Acordo de Marina e Eduardo Campos foi mesmo um golpe de mestre

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Carlos Newton

Todos ainda estão sob o impacto da filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB. As dúvidas são muitas. Quem ligou para quem? Foi o governador Eduardo Campos que a convidou? Quem teve essa surpreendente ideia? Qual dos dois será o candidato à Presidência?

Está claro que foi celebrado um pacto político entre Marina e Campos, que disputam o mesmo sonho. Afinal, a ex-senadora tinha sete legendas à sua disposição, inclusive o PPS, que ainda tem um certo prestígio na praça, digamos assim. Poderia se filiar a um deles e buscar a coligação com os outros seis, nada mal.

Mas ela preferiu fazer um pacto com outro presidenciável. Mas que acordo será esse, que a ex-senadora julgou tão proveitoso que desprezou as outras sete legendas.

É claro que Marina Silva e Eduardo Campos fizeram um acerto nesses termos: 1) unem as forças de cada um; 2) o candidato à Presidência será aquele que estiver à frente nas pesquisas, na época da convenção. O acordo é este, até porque não há possibilidade de ser outro, o que explica as declarações de Marina descartando a candidatura a vice-presidente e as afirmações genéricas de Eduardo Campos sobre interesse nacional, renovação etc e tal, sem mencionar a questão da vice-presidência.

NA UNDÉCIMA HORA…

Realmente, foi um golpe de mestre na política nacional, sacado na undécima hora e que beneficia os dois presidenciáveis, porque a partir de agora Marina e Campos estão à frente dos acontecimentos, são a grande novidade, os holofotes da mídia estarão focados sobre eles o tempo todo. Genial.

Mas quem será o candidato à Presidência? Quem será o vice? São perguntas ainda sem respostas, que dependem do futuro e das pesquisas. E ninguém sabe se o acordo impõe a candidatura a vice-presidente para quem estiver atrás nas pesquisas. Pode nem incluir, pois os dois têm eleições praticamente garantidas para o Senado, em seus Estados, o Acre e Pernambuco.

Outro dado importante é que será uma campanha muito rica, sem problema de recursos, porque por trás de Marina Silva está a bela socialite Maria Alice Setubal, herdeira do grupo Itaú e detentora de 3,5% das ações da holding. E não é preciso dizer mais nada.

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9 thoughts on “Acordo de Marina e Eduardo Campos foi mesmo um golpe de mestre

  1. Carlos Newton, saudações
    Temos mais de 30 partidos e 27 tentando registro. O que isto significa para o Brasil? O que isto expressa na vida política brasileira? Em que isto beneficia o nosso sistema democrático? O povo pode confiar neste quadro? Quanto de oportunismo existe nesta manobra de Marina Silva? Quais as propostas do PSB; conseguir mais aliados, venham de onde vierem? Sou obrigado a concordar com você, CN: foi (mais um) golpe de mestre desferido impiedosamente e diretamente no sistema democrático, que, afinal, pouco ou nada tem de parecido com o que foi idealizado por Solon, praticado por Clístenes e aperfeiçoado por Péricles. E quando menciono golpe, estou destacando seu mais claro sentido de golpear-nos a todos, já que esta união – Eduardo Campos e Marina Silva – nasce fortemente desprovida de credibilidade, sentimento provocado pela declaração dela, há poucos meses, de que “não há diferença alguma entre Dilma, Aécio e Eduardo Campos”. E mais. Na ocasião, Marina frisava que não aceitaria, para a sua campanha, apoio vindo de empresas da indústria de tabaco e álcool. Ora, por que ela não incluiu “empreiteiras e bancos” nesta relação? Não aprecio o pessimismo, mas rejeito o otimismo vazio, igualmente. Assim sendo, manifesto minha desconfiança de que esta aliança resulte em “mais do mesmo”, que tão bem conhecemos.

  2. Sr. Newton, realmente, assisti a fala da Srª Marina na TV, e o Sr. colocou muito bem: “um golpe de mestre”, e só nos resta rogar à DEUS que a ilumine, e ao eleitorado em 05/10/14, muita água ainda vai rolar!!.
    Que nosso povo desperte de vez, a oportunidade pacifica é 2014, apesar do voto obrigatório, e não livre, consciente e digno, dentro da Filosofia Democrática de Sócrates.
    Por um BRASIL Justo!!!

  3. A POLITICALHA BRASILEIRA SEMPRE FOI, É e SERá composta de FARINHA DO MESMO SACO. A Marina ha seis meses passados declarou que EDUARDO CAMPOS, DILMA E AÉCIO são a MESMMA COISA. Agora descaradamente ALIOU-SE a EDUARDO CAMPOS. NINGUÉM SEGURA ESSE PAÍS kkkkkk

  4. Mas o grande gênio político, único por essas bandas, não é o Lula? Ele não previu isso? O que está acontecendo afinal? Seria isso, no frigir dos ovos, uma jogada espetacular desse gênio?

  5. Só sei que cada pessoa que escreve um artigo diz uma coisa: o Sr. Newton considera que ela deu um golpe de mestre, outros já dizem que ela deu um tiro no pé e que está sendo incoerente… Todas as opiniões, é preciso dizer, no entanto, tem o seu peso. Por isso que não dá para dizer com certeza que ela deu um “golpe de mestre”.

  6. Eu sei que pelo fato de ela ser RELIGIOSA não votaria nela, uma vez que não sancionaria uma possível lei sobre os direitos individuais da mulher, como o direito de fazer o aborto até a 12ª semana, legal e seguro. Claro que eu sendo mulher e sensível aos seus direitos tenho que me preocupar com este “detalhe”, que hoje é questão de saúde pública. Já li comentários em alguns lugares colocando estas questões de uma forma reprovadora. Como eu votaria em alguém assim? Não é possível que esta questão seja tão desprezada por quem acredita que ela possa fazer uma nova política (oi?). Desprezar, menosprezar os direitos individuais seriam resultados de uma nova política? Só resta saber se os eleitores de mentalidade de esquerda, vão continuar a dar o seu voto a quem tem um pensamento tão “quadrado”, reacionário.

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