Aliados até quando?

Murilo Rocha

O pacto eleitoral firmado entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (PSDB) para eleições de governador em 10 estados, em 2014, é um acordo de risco para o ex-governador de Minas e tem prazo de validade para expirar.
Num primeiro momento, a aliança parece positiva. Com Campos no quadro de possíveis candidatos, o tucano mineiro ganha um reforço importante para ajudar a desgastar o governo dentro e fora do Congresso e a minar a força da presidente no Nordeste. Além do mais, a candidatura do pernambucano torna praticamente certa a ocorrência de um segundo turno nas eleições presidenciais.

O problema para Aécio é a dosagem desse pacto até outubro de 2014. Enquanto o mineiro entra na disputa como principal opositor, Campos não tem nada a perder e sabe da improbabilidade de uma vitória. Na verdade, ele só quer visibilidade, já de olho em 2018. Ou seja, em um cenário de vitória de Dilma Rousseff no próximo ano, como até agora indicam todas as pesquisas de opinião, o candidato do PSB sai com o recall de uma eleição sem ter sido o grande derrotado, fardo esse deixado para Aécio.

O tucano terá de saber usar essa aliança informal com muito cuidado e olhando para frente, pois Campos não tem nada de bobo nem de bonzinho. Pelo contrário, o governador de Pernambuco tem um projeto presidencial em mente e, apesar de estar conversando com Aécio, para ele, uma reeleição de Dilma não representa nenhum desastre, pois o deixa como um nome em evidência para quatro anos mais tarde.

PARA INGLÊS VER…

Em resumo, se Aécio der muita corda para o PSB e para Eduardo Campos, corre sério risco de ser engolido por eles. Por essas e outras, esse pacto deverá ser algo para inglês ver. Nos bastidores, os dois travam um duelo para serem uma alternativa ao PT. Nesse jogo, os papéis parecem estar invertidos, pois é o pernambucano quem vem agindo mineiramente, sem pressa, comendo pelas beiradas. Já Aécio parece um tanto quanto confuso e afoito do ponto de vista de alianças e apoios. Está aberto a todos sem perceber o risco de acabar sendo sufocado por aliados com potencial de crescimento, talvez, superior ao dele.

Do lado do PT, parece haver pouca preocupação em relação às eleições e aos concorrentes. A queda nas pesquisas sofrida por Dilma depois das manifestações de junho começa a ser revertida gradualmente. Como os petistas fizeram questão de repetir inúmeras vezes, a presidente não era o alvo dos manifestantes, mas sim todo um sistema político. Nesse caso, eles estavam certos. A insatisfação do eleitorado é difusa e deverá atingir todos os partidos, em 2014. As urnas devem registrar um recorde negativo de votos válidos. Isso também favorece Dilma, pois o PT ainda tem um eleitor mais cativo.

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3 thoughts on “Aliados até quando?

  1. O Brasileiro tem que ser de fato completamente esquizofrenico. Eu leio esses comentarios politicos idiotas e me pergunto em que pais esses otarios, que os escrevem, acham que vivem? Falam desses sordidos canalhas como se vivessemos em um pais normal e nao falido moralmente. O Aecinho e um pilantra que oculta bens pra nao pagar imposto de renda, que ganhou uma concessao de radio em Minas Gerais pra votar a favor da reeleicao do Ferando Henrique Escandaloso. O puto do Eduardinho ate hoje nao explicou as precatorias coma as quais ele e a quadrilha dele enriqueceram la em Pernambuco. Eta paisinho de merda, onde a jornalismo combativo simplesmente nao existe. O que mais ha e um monte de bundao maluco sem a menor nocao de como anda essa nacao…

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