Acabou a festa. Temer enfim começa a governar e vai vetar a anistia ao caixa 2

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Charge sem assinatura (Arquivo Google)

Deu no Globo

Em meio a mais uma crise que resultou na queda de Geddel Vieira Lima, um dos principais ministros do governo, o presidente Michel Temer tenta criar uma agenda positiva antecipando que vetará qualquer proposta do Congresso de anistia ao caixa dois. A posição representa um recuo de Temer em relação ao que havia sinalizado a interlocutores menos de 24 horas antes. Segundo eles, o presidente vinha dizendo que sancionaria integralmente o texto aprovado pelos parlamentares, havendo ou não anistia a crimes. Mas, em reunião nesta sexta-feira com aliados, após um dia conturbado com a demissão de Geddel, Temer afirmou que vetará qualquer anistia a caixa dois, segundo o líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF).

Em vídeo postado nas redes sociais, o aliado diz que Temer o autorizou a anunciar para a “sociedade” que vai barrar a proposta, caso o Congresso manobre para incluir o perdão a crimes eleitorais e outros cometidos por políticos.

– Caso o Congresso Nacional venha a aprovar qualquer tipo de anistia, não só o caixa dois, mas qualquer outro crime, o presidente Temer vetará imediatamente – disse Rosso.

PADILHA ACOSSADO – Na esfera das investigações, a Procuradoria-Geral da República vai chamar Padilha para dar explicações sobre a suposta participação dele na manobra para pressionar Calero a liberar a obra do Edifício La Vue, em Salvador, onde Geddel tinha comprado um apartamento. A partir daí, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá decidir se pede no Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra Padilha. Janot também deverá analisar se há indícios suficientes para estender a Temer um eventual pedido de investigação.

Em depoimento à Polícia Federal, Calero acusou Temer, Padilha e Geddel de pressioná-lo a contrariar parecer técnico do Iphan e autorizar a retomada das obras do La Vue, ou a transferir a decisão sobre a questão do patrimônio histórico para a Advocacia-Geral da União (AGU).

NA PROCURADORIA – Janot só deve deliberar sobre o assunto em duas semanas, quando retornar de viagem à China. Depois da divulgação do conteúdo do depoimento de Calero, Geddel deixou o governo. Mas sua renúncia não foi suficiente para baixar a temperatura da crise política.

Segundo depoimento que Calero deu à PF, Geddel teria exigido, em tom agressivo, que o então colega de governo atropelasse a lei para beneficiá-lo. Depois do episódio, o presidente da República entrou em cena. Temer e Calero tiveram duas conversas sobre a liberação do La Vue.

Numa delas, no Palácio do Planalto, Temer teria dito, segundo Calero, que a decisão do Iphan de embargar as obras do La Vue estava criando “dificuldades operacionais” no gabinete dele. Disse, ainda, que Geddel estava irritado. E que o processo sobre o La Vue deveria ser mandado para a AGU, onde a ministra Grace Mendonça já tinha “uma solução” para o caso.

PADILHA REFORÇOU – Num outro momento, Padilha também reforçou a ordem para Calero deixar a decisão com a AGU. Irritado com a pressão e com receio de ser, no futuro, envolvido em eventual investigação sobre corrupção e tráfico de influência, Calero pediu demissão e denunciou o caso à PF. A AGU diz que não teve participação no caso. O único parecer emitido foi favorável à interdição da obra, o que contrariou os interesses de Geddel.

No governo, há a certeza de que Temer foi gravado por Calero, o que é visto com tranquilidade porque a divulgação da conversa seria boa para o presidente, pois o conteúdo dos diálogos entre Temer e Calero “foi republicano”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Pelo que se vê, Temer enfim tem condições de dar início ao governo, vetando a anistia ao caixa 2 e outras barbaridades criadas pelos caciques do PMDB e dos partidos da base aliada. Padilha já está emparedado no Planalto. Sua saída é só uma questão de tempo. Levará junto como os dois assessores que fomentam as campanhas difamatórias contra ministros – o secretário de Imprensa Márcio de Freitas Gomes e o subsecretário jurídico da Casa Civil Gustavo do Vale Rocha. (C.N.)

 

 

24 thoughts on “Acabou a festa. Temer enfim começa a governar e vai vetar a anistia ao caixa 2

  1. Depois da Veja e da IstoÉ de hoje, se o Temer vetar a anistia ele vira uma Dilma em uma semana.
    Quem tem o poder de aceitar o pedido de impeachment é o Rodrigo Maia , o seu sucessor natural…
    Por sinal o Maia está nervoso com o Moro……

    • Veja a declaração dele com atenção “vetaria uma anistia ampla…”. Ou seja, uma anistia direcionada ao PMDB pode !

      Veto parcial ou armação para que depois o congresso derrube seu veto ?

      O governo Temeroso de Temer, o breve, acabou !!!

      Já vai tarde !!!

      FORA TEMER
      FORA TEMER
      FORA TEMER

  2. Então tá, só para entender.
    ‘ vetando a anistia ao caixa 2 e outras barbaridades criadas pelos caciques do PMDB e dos partidos da base aliada.”
    Mas não é exatamente com essa base aliada que ele terá que governar? Como pode contrariá-los?

  3. A nação, ansiosa, aguarda o jantar onde Temer fará um corpo-a-corpo com a base aliada para abortarem suas pretensões de anistia ampla geral e irrestrita aos bandidos apaniguados do Palácio do Planalto e outros devotos recém convertidos.
    Fora disso, é conversa para boi dormir.
    O vice da Dilma acha que somos um bando de trouxas e frouxos, que não reagirão a essa infâmia!

  4. “Um líder de convicções” (O Antagonista)

    Brasil 26.11.16 12:26
    A Presidência da República se manifestou, em nota, sobre a morte de Fidel:

    “Fidel Castro foi um líder de convicções. Marcou a segunda metade do século XX com a defesa firme das ideias em que acreditava.”

  5. Se esse veto não for jogo de cena, para depois o Congresso derrubar o veto – tudo combinado -, se não for, poderá significar o início,sim, do governo Temer.

    A verdade é que o Legislativo é o maior antro de corrupção deste país. Não quer dizer sejam santos os outros poderes. Longe disso!

    Mas, pensemos: cabe ao Legislativo fiscalizar o Executivo. Quando as contas do Executivo, falo de qualquer Executivo, de qualquer Estado, de qualquer Município, da União, do DF, quando essas “contas” são vetadas?

    Todos esses Tribunais de Faz de Contas têm excelentes técnicos, auditores de controle externo, como são denominados. Recebem bons salários, costumam ser gabaritados, passam por concorridos concursos públicos, mas…

    Quando apontam inconsistências no que são pagos para observar, essas observações não seguem. Servem de moeda de troca dos Conselheiros para com o Executivo. Por que será que tantos parlamentares, em todos os níveis, preferem desistir da carreira política para passar a integrar esses Tribunais de Contas?

    Ora o cargo e as ofertas são vitalícias! Quem são os nomeados, por livre escolha do Executivo? Geralmente, parlamentares!

    O Judiciário também costuma viver em lua de mel com o Executivo. Afinal, é de lá que vem a verba para manter os salários (muitos muito acima do teto constitucional – Constituição? Para que isso? Esse empecilho é para os outros!). a arrecadação do Poder Judiciário é pífia, mal dá para pagar a conta do café.

    Então, voltando ao início, não querendo livrar a cara do Temer, nem da Dilma, nem dos últimos governantes do Brasil a partir do Marechal Deodoro, vê-se que o grau de imbricamento do Poder Executivo com o Poder Legislativo, em especial, costuma ser tão labiríntico quanto pode ser um conjunto de linhas em múltiplos nós, que não se consegue mais dissociar.

    Por isso, é necessária uma refundação da República.

    Poderia ter estado ao alcance de Dilma. Para isso, houve momentos, momentos em que o país estava aparentemente bem, economicamente, com a classe C comendo, comprando bens duráveis, razoavelmente empregada, em que Dilma, se tivesse visão (sei que isso é querer demais, falo apenas em tese!) se tivesse rompido com esse Congresso corrupto e caído nos braços do povo, poderia ter tido uma sobrevida que talvez a levasse até o final do mandato.

    Temer, que é muito mais esperto que a Dilma, além de mais experiente, etc. etc., se estiver a um passo de romper ou “romper” com certas alianças que aparentemente o sustentam, poderá conseguir essa sobrevida.

    Na verdade, esses senhores congressistas não são sua “base de apoio”, como se costuma dizer por aí. São os corruptos de plantão. Os disponíveis. Os que, declarada e antecipadamente, topam tudo por dinheiro, Nem precisa consultá-los: se a proposta envolve alguma maracutaia, estão dentro. Se é legal, não há muita motivação.

    O veto a essa proposta indecente poderá servir – se Temer estiver disposto a crescer, se libertar dessas amarras, nem que seja para cair em outras (não se busque um baú de boas intenções em Michel Temer!), poderá servir como balão de ensaio, para que ele possa medir forças com o Congresso.

    Sinalizada sua posição nesse sentido, obviamente sua popularidade pega um foguete. E ele, como político experiente, antigo, vai gostar de passear de foguete. Menos mal. Esperamos. E confiamos. (Mesmo sem confiar pessoalmente no presidente.)

  6. CN,
    Emociona-me a maneira “carinhosa”, digamos assim, como vc vem tratando o digníssimo Sr. Presidente da República, mormente, se confrontarmos com a maneira impiedosa com que vc brindou a ex-Presidente Dilma. Há alguma coisa inconfessável neste seu procedimento? Machismo, misoginia ou simplesmente interesses pessoais contrariados pelo governo do PT? Em respeito ao seu passado de jornalista, cumpre-me lhe oportunizar momento de explicações.

    • Com todo prazer, Paulo. Considero Dilma Rousseff uma tragédia, a pior presidente de todos os tempos. Ninguém conseguirá ser pior do ela, é missão impossível sem Tom Cruise.

      Tenho batido muito aqui também no Temer, mas reconheço que ele é incomparavelmente melhor do que Dilma, e até estranho que você não tenha percebido esse pequeno detalhe.

      CN

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