Afinal, o que justifica os maiores juros do mundo?

Stephan Schellmann

Pois é, sou uma “besta-quadrada”, um total “analfabeto” em termos de economia, mas, acima de tudo, sou cidadão e tenho sentido no lombo a faca de Shylock (aquela personagem fictícia da peça “O Mercador de Veneza”, do dramaturgo inglês William Shakespeare), de modo bem inclemente!

Os grandes “doutores” da economia podem explicar o que quiser (que os juros no Brasil são altos por causa da inadimplência, que por sua vez é alta dadas as elevadíssimas taxas de juros, que o crédito é caro por causa do compulsório do BC etc. e etc. e tal!).

Todavia, o fato é que temos os maiores juros (relativos e absolutos) do mundo, eis que, nem aqueles paisinhos miseráveis da África Subsaariana conseguem ter tais patamares!!! Como é possível? Sim, eu sei, os gastos do governo estão acima da arrecadação (isso sem contar, obviamente, com a perda de capital para a corrupção, que na verdade nem é
tanto, da perda de finanças para os “assaltantes” – também chamados de “investidores” – que se banqueteiam com o dinheiro do povo brasileiro, fazem os tais “investimentos” e, à guisa de motel, caem fora de manhã depois de vilipendiar a “Geni” (numa alusão à canção de Chico Buarque de Hollanda) que vem a ser nossa santa terrinha tupiniquim.

LUCRO CRIMINOSO

Para deixar claro, não sou contra o lucro, afinal, eu também o busco, porém, sou contra o lucro criminoso, afinal, as taxas praticadas pelos grandes bancos são indubitavelmente, criminosas, e, diga-se de passagem, apenas meia dúzia deles que se “fecham em copas” e “cartelizam” todo o capital, juros, ofertas, crédito e tudo o mais, é que de fato dominam toda a macroeconomia nacional!!!

Os lucros obtidos pelos grandes bancos no Brasil são usurários (ah, que saudade do decreto n° 22.626, de 07 de abril de 1933) e, para piorar, tem a total conivência e apoio do governo, uma vez que, a legislação (totalmente leniente e cordata com os bancos) é a mesma feita pelos legisladores (apoiados e financiados pelo bancos!) que em tudo os favorece! Viva!!!

A CULPA É DO POVO?

Afinal, de quem é a culpa? Os bancos se refestelam com os lucros que os governos lhes trazem e desprezam totalmente o “resto” (que obviamente somos nós, o resto, o refugo, o lixo…) que demandaria mais trabalho (e emprego) e portanto, diminuição dos absurdos lucros! Para quê? O povo que se dane!!!

Talvez devêssemos proceder como a revolta dos escravos da antiga Roma…

26 thoughts on “Afinal, o que justifica os maiores juros do mundo?

  1. A justificativa é que temos um governo de esquerda, que prometeu governar em favor do povo, que prometeu baixar os juros e taxar os bancos, que prometeu que faria uma auditoria na dívida pública, que prometeu que não iria pagar os especuladores, que prometeu privilegiar o trabalho e não o capital, entre outras mil promessas

  2. O que justifica? A resposta é simples:

    Neste Brasil os bancos deitam e rolam. E as bandeiras de cartões de crédito também. Tudo com o aval do nosso governo, é claro.

    Aliás nosso governo vive – há décadas inclusive – numa relação de intimidade e promiscuidade com eles. E estes, sempre sob céu de brigadeiro, batem recordes de faturamento, ano após ano.

    Ou seja, a cada ano eles têm garfos maiores, e obviamente estão mais gulosos.

    • Perfeito, amigo Bendl. Cada resposta sua deixa o outro ainda mais com as “calças na mão”!

      Mas sorte dele que fica com as “calças na mão” apenas perante este debate, e não perante os bancos que operam neste Brasil.

      Do contrário ele estaria f… Conforme estão milhões de devedores neste país!

    • Boa colocação, Isac Mariano. Tem gente que não tem capacidade de imaginar o que é ficar com as “calças na mão”, quando está devendo para os bancos, no Brasil.

      Aliás explico a um certo cidadão que “ficar com as calças na mão” é apenas uma figura de linguagem, que significa ficar em apuros, estar numa enrascada, ou algo neste sentido.

      (Achei melhor explicar direitinho, antes que ele já comece me desqualificando, conforme fez com o comentarista Bendl)

    • Luiz Antônio,
      Em compensação havia os reajustes salariais ou os gatilhos que amenizavam esses juros estratosféricos.
      Atualmente, os vencimentos não estão tendo aumentos que façam frente a inflação, defasando a cada mês o poder de compra do cidadão e, mesmo assim, os juros não param de subir!
      Ora, simplesmente estamos sendo tratados de forma sádica e cruel pelo sistema, considerando a nossa fragilidade e oficialização desta especulação bancária, que vai liquidar conosco.
      Na verdade qualquer índice que esteja acima do apregoado pelas leis da economia sofre a parte mais fraca, o povo, que não tem representatividade neste momento, ao contrário, os parlamentares agem contrários às necessidades populares, de modo a garantir e beneficiar o establishment, que também lhes propicia dividendos e “doações” às suas campanhas em busca de votos e uma cadeira no Parlamento.
      Observa que, inexoravelmente, a população paga o pato pela incompetência de seus governantes, e como não reclamamos dessa cobrança, está de cera forma combinado que aceitamos a carga tributária absurda que nos colocam nas costas em certas temporadas.
      Fazer o quê?!
      Um abraço, Luiz Antônio.

      • Desculpe-me, mas não houve gatilho de 1990 para cá. Figueiredo e Sarney usaram deste expediente, mas Itamar (nem teve tempo), Fernando I e Fernando II não o fizeram. Fernando II chegou ao cúmulo de dividir a moeda duas vezes por 1750 (lembra de UFIR, URV ?) para fazer a “paridade” com o dollar.

        • Mordaz,
          Se dei a entender que o “gatilho” era permanente foi um erro meu, pelo qual me penitencio.
          No entanto, a inflação de 90 para cá – e aproveito a data que tu mencionaste – foi combatida com planos e estratégias que a diminuíram com o tempo, a ponto de Lula ter recebido o Brasil de certa forma livre dessa chaga que convivemos com ela durante décadas.
          A URV, UFIR, que lembraste, se não foram sistemas de reajustes salariais eram medidas que mantinham os preços estáveis, além de se usar uma tablita para que os juros embutidos nas parcelas de aquisições feitas tivessem descontos proporcionais.
          Hoje não temos nada, somente juros extorsivos, inflação galopante, desvalorização da nossa moeda, desemprego, desajustes fiscais, gastos maiores que as arrecadações, parlamento perdulário, Executivo incompetente, corrupto e desonesto, na mesma medida que o Legislativo, que aumentam as nossas decepções, frustrações e desesperança.
          Grato pelo comentário.

          • Já sei, então, a “medida” a ser adotada pelo próximo governo: dividir a moeda por 4.5 . Simples, assim. Vale um almoço ?

  3. Gostei da sua abordagem, Francisco Bendl.

    Há algo mais comprovando que neste Brasil eles cobram juros estorsivos, abusivos, e imensamente acima do que se diria ser “de mercado”. É o seguinte:

    Quando um cliente se torna inadimplente, o serviço de cobranças passa a incomodá-lo, por telefone e correspondência, numa frequência enorme, e quase inacreditável.

    Porém o tempo vai passando. O cliente continua inadimplente, muitas vezes porque realmente já perdeu sua capacidade de liquidar a dívida.

    Então a abordagem do serviço de cobranças vai mudando. A prosa toma outro rumo. E o mesmo cliente já passa a ser tratado com respeito, feito um “cidadão de bem”. Com mais educação. Começa a ser convidado para renegociar a dívida.

    E por fim, numa hábil renegociação o cliente acaba conseguindo uma IMENSA redução dos juros sobre juros. Consegue muitas vezes pagar a dívida apenas com juros semelhantes aos praticados em países decentes. Provando então que aqueles juros iniciais eram exploratórios!

  4. Os juros praticados no Brasil é uma “AGIOTAGEM NACIONAL” permitida por governos que passaram e os atuais, qual governante teria coragem de enfrentá-los, no outro dia a economia do Brasil iria naufragar, é o que está acontecendo, porque a CORRUPÇÃO é escandalosa, é dinheiro desviado do erário público que não volta jamais, quando o país criar uma lei onde quem roubar dinheiro público terá cadeia perpétua, aí sim o país vai mudar.

  5. A meu ver, os altos Juros ( Básico e Comerciais ) do Brasil, que não são os Juros reais mais altos do mundo, se devem a:
    1- O BRASIL é um País pobre, pouco CAPITALIZADO, Governo principalmente, e Iniciativa Privada, muito ENDIVIDADOS. Isso pressiona enormemente o pool de Capital disponível para Empréstimos.

    2- Insegurança Jurídica. O Mercado estima que o risco de um Calote por parte do Governo ( toda hora se fala em Auditoria da Dívida Pública e de que os Juros que incidem sobre a parte dos Juros não pagos e acrescentados no fim do período ao Principal da Dívida, são ILEGAIS – Anatocismo – etc, das Empresas e das Pessoas Físicas, esses RISCOS são altos e o JUDICIÁRIO que opera lento e em mais de 4 tempos de RECURSOS, não gera CONFIANÇA de rápida e Justa Decisão. Vejamos que o Crédito do Governo Federal é baixíssimo, pois toda nossa Dívida Pública Federal é de perfil de menos de 4 anos. Por falta de CONFIANÇA no Governo, TODA nossa Dívida Pública de R$ 2.600 Bi, vencem em menos de 4 anos. Então a cada ano o Governo necessita captar no Mercado +- R$ 400 Bi de Juros + Giro de R$2600 Bi/4 = R$ 650 Bi. O que dá um total de R$ 1.050 Bi/Ano. Se nossa Dívida Pública tivesse um perfil de 30 Anos, o que seria NORMAL, necessitaríamos por ano, R$ 400 Bi de Juros + R$ 2.600/30 = 86,66 Bi, o que totaliza 486,66 Bi/Ano. Olhem a diferença. É uma vergonha que o Governo da +- 8ª Economia do Mundo não tenha Crédito nem para 4 anos. Essa tomada anual de +- R$ 1.050 Bi para GIRAR a Dívida Pública Federal já causa um ROMBO no pool de Capitais disponíveis para Empréstimos.

    3- O fato do Governo ser Proprietário de +- 50% do Crédito via BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, BNDES, BANCO DO NORDESTE, BANRISUL, etc, e portanto ter interesse em operar com Juros Altos.

    4- O fato da Inflação no Brasil ser relativamente MUITO ALTA.

    Resumindo, no BRASIL os JUROS remuneram RISCO, e o RISCO no BRASIL é muito Alto. Abrs.

    • Mais um comentário defendendo os juros extorsivos praticados pelos bancos no Brasil. E cheio de números, para enfeitar o pavão. Aliás esse comentarista adora recheio de números, com cobertura açucarada.

      O ex-presidente Lula já usou muito tal estratégia de abusar da exibição de números e mais números, nos seus discursos. E ele próprio confessou que eram números completamente inventados, mas que causavam delírio nas plateias.

      Mas fiquei curiosa. Os bancos correm “tanto” risco neste Brasil. No entanto têm faturamentos astronômicos, que batem impressionantes recordes, ano após ano.

      Uau! Como é “perigosa” a vida desses banqueiros que operam neste país, perante tanto risco!

      • Ótima colocação, Angela Maria. Quando eu vejo o nome desse comentarista indicando autoria de um texto, passo os olhos, em leitura dinâmica, no tal texto. Enxergo então uma salada de números, símbolos de “+-=/”, e palavras em caixa alta misturadas com outras em caixa baixa. Sabe o que eu faço??? Pulo imediatamente para outros comentários, ou outros artigos. Pois sei que ali só há conversa para boi dormir. Mas as vezes eu rio um pouco, lembrando-me exatamente do ex-presidente Lula e seus discursos repletos de números fantasiosos.

  6. “Cobram porque tem quem pague”.

    Que raciocínio mais simplista e vagabundo! Num país onde:

    – os bancos “vendem dinheiro fácil” (empréstimos) até nos caixas eletrônicos;
    – os bancos nos fornecem extratos com um “saldo total” já contando com o dinheiro que nos “oferecem” (o tal crédito pré aprovado);
    – no telemarketing dos bancos os operadores já são treinados para que nos “ofereçam” crédito, após a operação que solicitamos. Mesmo quando temos dinheiro investido naquela instituição e sequer precisamos de crédito;
    – as taxas de juros são faladas quase em sussurro por funcionários dos bancos, ou escritas em letras miúdas, numa quase omissão;
    – operadores de telemarketing de bancos chegam a ligar para nossas casas nos oferecendo, felizes, um “belo” crédito pré aprovado;
    – as bandeiras de cartões de crédito induzem ser interessante pagar-se o “mínimo” da fatura;

    Ou seja, o agressivo oferecimento de crédito por parte dos bancos já é semelhante ao que fazem agiotas. Demonstrando o quanto é apetitoso o mercado, para bancos, financeiras, bandeiras de cartões de crédito, e etc…

    Comigo trabalha uma faxineira semi-analfabeta há mais de 10 anos. Ela e sua família humilde têm sido, nestes anos todos, vítimas constantes desses créditos oferecidos. Mas também dos juros do cheque especial, dos cartões de crédito, das financeiras e do famigerado crédito consignado.

    Eu pergunto: – ela e sua humilde família têm condições de compreensão para analisar taxas de juros praticadas neste Brasil???

  7. Prezada Sra. ANGELA MARIA,
    Solicito gentileza notar que há diferença entre “tentar entender porque os Juros são Altíssimos no Brasil”, e defendê-los. Eu procuro usar números porque aprendi com PITÁGORAS ( 570 – 500 AC ), que um problema só pode ser resolvido, SE QUANTIFICADO. Quanto aos números em si, para saber se estão +- certos, é só GOOGLAR.
    Gostei que a senhora considera a cobertura de meus comentários “açucarada”, interpretei como positivo.
    Muito Obrigado por Comentar meu comentário. Abrs.

    Prezado Sr. JUCA,
    Confesso que não me LISONJEOU nem um pouco, o senhor dizer de meus comentários que só dá uma Leitura Dinâmica e os considera ” Conversa para boi dormir “. Ao contrário, eu quase sempre leio seus Comentários com toda a atenção, e quase sempre concordo com eles. Fico feliz em saber, que pelo menos o senhor “se ri da enxurrada de números” que encontra neles, e até os compara com os números que o presidente LULA usava em seus discursos, a seu ver “completamente fantasiosos”, entendendo eu que o senhor considera meus números, também meios fantasiosos. Eu acho que não. Mas se de qualquer forma, o faço rir, já fiz uma coisa positiva, porque “rir faz bem a Saúde”.
    Muito Obrigado por Comentar, meu comentário. Abrs.

    • “Cobertura açucarada” ficou interessante mesmo!

      Escrevi o termo lembrando da Petrobras indo a pique, mês após mês. Escândalos e mais escândalos surgindo e a envolvendo. Graça Foster num cai-não-cai, naquela época. A Lava-Jato dando seus primeiros passos.

      E o senhor, paralelamente, escrevendo seus comentários nesta Tribuna, recheados de números e mais números, com açucaradas coberturas de símbolos e mais símbolos. Tudo em tentativas de defesa da referida petroleira.

      De repente uma porção de gente acreditou e saiu comprando ações da Petrobras.

  8. Sim, fazendo-me rir tais artigos pelo menos remuneram meu mínimo tempo gasto neles, em leitura dinâmica. Pois rir é mesmo muito saudável, e movimenta inúmeros músculos da face. Libera também no organismo incontáveis substâncias que produzem bem estar. Inclusive ajudam a regular certas atividades da fabulosa máquina, que é o corpo físico humano.

    Obrigado.

    Para quem também quiser rir, segue abaixo um vídeo onde Lula confessa sua estratégia de abusar dos números inventados:

    https://www.youtube.com/watch?v=M5bOtqmvJHE

  9. Prezada Sra. ANGELA MARIA,
    Sou Liberal-Democrata NACIONALISTA, e defendo a Economia Nacional tendo como dominantes as Empresas com Matriz no Brasil ( Iniciativa Privada, Mistas e até Estatais ). Ora, a Petrobras SA é Mista, controlada pelo Governo, é estratégica para o desenvolvimento industrial do Brasil, e âncora de toda a indústria de petróleo/gás do Brasil o que dá +- 13% do PIB ( Produto Interno Bruto ). Sempre a defendi e defenderei qualquer Empresa de MATRIZ NO BRASIL. Recordo-me que recomendei comprar Ações da Petrobras SA tendo em vista horizonte de longo prazo, +- 7 anos e penso que quem esperar até lá, não será decepcionado. Ela não vai quebrar, pois o Governo do Brasil não pode quebrar.
    Fiquei triste inclusive com a +- falência das Empresas X do Sr. EIKE BATISTA, porque eram Empresas com Matriz no Brasil e agora pertencem quase todas ao CAPITAL INTERNACIONAL, que não desenvolve TECNOLOGIA NACIONAL, e só capitalizam aqui +- 25% do seu Faturamento.
    Nunca fui PT, mas era partidário do Vice-Presidente Sr. JOSÉ ALENCAR, Mega-Empresário de Empresa com MATRIZ NO BRASIL. Abrs.

  10. Os brasileiros esgotaram sua capacidade de consumir e estão superendividados. A crise que presenciamos não é passageira. Nos próximos anos o crescimento do PIB será negativo ou medíocre, com altos índices de desemprego. Os lucros dos bancos são os maiores da história. Os juros são os maiores do mundo. O governo gasta mais do que arrecada e não consegue economizar sequer para pagar os juros da dívida e a única saída é o aumento da arrecadação, via impostos. E estamos apenas no início da crise – pode piorar e muito.

  11. A par dos comentários sobre juros acima, uns pró, outros contra, uns certíssimos, outros nem tanto, perguntei-me o que comentariam se acrescentássemos ao tema a realidade tão fantástica quanto absurda, da “alavancagem” dos bancos.
    Coloco o que entendo ser “alavancagem”: é a permissão oficial, atentem bem, para que os bancos, quaisquer bancos, possam emprestar, via crédito, 10 vezes o dinheiro que têm em seus cofres. Em resumo, é permitir aos bancos emprestarem 10 vezes mais do que têm, de fato.

    Como ´que se aceita isto? Que alguém ganhe dinheiro, ou cobre, por emprestar algo

    • Os bancos estão emprestando 2,22 vezes os recursos disponíveis. E isto porque o Banco Central recolhe compulsoriamente 45% de todos os depósitos à vista.

      O cálculo do recurso disponível é este: um real dividido pelo percentual de depósito compulsório vai gerar 2,22 reais disponíveis para empréstimo no mercado de crédito.

      Assim: 1/0,45 = 2,22

      Então os bancos estão multiplicando os recursos disponíveis para empréstimo 2,22 vezes.

      Sobre o que estão fazendo os bancos lucrarem tanto (desempenho do setor bancário) veja esta pequena análise do DIEESE, que eu recomento a todos a leitura: http://www.dieese.org.br/desempenhodosbancos/2015/desempenhoBancos1sem2015.pdf

  12. que não possui? Esta é a pergunta que não me cala.
    Comecei a pensar no assunto quando, endividado, imaginei pagar 90% do que me emprestaram na época, como dinheiro “alavancado” de minhas posses. A polícia chegou em três minutos. Tive que pagar tudo em dinheiro bom, seja o que o banco me emprestou e que de fato possuía, (10%), mais os 90% que ele não tinha, mas me emprestou… com juros acrescidos sobre tudo, os 100% e mais algum pela audácia de contestar o $istema… Acordem, que as coisas não são como dizem que são…

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