AEPET reconhece grave erro no projeto do Pr-Sal, admite que no sabe o que fazer

Jorge Rubem Folena de Oliveira

Jornalista Hlio Fernandes, antes de tudo, parabenizo-o por seus recentes e sucessivos artigos a respeito da fundao de Braslia, narrando seu rompimento com JK, antevendo os lamentveis fatos que esto acontecendo, decorrentes da transferncia da Capital do Pas, que no so fruto do acaso, mas da cobia.

No Programa Faixa Livre de hoje, na Rdio Bandeirantes AM do Rio, o atual presidente da AEPET (Associao dos Engenheiros da Petrobras) reconheceu que o projeto lei de partilha do Pr-Sal, defendido com entusiasmo por ele at ento, prejudicial ao Brasil, porque, na forma como foi concebido, poder vir a beneficiar at mesmo os bancos.

Isto porque a Unio entrar com os campos de petrleo, que so dela, e a Petrobras com os investimentos e tecnologia para a explorao. Os demais consorciados podero ser quaisquer interessados, desde que comprem sua participao no consrcio.

Este grave erro vem sendo denunciado pelo senhor, como postado na Tribuna da Imprensa de 08/09/09, ocasio em que o Presidente Lula encaminhou o projeto de lei ao Congresso, quando se perdeu uma grande oportunidade de se fundar uma petrolfera 100% brasileira para explorao do Pr-Sal, pois a Petrobras, como se diz no momento, est contaminada por ter aes vendidas na Bolsa de Nova Iorque.

Agora a AEPET reconheceu seu erro e no sabe como ir corrigi-lo, na medida em que no tem foras para enfrentar os grupos de presso que atuam no Congresso.

Vale lembrar tambm que o governador Cabral Filho no defendeu o Rio de Janeiro na questo dos royalties, apenas criou embaraos para favorecer os interesses dos que so contrrios ao Pas neste projeto de partilha, tirando do foco o problema principal, que a entrega do Pr-sal at mesmo para aventureiros.

Comentrio de Helio Fernandes:
Os que se preparam e indevidamente iro comemorar os 50 anos da Fundao de Braslia, (21 de abril de 1960), estaro cometendo gravssimo equvoco, e um colossal esquecimento. Pois como tenho dito sem contestao, essa data, que finaliza uma capital e finge que consagra outra, uma farsa impressionante, pela qual o pas inteiro est pagando.

E a catstrofe que teve incio em 1 de fevereiro de 1956, 24 horas depois da posse do presidente Juscelino, quem ir examinar e condenar? Essa tragdia durou 4 anos, 2 meses e 20 dias, at que se transformou na espantosa realidade que se materializou somente agora.

Mas vem em linha reta da mudana da capital, deixando aqui um Estado Novo, (no o de Vargas em 1o de novembro de 1937) e levando para o deserto uma cidade que j nascia velha, decrepta, enferrujada, corrupta, petulante, desperdiadora, que exaltava a desigualdade. Enriquecia os j ricos, que recebiam todos os favores pblicos, e empobrecia os ainda pobres, que seriam despojados, para que perdessem tudo o que almejavam,

Como voc revela, essa confisso foi feita pelo presidente da AEPET, que j teve fase gloriosa, exaltadora e patritica, na defesa dos interesses nacionais. Desde o incio, assim que o presidente mandou para o Congresso o projeto de explorao do Pr-Sal, passei a combat-lo.

Imediatamente defendi a criao de uma EMPRESA 100 POR CENTO NACIONAL, que explorasse S-OZ-I-N-H-A essas riquezas, que seriam investidas em benefcio da coletividade.

Tudo ali da Unio, ou seja, da coletividade. Os campos, a tecnologia, a marca Petrobras, a capacidade de encantar os tcnicos estrangeiros que moram nas plataformas da maior empresa do Brasil, para aprenderem como que eles chegaram to longe em matria de profundidade na explorao.

Se a Petrobras j est praticamente a 3 mil metros de profundidade, para chegarem aos 6 mil metros que assustam tanta gente (principalmente do exterior), s tero que mergulhar apenas a metade.

***

PS Esses grupos de fora, insistem e so ouvidos, at mesmo por quem no deveria ouvi-los, o presidente da AEPET. Insistem em qu? No que chamam de INVESTIMENTO. No precisamos de nada disso, a no ser que nos tragam DINHEIRO DE VERDADE, (para lucrar, lgico, ou de outra maneira no viriam), mas no para comandar.

PS2 Se o presidente da AEPET quiser se ARREPENDER DO ERRO DE AVALIAO COMETIDO, no se desespere. Pode usar este blog, para defender o que condenou antes, mas viu agora que o que interessa ao Brasil: UMA EMPRESA 100 POR CENTO NACIONAL, OUTRA PETROBRAS DENTRO DA PRPRIA PETROBRAS. No tenham receio de CONDENAR O QUE DEFENDIAM, pois estaro COMBATENDO PARA ELIMINAR O ERRO COMETIDO.

PS3 Quanto ao serginho cabralzinho filhinho, no nos incomodemos com ele, Jorge Folena. Seria um exagero de nossa parte e uma anlise deturpada do seu passado, acreditar que ele pudesse compreender e defender, o que o interesse nacional.

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