Além das rachadinhas, Bolsonaro e Lira têm algo em comum, – gostam de dar coices na imprensa

Em 2 anos de governo, Bolsonaro deixa de lado ao menos 12 promessas de campanha | Jornal Alto Vale Online

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

Há um ano que a tragédia da covid-19 apavora o Brasil. Dilacera famílias. Carregamos na alma a marca brutal e estarrecedora de 260 mil mortos. O sistema de saúde está em vias de entregar os pontos.  A dor passou a morar na vida da população. A escalada cruel da pandemia maltrata e penaliza. É sangrenta e tormentosa. O povo se desespera. Desgraça pouca é bobagem. Quem sobrevive, pode enfrentar sequelas e contaminar de novo.

A covid-19 caiu no colo de Bolsonaro. O chefe da nação desprezou a fúria assassina do coronavírus. Chamou a moléstia de “gripezinha”. Debocha do uso da máscara. Não cumpre as normas sanitárias. A vida de seres humanos não tem preço

COICES DE MULAS – O esporte de Bolsonaro é dar coices em políticos adversários e na imprensa. Governantes precisam acabar com o clichê “depois que a porta cai, coloca-se a fechadura”. Leis e normas devem ser severas e enérgicas. A devastadora covid-19  cobre de humilhação, tristeza e indignação os corações dos brasileiros. Pelo andar da carruagem, Bolsonaro será lembrado como omisso e incompetente, tipo #insuportável.

Bolsonaro e Arthur Lira são irmãos siameses. Pelo menos no patético e estúpido manual de jornalismo que tiveram o topete de criar. Ambos só gostam de perguntas elogiosas e simples. Se tiverem de puxar pelos miolos, desandam em grosserias. No Acre, Bolsonaro não gostou da pergunta da repórter e bradou, rodeado de áulicos: “Acabou a entrevista”.

Por sua vez, o presidente da Câmara, com a candura dos jagunços, interrompeu e encerrou a coletiva, dirigindo-se ao repórter, com uma bombástica, ultrajante e parva decisão: “Você já fez uma pergunta. É uma para cada um”. 

ORDEM DOS BAJULADORES – Acreditem. Sério. No duro, foi criado um surreal clube de bajuladores de Bolsonaro. O cativante grupo, intitulado Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB), não permitirá que Bolsonaro seja chamado de feio. Nem de ridículo ou de incompetente. Serão consideradas ofensas imperdoáveis. 

A entidade subirá nas tamancas e mandará o injusto agressor para o pelotão de fuzilamento. A punição será ainda mais severa para aquele que tiver a audácia de chamar Bolsonaro de destrambelhado.  O insolente ficará proibido de saborear pão com leite condensado. Não tomará vacina nem usará máscara. Inútil recorrer ao Papa ou ao dócil e educado deputado Daniel Silveira. 

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A LUZ DIVINA DA VACINA
Vicente Limongi Netto
Ecoam  ventos
olhares fortes
alimenta o corpo
ilumina a humanidade
o líquido incolor
viaja pela pele
crivado de esperança
arando sorrisos
semeia amor
parceira da gratidão
                  
(Sexta-feira. dia 26. encontro emocionante e marcante com  a primeira dose. Benditas três horas na fila.)

2 thoughts on “Além das rachadinhas, Bolsonaro e Lira têm algo em comum, – gostam de dar coices na imprensa

  1. “[…]

    imbrochável capitão, ex-deputado, que, ao longo de 27 anos ganhou salário pago pelos moribundos espalhados pelo país, e construiu um patrimônio político e financeiro para a sua família de filhos numerados, protegidos às custas das milhares de mortes, não tem estresse. E não brocha.

    Podem todos criticar e dizer o que quiserem. Está alheio, como ficam alheios os idiotas [ROBÔS] que apenas enxergam a si mesmos. (Olga Curado- Uol).

    O Capitão Corona não broxa (quem sabe da vida dele é o Hélio Negão), mas dona Micheque já reclamou da atuação dele. Quem fala demais dá bom dia a bicicleta.

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