Acredite se quiser: Além do Plano B de Dilma ser o PDT, pode haver um Plano C, para formar uma dupla com Eduardo Campos, do PSB.

Carlos Newton

A sucessão está cada vez mais interessante. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) fez questão de revelar aos jornalistas que conversou com a presidente Dilma Rousseff há cerca de 15 dias sobre o destino dele e do PSB em 2014.

“Vai desistir ou não?”

“Eu falei com a presidente Dilma e acho que é o suficiente falar com ela sobre o que o PSB acha sobre o futuro. Estou falando com quem deve liderar o processo”, enfatizou o governador.

Campos disse também que conversou com Dilma sobre as preocupações dele para 2013 e sobre os problemas causados pelas disputas eleitorais em 2012 entre PT e PSB. Ele ressaltou que seu partido, do qual é presidente, não decidiu sobre uma candidatura em 2014.

“Ela sabe que não é a hora de o PSB decidir, porque o PSB vai decidir no seu tempo, e, se fosse decidir hoje, ela sabe o que daria”, afirmou o governador, acrescentando que continuará mantendo uma relação de respeito com Dilma e que a sucessão presidencial só será discutida em 2014.

O CANDIDATO DO PT

Como se sabe, Dilma quer ser reeleita, mas acontece que Lula também quer voltar ao poder. Embora Lula diga que defende a reeleição dela, ninguém acredita e ele já está agindo como candidato. Os dois são do PT e no partido só cabe um candidato, cujo nome é Lula.

Dilma não acredita no apoio de Lula. lembra o que o então presidente fez com Ciro Gomes, incentivando-o a trocar o domicílio eleitoral para São Paulo, para ser candidato da coligação PT-PSB a governador em 2006, para depois ser candidato a presidente pelo PT-PSB em 2010

Ciro caiu na lábia de Lula, que fechou negócio com Eduardo Campos e impediu aas duas coisas: que Ciro fosse candidato a governador de São Paulo em 2010, com apoio do PT, uma jogada verdadeiramente de grande habilidade política. Ciro acreditou e ficou alijado da política…

Agora, Lula cozinha Dilma no mesmo banho-maria de Ciro. Diz que apoia a reeleição dela, mas na hora H pode imitar dom Pedro e dizer: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação…”

TROCAR DE PARTIDO

Assim, se quiser ser reeleita, Dilma terá de trocar de partido e tem até setembro deste ano para fazê-lo. O caminho mais aconselhável é entrar para uma nova legenda, o que é facílimo. Pode até escolher. Há várias opções, a melhor delas é o PEN (Partido Ecológico Nacional), cujo número é 51, uma boa idéia.

Mas Dilma pode também entrar num outro partido, já existente, bastando alegar junto à Justiça Eleitoral que o PT está traindo seu programa, o que é a coisa mais fácil de comprovar. Desde que assumiu o poder, em 2003, o PT não tem feito outra coisa, aliando-se a banqueiros, empreiteiros, multinacionais e à escória da política brasileira – Sarney, Renan, Barbalho, Henrique Alves e até Maluf.

PLANO B

Conforme já analisamos aqui no Blog da Tribuna da Imprensa, o Plano B de Dilma seria o PDT, cujo caminho está sendo aberto pelo ex-marido Carlos Araújo, que já pediu filiação no Rio Grande do Sul, e a ficha dele vai ser abonada por Carlos Lupi, o ex-ministro do Trabalho, depois de acordo celebrado pela própria Dilma, que para tanto teve de demitir o ministro Brizola Neto. Isso é um fato, que não pode ser contestado.

Notem que, nessas mudanças ministeriais de sexta-feira, pela primeira vez Dilma não consultou Lula. Ao contrário, fez tudo sozinha. Enfim ela parece ter descolado dele e já está até fazendo acordos com partidos para a sucessão de 2014, independentemente do que Lula acha ou não, mostrando que sua candidatura à reeleição é para valer. Isso é outro fato, também incontestável.

Lula não passa recibo, finge que não está percebendo nada, porque sabe que em 2014, na hora da verdade, quem decidirá tudo será ele. Se Lula quiser sair candidato à Presidência, será aclamado pelo PT. Enquanto Dilma…

PLANO C

Agora, diante das últimas declarações de Eduardo Campos, que vive a criticar o governo, mas faz questão de preservar Dilma, pode surgir também um Plano C, com a possibilidade de Dilma sair candidata pelo PSB, com Eduardo Campos como vice, ele já de olho em 2018.

Aliás, foi o governador pernambucano que recentemente anunciou a candidatura de Dilma à reeleição, depois de uma longa reunião com ela,  lembram? Depois, votou a se encontrar com a presidente, para conversar sobre sucessão.

Alguém acredita em coincidência? Essa especulação parece delírio? Então, respondam: afinal, por Dilma e Campos conversam tanto sobre sucessão, se aparentemente seriam adversários?

Essa guerra de bastidores está ficando realmente eletrizante. A possibilidade de ver a criatura Dilma enfrentando o criador Lula seria mesmo sensacional. Faltam apenas cinco meses e meio para Dilma trocar de partido ou esquecer a reeleição. Acredite se quiser.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *