Alcolumbre diz que governo ‘não tem base’ para aprovar privatização da Eletrobras

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Gustavo Garcia
G1 — Brasília

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta quinta-feira (19) que o governo federal “não tem base” parlamentar para aprovar a privatização da Eletrobras. A declaração foi dada durante o evento “E agora, Brasil?”, realizado pelos jornais “O Globo” e “Valor Econômico” em Brasília.

Alcolumbre disse ainda que os parlamentares do Norte e do Nordeste no Senado são “quase todos” contrários à privatização da estatal. A venda da Eletrobras vem sendo debatida desde o governo Michel Temer.

RESISTÊNCIA – “O que eu tive de resistência dos senadores do Norte e do Nordeste, quando fizemos a frente parlamentar, quase todos se manifestaram contrários à privatização da Eletrobras”, declarou.

“O governo não tem base. A dificuldade é essa também”, acrescentou Alcolumbre, dizendo que há uma “sensibilidade” dos senadores favorável à privatização dos Correios, o que não acontece em relação à Eletrobras. “O governo pode começar por outra [privatização], começar pela de maior facilidade”, sugeriu.

Para o presidente do Senado, as privatizações devem ser analisadas “caso a caso” e não em conjunto.

ELETROBRÁS -Em entrevista a jornalistas após o evento, Alcolumbre voltou a falar do assunto. “A opinião dos senadores em relação à Eletrobras é que eles acham que a gente poderia começar por outras estatais que têm, praticamente, menos resistência do que começar logo com a Eletrobras. Há esse sentimento dos senadores do Norte e do Nordeste. Se há esse sentimento, por que nós vamos começar com essa [privatização da Eletrobras] se há uma resistência?”, indagou.

“E como o governo não tem uma base sólida para defender as suas pautas, porque não quis construir, o governo tem que entender que o Senado tem o seu tempo próprio. E é isso que vai acontecer diante das privatizações. O Parlamento tem o seu tempo, vamos aguardar o tempo do Parlamento”, acrescentou.

AS PRIVATIZÁVEIS – Em agosto, o governo federal anunciou um plano para privatizar nove empresas estatais. A Eletrobras não está na lista, que inclui:

Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebras); Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios); Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp); Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev); Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); Empresa Gestora de Ativos (Emgea); Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec); Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp); Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Por decisão do Supremo Tribunal Federal, é proibida a privatização de estatais sem aprovação do Congresso. Pela mesma decisão, o governo só pode vender as subsidiárias. É por isso que a Petrobras está sendo fatiada e ninguém diz nada. (C.N.)

8 thoughts on “Alcolumbre diz que governo ‘não tem base’ para aprovar privatização da Eletrobras

  1. Fica patente que o oba oba na criação de grandes cabidões é a regra e o próximo governo que se vire. O que mais irrita é que sempre ocorrem concursos e muita gente boa entra e são estes sempre os mais prejudicados. Fossem somente os nomeados politicamente, varreria se todas para a lixeira mais próxima. Toda essa resistência de nossos “nobres” parlamentares acabaria como um passe de mágica se fossem proibidos de ocuparem cargos em outro Poder. Eleito para ser parlamentar, manda a quem a seu nome o mandato deve ser exercido. Não é o que acontece quando alguém é eleito e vai ocupar cargo em outro Poder para bater cota de cargos partidários. Outra coisa é a imundice de termos muitos milhares de cargos políticos. Bem menos de mil como ocorre em países sérios e não terão qualquer obstáculo em acabar com a farra nas estatais. São por demais, previsíveis e desaminadores.

    • Todas as estatais, sem exceção, dadas saem caras para quem comprar e for obrigado a manter os.privilégios dos funcionarios.
      Deveria se vender tudo e distribuir o dinheiro arrecadado ao seus verdadeiro dono, ou seja, o povo brasileiro que pagou para instituir cada uma e para manter o aparato com os aparelhos montados principalmente nos tempos dos ladrões lula e dilma.

  2. As privatizações estão sendo revertidas no mundo todo, porque elas diminuem o acesso das pessoas aos bens e serviços. Uma estatal tem objetivo profundamente social. Por isso que ela abriga clientes que não dão lucro. Quando ocorre a privatização, passa a não valer a pena atender esses mesmos clientes. As privatizações aumentam a desigualdade não contrário. Somente os liberalóides fanáticos e comprados pela elite que não entendem isso.

  3. O governador do Rio de Janeiro já falou em privatizar a CEDAE. Água é o bem mais importante da vida, não se pode entregar à iniciativa privada que não tem compromisso com o social, seu compromisso é o lucro.
    O argumento dos privativista é que as estatais são cabides de emprego, então para acabar o cabide de emprego vende a empresa?

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