Agora, Sergio Cabral culpa o ex-amigo e cúmplice Cavendish pelo vazamento das fotos e imagens

Carlos Newton

O governador Sérgio Cabral está absolutamente descontrolado. Sabe que a divulgação das fotos e das filmagens de suas alegres visitas a Paris liquidaram com sua carreira política.

Seu plano político, conforme Helio Fernandes revelou aqui na Tribuna em primeira mão, era ser nomeado embaixador na capital francesa, passar três anos na farra pela Europa e depois voltar em 2018 como candidato a vice-presidente da República na chapa do PT. Mas o sonho acabou.

Desde o começo do caso Cachoeira, Cabral não consegue dormir direito. Sabe que a derrocada de Fernando Cavendish, dono da Delta e seu cúmplice em muitas negociatas, vai atingir diretamente o governo estadual, e cada foto ou imagem divulgada pelo blog do deputado Anthony Garotinho vale mais do que um milhão de palavras.

Cabral, se pudesse, mandaria acabar com Garotinho. Mas seu ódio maior é dirigido agora ao ex-amigo Fernando Cavendish, porque as fotos foram feitas pela então mulher dele, Jordana, que o acompanhava na farra em Paris.

Entre todos os membros da quadrilha, Cavendish foi o mais irresponsável. Ele até achava divertida a mania de Jordana viver fazendo fotos. Afinal, todo mundo curtia. Mas o resultado da brincadeira acabou sendo desastroso.

Para tirar uma onda e mostrar o quão importante o marido havia se tornado, Jordana cometeu o erro de enviar por email as imagens para outras pessoas. E uma delas, talvez por inveja, simples inveja, passou adiante as fotos e acabou prestando um serviço especial à nação.

Quem vazou as fotos e imagens na verdade se tornou um herói anônimo, que deveria merecer de uma estátua pelos serviços públicos que está prestando a todos os brasileiros, ao revelar quem é Sergio Cabral e quem está na sua quadrilha.

Como dizia o colunista Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe. E logo se ficou sabendo que Jordana foi a autora das fotos. Mas não foi ela quem fez a filmagem do jantar de poucos lugares, na comemoração do aniversário da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo (que no ano passado até chegou a deixar de ser a primeira dama, quando Cabral namorava Fernanda, irmão de Jordana e cunhada de Cavendish. Porém, com a morte da rival no acidente de helicóptero, Adriana voltou a ocupar o antigo posto). Esta filmagem foi feita pro outra pessoa, porque Jordana aparece em cena.

Quanto a Cabral, também merece um monumento que o perpetue. Mas tem que ser uma estátua equestre – metade cavalo, e a outra metade, também, como nosso amigo Helio Fernandes sugere genialmente.

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