“Afinal, qual é a razão do poema?”, indaga a poeta Eurídice Hespanhol

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Eurídice declama seus poemas com maestria

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

A professora e poeta Eurídice Hespanhol, nascida em Santa Maria Madalena (RJ), registrou em versos sua versão sobre o que realmente significa um poema, ou melhor, ela explica qual é “A Razão do Poema”.

A RAZÃO DO POEMA
Eurídice Hespanhol

Do que é feito o poema?
Barro de essência invisível?
Nuvem de tons arcoirizados?
Elementos dispersos,
Pelo poeta magnetizados?
Ou densa identidade
de expressão incontida?

O poema é amante,
Sentimento levitante
Viagem santa e atrevida
Pulso de um sonho em prece
Aborto, parto, nascente.
O poema é só palavra
E o poeta: inconsequente…

3 thoughts on ““Afinal, qual é a razão do poema?”, indaga a poeta Eurídice Hespanhol

  1. Meu primeiro livro, Alguma Poesia (1930), traduz uma grande inexperiência do sofrimento e uma deleitação ingênua com o próprio indivíduo. Já em Brejo das Almas (1934), alguma coisa se compôs, se organizou; o individualismo será mais exacerbado, mas há também uma consciência crescente de sua precariedade e uma desaprovação tácita da conduta (ou falta de conduta) espiritual do autor. (1944)
    Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), segundo Mayra Pinto.

  2. Sarcasmo celestial

    Não, não culpem Deus
    Pelas misérias do mundo,
    Deixem isso pros ateus,
    Esses pobres vagabundos!

    Eles vagam sem templo, sem fé,
    Só crêem em lógica e fatos,
    E, para explicar o mundo como é,
    Usam da ciência artefatos.

    Eu creio: Deus nos assiste,
    Creio até que nos protege,
    Sei que sofredores existem,
    Mas por certo são hereges!

    Deus fez-se até mortal,
    O que muitos gostam de crer.
    Ele é justo, imparcial,
    Basta ter olhos pra ver!

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