Além dos atentados reais , é preciso se livrar do terrorismo da boataria

Crivado de balas, o caminhão avançou no meio da multidão

Jorge Béja

Os atentados terroristas são tragédias que destroçam mesmo nossos corações. Nos calam. São amargas demais. E passamos a ter medo de viver. É um misto de intensa dor e intenso ódio. A que ponto a humanidade chegou! Não se tem notícia de um gesto de grandeza que comova o mundo. Salva-se apenas o Papa Francisco. E ninguém mais. Agora tem a ameaça do Donald Trump. O noticiário, sem culpa, por cumprir sua missão de informar, nos descarrega todos os dias um monte de cenas horríveis, que entram em nossas casas, em nossos olhos e se instalam em nossas mentes e delas nunca mais desaparecem. Sejam nós idosos, ou não. São cenas que assistimos e que custam a crer tenham sido elas obra da mão do homem.

A cada dia o pior acontece. Essa tragédia de ontem em Nice nunca mais vai desaparecer de nossa lembrança. Nunca mais. Passará de geração para geração. A de ontem e todas as anteriores. Quando é na França, ganha mais destaque nos meios de comunicação. Mas a carnificina ocorre todos os dias no Oriente Médio, na África…

Mas também somos culpados. E muito. Perdão, general De Gaulle, perdão Napoleão Bonaparte, perdão Marat, Robespierre & Cia…Nós também somos culpados. Esse serviço de inteligência da França é um fracasso.

JOANA D’ARC – Os ingleses ocuparam a França por cem anos. Até aparecer uma jovem de 19 anos que ouvia vozes que a determinavam a libertar seu povo. E mesmo desacreditada, Joana D’Arc conseguiu a confiança do Rei e libertou a França do jugo inglês. Não fosse ela, não sei o que seria da história. Hoje, não temos mais Joana D’Arc.

Temos lá na França um serviço que dizem ser de “inteligência” mas que de inteligência não tem nada. São frouxos. Na boca do povão brasileiro seriam chamados de “bunda mole”. Quem entra numa padaria, nos restaurantes, numa farmácia, ou seja, em qualquer loja do comércio na França ouve mil vezes dizerem “merci”, “s’il vous plaît”, “pardon” e outras “délicatesses” mais, numa frescura-zoeira chatíssima e sem fim.

E o vigor sem perder a educação? É o que falta lá. Onde já se viu um caminhão daquele tamanho, num país alvo do terrorismo, numa noite comemorativa do 14 de Julho, invadir a orla marítima repleta de gente e que tinha o trânsito de veículos proibido e percorrer quase dois quilômetros matando e ferindo gravemente todos que encontravam à sua frente? Onde estava a “inteligência” e a polícia francesa?

AQUI NÃO ACONTECERIA – Duvido que aqui no Rio, no Réveillon, um fusca se atreva a invadir e transitar pela Avenida Atlântica, antes, durante e horas depois da festa. Nem um fusca, nem uma moto, nem qualquer outro veículo conseguiria. Mesmo com as nossas polícias, civil e militar, em estado de penúria de armamento, de salário, de recursos humanos, disso tudo e de muito mais, com faixas em inglês nos aeroportos dizendo “Bem-Vindos ao Inferno”. Mesmo tendo Paes como alcaide e Dornelles como governador, ninguém conseguiria.

Dois ou três dias atrás um maluco francês, de terno e gravata ou fardado, não sabemos ao certo, deixou propositadamente “escapar” que um brasileiro estaria à frente de um ataque terrorista no Rio durante os Jogos Olímpicos. Por favor, senhores que governam e falam pela França, não espalhem o terror. Não metam medo no povo do Rio que já anda tão amedrontado.
Calem a boca, que lhes diremos mil vezes “merci”. Ou então, mostrem quem é este tal brasileiro. Provem que tudo isso não passou de boataria. Que o plano existe mesmo, que todos já foram identificados. Até lá, vocês que governam a França e seu fracassado serviço de inteligência, passam a ser vistos como terroristas também. O terrorismo da boataria.

15 thoughts on “Além dos atentados reais , é preciso se livrar do terrorismo da boataria

  1. Tem um professor argelino fichado na França dando aulas na UFRJ. Sem contar que a segurança em nossos aeroportos são uma piada, não posso explicar os motivos aqui.

  2. Sem falar do individuo procurado pela Interpol, suspeito do atentado terrorista da Argentina, mas livre acesso ao Brasil como segurança da delegação presidencial do Irã. Foz do Iguaçu e conhecida como local de facil acesso para terroristas.

  3. Por que Hollande falou grosso na reunião da OTAN

    http://www.patrialatina.com.br/por-que-hollande-falou-grosso-na-reuniao-da-otan/

    “OTAN não tem qualquer papel, para dizer como devem ser as relações entre Europa e Rússia. Para a França, a Rússia não é adversária, não é ameaça” – palavras do presidente da França François Hollande, ao desembarcar em Varsóvia para participar da reunião de cúpula da aliança dias 8-9/7, que põem em destaque as correntes subterrâneas da política europeia depois doBrexit.

    Hollande externou o que a maioria dos países da União Europeia não tem força para fazer, que é reclamar do perigo que os Estados Unidos esta empurrando a Europa para um provável conflito armado tendo a Rússia como inimigo principal.

    As sanções dos Estados Unidos à Rússia, seguidas de imediato pelos países da EU, e que na realidade foram forçados a isso, só trouxeram transtornos aos países europeus que deixaram de exportar para o mercado russo, o que forçou Hollande a ir a Moscou conversar com Putin para que esse voltasse a importar produtos da agricultura francesa e assim fizeram Itália, Espanha, Grécia e ate mesmo a Alemanha.

    O governo de Barack Obama perde o sono quando presencia lideres europeus como Hollande e Merkel conversando com Putin, hoje demonizado pela mídia ocidental que tenta demonstrar que o líder russo é um perigo para o mundo e, portanto, tem de ser combatido e se possível, levar a guerra até este pais, que desponta novamente com uma potencia com armamento mais eficaz que os do ocidente e que vem demonstrando isso na Síria, onde combate sem trégua os Estado Islâmico que foi criado pelas potencias ocidentais e mais a Turquia, Qatar, Arábia Saudita, e ate mesmo Israel tem dado apoio militar através da sua força aérea e hospitais, com algumas instalações nas Colinas de Golan , na Síria somente para atender combatentes do EI.

    Os atentados na França que com certeza devem ser assumidos pelo Estado Islâmico, grupo que é na era Obama o que a Al Qaeda foi na era Bush, tem a finalidade de assumir todos os atentados perpetrados pelo mundo afora onde a maioria geralmente não foi realizada por eles, mas o sistema dominante precisa de um grupo para assumir a parte suja da politica internacional que consiste em amedrontar populações,

    Principalmente em países onde seus governantes se posicionam contra determinadas armações e tem a simpatia do povo que geralmente é contra o envolvimento do pais em conflitos.

    Um atentado desse porte, geralmente deixa a população amedrontada e assim, de imediato, passa a apoiar ações bélicas, militarização do país, compra de armamentos, tudo isso imaginando uma proteção fictícia, mas que serve a outros interesses, interesses esses que vem geralmente embutidos em uma serie de denuncias manipuladas e para isso conta com o apoio da mídia que termina por levar as pessoas a acreditarem que o inimigo precisa ser combatido e assim aconteceu com Saddam no Iraque, Kadaffi na Líbia, esta acontecendo com Bachar Al Assad na Síria e também a vontade em destruir Putin, o verdadeiro “calo” nas pretensões norte-americanas em dominar o mundo. desrespeitado todo o direito internacional das nações.

    A França paga o pato, de uma politica externa desastrosa dos Estados Unidos.

    *Valter Xéu é diretor editor de Pátria Latina e Irã News e colaborador de Pravda.Ru

    – See more at: http://port.pravda.ru/news/cplp/16-07-2016/41365-franca-0/#sthash.NhVJrh2H.dpuf

  4. MAIS UMA PARA A CHAPA DILMA / TEMER

    Eike Batista depõe à Lava-Jato
    Por: Severino Motta 16/07/2016 às 11:10
    Acusado de pagar propina ao ex-vice da Caixa Fábio Cleto e ao deputado Eduardo Cunha, Eike Batista esteve em Curitiba recentemente para se encontrar com os procuradores da Lava-Jato.
    O empresário deu explicações sobre esses casos e também sobre os depósitos realizados nas contas do marqueteiro João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, no Panamá.

  5. RISCO DE ATENTADO NAS OLIMPÍADAS É REAL
    Brasil 16.07.16 08:01
    A imprensa noticiou ontem a reunião de Eduardo Paes com a equipe de segurança das Olimpíadas. Não foi a única. O Antagonista sabe que Wilson Trezza, da Abin, se reuniu também com adidos militares e de inteligências dos países que participarão dos Jogos.
    Nessa reunião, foi feito um diagnóstico preocupante: até pouco tempo, considerava-se “improvável” um atentado terrorista durante o evento. Depois de Nice, agora o risco é real.

  6. Documento secreto sobre 11/9 detalha possível ligação saudita com Al Qaeda

    MARK MAZZETTI
    DO “NEW YORK TIMES”, EM WASHINGTON

    15/07/2016 19h14

    E
    O Congresso norte-americano levou a público nesta sexta-feira (15) um documento que passou anos em sigilo e que detalha possíveis ligações entre o governo saudita e o complô terrorista do 11 de setembro de 2001.

    O documento de 28 páginas é um catálogo abrangente de alegados vínculos entre autoridades sauditas e agentes da Al Qaeda, desde contatos que agentes sauditas no sul da Califórnia tiveram com os sequestradores até um número telefônico encontrado com o primeiro prisioneiro da Al Qaeda em custódia da CIA, que o FBI rastreou e descobriu ser de uma firma que administrava uma residência no Colorado do príncipe Bandar bin Sultan, o então embaixador saudita em Washington.

    O documento, que faz parte de um inquérito do Congresso de 2002 sobre os ataques de 11 de setembro, foi mantido em segredo até agora devido ao receio de que pudesse desgastar as relações diplomáticas entre os EUA e a Arábia Saudita.

    Sua divulgação assinala o fim de uma luta travada durante anos por legisladores e as famílias das vítimas do 11 de setembro para levar a público qualquer evidência de que a Arábia Saudita pudesse ter exercido um papel nos ataques.

    A maioria dos fatos em torno dos ataques não é objeto de contestação séria, mas a controvérsia duradoura em torno do possível papel desempenhado por autoridades sauditas serve para lembrar que alguns mistérios permanecem, mesmo agora, quando o 15º aniversário dos ataques se aproxima.

    A administração Obama enviou à liderança do Congresso uma versão não sigilosa do documento, com alguns cortes, na sexta-feira. Horas mais tarde o documento foi postado no site na internet do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados.

    Boa parte da pressão exercida ao longo de mais de dez anos para liberar a divulgação do documento foi liderada pelo ex-senador democrata Bob Graham, da Flórida, que foi um dos copresidentes do inquérito congressional. Graham disse por muito tempo que a divulgação do documento traria provas convincentes de que o governo saudita teve participação direta no complô terrorista.

    Mas o documento também é, até certo ponto, uma curiosidade histórica. As 28 páginas foram mantidas em sigilo por tantos anos que seu significado parece ter sido amplificado pelo tempo. Investigações subsequentes conduzidas pela comissão do 11 de setembro e o FBI estudaram muitas das pistas presentes nas 28 páginas e constataram que algumas delas não têm base factual.

    Em entrevista dada no mês passado, Eleanor J. Hill, diretora de pessoal do inquérito congressional, descreveu as 28 páginas como “um resumo das informações dadas às agências para serem investigadas mais extensamente”, e não uma lista de conclusões firmes. O complô do 11 de setembro ainda é uma investigação em aberto do FBI.

    Em seu relatório final, divulgado em 2004, a comissão do 11 de setembro disse que não encontrou evidências de que “o governo saudita, como instituição, ou autoridades sauditas seniores, individualmente, tenham financiado” a Al Qaeda.

    Mas alguns membros da comissão observaram que os termos do relatório não excluíram a possibilidade de que funcionários sauditas de escalão inferior tivessem auxiliado os terroristas. Disseram que a comissão trabalhou sob forte pressão de tempo e não conseguiu investigar todas as pistas.

    Alguns investigadores continuaram perplexos, em especial, pelo papel exato desempenhado por Fahad al-Thumairy, funcionário consular saudita que vivia na área de Los Angeles na época dos ataques. Eles acreditam que, se houve algum envolvimento do governo saudita no complô, é provável que tenha passado por ele.

    Thumairy era o imã de uma mesquita visitada por dois dos sequestradores do 11 de setembro, e alguns funcionários do governo americano desconfiam há anos que Thumairy tenha dado assistência aos dois homens -Nawaq Alhamzi e Khalid al-Mihdhar- depois de chegarem a Los Angeles, no início de 2000.

    Um documento do FBI de 2012 citado no ano passado por uma comissão independente de revisão concluiu que Thumairy “imediatamente designou uma pessoa para cuidar de al-Hazmi e al-Mihdhar durante o período que passaram na área de Los Angeles”, mas o FBI não conseguiu revelar outros detalhes sobre os movimentos dos dois homens em seus primeiros tempos nos Estados Unidos.

    Dois investigadores da comissão do 11 de setembro entrevistaram Thumairy por várias horas na capital saudita, Riad, em fevereiro de 2004, mas ele negou ter tido qualquer ligação com os sequestradores, mesmo depois de lhe terem sido mostrado registros telefônicos que aparentemente o vinculavam aos dois homens.

    No documento de 28 páginas é discutido o possível papel exercido por Thumairy, além de várias ligações possíveis entre agentes da Al Qaeda e funcionários sauditas. Uma seção do documento detalha como um número telefônico em uma caderneta de telefones encontrada com Abu Zubayda, capturado pela CIA no Paquistão em março de 2002, revelou ser de uma corporação em Aspen, Colorado, “que administra a residência do príncipe Bandar no Colorado”.

    Abdullah al-Saud, o embaixador saudita nos Estados Unidos, disse em comunicado na sexta-feira que a Arábia Saudita “saúda a divulgação” do documento.

    “Desde 2002, a Comissão do 11 de setembro e várias agências governamentais, incluindo a CIA e o FBI, investigaram o conteúdo das ’28 páginas’ e confirmaram que nem o governo saudita, nem funcionários seniores sauditas, nem qualquer pessoa agindo em nome do governo saudita deram qualquer apoio ou incentivo a esses ataques”, disse o embaixador.

    Tradução de CLARA ALLAIN

  7. Tudo o que rezo e espero é, que chegue setembro, e possamos nos aliviar de não ter acontecido nenhuma tragédia, nenhum atentado e até mesmo nenhuma morte violenta de qualquer estrangeiro ou brasileiro durante os jogos olimpícos.
    Embora seja muito bom e desejável a conquista do maior numero de medalhas pelos brasileiros, ainda assim, torço muito mais pela ausencia de tragédias.(bato na madeira 3 vezes)
    Espero chegar setembro comemorando isso.

  8. Aqui o bagulho é doido e anda solto.

    Veja-se a quantidade gigantesca de armas de guerra que circulam livremente pelo Rio e por todo o Brasil.

    Pena que seja só essa vagabundagem covarde que só maltrata pobres e nem sonha com revolução.

    Políticos-bandidos e capitalistas de quadrilha andam muito vivos, reincidentes e soltos, até sem tornozeleiras.

    Se perseguíssemos e explodíssemos todos os pilantras que nos exploram…

    Esgotar-se-ia a lotação do inferno.

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