Aliados de Alcolumbre divergem sobre ‘plano B’ caso sua reeleição não seja liberada pelo STF

Alcolumbre acredita que STF abrirá a possibilidade de reeleição

Natália Portinari
O Globo

Apesar da confiança do entorno de Davi Alcolumbre (DEM-AP) de que sua candidatura à reeleição será liberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), senadores já discutem um “plano B” caso a ideia vá por água abaixo, mas estão divididos entre lideranças de diversos partidos.

No DEM, a tendência é apoiar um nome do MDB, maior bancada do Senado. Em troca, haveria endosso a um nome do DEM na Câmara dos Deputados. Juntos, DEM e MDB somam 19 senadores. Há uma disputa interna pelo nome, porém. Os dois cotados são Eduardo Braga (AM), líder do MDB, e Eduardo Gomes (TO), líder do governo no Congresso Nacional.

AVALIAÇÃO – Enquanto Gomes agradaria por manter o perfil de Alcolumbre, de ter um bom relacionamento com o Palácio do Planalto, Braga seria um nome mais de centro, que não carrega o “estigma” de governista. Já no PSD, bancada em crescimento e segundo maior grupo do Senado, há a avaliação de que esse seria o momento de mostrar força e apresentar um candidato do partido. Otto Alencar (BA), líder da legenda, é citado como um nome que agregaria mais senadores de oposição do que Eduardo Braga. Já a ala mais governista do partido, porém, aderiria a uma candidatura do MDB.

Além disso, independentemente da liberação para a reeleição de Alcolumbre, o grupo “Muda Senado”, de cerca de 20 senadores, irá escolher um candidato que represente as pautas do grupo, como a defesa da Operação Lava-Jato e a investigação de tribunais superiores.

“Não definimos candidatura”, diz Major Olímpio (PSL-SP), integrante do grupo. “Estamos trabalhando na estratégia para vencer. Todos têm plena condição, mas lá na frente vamos ver quem se habilita e escolheremos um. Vamos montar um programa com objetivos e metas que o candidato terá que se comprometer”, afirma.

POTENCIAL – Segundo ele, o candidato “eventualmente pode até ser alguém que não componha o Muda Senado, mas que assuma os compromissos que temos como fundamentais”. O grupo, porém, é desacreditado pelos demais senadores, que não enxergam força na potencial candidatura.

Aliados de Alcolumbre rechaçam a especulação em torno de possíveis nomes alternativos e estimam que o senador tenha em torno de 60 votos — na prática, todos os parlamentares exceto o Muda Senado. “Quem tem plano B não tem plano A”, diz Marcos Rogério (DEM-RO).

AÇÃO – Na semana passada, o PTB entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Corte impeça a reeleição nas Mesas do Senado e da Câmara. A cúpula do Senado comemorou, já que o processo é visto como o “gatilho” para que o STF decida sobre o assunto.

O processo será relatado pelo ministro Gilmar Mendes e há expectativa no Senado que ele possa decidir por meio de liminar. Alcolumbre acredita que a maioria na Corte é favorável a abrir-lhe a possibilidade de reeleição. A Constituição veda a recondução para as presidências da Câmara e do Senado numa mesma legislatura, o que impediria Alcolumbre e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de buscarem um novo mandato em 2021.

7 thoughts on “Aliados de Alcolumbre divergem sobre ‘plano B’ caso sua reeleição não seja liberada pelo STF

  1. Seja quem for duvido muito que seja alguém das regiões sul ou sudeste do Brasil onde o povo tem maior escolaridade e cobra resultados dos seus representantes.

    • Gostaria de saber qual a grande importância do Amapá para o Brasil já que nos últimos anos emplacou 4 presidentes do congresso nacional. Sarney 3 vezes e Alcolumbre agora.

      • Gente com menos votos que vereador por Campinas ditando regras, impondo a pauta e conduzindo os rumos de uma nação com 220 milhões de pessoas. COMO ASSIM??? Vez ou outra tudo bem mas SEMPRE? Sempre alguém com pouca representatividade e oriundos de estados pequenos. Porque será ?

  2. Bom dia,leitores (as):

    Senhora Natália Portinari ( O Globo ) , Senhores Carlos Newton e Marcelo Copelli , a ” Constituição Federal e os Regulamentos da Câmara Federal e do Senado Federal ” já proíbe a candidatura eleição de seus Presidentes na mesma Legislatura , portanto cabe a seus membros respeitá-la , não compete aos Ministros/Juízes do STF interferirem , a não ser obrigar os Deputados e Senadores envolvidos respeitarem as leis e nada mais , essa questão e essencialmente política que os próprios Senadores e Deputados podem perfeitamente resolver , sem a intromissão ou envolvimento de outro ente externo e de outro poder .

    • Bom dia! Deveria ser assim mas aqui em banania o pessoal quer desrespeitar as leis e as regras com o aval da SUPREMA VERGONHA NACIONAL (STF). Brasil ladeira a baixo em todos os aspectos infelizmente!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *