Aconteceu o que todos previam: governo Cabral não examinou maioria dos contratos da Delta

Ítalo Nogueira (Folha)

A comissão de sindicância do governo do Rio de Janeiro que declarou inidônea a Delta Construções firma suspeita de integrar o esquema de Carlinhos Cachoeira não analisou todos os contratos do Estado com a construtora.

  A turma continua unida

A comissão foi instalada após a divulgação de uma gravação em que o dono da Delta, Fernando Cavendish, dizia ser possível ganhar contratos subornando políticos.

Apesar do exame de todos os contratos estar previsto em decreto, a Auditoria-Geral do Estado (AGE) só analisou 15 das 58 obras executadas pela empresa (só os contratos com os maiores valores empenhados em 2012). Foram excluídas da análise consórcios do qual ela faz parte.

Num contrato do Instituto Estadual do Ambiente foi encontrada irregularidade cuja explicação não satisfez aos auditores do Estado.

SEM IRREGULARIDADES…

O governo do Rio tornou a Delta inidônea em dezembro, mas o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, escreveu que a comissão examinou todas as licitações vencidas pela Delta no Estado e todos os contratos celebrados e não encontrou neles qualquer irregularidade. Os papéis da comissão contradizem a afirmação: não foram examinados gastos de R$ 192 milhões.

O governo do Rio disse que analisou “quase todos os contratos em vigor” da Delta Construções. O governo diz que foram analisados 87,2% dos contratos – a conta exclui os contratos já encerrados.

Segundo o Estado, o objetivo era avaliar uma punição para a empreiteira e que “a ela foi aplicada a pena mais rigorosa que se pode aplicar a uma empresa no Brasil”.

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