Alckmim não convida Afif para seu vice em 2014

Pedro do Coutto

O governador Geraldo Alckmim, candidato à reeleição para o Palácio Bandeirantes em 2014, não pretende convidar o atual ministro da Pequena e Média Empresa, Afif Domingos, para concorrer e um novo mandato de vice. E o que fica claro na reportagem de Germano Oliveira, O Globo de 29 de maio, pois Geraldo Alckmim admitiu conversar com o PSB em torno da hipótese de a legenda socialista indicar um representante como seu companheiro de chapa. Alckmim e Afif foram eleitos em 2010.
O atual chefe do executivo  – acentua a matéria – tem conversado com o PSB a respeito de um palanque duplo para Eduardo Campos, em São Paulo. Há dificuldades, reconhece o deputado Eduardo Nogueira, presidente do PSDB paulista, para a indicação de um vice do PSB, pois existe uma coligação de sete partidos apoiando o governo na Assembleia Legislativa e nas ruas. O PSB, com o candidato próprio a presidente da República, seria mais uma sigla. Importante eleitoralmente, uma vez que obteve 2 milhões de votos em todo o estado nas eleições municipais de 2012, elegendo 33 prefeitos. O desempenho da legenda foi bom. Mas isso, claro, digo eu, não assegura a transferência dos votos. No sistema brasileiro, o voto depende muito mais da aceitação do candidato do que da influência da sigla. De qualquer forma, a articulação que o PSDB realiza exclui a reeleição do vice Afif Domingos. Nem poderia.

 

Afif Domingos, ministro do governo Dilma Rousseff, com é natural e esperado, encontra-se alinhado com a reeleição do presidente da República. Alckmim, do PSDB, forma ao lado da candidatura do senador Aécio Neves. O projeto de um entendimento com o PSB, que representa sem dúvida uma notícia política importante, somente poderá ter curso se Eduardo Campos, governador de Pernambuco, confirmar sua candidatura ao Planalto. Na hipótese de desistir de concorrer e vir a apoiar Dilma, evidentemente não faria sentido, para o PSDB de Alckmim, aceitar um nome do PSB para vice. Nada adicionaria eleitoralmente ao governador. Pelo contrário: criaria uma situação de perplexidade junto a correntes do eleitorado afinadas com o discurso dos tucanos e com a atual administração estadual. Tampouco ajudaria Eduardo Campos: a perspectiva do palanque duplo perderia totalmente o sentido.

 

EDUARDO CAMPOS

O governador Eduardo Campos revelou interesse em projetar sua imagem em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três principais colégios eleitorais do país, responsáveis por pouco mais de 40% dos votos. Tanto assim que, de acordo com a reportagem de Germano Oliveira, encomendou a realização de um levantamento ao Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas de Recife, coordenado por Marcela Montenegro, da equipe de Antônio Lavareda.
E de acreditar que do resultado vai depender a manutenção ou não da sua candidatura ao Palácio do Planalto nas eleições de 2014. Ele certamente estará bem em Pernambuco, seu estado, talvez no Nordeste, embora seja área ocupada pelo Programa Bolsa Família. No entanto, sem vencer no Sudeste, é impossível a alguém chegar a presidente.

 

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One thought on “Alckmim não convida Afif para seu vice em 2014

  1. Enquanto o povão está sendo caçado e exterminado nesta carnificina diaría , o governador de plantão, geraldo/serra cuida da sua PENTA-REELEIÇÂO.
    E é somente com isso que o “mais preparado” o mais honesto”, o mais in-competente” se preocupa, pois do resto o povo que se cuide.

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