Ainda há no governo quem defenda as ONGs, que só existem para sugar as tetas do Tesouro Nacional (com algumas honrosas exceções, é claro).

Carlos Newton

Era só o que faltava. Ainda existe no governo quem apoie as ONGs e também prestigie o ainda ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Semana passada, no encerramento de seminário sobre marco regulatório de organizações não governamentais, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência,, por exemplo teve a desfaçatez de defender as ONGs e o próprio ministro Carlos Lupi.

Segundo Carvalho, a situação do ministro “não muda” diante da nova acusação sobre ação de Lupi para ajudar uma ONG de um colega de partido. “Cada denúncia merece ser verificada, analisada. Nós temos que nessas horas ter muito bom senso e ter o sentido democrático da defesa, da explicação. Isso de maneira alguma altera a situação do ministro”, disse Carvalho.

Como se sabe, Lupi ajudou pessoalmente a ONG Adrvale, de Santa Catarina, presidida por Osmar Boos, ex-candidato a vereador pelo PDT em Brusque, mesmo depois de a Polícia Federal ter aberto um inquérito criminal para investigar suspeitas de irregularidades em convênio da entidade com a pasta, no valor de R$ 6,9 milhões.

Gilberto Carvalho nem comentou essa nova denúncia. Disse que Lupi está “respondendo [às acusações], ele está bem. Para nós é importante que ele siga trabalhando. Para nós, está tudo caminhando como qualquer outro ministério”, vejam só a que ponto chega a hipocrisia das autoridades públicas.

As ONGs têm sido foco de polêmica nos últimos meses, por conta de acusações de desvios de verbas do governo. Dois ministros já foram derrubados por negócios “malfeitos” com essas organizações: Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte). Lupi é apenas a próxima vítima.

Por causa dos sucessivos escândalos, a presidente Dilma teve de assinar decretos suspendendo os repasses e estabelecendo regras mais rígidas para a celebração de convênios entre órgãos públicos federais e ONGs. E o governo ainda se viu obrigado a criar um grupo de trabalho, para no prazo de cerca de três meses elaborar um marco regulatório para a relação entre o poder público e as ONGs.

Como se sabe que criar um grupo de trabalho, em linguagem administrativa, na verdade significa não fazer nada, tudo indica que a corrupção será preservada. Como diz o ministro Gilberto Carvalho, a intenção do governo é “combater aquelas formas de apropriação das entidades sérias por pessoas inidôneas que tentaram e usaram o recurso público indevidamente”.

Traduzindo: as ONGs são mesmo invencíveis. Vamos ter de engoli-las, como dizia o Zagallo.

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