Afinal, para onde estão indo os recursos dos royalties do petróleo?

Roberto Nascimento

Em complemento ao recente artigo de Pedro Ricardo Maximino, realmente o carioca não está observando onde se encontram as melhorias provenientes dos recursos dos royalties do petróleo. A cidade continua dividida, com prioridade para a Zona Sul e a Barra, enquanto, em contrapartida, a Zona Norte e a Zona Oeste permanecem, como sempre, abandonadas pelos governantes.

As prefeituras do Interior, que recebem os royalties, também carecem de saúde e educação decentes, falta estação de tratamento de esgoto, carência que acontece até mesmo no estado mais rico (São Paulo), onde o Rio Tietê recebe toneladas de esgoto in natura no leito de seu extenso rio até chegar ao mar totalmente poluído.

Pergunto: para onde o dinheiro está sendo carreado? O dinheiro deveria ser carimbado para ser investido na saúde dos munícipes, na educação básica, na melhoria das estradas e na instalação de estações de tratamento de esgoto. Com essas medidas simples e preventivas, a saúde do povo ficaria muito melhor e os hospitais deixariam de receber milhares de pessoas doentes todos os dias.

No quesito Ferrovias, como Maximino tão bem descreve o drama dos usuários da Supervia, operadora dos trens metropolitanos do Rio de Janeiro, lembro os entusiastas das privatizações, que escreviam horrores contra a Rede Ferroviária Federal, alegando que privatizando o serviço público ferroviário iria melhorar para o povo.

Com a palavra os defensores empedernidos da privataria. Coitados, hoje calam-se inertes, envergonhados de terem defendido o indefensável. O povo está sofrendo com a superlotação, e os passageiros constantemente obrigados a descerem dos trens para caminhar pelos trilhos, como Maximino relatou.

Por fim, em relação à prisão do traficante da Rocinha e ao envolvimento de maus policiais, presos por agentes federais quando escoltavam um grupo de bandidos da Rocinha na noite anterior, tenho a declarar que a decisão do ex-governador Leonel Brizola de impedir a subida de policiais ao morro, a não ser com sua autorização e do então Secretário de Segurança, coronel Newton Cerqueira, foi interpretada de forma distorcida, mas os fatos levados a público hoje comprovam que o saudoso governador tinha carradas de razão.

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