Aliados de Cunha conseguem adiar a votação do parecer sobre cassação

Para variar, houve novamente tumulto na Comissão de Justiça

Bernardo Caram e Daiene Cardoso
Estadão

A aproximação do horário de eleição do novo presidente da Câmara gerou tumulto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que discutia recurso sobre o processo de cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A sessão para a eleição no plenário foi remarcada de 16 horas para 19 horas pelo presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA). Depois, chegou à comissão a notícia de que a sessão seria antecipada para 17h30.

O presidente da CCJ, Omar Serraglio (PMDB-PR), então convocou nova sessão para esta quinta-feira, 14, às 9 horas.

A sessão da CCJ caminhava para terminar sem que o recurso de Cunha fosse votado. Pouco antes das 16 horas, um tumulto se iniciou, porque aliados e rivais de Cunha trocaram gritos sobre a continuidade ou não dos trabalhos.

APLAUSOS – O anúncio de que a votação do novo presidente da Câmara no plenário tinha sido retardada foi recebido com aplausos de deputados que defendem a cassação do peemedebista. Aqueles com posição contrária disseram que se tratava de uma manobra de Maranhão para interferir na CCJ.

O presidente da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse que lamenta a “coincidência” entre a sessão da CCJ e a eleição de presidente. Para ele, a análise de um requerimento para encerrar a discussão no colegiado mostraria se os deputados consideravam ou não ter havido manipulação de Maranhão. O requerimento foi aprovado por 37 votos a 17 (uma abstenção). Com isso, passou-se ao procedimento para votação do recurso.

 

ATRASANDO – A reunião tinha sido tomada por estratégias da “tropa de choque” de Cunha para tentar atrasar o andamento dos trabalhos, porque a tendência era de que o peemedebista fosse derrotado na avaliação do recurso.

Aliado de Cunha, Hugo Motta (PMDB-PB), foi um dos mais atuantes na sessão. Já no início, solicitou a leitura integral da ata da reunião anterior. Normalmente, essa leitura é dispensada pelos parlamentares. Além disso, Motta apresentou dois requerimentos com o objetivo de retirar de pauta a análise do recurso. A tentativa não foi bem sucedida.

Outro membro da tropa, Carlos Marun (PMDB-MS), iniciou a reunião perguntando se era possível pedir vistas em algum ponto da sessão. A resposta foi negativa. Posteriormente, reclamou que os parlamentares precisavam almoçar e, por isso, a reunião deveria ser suspensa – o que também foi negado.

“EXILADOS” – Os dois deputados ainda argumentaram que a reunião precisaria ser encerrada, já que os parlamentares estavam preocupados com a eleição do novo presidente da Câmara. Marun chegou a dizer que se sentia em um “exílio”, em uma “ilha”, já que não poderia sair dali.

O relator Ronaldo Fonseca (Pros-DF) também colaborou para a demora na sessão, já que fez questão de responder todos os pontos apresentados pelos colegas sobre seu relatório. Isso abriu espaço para Cunha falar pelo mesmo tempo usado por Fonseca.

E a decisão ficou mesmo para esta quinta-feira.

8 thoughts on “Aliados de Cunha conseguem adiar a votação do parecer sobre cassação

  1. Nem aquelas novelas mexicanas chatas pra escambau conseguiria fazer igual essa novelinha corruptiva do ratão cunha….
    A proposito será que os grande “amigos” do ratão inclusive os babões com as faixas “Somos todos ratos cunha”.,, vão fazer a vaquinha para me pagar os mais de 300 milhões pedidos pelo Procurador janotis..???

    VIVE LA FRANCE.!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *