Reflexos da reforma da Previdência podem atrapalhar Alckmin ou Aécio em 2018

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Charge do Nef, reprodução do Jornal de Brasília

Pedro do Coutto

Reportagem de Pedro Venceslau, no Estado de São Paulo, destaca o início do confronto aberto entre o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves pelo comando do PSDB, cuja convenção terá de escolher o candidato da legenda à sucessão presidencial de 2018. As correntes tucanas já se dividem para ver qual delas indicará o líder do partido na Câmara Federal. Assim, o processo sucessório está se destacando. O terceiro nome partidário, José Serra ainda não entrou no palco.

Não será fácil a decisão. Mas tem que levar em conta os rumos e os resultados do governo Michel Temer, além de implicações relativas à Operação Lava Jato e os efeitos reais das delações premiadas. O panorama pode parecer simples, à primeira vista, porém no fundo é complicado. Como o poder depende das urnas, indispensável levar em conta as reações dos eleitores.

EFEITO DA REFORMA – Um exemplo é a anunciada reforma da Previdência, que embute obstáculos a serem ultrapassados. Mesmo na hipótese de tal reforma se concretizar, é essencial verificar qual o reflexo em termos de aprovação do atual presidente da República. Se for negativo, como é quase certo que vai acontecer, José Serra, se quiser disputar a convenção tucana, terá que deixar a pasta das Relações Exteriores. Não me refiro ao prazo legal de seis meses antes das eleições, mas sim no momento em que sentir que a permanência não acrescenta apoios, ao contrário, os retira.

Esse lance não se refere apenas a Serra, mas igualmente a Alckmin e Aécio. Uma redução nas condições básicas para que milhões de pessoas se aposentem é um fato de alta sensibilidade social que não pode deixar de projetar efeitos na campanha eleitoral.

CANSADO DE PROMESSAS – Será extremamente difícil convencer o eleitorado que a mudança proposta produzirá consequência no futuro. O povo já está cansado de promessas que são, pelo menos, de realização duvidosa. E é necessário assinalar que, de acordo com as recentes afirmações do ministro Henrique Meirelles, a recuperação econômica do país com efeitos diretos na sociedade é algo demorado, demandando no mínimo dez anos. É muito tempo de espera. Ao longo do percurso vão se realizar duas sucessões presidenciais.

A campanha para 2018, sem dúvida, começou. Cedo demais. Além da luta interna no PSDB, já ocorreu o lançamento externo da candidatura do ex-ministro Ciro Gomes, pelo PDT. Um esforço do antigo partido de Brizola para ocupar o vazio deixado pela herança trágica do PT.

PT EM BAIXA – O Partido dos Trabalhadores, depois da tempestade que causou, perdeu 400 prefeituras em todo o país. Naufragaram nas contradições entre a ideia reformista e a corrupção que, conservadora em sua essência, não só afundou o país, como destruiu os avanços conquistados na valorização do trabalho humano.

É compreensível a ideia do PDT. Aliás, nas eleições presidenciais de 89, vencidas por Fernando Collor, no primeiro turno o vencedor fechou 29 pontos, com Lula em segundo com 16, um ponto à frente de Leonel Brizola. No segundo turno, Brizola apoiou Lula, transferindo sua votação. Mas foi insuficiente para mudar o destino das urnas. Mas, sem dúvida, na época, a convergência que era considerada de esquerda despertou forte reação contrária da sociedade, levando-a a escolher Collor. Agora os tempos mudaram

Mas o PDT, apostando no insucesso de Michel Temer, tenta reconstruir as correntes derrotadas nas urnas do passado, buscando um caminho nas ruas para o futuro. Difícil. Porém, tem lógica o esforço.

5 thoughts on “Reflexos da reforma da Previdência podem atrapalhar Alckmin ou Aécio em 2018

  1. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO analisa o sacrifício imposto ao Cidadão Médio com a Reforma da Previdência, e seus efeitos sobre a Candidatura à Presidência, dos principais Nomes do PSDB para 2018.
    E Reforma a Previdência Social se exige, já que:
    Trabalhadores Urbanos: levemente Superavitária.
    Trabalhadores Rurais: altamente Deficitária.
    Funcionários Públicos: altissimamente Deficitária.

    Só que, a meu ver, o PSDB e os outros Partidos, agora estão lidando com astuciosos Raposões Políticos do PMDB, que em hipótese alguma assumirão o Ônus desses Sacrifícios, para proveito de OUTROS.

  2. “Trabalhadores Urbanos: levemente Superavitária.
    Trabalhadores Rurais: altamente Deficitária.
    Funcionários Públicos: altissimamente Deficitária.”

    Então os recursos para pagamento de aposentadorias para os rurais, que merecem, mas nunca contribuiram devem sair do tesouro….

    Nãp existe previdencia sem contribuição.

  3. O que acabou com a previdência do funcionalismo foi a terceirização da mão de obra. Um trabalhador que recebe R$ 900,00 custa R$ 3.600,00 ao Estado e recolhe para o INSS. A UFRJ está fazendo um trabalho sobre o assunto que mostra que se não houvesse essa terceirização a ” sua ” previdência estaria para lá de superavitária.
    Nesse parasitismo de Estado ninguém quer mexer.

  4. Porquê não abrem a caixa preta da previdência social, vivem falando em rombo, isto a anos falam e esta mídia que vive do erário público, divulga sem saber a realidade, qual o montante da sonegação, o tesouro devolveu o que tirou da previdência social, são trilhões de reais que não voltam mais.

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