Aliança com Alckmin inclui garantir foro privilegiado a Temer como embaixador

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Acordo de Temer e Alckmin é um “abraço de afogados”

Mônica Bergamo
Folha

A negociação entre Geraldo Alckmin e Michel Temer para a campanha de 2018 deveria passar pela garantia de um cargo para o atual presidente num eventual futuro governo. A ideia é defendida por alguns dos principais estrategistas do tucano. A nomeação para uma embaixada, por exemplo, garantiria foro especial para Temer depois que ele deixar o cargo. Isso preservaria o futuro ex-presidente de medidas cautelares determinadas por juízes de primeira instância.

Caso Alckmin não ganhe a eleição, mas um de seus dois aliados — João Doria ou Márcio França — seja eleito para o governo de SP, Temer poderia ser acomodado em um cargo da estrutura estadual. A ideia já foi estudada, a sério, por pelo menos um deles — os dois querem o apoio do MDB no estado.

Advogados amigos de Temer também temem que o presidente sofra busca e apreensão e até que seja preso — o que um cargo com foro, dizem, poderia evitar. Temer já declarou que não acredita que pode ser detido e que isso seria uma “indignidade”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– No desespero, a troika do Planalto tenta de tudo em busca de impunidade. Ao mesmo tempo, está investindo na possibilidade de uma grande anistia (indulto) para acabar com a “criminalização da política”, a ser aprovada pelo Congresso, e sonha também com a vitória de Alckmin como Plano B, com nomeação de Temer para uma embaixada, de forma a lhe garantir foro privilegiado. E o acordo com Alckmin incluiria também a nomeação de Eliseu Padilha e de Moreira Franco para o Ministério, vejam a que ponto de indignidade caiu a política brasileira. (C.N.)

25 thoughts on “Aliança com Alckmin inclui garantir foro privilegiado a Temer como embaixador

  1. Papa faz homilia que parece ser endereçada ao golpe no Brasil

    “A mídia começa a falar mal das pessoas. Depois chega a justiça, as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”, disse o Papa

    Em um trecho intitulado “Intrigar: um método usado também hoje”, o Papa parece ter se dirigido ao Brasil, ao golpe e à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao fazer uma descrição exata da nossa atual situação política.

    De acordo com transcrição literal do Vatican News, o Papa Francisco disse: “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”.

    https://goo.gl/qDcYS6

    • O Papa deveria se preocupar com o escândalo de pedofilia, envolvendo padres, que desmoraliza a Igreja. Só na California a Igreja desembolsou quase 1 bilhão de dolares em indenizações por abusos a menores. O total, desde 1950, chega a 3 bilhóes do dolares (12 bilhões de reais).
      Antes da política, seu Francisco, olhe para os seus padres!

  2. Quando eu vejo esses canalhas, os mesmos grupinhos e aliados de sempre, criticando o Bolsonaro, mais eu penso em votar nele!

  3. A NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG é no mínimo alarmante. Se alguém tem dúvidas de até onde podem ir para se manterem a salvo da justiça, devem acreditar em Papai Noel. Estamos falando de nomes cuja a soma de intenções de voto mal chega a um dígito. Muito alarmante.

  4. Não acredito que quem quer que vença se atreva a dar cargo para livrar quem quer que seja da Justiça. Já se viu o que aconteceu, quando a enxotada quis livrar a barra do larapião. Os tempos mudaram e esses cabras sujos não se deram conta disso.. Poderiam perceber essa mudança já pela situação em que se encontram, em que ninguém sabe se vai eleger-se, a menos de 5 meses das eleições,

  5. Eu havia dito que o PSB iria se compor com o Ciro. Vão ter um bom tempo de TV e o Ciro não foge dos debates, tem o que dizer.

    Após a desistência de Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2018, o PSB ofereceu três nomes para compor a chapa de Ciro Gomes (PDT) como vice: o deputado federal mineiro Júlio Delgado, o ex-prefeito de Belo Horizonte (2009 a 2016), Márcio Lacerda; e o deputado federal parananese Luciano Ducci — que também foi prefeito de Curitiba entre 2010 e 2012, após renúncia de Beto Richa para concorrer ao governo estadual.

    Os nomes foram apresentados pela cúpula do PSB em reunião na noite desta quarta-feira (16), com lideranças pedetistas, na casa do líder do partido na Câmara, Wewerton Rocha (MA). A maioria da bancada do PSB aprova o casamento com o político cearense. O ex-governador do Ceará, Cid Gomes, estava representando o irmão no encontro.

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