Alckmin contesta denúncia da Veja e diz apoiar integralmente a Lava Jato

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Charge do Latuff, reprodução do site do PSTU

Thais Bilenky
Folha

O governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) disse que “é preciso ter cuidado” com acusações de que ele estaria envolvido na Operação Lava Jato, uma vez que os episódios em que teria sido citado não foram esclarecidos, argumentou. “Quero deixar claro a total defesa intransigente de investigação e esclarecimento favorável à [Operação] Lava Jato”, afirmou, nesta terça-feira (29), em evento da Frente Nacional de Prefeitos, em Campinas.

Segundo a revista “Veja”, Alckmin aparece em planilhas de pagamento de propina da empreiteira com o apelido “santo”. O primeiro episódio em que ele supostamente aparece se refere à duplicação da rodovia Mogi-Dutra, inaugurada em 2002. Alckmin registrou que a obra foi feita pela Queiroz Galvão.

“A Odebrecht nem ganhou a licitação nem executou a obra”, disse.

LINHA 4 DO METRÔ – O segundo episódio se refere à construção da linha 4 – Amarela do Metrô, em 2004. O “santo” seria o beneficiário de um repasse de campanha de R$ 500 mil.

“2004 foi [ano de eleição] municipal, e eu nem candidato fui”, afirmou. “Então, é preciso ter cuidado com essas questões.”

A primeira passagem do tucano no governo paulista ocorreu entre 2001 a 2006 e a segunda, em curso, iniciou-se em 2011.

CRÍTICAS A TEMER – Alckmin divergiu de escolhas políticas feitas pelo presidente Michel Temer e pediu agilidade na tramitação de reformas estruturantes. O tucano disse que teria priorizado a reforma da Previdência, em detrimento da PEC do teto do gasto.

“A primeira votação, o governo ganha. Início de governo, ambiente político favorável. Então, dificilmente não aprovaria [a reforma da Previdência]”, sustentou.

“O governo optou por mandar primeiro a PEC 241 e em seguida as outras reformas. Aí elas vão ficar todas para o ano que vem. Então, o esforço vai ter de ser redobrado, mas acredito que serão aprovadas”, concluiu.

Passados o impeachment e as eleições municipais, o governador disse que é hora de ganhar tempo. “Claro que vivemos uma situação especial, pós-impeachment e uma crise econômica bastante severa. Quanto mais rápido o governo agir no sentido das reformas estruturantes e, de um lado, reduzir despesa e, de outro, reduzir juros, [melhor]”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Enquanto a lista da Odebrecht não sai, qualquer declaração ganha contornos de veracidade. Em breve o país saberá a verdade integral sobre os diversos esquemas de corrupção – federais, estaduais e municipais. Aí saberemos se essa declaração de Alckmin é candidatura à Piada do Ano. (C.N.)

11 thoughts on “Alckmin contesta denúncia da Veja e diz apoiar integralmente a Lava Jato

  1. Boa noite ,leitores(as):

    Senhora (senhorita) Thais Bilenky , lembre-se que o governador do Estado de São Paulo ,senhor Geraldo Alckmin (PSDB) representa o lado “CRIMINOSO” da religião CATOLICA , ou seja , IGREJA CATOLICA vide livro “SOCIEDADES SECRETAS”.

  2. Temer nada a declarar ?

    Em outro diálogo, o secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, procura Marcelo Calero para falar do imóvel de Geddel. Ele confirma que Michel Temer lhe pediu para encaminhar o assunto para a AGU.

    Leia:

    Gustavo Rocha: É, eu… eu tô te ligando que… é… eu tô dando entrada com pedido protocolar. [Vou] protocolar o recurso lá no Iphan.

    Marcelo Calero: Tá.

    Gustavo Rocha: Vou protocolar uma cópia aí.

    Marcelo Calero: Tá. Mas eu… eu… eu até falei com o presidente, Gustavo, eu não quero me meter nessa história não.

    Gustavo Rocha: É, e o que ele me falou pra… pra falar era, “veja se ele encaminha, e num precisa fazer nada, encaminha pra AGU”. Falou isso comigo ontem, né? Aí eu falei “não, eu falo isso com ele”.

    Marcelo Calero: Bom… tá, eu vou… eu vou fazer uma reflexão aqui, Gustavo. Agora, mudando de assunto, Ancine, é… eu pedi uma correção pro texto que me chegou hoje de manhã e… eu tô dependendo da velocidade aqui do nosso jurídico…

  3. Só o ” grande” estrategista e constitucionalista Temer não vê o chapéu que está levando.
    O Calero era do PSDB, foi para o PMDB a convite do Eduardo Paes que vai voltar para o PSDB…
    Um”jeniu”

    • ver mais

      Renan prefere o PSDB
      Brasil 29.11.16 17:14
      Renan Calheiros disse que não acha uma má ideia Michel Temer escolher um tucano para suceder Geddel Vieira Lima.

      Segundo o presidente do Senado, facilitaria o ajuste fiscal.

      E mais:

      “Prefiro um governo influenciado pelo PSDB a um governo influenciado por Eduardo Cunha.”

  4. As modificações que os deputados, fora exceção, é a prova que querem pressionar magistrados, PF e MP, é desfigurar a o que o MP tenta fazer para acabar com a corrupção no país, mas estes deputados que modificaram a proposta do MP devem ter algo a temer, caso contrário aprovaria a lei como está sendo proposta, é uma vergonha este congresso do Brasil.

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