Agora, Temer recua e acha ideal plebiscito ainda em 2014

José Carlos Werneck

Hoje de manhã, Michel Temer foi taxativo ao afirmar que não haveria tempo para um plebiscito destinado à reforma política com efeitos nas eleições de 2014. Menos de quatro horas de suas declarações, que tiveram enorme repercussão, o vice-presidente recuou. Em nota, disse que o “governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014”.

Nesta manhã, após reunir-se com líderes de partidos da base aliada, Temer havia dito que não haveria condições para a consulta até outubro e, que, “qualquer reforma que venha só se aplicará para as próximas eleições, e não para essa”.

“Não há mais condições – e vocês sabem disso – de fazer qualquer consulta antes de outubro. E, não havendo condições temporais para fazer essa consulta, qualquer reforma que venha só se aplicará para as próximas eleições, e não para essa”, disse Temer, após reunião com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para tratar do plebiscito.

IMPOSSÍVEL

Questionado se estava claro, entre os líderes e o governo, que não haveria tempo suficiente para viabilizar um plebiscito que alterasse as regras do sistema político já em 2014, Temer respondeu:

“A esta altura, embora fosse desejável, mas temporalmente é impossível. O  Tribunal Superior Eleitoral muito adequadamente fixou um prazo de 70 dias a partir dos temas apresentados ao TSE. Imagine se isso durar duas, três semanas, mais 70 dias, já chegamos ao mês de outubro e, a partir daí, já entra o princípio da anualidade, não é possível aplicar em 2014.”

As afirmações do vice  causaram mal-estar no Palácio do Planalto e irritaram a presidente Dilma Rousseff. Logo depois, a assessoria da Vice-Presidência da República distribuiu nota informando que “o governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014”.

E agora então: TUDO A TEMER!!!

 

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4 thoughts on “Agora, Temer recua e acha ideal plebiscito ainda em 2014

  1. PRESÍDIOS DO REGIME MILITAR .

    Naquela época os presos eram “recuperados”.

    Falem o que quiserem, mas os presídios da época

    da ditadura militar eram muito bons.

    Existem comprovações irrefutáveis de que
    recuperavam presos e deveriam servir
    de exemplo para o mundo.

    Nenhum país e nenhum modelo prisional conseguiu

    reabilitação igual.

    Orgulho brasileiro!

    ENTRARAM:

    – GUERRILHEIROS,

    – TORTURADORES,

    – FRAUDADORES,

    – LADRÕES,

    – ASSASSINOS E

    – SEQUESTRADORES.

    E SAÍRAM:

    – GOVERNADORES,

    – MINISTROS,

    – PREFEITOS,

    – DEPUTADOS,

    – SENADORES,

    – VEREADORES e

    – DOIS PRESIDENTES da REPÚBLICA.

  2. Para mostrar minha isenção e achar que alguém no Governo podia se salvar,pela manhã,enviei, ao Carlos Newton,o texto abaixo.
    Qual o quê.Nem houve tempo de ser publicado.
    Logo depois a opinião era outra.
    Acho que sou neto da velhinha de Taubaté.
    Vou exigir DNA!

    Numa atitude lúcida Michel Temer descarta plebiscito válido para 2014

    José Carlos Werneck

    Após reunião com líderes aliados na Câmara, o vice-presidente da República,Michel Temer confirmou a idéia de de fazer uma consulta popular, mas lucidamente declarou não haver tempo para aprovar reformas antes das próximas eleições.
    Ele,como autor de obra de Direito Constitucional, fulminou, a hipótese de o plebiscito sobre a reforma política aprovar mudanças válidas já para as eleições de 2014 . Depois de reunir-se com lideranças da base aliada na Câmara, o vice destacou não haver tempo hábil para a aprovação de propostas, mas, reiterou que a consulta popular, ainda, está mantida.
    “Não há mais condições – e vocês sabem disso – de fazer qualquer consulta antes de outubro. E, por isso, qualquer reforma que venha só se aplicará para as próximas eleições e não para esta”, afirmou. A consulta popular, segundo ele, deve ser realizada no segundo turno do pleito de 2014 e as alterações provenientes entrariam em vigor nas eleições subsequentes. “A maioria dos que discutiram aqui está optando pelo plebiscito junto com as eleições de 2014, no segundo turno”.
    Depois das lideranças da base na Câmara, Temer se reunirá com as lideranças do Senado. “Havendo o mesmo apoio à tese plebiscitária, em seguida, as bases da Câmara e do Senado formalizarão um Projeto de Decreto Legislativo para fixar a data e os temas a serem debatidos”, destacou.
    Michel Temer declarou que o Congresso Nacional deve elaborar um projeto de reforma política e previu a possibilidade de o plebiscito ser descartado. “Mas, se o Congresso formatar uma reforma política que for adequada às aspirações populares, quem sabe até não se pense em plebiscito”, ponderou Temer, para depois emendar que a prioridade é optar pela via plebiscitária, opção defendida pela presidente Dilma Rousseff. “Os líderes concordaram com a ideia do plebiscito”.
    Até que enfim,uma voz de bom-senso,ao meio de tanta bobagem dita,nos últimos dias,pelos “juristas”do Governo formados pela “WKIPLEDIA UNIVERSITY”.
    Trocadilhos à parte:
    NADA A TEMER

     

     

  3. Temer é um dos piores políticos do país. É uma das doenças que assolam o Brasil. Sempre ligado ao Poder. Esteja ele nas mãos de quem estiver. Inicialmente a Dilma o tinha recusado como vice. Depois, para associar-se aos bandidos do PMDB Dilma acabou cedendo. Se o sujeito não tem caráter como ele vai ter opinião? Obvio que levou uma bronca da Dilma e ficou com o rabinho entre as pernas para não se afastar do poder.

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