Afinal, o que Lula pretende passar a fazer. Será que vai mesmo se dedicar ao Instituto da Cidadania? É uma ONG fracassada do PT, que nunca serviu para nada. E quem pagará as elevadas despesas da ONG?

Carlos Newton

A maior curiosidade que os brasileiros têm hoje é o futuro de Lula. O que ele vai fazer da vida? O futuro longínquo, como se sabe, a Deus pertence. Quem apostaria que um retirante nordestino iria se tornar metalúrgico, líder sindical e político de tamanho sucesso? Ninguém. Mas qualquer um apostaria hoje que Lula tentará voltar ao Planalto. E só pensa nisso. 

Falava-se que ele seria nomeado embaixador nas Nações Unidas, para depois tentar ser o secretário geral da instituição. Uma possibilidade que até seria factível, pois não há dúvida de que Lula se tornou um dos políticos mais famosos e importantes do mundo.

Ele algumas vezes falou no assunto, durante a campanha eleitoral. Chegou a aventar a hipótese de presidir a Petrobras. Em termos políticos, iria parecer uma grande queda, hierarquicamente falando. Mas em termos financeiros, o salário é compensador, muito maior do que o de presidente da República. 

Depois da vitória no segundo turno, o então presidente Lula chegou a anunciar que iria presidir o Instituto da Cidadania. É uma organização criada há anos pelo PT e que funcionaria no bairro do Ipiranga, em São Paulo, mas ninguém sabe ao certo se está ou não em atividade.

Se isso for verdade e o ex-presidente Lula se mantiver longe de Brasília, as coisas ficarão mais fáceis para a presidente Dilma Rousseff, logicamente. O apego ao poder, demonstrado por Lula, foi tão exacerbado que ainda se teme que ele procure interferir no governo. Ainda é um dúvida, pois suas férias gratuitas (à custa do Exército) acabarão logo.

Bem, o tempo passou, a presidente Dilma tomou posse e até agora não se voltou a falar na tal ONG do PT, que Lula pretendia comandar como se ainda estivesse no Planalto, com a caneta cheia de tinta e abundantes recursos para gastar. Tanto isso é verdade que chegou a anunciar que recrutaria pelo menos quatro destacados integrantes de seu governo para trabalhar com ele – os ex-ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), a assessora especial Clara Ant e o ex-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto (ou será que ainda é presidente da estatal?)

Se a pretensão for à frente, é preciso saber quem vai pagar as despesas dessa ONG petista. Os quatro assessores, com status de ministros, certamente não vão sair barato.

Se for garantido pelo governo federal, esse patrocínio favorecido à ONG de Lula terá que ser muito bem justificado, para não parecer peculato. Se o PT tiver que bancar, estará havendo desvio de recursos públicos do Fundo Partidário, que representa improbidade administrativa.

O próprio Lula não terá recursos para esses gastos. Suas aposentadorias não darão para cobrir os salários dos quatro assessores. A não ser que peça ajuda ao filho, Fábio Luís (o Lulinha), que já demonstrou ser um verdadeiro fenômeno como empresário, um futuro Eike Batista, podem apostar.

Como foi fartamente noticiado, Lulinha tem um sócio compreensivo, Jonas Suassuna (primo do ex-senador paraibano Ney Suassuna), que paga aluguel de 12 mil mensais desde 2007 para que Lulinha more de graça num apartamento hollywoodiano. O prédio, se não é o melhor, sem dúvida está entre os melhores de São Paulo, com luxo e sofisticação a fazer inveja ao esplendoroso edifício onde vive o ex-prefeito Cesar Maia, aqui no Rio. Morar assim é uma extravagância que praticamente só os políticos conseguem, não é mesmo.

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