Alguma coisa acontece nos bastidores da sucessão presidencial…

 “Não sei se vou ou se fico…”

Carlos Newton

Como diz Caetano Veloso, “alguma coisa acontece”. E de repente acontece que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deu uma surpreendente recueta e disse que não é o momento de antecipar o debate eleitoral, acrescentando que só vai definir se disputará a Presidência após uma ampla consulta à base do partido.

É uma conversa fiada e tanto. Como todos sabem, a tal “base do PSB” responde pelo nome de Eduardo Campos, por mais que os irmãos Ciro e Cid Gomes esperneiem dizendo que o partido não pode ter dono e tudo o mais.

Na inusitada entrevista, o governador Campos ainda retomou o discurso de independência do PSB, afirmando que sua legenda não é “satélite de nenhum partido” e dizendo que “não temos relação de submissão com ninguém”.

QUE COINCIDÊNCIA

Por coincidência (mera coincidência, é claro), essa mudança de postura ocorreu depois de uma conversa com o ex-presidente Lula, relatada pelo jornalista Merval Pereira, em O Globo. No diálogo, Lula teria perguntado se Campos seria mesmo candidato, e ele confirmou. Então, Lula deu o xeque-mate: “E seu eu for candidato, você vai disputar?” O governador, é claro, logo mudou de ideia: “Bem, nesse caso, eu abandono minha candidatura”.

Depois, no Correio Braziliense, a colunista Tereza Cruvinel (petista e muito ligada a Lula) confirmou a conversa de Lula com o governador pernambuco e também falou claramente sobre a possibilidade de o ex-presidente se candidatar pelo PT, no lugar de Dilma.

Também por coincidência, é claro, nos últimos dias realmente Campos optou por se recolher e evitar muita exposição na mídia. A nova postura – após mais de quatro meses de exposição como presidenciável – reforçou a informação de que ele poderia mesmo desistir da corrida presidencial.

Questionado sobre as notícias divulgadas pelo PT sobre a desistência de concorrer ao Planalto, Eduardo Campos desconversou. “Não comento teria dito“.

A BRIGA É FEIA

Bem, conforme temos registrado aqui na Tribuna da Imprensa, sempre com absoluta exclusividade, a briga de bastidores entre Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, que disputam a candidatura pelo PT, continua esquentando os bastidores em Brasília.

No Planalto, o ministro Gilberto Carvalho, representante de Lula no terceiro andar do palácio,  está completamente marginalizado. Até os garçons que servem cafezinho sabem que a presidente Dilma e a ministra Gleisi Hoffmann sonham com a demissão dele, mas Carvalho só sai se Lula mandar.

O assunto é muito importante e amanhã voltaremos a ele, com novas informações exclusivas sobre uma recente derrota do Planalto no caso Rosemary Noronha.

 

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3 thoughts on “Alguma coisa acontece nos bastidores da sucessão presidencial…

  1. Xadrez é um jogo aberto, para todos assistirem. O “Lula teria dito” não passa de um jogo de poquer, ou seja, blefe, trapaça… mesmo sendo assim, essa jogada de Lula tanto Eduardo Campos como o resto dos brasileiros estão pagando para ver. No xadrez, assim como faz Eduardo Campos, o jogo é aberto, ele mesmo está na mídia, junto com os jornalistas, execendo seu poder de comunicação. Lula, pelo que se observa, manda recados, nem junto com a mídia e os jornalistas, ele (Lula) não é mais capaz de se apresentar. O xadrez político é caracterizado quando é ouvido da boca do competidor, o “dito”, o jogo de xadrez é característico das pessoas inteligentes. O “teria dito”, a especulação, a tendência, a distorção, a falácia, as inverdades… são características do jogo de poquer… o jogo de poquer é característico da malandragem e do poder do cacife. E nesse caso, como já disse, todos vão pagar para ver esse cacife que tanto Lula/PT/Dirceu/Mensalão/Dilma/Esmolão se dizem, ou dizem, possuir.

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