Ainda a respeito do tal vandalismo nos protestos

Manifestante mostra placa depredada em protesto no Rio de Janeiro (Foto: Christophe Simon)

Ézio Flávio Bazzo

Nunca as elites, os porta-vozes da pátria e os papagaios da mídia estiveram tão de acordo sobre uma questão e sobre um determinado assunto como estão agora a respeito dos “vândalos” e do “vandalismo”.

Quando falam das manifestações que, aliás, prometem incendiar o país nos próximos dias, só se ouve desses nada confiáveis senhores a mesma e enfadonha repetição, a mesma pobre e medíocre lengalenga de que “manifestação é um direito democrático mas….. sem vandalismo…”. Esse papo idiota equivale mais ou menos a receitar sexo sem orgasmo!.. Será que estão meio atordoados pela memória de que foram os vândalos que no ano 455 saquearam e derrubaram os facínoras de Roma?…

E depois.., como se vandalismo fosse apenas queimar um ônibus, depredar um banco, pichar uma parede, derrubar uma cerca, subtrair alguns produtos de uma loja que os compra por 50 dólares e que, com a complacência do estado e do mercado, os vende por 600,.. sem perceberem que as manifestações, ironicamente, são exatamente contra o vandalismo político, bancário, judicial, comercial e etc., instalado de norte a sul do país e que vêm destruindo e sufocando o patrimônio moral, cognitivo e ético dos avós, pais e dos próprios manifestantes, há décadas.

E é curioso ver a turma dos politicamente entendidos, dos DAS 6, dos donos de programas na TV (que ganham dois três milhões por mês só tagarelando merdas e bobagens moralistas e beatas) fingindo não entender o que está acontecendo. Ou são muito burros e cegos ou são demasiadamente cínicos, uma vez que eles próprios, são exemplos de vandalismo moral, social e econômico pois, em troca de suas suspeitas concessões, sempre apoiaram irrestritamente, a todo e qualquer vândalo de turno…

REVOLTA DO DESESPERO

Mesmo que nestas manifestações ainda não haja nenhuma reivindicação explícita, que tudo pareça difuso, apenas uma réplica das amotinações das sociedades pré-industriais, apenas uma revolta do desespero… está na cara o que se deseja. Que ninguém se faça de besta! Manifestação pacífica? Um povo que não manifesta seus sentimentos, sua raiva e seu nojo, por vergonha, preguiça ou medo é um povo condenado à ruína. Manifestação não se submete a conselhos e nem a ordenamentos burocráticos, muito menos quando eles são dados por uma corja que sabe muito bem onde estão verdadeiramente enterradas as raízes dessa indignação popular.

Como dizia uma das manifestantes de vinte anos: o que é uma lixeira incendiada, diante de um estádio inútil que custou mais de um bilhão de reais? O que é uma pichação nas paredes do Teatro Municipal, diante dos contratos e das conivências entre estado e empresas de transporte urbano? O que significam os rabiscos na cara do busto de um bandeirante, comparados ao MAB fechado há mais de dez anos, com centenas de obras de arte apodrecendo?

O que representa a queima do carro de uma TV diante do que faturam as tevês, só com a inútil e superfaturada propaganda estatal? O que significam cinco ou seis feridos nas passeatas, diante dos 400 assassinatos que já aconteceram aqui no DF só nos primeiros cinco meses do ano? O que representa uma agência bancária pisoteada e apedrejada diante do assalto legalizado que os bancos praticam com seus ingênuos clientes? Nada. Absolutamente Nada.

(Artigo enviado por Sergio Caldieri)

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24 thoughts on “Ainda a respeito do tal vandalismo nos protestos

  1. Eu convido!!! Eu convido!!!
    A todos os que taxam os manifestantes de vândalos … a uma visitinha a um hospital público: pode ser qualquer um deles!!! O Estado arrecada, arrecada, arrecada e … oferece a MORTE aos seus cidadãos mais necessitados.
    “Um povo que não manifesta seus sentimentos, sua raiva e seu nojo, por vergonha, preguiça ou medo, é um povo condenado à ruína”
    Ézio Flávio Bazzo!!! Meus cumprimentos!!!

  2. Nesta linha de pensamento do articulista, então o que seria um deputado assassinado no meio das milhares de pessoas mortas pela insegurança que vivemos?
    Nada.
    O mesmo quanto a um senador esfaqueado?
    Nada.
    E um vereador?
    Nada.
    E se sequestrássemos um banqueiro e o matássemos como o jornalista Tim Lopes, no “microondas”?
    Nada.
    Faz-ne necessário que cuidemos das palavras empregadas quando admitem mesmo sub-repticiamente a violência, a desordem, a baderna, o quebra-quebra!
    Se um estádio custa um bilhão de reais em comparação a uma lixeira queimada, existem meios à disposição de se cobrar dos responsáveis o superfaturamento;
    Se alguém está bem econômica e materialmente, e mora em uma bela casa no Morumbi, eu não posso atear-lhe fogo porque resido em um apartamento de duas peças;
    Se um cidadão anda de carro importado e, eu, de ônibus, então eu poderia destruir o seu veículo?!
    Ora, se incentivarmos a turba que pode fazer o que quiser porque mesmo assim não compensará os prejuízos que os governantes e seus cúmplices ocasionam ao povo, o incentivo ao descontrole e consequente intervenção das Forças Armadas será um prato cheio ao golpe pela incapacidade de o Poder impedir a confusão, de manter a tão necessária ordem!
    Discordo frontalmente do artigo em tela, em razão do ode à violência, que se alastra depois de iniciada, para extremos absolutos, inclusive de mortos estendidos pelas ruas e casas assaltadas, arrombadas, e gestos de selvageria desmedidos!

  3. Querem a anamnese do Brasil…por enquanto sinais de empolação seguidos de alguns espasmos, insuficiência moral cronica causadas por fungus politicus corruptos, medula ética deteriorada, quadro gravíssimo irreversível físico e jurídico, anti-corpos inexistentes dos tipos Legislativus, Executivus e Judiciárius, probabilidades sintomática diagnosticas na data de hoje = imprevisível devido a proliferação de células malignas descoberta a cada diagnóstico, paciente BRASIL com risco de colapso generalizado!

  4. Os vândalos são uma pequena porcentagem, vamos dizer 2% contra 98% não-vândalos.
    .
    Que nossos representantes do judiciário, legislativo, executivo botem as barbas de molho, pois, se continuar essa baboseira a percentagem de vândalos começa a aumentar e a de não-vandalos a diminuir.
    .
    Ta faltando pouco. Vamos pegar em armas!!!!
    .
    Um quadinho de vandalismo não faz mal!!!!!!! – Põem medo nessa corja!!!!!
    .
    Certo senhores???

  5. Em princípio, todos nós somos contra qualquer tipo de vandalismo, mas o movimento teria
    a repercussão nacional e internacional que teve, sem os atos de vandalismo, que intimidou a
    classe política? Se os político tivessem sensibilidade, bastaria uma passeata tipo procissão
    religiosa, sem atrapalhar o trânsito com seus cartazes e palavras de ordem. Como os políticos
    não têm sensibilidade, com certeza falariam ou pensariam referindo-se ao movimento: enquanto os cachorros latem, a carruagem passa. Foi o medo do movimento e do vandalismo que fizeram os
    políticos se mexerem. Espero que eles atendam os pedidos do movimento, para que não haja mais
    movimento e principalmente vandalismo.

  6. “Já escrevi aqui que na minha opinião o Congresso deveria ser invadido e todos os políticos,lá de dentro,postos para fora,em fila indiana e colocados nus na Praça dos Tres Poderes!!Todos sem exceção!!!” (Darci)
    E ai,como diz mestre Helio,condenar todos a prisão perpétua e no final da pena,fuzilar todos!

  7. Estupendo artigo. Não penso que o articulista Ézio Flávio Bazzo esteja incitando a violência, só está meramente fazendo uma comparação entre o “vandalismo do poder constituído” e o vandalismo praticado por uns poucos nas manifestações de junho. Grosseiramente comparando, se cabeças não tivessem sido decepadas na Revolução Francesa, teria sido possível acabar com o domínio dos aristocratas naquela época? que desprezavam e menosprezavam o povo. Digo mais, nossas “autoridades”, nos três poderes, estão fazendo o mesmo com a maioria do povo brasileiro.

  8. O nível rasteiro do desequilibrado Darcy contribui decisivamente para este Blog ser verdadeiramente incomparável, pois permite que indíviduos desta laia o frequentem!
    Abjeto, mal educado, trata-se de um demente que ainda consegue escrever suas ofensas e agressões, mas não passa de um ridículo e deprimente personagem que estabeleceu para si mesmo a cizânia como forma de divertimento, comprovando a sua perturbação mental.
    Covarde ao extremo, age pelas costas, inflando as pessoas ao combate quando tem medo de se apresentar com seu nome completo, um ser desprezível, legitimamente aquele que é capaz de entregar seus amigos em troca de não ser preso ou de levar uns bofetões porque poderia se borrar perna abaixo.
    Um indivíduo que se deve ter pena pela infelicidade que transborda em seus lacônicos textos, haja vista sua incapacidade de raciocinar por mais de uma ou duas frases e, ainda por cima, desrespeitadoras aos que postam seus comentários.
    Que os participantes deste espaço democrático percebam quem inicia com as ofensas, quem agride, e depois quer posar de vítima, comportamento característico do cara que é um “nádegas frouxas”, que enche as cuecas de excremento quando ouve um berro, um pústula, asqueroso e doentio indivíduo!
    Com a idéia de retirar os parlamentares e deixá-los nus na Praça dos Três Poderes, escancara a todos nós o que venho afirmando:
    Trata-se de um lunático e, agora, um tarado também!

  9. Deixemos que A História fale, por ela mesma.
    Em 1600, na Inglaterra, havia um Rei, Carlos I. Achava-se um abençoado, dotado de poderes divinos, e por isso, resolveu dissolver o Parlamento, aumentar os impostos e governar sozinho. Não aceitava aconselhamentos. Provocou, com tais atitudes, imensa revolta do povo. Surgiram então as manifestações, um quebra-quebra tremendo. É dele, a frase, debochada: “I can see the birds out of the cage”. (Eu posso ver os pássaros fora da gaiola). E os pássaros foram à luta. Em pouco tempo, no meio da rua, foi morto, decapitado … pelos pássaros. Na revolução francesa, o Rei Luiz XVI e a Rainha Maria Antonieta tiveram o mesmo fim: esquartejados em praça pública. Na revolução dos Estados Unidos, George Washington, diante do massacre inglês, disse: “Querem mais impostos? Venham! Vamos recebê-los à bala!” E foi o que aconteceu … e os Estados Unidos libertaram-se da escravidão imposta pelos patrões ingleses.
    Diante de assassinos, de gente que tortura e mata os povos … não há outra ATITUDE, se não … REAGIR!!! Se não reagirmos, tornamo-nos cúmplices destes assassinos. Eles não podem agir impunemente!!! Não podemos ser COVARDES e aceitar regras criminosas passivamente!!! Regras que torturam e matam!!! Que conduzem à fome e miséria!!! Chega!!! Então quer dizer que eles podem ser violentos … e nós só podemos dizer … “amém”??? Por que??? Vamos lutar!!!
    Eles gargalham, debocham de nós!!! Chegou a hora da reação!!!

  10. Almério, meu caro,
    Lutar contra quem?
    Quem é o inimigo a ser enfrentado?
    O político? Então devemos matá-los?
    O governo? Devemos fazer o mesmo com ele, aniquilá-lo pelas armas?
    E tu achas que não haverá reação por parte das Polícias Militares para impedirem esta intenção que a “História fale por ela mesma” como alegas?
    Uma história de séculos de diferença e mentes completa e diemetralmente opostas de agora para aquela época?!
    Almério, por favor, atitudes impensadas não, a começar sobre quem dará o primeiro tiro e em quem!
    As eleições estão batendo na porta, basta não votar nesta mesma gente, eleger candidatos novos e exigir as mudanças que hoje são reivindicadas nas ruas, mas em PAZ, com a população UNIDA e não dividida pelo ódio, pela ideologia, e irmãos matando irmãos por causa de políticos e da política indecente, desonesta, corrupta!
    Calma, nada de atitudes tomadas de afogadilho, meu, já chega o tresloucado lá de cima com suas taras que quer ver os parlamentares pelados, como se esta decisão os faria se corrigir, que mente mais perturbada!
    Mais a mais, meu amigo, uma revolução seria um banho de sangue neste Brasil e até com intervenção estrangeira, será este o futuro e as mudanças que queremos?! E, desta forma, à base de violência?!
    Lamento, mas não teríamos a repetição do gesto nobre de Jango quando abandonou o País e evitou uma matança generalizada. Desta vez o pessoal não vai querer largar o osso tão facilmente, e pouco se importaria com as consequências desta resistência, desde que permanecesse no Poder, lógico.
    Estou me lixando se dizem que o meu discurso de politicamente correto não cabe neste momento, pois quem escreve sou eu, é o que penso, o que a minha experiência e consciência determinam que eu esclareça aos mais açodados neste momento, que a mente precisa estar atenta, aberta, arejada, e não poluída por revanches, destruição, mortes, divisão do País.
    E, digo mais, Almério: NÃO DARIA CERTO!
    No entanto, campanhas alertando a população que vote conscientemente, que não admita mais esta incompetência, que exija seus direitos traduzidos em Educação, Saúde e Segurança, TAL ATITUDE TRARIA OS RESULTADOS ESPERADOS, SEM MASSACRE de ambos os lados, sintoma que até hoje perdura do regime militar até os dias de hoje E QUE TRAZ TÃO MÁS RECORDAÇÕES E SOFRIMENTO!
    Vamos querer repetir a década de sessenta e setenta?
    Vamos destruir o Brasil?
    Vamos permitir invasões porque ficaremos fragilizados lutando brasileiros contra brasileiros?!
    Bah, chê, mais devagar com o andor porque o santo é de barro e o Brasil é nosso, Almério!
    Olha, estou querendo ser mesmo o contraponto dessa idéia kamikaze, suicida, e propondo planejamento, organização, direção e CONTROLE.
    Agir atabalhoadamente é perder, é ser derrotado, humilhado, é levar para casa cadáveres para as mães e esposas, filhos e netos chorarem perante os caixões, enquanto que os mesmos continuam, e mais fortalecidos porque venceram os “rebeldes”, os GOLPISTAS!
    Bom, é o que penso, e tu tens todo o direito de me contestar, mas quero manter a cabeça fria, pensante, arquitetando planos de reconstrução deste País, e não esquemas de fuga ou exílios forçados.
    Este filme, Almério, já vimos e, sabemos, portanto, o seu final, que não é este que aludiste acima sobre o que diz a História a respeito do que aconteceu conosco, mas bem diferente!
    Esperar pelo momento certo não é ser covarde, Almério, porém ser inteligente e, o mais importante, preservar vidas, a ordem e as instituições, pois é a nossa responsabilidade como cidadãos patriotas.
    Pensa nisso esta noite, que já se faz alta.
    Um abraço.

  11. Visto que é um espaço democrático, eu, um simples estudante de Filosofia, sinto-me no direito de manifestar minha opinião, que é de total apoio ao povo em manifestar sua insatisfação com quem está no poder, isso sob todas as formas, para que seja devolvido ao povo o que é dele, e que se for necessário queimar uma lixeira, ou estraçalhar uma agencia bancaria, ou queimar um carro de uma emissora de tv, que assim seja feito, para que o povo possa ter de volta a dignidade que teve um dia(se é que teve), ou ter a dignidade que nunca teve. Ademais, concordo com o que disse o Darcy: “Já escrevi aqui que na minha opinião o Congresso deveria ser invadido e todos os políticos,lá de dentro,postos para fora,em fila indiana e colocados nus na Praça dos Tres Poderes!!Todos sem exceção!!!”, isso seria o mínimo que poderíamos fazer, não para descontar(pois, por mais que quebremos e causemos ditos “prejuizos materiais” ao estado, isso não chegaria nem à metade do prejuízo, em todos os aspectos, que os que por nós foram eleitos, causaram até agora); mas para esses políticos corruptos terem no fundo de suas almas um leve sentimento de vergonha e de ojeriza de seus próprios atos perante não somente o povo, mas diante de seus possíveis conhecidos honestos, parentes, família e até mesmo perante eles próprios ao se encontrarem diante de um espelho. Eu não conheço o Francisco Bendl, aliás, eu conheci esse site há cerca de um ano, e desde então tenho divulgado para vários conhecidos meus, e estes também para outros conhecidos seus; enfim, o que me parece em relação ao Francisco Bendl é que ele das duas uma: ou ele está defendendo esses “politicamente entendidos”, donos de programas na TV, a minoria que sempre tirou vantagem em cima da maioria; ou ele ainda não percebeu que é impossível uma revolução nos moldes que ele imagina, tanto pelo fato de o povo brasileiro não ser inteiramente instruído ao ponto de poder sair às ruas com suas reivindicações já definidas, todos em uníssono, quanto pelo fato de os políticos serem um bando de salafrários que ignoram explicitamente as necessidades e carências do povo agindo somente em interesses pessoais; sendo assim senhor Francisco Bendl, parece que o senhor está muito além da realidade do povo brasileiro, tanto do senso comum que é a maioria, quanto dos intelectuais, de modo que lhe peço que volte um pouco para nossa realidade e percebas que o que desejas beira a utopia. A “REVOLUÇÃO” se faz necessária.

  12. TSUNAMI SOCIAL NAS ELEIÇÕES – O que dizer deste 11 de julho ou “Dia Nacional de Lutas”, coordenado por entidades como a UNE e centrais sindicais que ficaram adormecidas nos mandatos do presidente Lula? Não se pode deixar de reconhecer o direito dessas lideranças voltarem às ruas, mesmo com público muitas vezes inferior ao mobilizado pelas impactantes manifestações auto-promovidas através das redes sociais e de certa forma provocadas por estas ou até receosas por seus efeitos descoordenados. Estas, sim, constituíram uma tsunami social de gigantescas proporções e conseqüências ainda imprevisíveis, porque podem voltar e o impacto disso nas eleições do próximo ano ainda está em processo de construção e só os resultados poderão revelar. E na falta de explicações públicas sobre o interesse do ex-presidente nesses protestos, não custa imaginar que a injeção do tempero lulista nos protestos desta quinta-feira deve ter soado mal no entorno da presidente Dilma Rousseff, apesar de que pouco se explorou a respeito. É importante que as massas continuem em movimento, sejam puxadas por organizações essencialmente politizadas ou pela espontaneidade das redes sociais, mas que todas conspirem no melhor dos sentidos pelo bem do Brasil.

  13. Prezado Thiago Benarróz,
    Discordas de mim em nível elevado, razão pela qual respondo abaixo o teu comentário onde te diriges a mim, apesar de a tua primeira opinião a meu respeito ser irreal, haja vista não me conheceres pessoalmente, não sabes quais são os programas de TV que eu assisto, muito menos que eu defendo seus proprietários, uma conclusão obtusa calcada em mera opinião e destituída de qualquer fundamento.
    Vamos lá:
    Abordas que o povo não tem instrução suficiente para sair às ruas e reivindicar seus direitos, então que a “Revolução” se faz necessária(sic).
    Bom, usando das tuas palavras, das duas uma:
    Ou imaginas que aquele que não tem instrução serve somente para tomar tiro e apanhar da polícia como frente de batalha, enquanto que os “articuladores” desta revolta ficam em casa ou protegidos porque são os que têm “instrução” ou, então, o teu conceito sobre o povo beira à insanidade!
    Que os políticos são desonestos e corruptos, eu os venho acusando desde que iniciei na Tribuna, há um ano e meio, mas sem propalar aos quatro ventos que devem ser mortos, ao contrário, devem permanencer vivos e serem destituídos de suas funções através do voto, de modo que sintam o quanto decepcionaram a população, que foram incompetentes, que traíram a nossa confiança.
    E, Thiago, tu não tens a mínima idéria do que seja uma “Revolução”, a não ser por filmes de ação.
    Uma pena que não leste com mais atenção o meu texto endereçado ao Almério, uma pessoa que todos nós apreciamos e reverenciamos pelos seus conhecimentos, mas eu menciono as dificuldades inerentes a esta revolta iniciando simplesmente com a pergunta sobre quem elegeremos como inimigo e sair matando, como se isto fosse fácil, basta decidir, sair armado, entrar no Congresso ou Assembléias ou Câmaras e prender fogo!
    Bah, mas esta decisão é tão estapafúrdia e inconsequente que nem os não instruídos tomariam, pois é de uma estupidez e ignorãncia que afronta a pessoa mesmo com dois ou um neurônio, chê.
    Eu jamais vou compactuar com revoluções, que me farão matar meus irmãos, que me transformarão em inimigo de outros brasileiros, mas onde nós estamos?
    Quer dizer que o mundo avança científica e tecnologicamente, mas as soluções somente através de armas e mortes?!
    E por que tu assistes a TV desses que se aproveitam do povo?
    Quero ver como elas perdurarão sem audiência, fácil.
    Ora, Thiago, precisas pensar melhor, de modo mais amadurecido, mais conscientemente sobre as repercussões desta decisão de inflamar o povo, que eu quero ver quem irá comandar e obter obediência dos “destituídos de instrução”, tendo em vista que será um caos, gente matando quem não sabe porque está sendo morta e morrendo por não saber quem é seu antagonista.
    Pensa nisso.

  14. Francisco Bendl, saudações
    Quanto a este assunto que está especificamente em pauta, posiciono-me totalmente contrário a você. Completamente. Frontalmente.
    Mas … demos as nossas opiniões, respeitosamente, e isto é que é o mais importante. Não pretendo debater.
    Fique com o meu abraço.

  15. Prezado Almério,
    Pois eu preciso debater a ter de combater, ainda mais com irmãos meus.
    E não estou defendendo este governo, antes que algum idiota pense diferente, mas apenas me posicionando a respeito de decisões mais radicais, que levarão a destruições e ódios desnecessários.
    Enfim, eis o que penso, sem medo de errar ou de ser convertido a mudar meus conceitos no futuro.
    SOU CONTRA a violência, a solução de nossos problemas pelas armas, a divisão deste País que seria inexorável, a chance que estaríamos dando para invasões estrangeiras se servirem deste território e transformá-lo em palco de suas ideologias e nos usarem como bodes expiatórios!
    Ou, por acaso, tu achas que Cuba, Venezuela, as Farc, da Colômbia, não iriam se juntar com o governo para defendê-lo?
    E, lá pelas tantas, diante desta ameaça de o Brasil ser dominado por um regime totalitário, os americanos não iriam intervir?!
    E quem ficaria ao lado de quem, Almério?!
    Ou, todos nós, brasileiros, repentinamente deixaríamos de lutar entre nós mesmos para expulsarmos os invasores?!
    Credo, basta uma análise um pouco mais detida para se chegar à conclusão que se trata de um devaneio, de uma decisão estapafúrdia, impensada, e com gravíssimas e inimagináveis consequências PARA TODOS!
    Igualmente, meu caro Almério, o meu abraço forte e cordial, e votos de pensamentos mais pacíficos com relação ao País e a nós mesmos.

  16. Thiago Benarrós, saudações.
    Como estudante de Filosofia, você certamente sabe como morreu Aristóteles: pobre, doente e abandonado. “Não permitirei que Atenas peque pela segunda vez contra a Filosofia!” bradou o Mestre de Stagira. E teve que ir embora, pois estaria diante de um juri ainda mais hostil do que o que condenou Sócrates. Teria o mesmo fim. Seria morto.
    E o que pregava Aristóteles? Ele, que introduziu no universo filosófico a palavra “ética”?
    Pregava o mesmo que Sócrates, na Ágora de Atenas: uma reflexão sobre a Vida, sobre o que é Cidadania, o Livre Pensar, o Sagrado Direito à manifestação popular, abertamente. A ágora ficava cheia de … jovens.
    Governantes … não apreciam isto. Ficam (roubam) os recursos do povo, que tem sofrimento, tortura e morte como resultados das políticas impostas. Ontem … como hoje … e … amanhã.
    Você, caro Thiago, concluiu seu comentário com coragem: REVOLUÇÃO. Você está estudando ou estudará Iluministas como Locke, Rousseau e Voltaire, pilares graças aos quais foi possível a Revolução Francesa, momentum único da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Você está estudando ou estudará o filósofo espanhol José Ortega y Gasset, o mais lido e estudado do seu tempo (escreveu em 1926 “A Rebelião das Massas”).
    Que filósofo extraordinário você será, Thiago!!!
    Peço a você que não deixe de examinar as razões que culminaram com a Independência dos Estados Unidos. Diante da absurda e criminosa cobrança de impostos por parte dos ingleses, George Washington bradou: “Chega! Não pagaremos mais do que podemos! Querem receber? Pois venham! Iremos recebê-los à bala!” Os ingleses foram com sua poderosa armada … levaram bala! … e os Estados Unidos se tornaram independentes.
    A HORA DA REAÇÃO é chegada!!! Prosseguir dizendo “amém!” para os que decretam a MORTE de milhões de brasileiros pela fome, doença, desemprego e miséria … não é, definitivamente não é, o caminho. O caminho é de REAÇÃO.

  17. Com os poderes e aliados nacionais e internacionais das Organizações Globo e outras empresas de comunicação e entretenimentos de massas, nem com o apoio das FF.AA, mestres, alunos e tambores, canivetes, chumbo e pólvora, o povo brasileiro obterá força e unidade suficientes para a construção de um Estado com acesso básico à cidadania, quando muito, conseguirá o direito de dançar homem-com-homem e mulher-com-mulher…E dar graças a Deus!

  18. Prezado Francisco Bendl,
    Me desculpe a demora em manifestar-me a respeito do que escreveste, é que ando bastante ocupado com trabalhos da faculdade, de modo que não tenho como acessar a tribuna todos os dias, mas vou me posicionar, e apenas sobre o que acho pertinente.
    Primeiro: Eu não disse que o povo brasileiro não é instruído, como disseste em teu comentário, eu disse que o povo brasileiro não é “inteiramente” instruído, para reivindicar seus direitos, todos em uma só voz e direitos já definidos como principais, que para mim são os direitos prescritos na constituição. Sobre isso, penso que pela tua experiencia não é preciso dizer mas nada. Ademais, deves saber, ou já deves ter ouvido falar que a educação no Brasil não é das melhores, e que uma parte considerável do povo(e isso inclui uma parte considerável dos estudantes universitários de hoje), sabe ler, mas não sabe compreender o que lê, de modo que temos aí o que se dá o nome de “analfabetismo funcional”.
    Segundo:Eu sequer pensei em que devemos sair matando pessoas por aí, o que eu disse é que a ideia do Darcy me parece ótima: “o Congresso deveria ser invadido e todos os políticos,lá de dentro,postos para fora,em fila indiana e colocados nus na Praça dos Tres Poderes!!”, que deveríamos sim,fazer com que esses políticos sentissem nosso desprezo por eles, e que deixássemos todos eles nus juntos na praça dos Três Poderes, e que pudéssemos vaiá-los por um tempo até que eles se sentissem horrorizados com tudo isso, e depois de humilhados fossem presos e tivessem seus bens todos confiscados pelo estado, ficando assim eles retidos e sem suas fortunas de modo que seus familiares pagariam pelos seus erros assim como o povo paga pelos erros deles. E a respeito disso já é o bastante.
    E quanto ao fato de eu ter a minha ideia de Revolução baseada em filme de ação, isso é o senhor que está dizendo; e se for , é uma ideia, simplesmente uma ideia, assim como a sua ideia é simplesmente uma ideia, e a ideia de uma pessoa qualquer é também e simplesmente uma ideia. A isso acho desnecessário responder.

  19. Saudações, sr. Almério Nunes.
    O senhor tem razão em tudo que disse…
    Quero dizer que aprecio muito seus comentários, escritos com total lucidez, conhecimento e experiencia; lê-los, é sempre aprender alguma coisa.
    Me sinto honrado em ser mencionado pelo senhor.
    Vou examinar sim mais de perto o que me propôs.
    E sobre a Revolução, está mesmo na hora de fazermos o que for preciso para que tenhamos a nossa dignidade de volta, dignidade essa que nos foi tirada no dia em que fomos às urnas eleger aqueles canalhas que nos enganaram e que nos enganam até hoje com seus belos discursos.
    Quanto a sua conclusão merece ser feita menção: A HORA DA REAÇÃO é chegada!!! Prosseguir dizendo “amém!” para os que decretam a MORTE de milhões de brasileiros pela fome, doença, desemprego e miséria … não é, definitivamente não é, o caminho. O caminho é de REAÇÃO.
    Um abraço, sr. Almério Nunes.

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