeus e irmãos mataram o próprio pai (Cronos), eram amantes de suas próprias irmãs, …embora os gregos tenham conseguido criar deuses bem mais próximos dos mortais do que os escritores judeus que escreveram a bíblia!
    Enfim, eu li a bíblia, pelos menos umas 10 (dez) vezes,na íntegra, do gênesis ao apocalipse (revelação) e alguns livros, como jó (o que é aquilo?! – é pior que tango argentino!), salmos e cartas paulinas, umas 20 ou 30 vezes. Se lerem sob o aspecto mitológico (corte epistemológico: MITOLOGIA JUDAICA) é até interessante. Sem teofanias, epifanias, demônios, anjos, arcanjos, querubins, serafins… senão torna-se perigoso para a saúde mental do leitor… daqui a pouco, estarão vendo gnomos, duendes e leprechaus no cerrado, como uma conhecida ‘comunicadora’, (argh!) que afirma ter visto um ‘leprechau’ em pleno pantanal matogrossense! Se ao menos fosse um saci-pererê, um boi-tatá, um curupira…

  19. Seytrym,
    Penso que nunca deixei de estudar, faltando oficilizar o que aprendi através de um diploma, obtido aos sessenta anos.
    Não me orgulho disso, confesso, pois se eu me sacrificasse mais certamente eu poderia tê-lo feito em tempo hábil, mas não fiz isso, então paguei um preço caro por me afastar das carteiras escolares por tanto tempo.
    Casei-me jovem, os filhos vieram em seguida e, a profissão escolhida, de ser vendedor viajante porque remunerava melhor no início da década de setenta, contribuiu para este distanciamento.
    Mas fiz inúmeros cursos na profissão, que me obrigava ser atual, de estar a par dos acontecimentos nacionais e internacionais, razão pela qual eu procurava os jornais ansiosamente no interior do Rio Grande para ler as notícias do dia.
    Lembro que sequer sonhávamos com celulares e computador.
    Uma ligação telefônica de Uruguaiana a Porto Alegre, por exemplo, levava horas. Os jornais da capital chegavam à tarde na zona da Fronteira e Campanha.
    O advento do telex foi fantástico e, o Fax, atraía gente para ver como que se passava um documento por telefone e se recebia outro!
    O micro, que iniciou na década de oitenta, era um aparelho para poucos e, a partir do seu domínio e o famoso 386, o e-mail acabou com o Fax e trouxe novas regras de comunicação, além do seu imediatismo e revolução em qualquer área comercial.
    Os celulares analógicos foram a invenção, a meu ver, mais sensacional que presenciei.
    Quem diria nas décadas de cinquenta, sessenta e setenta, início da oitenta, que esses aparelhos seriam desenvolvidos?
    Nem o mais criativo dos pensadores, Júlio Verne, Da Vinci, Orwel, Asimov, pensaram em algo semelhante!
    Imagina, Seytrym, o sacrifício dos dinossauros (eu) para se adaptarem a esta nova era eletrônica!
    E lidar com os caixas automáticos, então!?
    Ora, ora, seguir o progresso me obrigava a acompanhá-lo, e na marra!
    E as terminologias novas? os estrangeirismos?
    A cabeça de um velho como a minha se revolvia diariamente para encontrar o equilíbrio entre um tempo romãntico, calmo, tranquilo, e a velocidade das mudanças diárias de um novo período que se fazia presente.
    Bota capacidade de adaptação nisso, Seytrym.
    Enfim, decidi no ocaso da minha vida ter um diploma, pelo menos, Afinal das contas, a esposa e filhos são formados e até com pós-graduação, e que eu continuasse muito distantes deles, mas eu teria o meu canudo por mais simples que fosse. E, ei-lo aqui, pendurado na parede do meu escritório, ostentando o quanto sou limitado, rude, um cara feito a cinzel pela vida e circunstâncias, como bem escreveu Jose Ortega Y Gasset.
    Claro, na estrada da vida não se tem retorno, como apregoa a existência, pois se eu pudesse refazia várias de minhas decisões que até hoje me arrependo de tê-las tomado, mas eu também não tinha aquela bola de cristal que me possibilitasse antever o futuro, portanto, seguia o barco!
    E, na verdade, muitas delas eu não tinha escolha, a não ser aguentar as suas consequências e de bico calado.
    Reentrar numa sala de aula depois de tanto tempo, QUARENTA E CINCO ANOS, adentrei com um misto de medo estampado na cara, mas o corpo ereto, firme, haja vista eu ter muito mais experiência de vida que o professor como compensação e, ainda por cima, AVÔ!
    Foi divertido, e um aprendizado extraordinário junto com pessoas mais jovens, esperançosos, cheios de vida, dispostos, enquanto que eu queria terminar o que não acabara no passado.
    Um abraço, Seytrym.

  20. Não citei você como “dono da verdade”, prezado Bendl. Aliás, não me referi a ninguém pessoalmente.
    Senhora Dione, agradeço a sua sugestão, mas não vou dedicar mais tempo lendo e relendo livros que já li. Mas confesso que gostei imensamente de seu comentário culto e bem humorado. Mostra espírito independente e mente aberta. E também inteligência aguçada. Mas conheci uma adventista do sétimo dia que esgotou minha paciência em relação à Bíblia, como também em relação a qualquer religião. Tenho que desintoxicar. Como quem lê a Veja, ou O Globo, e sai correndo para ler A Voz Operária.
    No entanto, muito grato pela sugestão.

  21. Legal, Solon, legal.
    Mal entendido desfeito, então.
    Continuemos nesses debates que elevam nossos conhecimentos e nos fazem aprender a aceitar o contraditório e, neste nível, meu caro, de educação e respeito que, eu e tu, anteriormente tão arraigados em nossas convicções deixamos de lado esses pressupostos para começar a nos entender de algum tempo para cá, independente de pensarmos diferentes, que é salutar para o debate.
    Um abraço, Solon.

  22. Já que foi tão falado aqui em receitas culinárias, quero lhes confessar algo:

    – Semana passada eu e Darcy saímos para almoçar. E comemos um belo fardo de alfafa no Jóquei Clube.

    (Juca Valo)

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