Algumas críticas do PT ao ajuste fiscal são procedentes

Flávio José Bortolotto

O Centro de Estudos Econômicos do PT, Fundação Perseu Abramo, presidida pelo economista Márcio Pochmann, faz uma “choradeira” sobre os efeitos recessivos do ajuste fiscal do governo PT-Base Aliada, mas não diz nada sobre a causa das sugestões do ministro da Fazenda, sr. Joaquim Levy. Esquece que o pacote é resposta ao déficit fiscal público crescente, que de cerca 3% do PIB em 2010, foi para 9% em 2014,com viés de forte alta. E as despesas do governo são 99% de custeio. Isso não é sustentável.

Abstraindo as partes iniciais de demagogia, o relatório da Fundação petista tem uma parte interessante, com algumas sugestões que merecem análise:

1– Baixa do juro básico Selic.( Está correto, junto com alterar o calendário da meta de inflação de 4,5% ao ano  para 2020, podendo já a partir da próxima reunião do Copom ir baixando gradativamente a Selic).

2- Retirada dos Investimentos Públicos da Meta de Superavit Primário; (Parcialmente correto, os Investimentos Púbicos do PAC, especialmente o “Minha Casa minha Vida”, devem ser aumentados para absorver desemprego, e o superavit primário também deve ser aumentado, pois o que deve ser diminuído é o gasto público em custeio de pessoal, talvez com um esquema semelhante a iniciativa privada. com redução de até 30% no horário de trabalho com redução de até 30% de salário para os funcionários públicos, exceção feita à aquelas categorias que não podem ser enquadradas em lay-off).

3- Regulação do Mercado de Câmbio. (Totalmente errado. É o último cartucho e só deve ser usado quando não se tem mais reservas. Foi, e é o caso da Argentina. Felizmente ainda não chegamos nesse estágio).

4- Duplo Mandato para o Banco Central. (Totalmente correto, o FED opera assim. O BC precisa trabalhar, ao mesmo tempo, meta de Inflação e manutenção de nível máximo de emprego possível).

5- Expansão do Mercado Interno de Massas. (Totalmente correto, quanto mais consumo, melhor. O problema aqui é que a capacidade de endividamento de nossa população já está próxima do ponto de saturação, mas daqui a 12 meses, já dá para começar a expandir).

46 thoughts on “Algumas críticas do PT ao ajuste fiscal são procedentes

  1. Mestre Bortolotto,

    Não dá para abaixar a selic enquanto não ocorrer o ajuste fiscal e seus efeitos sobre o saneamento do gasto público não se fizerem sentir, especialmente no que tange ao efeito de enxugar o excesso de liquidez da praça. Baixar a selic agora ou na próxima reunião do COPOM é dar mais força à inflação e empurrar, mais ainda, para a frente a condição de sustentação do desenvolvimento econômico.

    É impensável, neste momento, a queda da taxa selic. Seria mortal!

    Também não dá para proceder um ajuste eficaz sem reduzir ou mesmo cortar todos os investimentos, inclusive os do PAC.

    Não há muito espaço orçamentário para proceder o ajuste e o próprio PAC já está sendo comprometido.

    Veja isso aí em baixo na tabela. Veja que do corte orçamentário (R$76,095 bilhões) de 2015 em relação ao orçamento de 2014, R$39,928 bilhões foram cortados no grupo dos investimentos, que passou de 2,4% para míseros 0,72% de representatividade orçamentária.

    GRUPO DE DESPESA…………………………………….2014…………………%………………2015…………………………..%.
    ————————————————————————————————————————————————–
    Pessoal e Encargos Sociais……………….R$239,420 bilhões……..10,38……..R$204,457 bilhões……..9,16
    Juros e Encargos da Dívida……………….R$170,552 bilhões………….7,4…….R$217,977 bilhões……..9,77
    Outras Despesas Correntes……………..R$957,721 bilhões………41,49…….R$950,973 bilhões…….42,60
    Investimentos…………………………………R$56,012 bilhões……………2,4…….R$16,084 bilhões………..0,72
    Inversões Financeiras……………………..R$76,090 bilhões……………3,3…….R$63,995 bilhões…………2,86
    Amortização/Refinanciamento da DP.R$808,540 bilhões………35,03…….R$778,754 bilhões…….34,89
    ————————————————————————————————————————————————–
    TOTAL…………………………………………….R$2.308,335 bilhões…….100……..R$2.232,240 bilhões…….100

    Isso ocorre porque as despesas do orçamento são, em sua maioria (90%), obrigatórias.

    Não dá para fingir um ajuste fiscal como a Dilma vem fazendo até o presente momento. Tem de cortar na carne!

    Tem de cortar tudo o que pode do orçamento, incluindo os investimentos. E isto porque não dá para criar novas condições de expansão econômica sem antes criar um superávit primário que cubra os serviços da dívida (amortização e juros) que dê equilíbrio para as contas do governo ao mesmo tempo em que ajuda ao Banco Central a enxugar o excesso de liquidez que o próprio governo criou com o seu excesso de gasto.

    Não dá para correr disso. Não dá para tapar o sol com a peneira!

    • Prezado Colega Sr. WAGNER PIRES,
      As suas Tabelas são maravilhosas, obrigado por apresentá-las, enriquecem muito o artigo.
      A meu juízo, a Liquidez excessiva do Mercado que pressiona a Demanda, já foi enxugada pela crescente SELIC, já foi esgotada muito ajudada por esse clima de pessimismo corrente induzido pela Recessão de – 2,5% do PIB/2015, e alta de +- 60% do US$ Dollar.
      Depois o Banco Central já mostrou que tem agora completa AUTONOMIA. Antes mandava a Presidenta DILMA. Demonstrado que tem AUTONOMIA, já pode ir baixando lentamente a Taxa SELIC. jogando para 2020 a Meta de Inflação de 4,5%aa, que também ajudaria muito. O País não pode prescindir de um Redutor do Déficit Público tão grande, onde atualmente cada 1% de queda da SELIC vale +- R$ 25 Bi/Ano.
      Assim como está o Ajuste Fiscal, o Povo arca com 85% e o Governo 15% do Ajuste. Eu acho que o correto seria no mínimo inverter, 15% o Povo e 85% o Governo. Por isso sugerimos “cortar na carne” da maneira mais Justa, Reduzindo +- 30% na Carga Horária com +- 30% de Redução dos Vencimentos do Funcionalismo, em todas as Categorias possíveis. Começando o exemplo lá de cima. Estimo que assim reduziríamos em 15% a Folha de Pagamento Federal, que pela sua Tabela em 2014 foi de R$ 239,42 Bi, e que em 2015 está previsto R$ 218 Bi, e aqui me parece que há um erro de digitação pois a Folha não pode cair +- R$ 22 Bi, mas sim deve aumentar pelo menos os +- 10% de Inflação 2015. Mas seja como for, com 15% sobre uma estimativa de +- R$ 250 Bi, teríamos uma economia de R$ 37,5 Bi, “cortada da carne.” Daqui para frente, por 4 anos, de cada 2 Funcionários Públicos que se Aposentam, contratar só 01. Etc. Abrs.

      • No que tange à liquidez correspondente aos gastos da população sim. Mas, veja que na divulgação das contas trimestrais pelo IBGE o gasto do governo foi a única variável macroeconômica positiva demonstrando que houve um crescimento de 0,7% no último trimestre.

        Então, o governo continua expandindo o gasto público e indo na contramão do Banco Central que tenta enxugar o excesso de liquidez, isto é, o excesso de dinheiro em circulação na economia que pressiona a inflação.

        E este andar na contramão que Dilma afundou a economia no seu primeiro mandato e continua de uma maneira maldita a induzir o aprofundamento da crise.

        É isso que ninguém mais aguenta. E ninguém mais suporta esta débil mental.

        • Não foi erro de digitação, sr. Bortolotto. Eu fotografei o quadro orçamentário há uns dois meses. Mas, o senhor tem razão, o quadro de corte do orçamento já ficou para trás.

          Dei uma olhada agora e verifiquei que a despesa empenhada com pessoal e encargos sociais já alcançou R$220,3 bilhões. Sendo que a dotação inicial é de R$256,9 bilhões para 2015.

          A situação fiscal do Brasil é caótica.

    • Prezado Wagner Pires, aproveito sua tabela para explicitar o verdadeiro problema.
      Como vemos, os seus números de 2015 referentes a (juros mais amortizações) somam R$ 996.731 bilhões, exatos 44,65% do total de R$ 2.232 bilhões.

      Imaginemos que para cobrir seus rombos, Madame pegasse R$ 96,731 bilhões só destes dois itens, juros mais amortizações. Isto reduziria este total para R$ 900 bilhões que, em porcentagem, cairia para 40,32% do total de R$ 2.232 bilhões. Nada relevante, seria uma solução boa, porque apenas “arranharia” o bloco rentista, mas o Brasil inteiro passaria ao largo, sem redução nos serviços essenciais.

      Infelizmente, este sonho de reduzir juros e amortizações, é impossível, mesmo em situação de emergência como a atual. Porquê?
      Ora, por conta do artigo 166 da Constituição, aquele artigo fraudado, que privilegia o setor financeiro, excetuando os valores de juros e amortizações de emendas do Congresso.

      Por coincidência, é aquele mesmo artigo que, como disse há dias, em representação julgada agora em 4/8/2015 na PGR, o Dr. Janot assumiu que houve a fraude, que ela é relevante quanto às finanças nacionais, mas arquivou a peça, alegando não se poder corrigir a Constituição por esta razão — fraude — por falta de previsão constitucional para tanto…

      O artigo a que me refiro é o http://www.tribunadainternet.com.br/janot-reconhece-fraude-que-beneficia-credores-da-divida-mas/.

      Está correta, portanto, a charge.
      Já que o custo não cai para os 15% de rentistas cai, na marra, para 85% da população.
      Abraço.

    • Reduzir a taxa Selic e dá um tiro no pé a inflação volta,aumentar gastos públicos é outra loucura o governo tem que economizar fazer superavit primário de verdade para pagar os juros da dívida.
      Agora a permanência da Selic por muito tempo não é necessária,o governo tem que reduzir as suas despesas vender imóveis cortar funções e cargos de confiança e enxugar a máquina.
      E tudo que o PT não que fazer o negócio dele e emitir dinheiro e aumentar gastos.

  2. O que não da de verdade Wagner, é sacrificar novamente as mesmas vitimas de sempre, em nome de uma jaboticaba, chamada de supravite primário, que possui um único objetivo, remunerar a banca. Àqueles parasitas que não produzem sequer um parafuso. Que não contribuem em nada para o desenvolvimento do país. Até aonde sei, o Brasil é o único país do mundo que não pode utilizar o tesouro nacional para se financiar. Qual o objetivo? Moralizar o casto público. Não! Favorecer a banca , com as bençãos do crapula nelson jobim.

    • O que o sr. e os petistas sugerem?

      Aumentar mais o gasto público e dane-se o superávit primário?

      Faça isso então. Faça isso!

      Continuem emitindo títulos da dívida pública.

      Abra o caixa do governo e enfiem uns cinco trilhões no BNDES.

      Chutem o balde do ajuste fiscal e baixem a taxa selic para zero!

      Faça isso, seu moço!

      Agora, não me venha com discurso vazio e sem fundamentação!

          • Superávit primário nunca foi jabuticaba. É simplesmente a sobra de recursos orçamentários destinado a pagar a dívida pública fundada na emissão de títulos que o Tesouro emitiu para tomar dinheiro emprestado do setor financeiro privado.

            Não é jabuticaba.

            Orçamento público não é jabuticaba.

            Equilíbrio orçamentário não é jabuticaba. Nunca foi!

            Conversa fiada…

          • Prezado Colega Sr. LUIZ ANTONIO,
            A meu ver, o senhor tem toda a razão em não querer que “as mesmas vítimas de sempre, isto é, o POVO arquem com a maior parte do Ajuste Fiscal”. Ao mesmo tempo o senhor erra a diabolizar o Superavit Primário, cuja responsabilidade não são dos Banqueiros/Poupadores, mas do Governo que gasta em CUSTEIO da Folha de Pagamento, bem mais do que nossa Economia possibilita.
            É possível fazer Ajuste Fiscal, reduzindo a carga das Vítimas de sempre, o DESEMPREGO ( maior flagelo Social do Capitalismo de Mercados de Iniciativa Privada), e carregando mais no Governo. Abrs.

          • Prezado Wagner Pires, aproveito sua tabela para explicitar o verdadeiro problema.
            Como vemos, os seus números de 2015 referentes a (juros mais amortizações) somam R$ 996.731 bilhões, exatos 44,65% do total de R$ 2.232 bilhões.

            Imaginemos que para cobrir seus rombos, Madame pegasse R$ 96,731 bilhões só destes dois itens, juros mais amortizações. Isto reduziria este total para R$ 900 bilhões que, em porcentagem, cairia para 40,32% do total de R$ 2.232 bilhões. Nada relevante, seria uma solução boa, porque apenas “arranharia” o bloco rentista, mas o Brasil inteiro passaria ao largo, sem redução nos serviços essenciais.

            Infelizmente, este sonho de reduzir juros e amortizações, é impossível, mesmo em situação de emergência como a atual. Porquê?
            Ora, por conta do artigo 166 da Constituição, aquele artigo fraudado, que privilegia o setor financeiro, excetuando os valores de juros e amortizações de emendas do Congresso.

            Por coincidência, é aquele mesmo artigo que, como disse há dias, em representação julgada agora em 4/8/2015 na PGR, o Dr. Janot assumiu que houve a fraude, que ela é relevante quanto às finanças nacionais, mas arquivou a peça, alegando não se poder corrigir a Constituição por esta razão — fraude — por falta de previsão constitucional para tanto…

            O artigo a que me refiro é o http://www.tribunadainternet.com.br/janot-reconhece-fraude-que-beneficia-credores-da-divida-mas/.

            Está correta, portanto, a charge.
            Já que o custo não cai para os 15% de rentistas cai, na marra, para 85% da população.
            Abraço.

    • Certíssimo, Luiz Antonio.
      Brasil, o paraíso das jaboticabeiras e jaboticabas.
      E de pessoas que gostam de jaqueiras e jacas…vá entender o porquê…

      De passagem existem, sim, outros países que não se utilizam de seus bancos centrais para se financiarem. Bom para a banca, diga-se.
      Vê-se que sabujos existem em vários lugares neste planeta.

      • Sr. Luiz Cordioli, não enxergo qualquer relação do artigo mencionado o “modus faciendi” da esquerda de governar o país, lançando mão do expediente de emitir títulos do Tesouro Nacional para financiar a máquina estatal, criando uma monstruosa dívida pública em benefício dos setor financeiro privado.

        O que tem a ver o mencionado artigo com o expediente do endividamento público preterido pelos esquerdistas?

        Por favor.

        • Wagner, isto não é produto do PT, não é esquerda que montou este esquema de emissão de títulos.
          Isto vem de longe, desde os tempos de FHC que tirou do governo a capacidade de emitir dinheiro, igualzinho ao FED americano, passando a fazê-lo via emissão de títulos públicos, que carregam juros obrigatórios, inflacionando a dívida pública desde então, que está implodindo nos tempos atuais, por falta de condição de pagá-la. Hoje, o PT usa o que lhe colocaram às mãos e a bolha está estourando em suas mãos. Mas não foi ele que montou o esquema, que fique claro.

          Veja os valores e porquês no site da Auditoria Cidadã, http://www.auditoriacidada.org br. Veja o que ocorre na Grécia, que tem o mesmo modelo.
          Não é à toa que dizemos: a Grécia hoje é o Brasil amanhã.

          A propósito, junto com a fraude do artigo 166, que privilegia o sistema financeiro, existe outro artigo constitucional, o artigo 26 das Disp.Transitórias, que exige uma Auditoria nas contas do Brasil, desde 1988.

          Por coincidência, até hoje, 27 anos depois, ainda não foi feita.
          O que beneficia, e muito, o sistema financeiro, também.
          Coincidência, então? Mesmo?

          Acordem brasileiros, para o problema do Sistema da Dívida, antes que este nos engula a todos, irreversivelmente.

          O problema não é PT, esquerda ou direita, mensalão ou mesmo petrolão.
          Os problemas são: o problema do Sistema da Dívida e o da Constituição.
          Problemas, ambos, na casa do TRILHÃO.

          Acredite quem quiser, e reaja.
          Quem não quiser, que siga pagando a conta…até quando puder, mais um tempinho só…

          • Sr. Cordioli, conheço tudo o que já mencionou e tenho a perfeita visão do problema em relação à dívida pública.

            Quando digo da sistemática de administrar a máquina pública recorrendo ao endividamento público sem medida pelas esquerdas, incluo FHC. O PSDB é, também, partido de esquerda.

            O que o sr. ainda não compreendeu é o simples fato de que não é o Estado quem cria a riqueza da uma nação, e sim a iniciativa privada (as famílias e as empresas). O Estado tem de aprender a se financiar com o limite de que dispõe pela arrecadação de tributos.

            No mais, lançar mão sobre títulos do Tesouro, apenas para ampliar os meios de pagamento, isto é, para aumentar o montante de dinheiro em circulação. E isto, no limite que respeite a representatividade monetária o montante do produto interno bruto brasileiro.

            A culpa não é e nunca foi de um dispositivo constitucional, mas a forma, a essência da maneira de administrar a coisa pública.

            O sr. defende aniquilarmos com o fedor do problema, mas o cocô que o está gerando continuará intocável exalando continuamente o cheiro nauseabundo. Ou seja, ainda que se faça uma auditoria da dívida, o que é desejável, diga-se de passagem, o problema de administrar o país gastando mais recursos do que se arrecada, continuará gerando o mesmo problema com déficit público.

            Ou seja, o que o sr. propõe é só uma medida paliativa para esconder o problema por algum tempo. É tudo o que a esquerda quer.

  3. Flávio José, considerando seu conhecimento sobre o PT, seria possível apontar algum político petista que seja honesto e digno de representar os interesses do país prioritariamente aos intereresses do partido? Em suma, há alguém que preste no PT?

    • Prezado Colega Sr. RODRIGO DE CARVALHO,
      A Bíblia, no Livro dos Reis, nos apresenta uma maravilhosa metáfora sobre a Política/Políticos. Todos os Vegetais se reuniram para escolher um Rei/Rainha. Solicitaram pedido a Oliveira, esta declinou dizendo: Não posso renunciar a produzir minhas Azeitonas/óleo, Muito Obrigado. Solicitaram então a Figueira, esta declinou dizendo: Não posso renunciar a meus doces Figos, Muito Obrigado. Solicitaram então a Videira, esta declinou dizendo, não posso renunciar a minha doce Uva/Vinhos, Muito Obrigado. Então os Vegetais se dirigiram aos Espinheiros e estes disseram: Aceitamos ser vosso Rei/Políticos, e saibam que daqui para frente, quando não nos obedecerdes, VOS ESPETAREMOS. A partir dali, somos Governados por “Espinheiros”, TODOS os Partidos. Mas mesmo entre os Espinheiros há diferença, e uns Governos são mais Nacionalistas e prejudicam menos o POVO.
      Eu prefiro os Espinheiros que defendem com prioridade a Empresa com MATRIZ NO BRASIL. Abrs.

      • Caro Flávio José, bela metáfora. Tenho como regra não debater com petralhas mas entendo que embora seja notório petista, não afigura-se um petralha, pq és culto e educado. Por isso insisto: Há algum político petista que considere exemplo às novas gerações?

        • Prezado Colega Sr. RODRIGO DE CARVALHO,
          Acredito que a confusão de me tomares por Petista, o que nunca fui nem sou, poi o PT é um Partido de ideologia Socialista, e pior, com viés Bolivariano Venezuelano totalmente Anti-Produtivo, para a eleição de 2002 o PT se aliou ao PR do Vice-Presidente Sr. JOSÉ ALENCAR, representante da Indústria Brasileira COM MATRIZ NO BRASIL, aquela que gera TECNOLOGIA NACIONAL e CAPITALIZA no Brasil 100% do seu Faturamento, e nós apoiamos essa Corrente. Achamos que só com uma Indústria predominante de Empresas com Matriz no Brasil, bem desenvolvida, teremos BOM PADRÃO DE VIDA para todos os Brasileiros.
          Então a meu ver, o PT-Base Aliada, especialmente no tempo do saudoso Sr. JOSÉ ALENCAR, embora com muitos defeitos, desenvolveu uma Política mais próxima daquilo que consideramos correta, mais NACIONALISTA.
          O grande Presidente VARGAS sempre fez uma Política NACIONALISTA-DESENVOLVIMENTISTA porém muito calcada na Empresa Estatal. A nossa visão, que era a do grande Governador CARLOS LACERDA, de que sou discípulo, é quase a mesma do grande Presidente VARGAS, só que centrada na EMPRESA PRIVADA DE MATRIZ NO BRASIL. Abrs.

  4. Um terço da dívida pública federal está nas mãos dos bancos privados. Os títulos do Tesouro são, seguramente, a segunda maior fonte de receita para esses bancos, logo após o mercado de crédito privado.

    • Colocando os depósitos a vista em fundos que nada rende, para fugirem do compulsório. Não há liquidez no mercado, quando o B ‘enxuga essa liquidez’ a taxa Selic. Eles simplesmente ‘bamburram, sem que a grana saia do local.

      • O setor financeiro está ganhando dinheiro como nunca ganhou em toda a sua história em solo brasileiro.!

        Estão ganhando no mercado de crédito doméstico, estão ganhando em títulos do governo atrelados à selic, atrelados aos índices de preços e atrelados ao câmbio. É uma hiper correção monetária em prol dos bancos em todos os seguimentos.

        Acresce-se aí o fato de que o mercado bancário brasileiro forma um cartel, um oligopólio e torna a população brasileira refém dele. A rentabilidade dos bancos brasileiros é o dobro da rentabilidade dos bancos norte-americanos.

        ESTÃO GANHANDO EM TODOS OS SEGUIMENTOS UMA FORTUNA COMO NUNCA GANHARAM!

        É record em cima de record.

    • Os bancos ganham de qualquer maneira. Ou comprando diretamente os títulos do Tesouro, ou como dealers, intermediando a compra de papéis do Tesouro por fundos de pensão, fundos de investimento ou o público em geral.

  5. Qual outro país do mundo trabalha com superavite primário? É jabuticaba sim ! Não sou petista, sou brasileiro. Qualquer país sério trabalha com superavite ou deficite, o resto é conversa fiada de economista da banca. Aplicam em títulos públicos sim, retorno garantido e risco zero. De minha parte já teria consolidado essa dívida a muito tempo, teria matado você e a avenida paulista de infarto. Mas pouparia o povo. E tem mais, vocé deve ser adepto do crescimento do bolo. Economista é uma categoria que fala demais, escreve, escreve e não resolve nada. Não tem solução para nada, tem sim alibis e desculpas, para economistas 2+2 pode ser qualquer coisa, memos quatro. Tenho ouvido muitos, lido muitos, nenhum apresenta solução alguma, sempre a mesma lenga-lenga, é, quem sabe, talves, pode ser, todavia contudo porém, enfim, economia foi uma “ciência” criada pelo capitalismo para justificar seus absurdos e suas ineficiências, se de outra forma fosse, viveriamos no melhor dos mundos.

    • Superávit é superávit!

      É só uma expressão utilizada na contabilidade pública para expressar o excesso de receitas sobre as despesas. É só isso.

      Diz-se superávit primário para expressar a quantidade de recursos primários, isto é, fruto da confrontação entre as receitas e despesas primárias, isto é, sem o cômputo dos juros da dívida pública, isto é, dos juros nominais.

      Quando incorporado os juros nominais, diz-se superávit ou déficit nominais. E só!

      Não tem invenção de moda algum. Não tem “jabuticabismo” nenhum. O que tem é falta de entendimento pela grande população que só quer saber de futebol ou samba do crioulo doido, ou cachaça ou novela. Isso é uma desgraça!

  6. Sr. Wagner Pires, eu bem entendo sua exasperação. Se nós, que não entendemos do assunto como o senhor, já nos sentimos indignados, posso imaginar o que lhe vai no íntimo.

  7. O brasileiro tem que aprender que sem produzir-trabalhar não tem din-din! Até taxista acha que o dinheiro do governo é infinito, nunca acaba pois é só imprimir. Isso é de uma ignorância sistêmica.
    Os governos do PT foram contratando, fazendo concurso, dando DAS, dando pão-doce para uns e outros. Tudo para gerar movimento na economia e de quebra conseguir que a manada andasse na trilha. Descobriram a pólvora!
    Só que não. Como disse no início, sem trabalho, investimento, produção de coisas materiais, o carro não anda. Não tem combustível. Não dá para viajar na banguela.
    Quando a China entrou no “capitalismo” o carro-Brasil aproveitou a descida e foi acelerando mesmo com pouco combustível. Mas agora, na subida, o carro morreu…
    Tem que cortar na máquina inchada e ineficiente. Todos conhecem várias pessoas que tem 2 ou 3 matrículas com carga horária de 30, 40 horas , no mesmo horário de trabalho!! Fora os comissionados que ganharam o cargo pelo QI (Quem Indica). Isso é câncer social. Se não extirpar o caos vai continuar.

  8. Que prazer ler uma matéria, mesmo quando é um assunto em que não se é expert (meu caso), de uma forma clara, objetiva e independente. Muito bom, parabéns ao Sr. Bortolotto, que sempre que posta qualquer tipo de comentário, aprendo muito.
    Grato.

  9. Temos dois mestres em economia que nos brindam com seus conhecimentos e informações a respeito de uma área vital para o País.
    Tabelas, quadros, comparações, índices, despesas, superávit, déficit … Bortolottto e Wagner Pires se esmeram em nos transmitir a verdadeira situação brasileira sem qualquer mascaramento ou dado alterado ou pedalada, atributos de dois comentaristas e pessoas de alto nível, compreensão, amizade e colaboração.
    Dito isso, cabe a mim agradecer a participação desses especialistas, que além de terem suas capacidades reconhecidas por todos são também didáticos, esclarecedores, e seus artigos e comentários se tornam fáceis de se entender e concluir que estamos nos encaminhando para o fundo do poço inexoravelmente.
    Obrigado ao Bortolotto e Wagner Pires pelas aulas importantíssimas administradas, mas que resultam em dúvidas atrozes sobre as razões pelas quais o governo e seus ministros simplesmente ignoram os números apresentados em setores que deveriam ter a atenção do poder central, ocasionando que a realidade do País não seja verdadeira, mas virtual, criada pelo PT, artificial, conforme os interesses e conveniências dos petistas em maquiar os irrefutáveis índices que são postados na Tribuna da Internet, e cujo menosprezo ao balanço que demonstra prejuízos imensos é a causa principal de não se vislumbrar um futuro à nação, um alívio por menor que seja para o bolso do contribuinte e vida do cidadão brasileiro, ao contrário, nos esperam dias de extrema dificuldade, sofrimento, penúria, desemprego, endividamento, desvalorização cambial, aumentos de impostos, combustíveis mais caros e, em consequência alta de preços em todos os setores da economia.
    Decididamente, Dilma e seu partido não sabem governar. Incompetentes, corruptos e desonestos, logicamente não encontram soluções para os problemas que eles mesmos criaram, então inventam, pedalam, alteram, mudam, fingem, mascaram, escondem, mentem desavergonhadamente a respeito da nossa situação e condição para enfrentar as dificuldades praticamente intransponíveis que o próprio PT criou para o Brasil.
    Obrigado, Wagner e Bortolotto, dois articulistas e comentaristas notáveis que temos em nosso meio, e que nos deixam a par da real posição que nos encontramos economicamente.
    O meu abraço forte e sincero a ambos, meus mestres e colegas neste blog incomparável.

  10. Prezado Colega Sr. FRANCISCO BENDL, também meu Mestre.
    Muito Obrigado pela parte que me toca pelos elogios, mas sem falsa modéstia, eles são exagerados. Nós gostamos de Economia Política e procuramos estudá-la para buscar o melhor caminho para eliminar a Miséria/Pobreza do Brasil e transformá-lo em um País de verdadeira Classe Média para cima, com um way of life tipo Americano. É possível. Singapura, ( 7 Milhões de Habitantes ), em 50 anos saiu da Pobreza e hoje é um País muito Rico. O Brasil deveria estudar isso com todo o cuidado. Aprenderíamos muitas coisas úteis, como que: “é muito mais importante ensinar o POVO a pescar, do que dar a ele o peixe, Etc. )
    Com relação aos Governos do PT-Base Aliada, devemos dar o desconto, que fazendo o certo Economicamente, a curto/médio Prazo perdem-se MUITOS VOTOS. Então eles partiram para o caminho MAIS FÁCIL, ganhar as Eleições e agora tentar ARRUMAR A CASA. Deveríamos Mudar para melhor nosso Sistema Político. Abrs.

    • Prezado Colega Sr. LUIZ CORDIOLI,
      Em vossa enriquecedora palestra acima com o Sr. WAGNER PIRES, a respeito do uso do nosso Banco Central em financiar diretamente nosso Departamento do Tesouro, ( o que as Pedaladas Fiscais fizeram), e o que é RIGOROSAMENTE proibido pela Constituição Federal 1988, levantaste uma interessante questão: Até que ponto, um BC financiar diretamente o Dpto do Tesouro ( Uso do Crédito Soberano da Nação ), seria útil para nossa Economia?
      Tenho pensado muito nessa questão, e não cheguei a conclusão alguma. Cuba é um País com uma Constituição Federal que não limita em nada seu BC de financiar diretamente o Tesouro, e vive em grande Pobreza, sem Recursos para financiar sua carente Infra-Estrutura. Mesma coisa a Venezuela e até Argentina.
      Nesse caso, o Sr. WAGNER PIRES está certo. O Governo de um País que quer prosperar, não pode gastar em CUSTEIO de Pessoal ( Folha de Pagamento ), muito mais do que sua Economia permite. Singapura, para mim País Modelo, trabalha sempre com Orçamento Federal equilibrado e sem Dívida Pública. Me parece que esse é o verdadeiro caminho. Abrs.

      • Perfeito, Bortolotto, grato pela colocação do tema Dívida Pública, no modelo de Singapura, que trabalha e vive muito bem sem ela.
        Qualquer um viveria bem, também, posso garantir. Sem ela, repito.
        Então, foco no problema: dívida pública.

        Pergunto: como o Brasil pode aspirar não ter dívida pública se foi forçado a abrir mão do direito de emitir o seu dinheiro? Sabemos que o governo não pode emitir dinheiro, só pode emitir títulos que pagam juros para transformá-los em dinheiro, depois, no mercado, mas ao custo que o mercado quiser pagar.

        Isto não lhe parece uma canga pesadíssima, que só pode redundar no que vemos, excesso de dívida pública, que o povo tem que pagar com seus impostos? Não é à toa que inúmeros autores escrevem que vivemos numa “escravidão da dívida”.

        Outra questão: honestamente, sabendo que o governo gasta só com o Sistema da Dívida, em média, 45% do que arrecada, todo ano, será mesmo que é o custeio do governo que arrebenta suas contas? Você tem, definido e fundamentado, quanto é este total de “custeio”, para podermos avaliar os números reais, de uma e outra despesa, lado a lado?

        Por último, como comentário pessoal, só o fato ter sobrevivido a 60 anos de bloqueio econômico americano já coloca Cuba, a meu ver, no patamar dos vencedores. Com muito sofrimento, economia fraca, pouco progresso.
        Mas sobreviveu.

        Pergunto agora sobre nosso, que seguiu os ditames neoliberais dos americanos.
        Estamos ricos? A economia brasileira, a dos brasileiros, é forte e sadia?
        Estamos garantidos, firmes, prósperos, andando com nossos passos?
        Somos soberanos?

        Ou estamos entregando tudo que temos, além da corrupção, por conta desta dívida pública insana e por conta desta dependência planejada e implementada por Collor e FHC, e utilizada, e ampliada, sem vergonha alguma, por Lula e Dilma?

        Interessante observar o detalhe insano, também, de que, enquanto nossa economia está capenga e se arrasta, os bancos têm seus maiores resultados de todos os tempos, bem agora…

        É tudo planejado, como disse acima, ou será mera coincidência?
        Será mesmo que os valores gastos com os “excessos” de custeio reclamados, chega perto do que pagamos ao Sistema da Dívida ou mesmo, só dos lucros dos bancos no Brasil, os maiores do mundo, há décadas?
        Agradeço bastante por colocar números fundamentados deste custeio, se os tiver.

        Ao final, obrigado também pelo nível da discussão.
        Um grande abraço e até mais.

        • Prezado Sr. LUIZ CORDIOLI,

          Segundo a Tabela do Sr. WAGNER PIRES:
          Total Orçamento Federal 2015…………………………………………………………………………..R$ 2.332,24 Bi
          Custeio Pessoal Ativo ( Folha Pgto/Encargos Sociais)……………………………………………R$ 260,00 Bi
          Juros Dívida Pública…………………………………………………………………………………………..R$ 218,00 Bi
          Amortização/refinanciamento ( Giro da Dívida Pública)……………………………………….R$ 778,76 Bi

          O senhor tem razão, a Dívida Pública pesa quase tanto quanto a Folha de Pagamento Federal ( Custeio de Pessoal ) e o Giro consome a gigantesca quantia anual de +- R$ 800 Bi. E em 2014/2015 e praticamente 2016 não se conseguirá Superavit Primário, então toda a Carga de Juros desses 3 anos serão incorporadas ao Principal da Dívida, pressionando muito os Juros.

          A meu ver, a solução é administrar o País “sem grande Dívida Pública”, melhor, como Singapura, sem Dívida Pública nenhuma. Que eu saiba, nenhum País do Mundo hoje tem possibilidade de ter financiado diretamente seu Tesouro através do seu Banco Central. Se fosse possível, certamente a China e a Rússia, Países armados com Armas de Hidrogênio e livres do Sistema Financeiro Ocidental ( Londres -New York ), o fariam.
          O jeito é, no que pudermos, ir reduzindo gradualmente nossa Dívida Pública Federal. Abrs.

    • Prezado Flávio, aceite minhas desculpas por tê-lo confundido com petista. Isso hj em dia deve ser considerado grave ofensa. Saudações brizolistas.

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