Alternativas sindicais para substituir a PEC 241 como solução à crise econômica

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Charge do Edra (chargesdoedra.blogspot.com)

Alzimar Andrade, Fred Barcellos e Ramon Carrera

A aprovação da PEC 241, em primeira votação na Câmara dos Deputados, vem dividindo opiniões. Antes de entrar no mérito da questão, não se esqueça de uma coisa importante: dispa-se do seu partido político e jamais discuta a PEC 241 sob a ótica de “Dilma ou Temer”. É uma estupidez reduzir o debate a isso, porque, no fundo, ambos queriam fazer a mesma coisa. O PT só não fez antes porque faltou tempo e competência. Pena que não tivemos a mesma sorte em relação à contribuição previdenciária dos aposentados, crime cometido contra o servidor, que Fernando Henrique tentou, mas quem conseguiu aprovar foi Lula.

Bom… se somos contrários à PEC 241, porque ela perverte o papel do Estado, qual a solução para o país sair do poço sem fundo em que se encontra desde sempre? Há várias saídas. Mas nenhuma delas agrada ao governo, aos políticos e aos empresários e só serão conquistadas quando a população acordar e exigir mudança:

a) Os políticos atuais não representam a população. Precisamos de uma reforma política que modifique as formas de candidatura e acabe com o controle que os caciques dos partidos, empresários e empreiteiros detêm sobre os candidatos que serão eleitos. E precisamos de planos de governo apresentados antes das eleições e que sejam cumpridos à risca, sob pena de perda do cargo antes do fim do mandato.

b) Mudar a legislação, prevendo punição rigorosa para a prática de corrupção em todos os partidos e governos, acabando com a impunidade.

c) Mudar as regras de licitação, em que, à guisa de “transparência”, publicam as compras e contratações de serviços do governo através de códigos indecifráveis, que os cidadãos comuns não entendem e, assim, não podem fiscalizar, enquanto os órgãos de fiscalização até entendem, mas não se interessam.

d) Reduzir drasticamente os gastos com publicidade, que, somente nos governos Lula/Dilma, custaram mais de 20 bilhões de reais aos cofres públicos. No Rio de Janeiro, os governos Cabral/Pezão torraram mais de um bilhão e meio de reais e, neste ano, mesmo com a alegada crise, pretendem gastar mais 150 milhões com publicidade.

e) Reforma do Judiciário, principalmente o estadual. As Varas de Fazenda Pública têm que ser tratadas como prioridade, porque é por onde são recuperados os impostos não recolhidos. Há R$ 66 bilhões em impostos não pagos (e também não cobrados) em um Estado que distribuiu R$ 183 bilhões em isenções fiscais irresponsáveis e agora alega estar quebrado para não pagar aos servidores. E fica tudo por isso mesmo. Cobrem os grandes devedores de impostos e o dinheiro aparecerá. Não é mágica. É matemática.

f) Reforma do Ministério Público e do TCE. A estrutura do MP centraliza poder desproporcional em seu chefe, que é escolhido pelo governador a quem ele deve fiscalizar e eventualmente denunciar. No TCE, os conselheiros também são indicados politicamente por quem eles devem fiscalizar.

g) Instituir cobrança de impostos sobre grandes fortunas. Não adianta a oposição falar nisso agora, porque durante os 13 anos em que foi governo também não o fez. De acordo com os dados das declarações de Imposto de Renda, as 70 mil pessoas mais ricas do Brasil (meio milésimo da população adulta) concentram 8,2% do total da renda das famílias, índice este que não encontra paralelo em outras economias. E essa gente pagou apenas 6,7% de imposto de renda sobre essa fortuna.

h) O governo e a iniciativa privada, auxiliados pela mídia regiamente paga, espalham boatos de que o estado brasileiro é inchado, para colocar a população contra os servidores. Mas a realidade é outra: Entre os 31 países da OCDE (grupo que reúne os países desenvolvidos), a média das porcentagens de servidores públicos em relação aos empregos totais é de 22%. De todos os países da OCDE, o Japão é o único com uma proporção menor que a brasileira, abaixo dos 10%. Ou seja, o Brasil é o segundo país com menos servidores públicos.

i) O governo também age com má-fé ao falar que o servidor público custa caro à previdência. O que ele não diz é que o servidor não tem limitação de desconto previdenciário, como o trabalhador privado. O servidor público recolhe sobre tudo o que ele recebe, mesmo que ultrapasse este teto. Isso significa que, ao se aposentar, a regra é exatamente a mesma do trabalhador privado: o servidor só recebe sobre o que ele contribuiu a vida inteira. Nem um centavo a mais.

CONCLUSÃO – O governo quer consertar o Estado, economizando para pagar a dívida que eles mesmos criaram? Reduza drasticamente o número de comissionados apadrinhados, corte benesses desmedidas e surreais, acabe com as frotas de veículos oficiais e helicópteros, acabe com a farra das agências de publicidade, baixe a absurda taxa de juros a patamares decentes, invista em crescimento do país, direcionando os gastos para ferrovias e qualidade das estradas, para reduzir o custo da produção e gerar empregos, cobre os seus devedores, mesmo os que foram doadores de campanha, faça uma auditoria da dívida para saber o que já foi pago e o que de fato ainda é devido…

Para se ter ideia do tamanho do caos, a Assembleia Legislativa do Rio tem 70 deputados e 5 mil servidores, boa parte sem concurso. O Ministério Público, que deveria dar o exemplo, tem mais da metade dos seus cargos ocupados por não concursados… STF, STJ, CNJ, TCE, Congresso, Câmaras, Assembleias, Prefeituras… todos possuem quadros inchados de apadrinhados, geralmente desnecessários.

  • Alzimar Andrade, Fred Barcellos e Ramon Carrera são dirigentes do Sind-Justiça (Sindicato dos Servidores do Judiciário do RJ), uma entidade independente, que não é filiada a centrais sindicais nem a partidos políticos. O texto foi enviado por Paulo Peres.

37 thoughts on “Alternativas sindicais para substituir a PEC 241 como solução à crise econômica

  1. Ainda não veio nenhum mimimises com aquela famosa frase : ” Se não está satisfeito procure outro emprego” ?
    Usando a mesma ‘lógica’ se o seu negócio não está rendendo, mude de ramo…

    Ao que eu saiba a previdência já foi paga, ao contrário dos impostos sonegadores e/ou não pagos !

  2. Virgilio, se não sonegar não paga a Folha de Pagamentos dos funcionários no final do Mês…
    Até a Padaria do Seo Manuel das Tamanquinhas dá um jeitinho para “passar” a perna nos desgovernos..

  3. Armando, quando eu morava em SP , participei daquele movimento dos moradores de Higienópolis para fechar a estação do Metrô.
    É horrível acordar de manhã e ver a patuleia brotar daquele buraco no asfalto! Parece uma nascente de desvalidos…Ahrg

  4. O DESÂNIMO BATE À MINHA PORTA

    Foi durante à Ditadura Militar que eu passei em concurso público para o INAMPS. Embora eu tenha passado entre os primeiros , o que me dava o direito de escolher trabalhar num bairro central do Rio de Janeiro , até mesmo na Tijuca , eu e alguns outros simpatizantes do PCB , por conta própria , sem orientação dada neste sentido pelo Partidão , resolvemos cuidar de uma comunidade , e escolhemos a de Vila Aliança , próxima a Bangu.

    Então , como eu iria trabalhar como médico voluntário em Vila Aliança , achei mais lógico escolher minha lotação para o PAM – Bangú. Eu saia do plantão no INAMPS e ia trabalhar como médico voluntário na associação de moradores, que se chamava Associação Pró Melhoramentos de Vila Aliança , que estava fechada há muito e quem tinha a chave da porta era um velho militante do Partidão que foi torturado pela Ditadura , e não via com bons olhos a nossa intromissão no bairro.

    Havia , na Igreja Católica de Vila Aliança um padre progressista , não sei dizer se era adepto da Teoria da Libertação , nunca conversei sobre isso com ele. A ideia minha e de meus colegas era eu servir de isca , oferecendo serviços médicos gratuitos aos moradores que se associassem.

    O padre , entusiasmado , montou para mim um verdadeiro consultório nas dependências da Associação , e não sei como , ele trazia sempre todos os tipos de medicamento possíveis para facilitar que eu entregasse gratuitamente aos enfermos associados.

    A Associação , em pouquíssimo tempo , ficou abarrotada de sócios , e era isso que eu e meus amigos queríamos. Fazíamos reuniões com os associados , regularmente , e aos poucos fomos mostrando a eles que os moradores tinham força, e eram capazes de exigir melhoramentos para Vila Aliança.

    Os moradores levantaram logo a dificuldade mais premente: os moradores de Vila Aliança tinham de levantar muito mais cedo para ir trabalhar geralmente no centro da cidade ou em outros bairros distantes, e para isso dependiam do trem da Central. Mas o trem da Central , a Estação de trem , fica cerca de 15 quilômetros de Vila Aliança , e , então , para pegar o trem , os moradores tinham de ir de bicicleta até Bangu , numa estrada de terra , e já cansados pegavam o trem para trabalhar.

    Havia , em Vila Aliança, uns entusiastas com a nossa intromissão no Bairro , mas haviam também dois líderes que em princípio nos sabotavam , e seguidamente perguntavam se nós eramos comunistas. Nós respondíamos a eles que mesmo que nós fossemos comunistas nós iríamos negar , já que os comunistas eram pessoas cuja atividade política é ilegal , e que eles teriam que conviver com a dúvida , que também era a dúvida do padre. Acho que o padre tinha até certeza , mas nos ajudava porque tanto a Igreja progressista quanto nós, tínhamos uma plataforma comum , que era melhorar as condições de vida dos moradores de Vila Aliança.

    Passamos a fazer uma reivindicação de massa , indo com centenas de pessoas dezenas de vezes ao Secretário de Transportes da Prefeitura para reivindicar uma linha de ônibus que ligasse diretamente Vila Aliança ao Centro da cidade , e não apenas até Bangu. O movimento foi crescendo e cada vez o Secretário de Transportes ouvia reivindicações mais duras dos moradores. Eu e meus amigos íamos junto com os moradores. Naquela época , para uma empresa de ônibus conseguir a autorização da Secretaria de Transportes , havia de pagar para o secretário e agregados , inclusive parte da verba ia para o bolso do prefeito , alguma coisa hoje em torno de R$ 1 milhão de reais a título de propina. Mas chegou a época das eleições municipais.

    O próprio Secretário de Transportes era candidato a vereador. Os políticos sentem o faro de onde há um movimento de massa em vésperas de eleição. Conclusão: organizamos um comício onde vários candidatos de diferentes partidos , até mesmo alguns ligados ao Partidão, lotaram o palanque, e falaram pelos auto-falantes para cerca de três mil moradores. Os moradores cobraram ter uma linha de ônibus que ligasse Vila Aliança ao Centro da cidade.

    Não deu outra: em poucos dias Vila Aliança ganhou a linha de ônibus Vila Aliança – Castelo.Isto foi por volta de 1986. Muitas e muitas linhas de ônibus foram extintas no Rio de Janeiro por diversos motivos , mas na semana passada ainda tive o prazer de ver que estava intacta a linha de ônibus Vila Aliança – Castelo.

    Governava o Rio de Janeiro Leonel Brizola , e sinto muito dizer aos brizolistas , que Leonel Brizola , além de pedir propina para qualquer obra no estado , e era na base do 10% , era também associado aos grandes traficantes de droga , e inimigo dos comunistas e do trabalho dos comunistas , mesmo os mais construtivos como foi conseguir a linha de ônibus , consultório médico , asfaltamento para Vila Aliança. O senhor que era ex-militante do Partidão , o Aquino , desde que chegamos foi eleito pela maioria o Presidente da Associação. Como Leonel Brizola estava loteando áreas do Rio de Janeiro para instalar os grandes traficantes, Leonel Brizola instou grandes chefes do tráfico a comprar residências para seus comparsas e se associar na Associação Pró Melhoramentos de Vila Aliança. Os traficantes , numerosos , se associaram em massa.

    Chegou o dia das eleições. Todos os sócios podiam votar. O Aquino era nosso candidato , e o candidato rival era um chefete do tráfico. Ora, os traficantes em maioria absoluta ganharam a eleição. E eu assisti o Aquino a entregar a chave da Associação para um chefete do tráfico. Naquela época , Vila Aliança era um bairro seguro, tranquilo , tanto que eu circulava a pé pelo bairro e dirigia o meu fusquinha junto com meus amigos. Hoje, Vila Aliança é um antro de marginalidade dominada pelo tráfico de drogas e local tão perigoso quanto o Morro do Alemão.

    Lutamos tanto para que o povo se levantasse , mas o trabalho acabou se constituindo como inútil. Um dos líderes comunitários, morador de Vila Aliança , o Daniel , sabia que eu trabalhava no PAM-BANGU., e foi lá me visitar , para me mostrar que o nosso trabalho na comunidade não só foi inútil como pernicioso. Daniel aprendeu conosco a liderar, conforme ele disse e nos chamou de professores , e disse com orgulho que ele agora era o representante da Prefeitura, ou Sub-Prefeito da área de Bangu. Junto com a bandidagem , é claro , e com as propinas que corriam soltas na prefeitura e no governo Leonel Brizola. Definitivamente , o que eu e meus amigos queríamos ensinar aos moradores se mobilizarem , não era para criar crápulas como o Daniel. Ele saiu e nem se deu conta da minha decepção. Acho que me tinha contado uma façanha aprendida comigo.

    Dando um salto agora no tempo , depois de Brizola , e todos trazidos por Brizola , sem exceção , o Rio de Janeiro só teve , no Estado , governadores ladrões , que aprenderam com Leonel Brizola e depois romperam com ele , e prefeitos criados neste acre caldo de cultura. Temos um Estado do Rio de Janeiro hoje falido e uma Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro hoje falida. Provavelmente o Daniel , um ex-morador de comunidade , hoje está rico e a população de Vila Aliança convivendo com tiroteios , mortes de inocentes , tráfico de drogas e outras categorias de bandidos.

    Chego aos 69 anos , depois de dedicar anos de minha juventude à consciência política e a aprender a separar o joio do trigo , a aprender a reivindicar , vou ser obrigado a ir à urna pela última e melancólica vez para fazer uma “escolha de Sofia” : em quem você quer votar ? Temos duas opções – Crivela e Freixo.

    • Caro Dr. Ednei …sds!
      A sua escolha também é minha, aos meus, também 69 anos … que aconteceu com o Catolicismo no RJ? quantas Igrejas Evangélicas havia em Vila Aliança??? abr.

      • Não havia, naquela época, qualquer igreja evangélica em Vila Aliança , e o padre da Igreja Católica era um líder na comunidade. Foi colocado lá como castigo de Dom Eugênio , o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro , que perseguia os padres progressistas e era feroz aliado da Ditadura Militar.

        Dom Eugênio, achando que o bairro popular de Vila Aliança, que hoje virou favela , achou que o padre colocado lá não poderia fazer nada, além de rezar missa. Dom Eugênio achava , com razão , que o povo era despolitizado , pobre , mal informado , e que o padre nada poderia fazer com suas ideias progressistas , além de ser Vila Aliança um bairro periférico de Bangu.

        Dom Eugênio perseguia ferozmente os padres progressistas , e lhes colocava nas mais longínquas dioceses. O padre de Vila Aliança fazia tudo às escondidas de Dom Eugênio, assim como eu e meus amigos fazíamos tudo às escondidas da Ditadura. Meu carimbo de médico não mencionava todo o meu nome. Como meu nome é Ednei José Dutra de Freitas , meu carimbo vinha apenas como Dr. Dutra.

        Muitas vezes encontrei pelo centro do Rio de Janeiro , onde eu tinha consultório , com gente humilde, dentro de bueiros , funcionários da Prefeitura , e quando me viam gritavam alegres : ” Oi Doutor Dutra , o senhor por aqui ?” – e eu ia até o bueiro ou onde fosse e fazia questão de cumprimentar com um aperto de mão um morador de Vila Aliança.

  5. Senhores,

    No meio do ano estive em uma pequena cidade pelos lados do OESTE BAIANO e pude ver que ela existia como município apenas por causa dos recursos federais e do dinheiro dos APOSENTADOS.

    MAS TEM UM DETALHE:

    -Em toda a cidade SÓ VI UM APOSENTADO que contribuiu para a Previdência Social antes de se aposentar: Um velho sargento da Polícia Militar do Distrito Federal, aposentado por tempo de serviço, que resolveu fugir do caos urbano e morrer em paz no meio das pedras, da poeira e do mato – mas com sossego!

    Todos os outros aposentados “choravam” aos presentes os mais diversos motivos para estarem nessa condição, entre uma dose de pinga e outra: – hérnia de disco, filho com problemas mentais, marido falecido, deficiência em uma das pernas, idade avançada, por ser agricultor, e etc…etc…

    E MAIS:

    Alguns desses aposentados que NUNCA DERAM UM TOSTÃO AO GOVERNO olhavam com inveja a vida do pobre sargento, por achar que eles deveriam ter sido aposentados recebendo o mesmo valor da aposentadoria do militar:
    “-Olhem só! O Edson aqui, conversando com a gente e com o salário já garantido no final do mês…”

    Aposentadoria deveria ser como poupança: só posso retirar dinheiro da conta se eu depositei algum.

    • Caro Virgílio.
      Me expressei errado. O que queria dizer é que a aposentadoria de quem contribuiu não pode ser tirada do mesmo balaio de onde sai a de quem nunca contribuiu com nada.
      Todos têm o direito de se aposentar. Para isso pagamos impostos até do ar que entra pelo catalizador do nosso carro…
      Abraços

  6. É muito fácil e covarde fazer acusações infundadas contra alguém que não mais está entre nós para se defender. É uma covardia imensa, mas eu vou defendê-lo. O senhor se vale de acusações inverídicas veiculadas por um colunista que o senhor mesmo já desqualificou para macular a honra de um político contra o qual essas acusações falsas nunca foram comprovadas, A ditadura militar vasculhou a vida política, administrativa, econômica e empresarial de Brizola e nunca conseguiu provar nada contra ele, tendo arquivado todas as investigações e os IPMs realizados depois de 64. É muita hipocrisia acusar Brizola sem provas e defender a reserva moral de araque do PPS, uma sigla de aluguel que se vendeu à máquina de corrupção que é a privataria tucana e à mais entreguista das direitas antinacionais, tendo seus parlamentares inclusive votado a favor da PEC da morte, que vai comprometer a saúde e a educação dos pobres para assegurar mais recursos do orçamento para o pagamento do serviço da dívida pública aos rentistas. Peço também ao Aquino que reaja contra essas infâmias aqui registradas.

    • Prezado Carlos Frederico Alverga,

      Respeito-o muito , e o tenho na mais alta conta. Mas o que eu sei sobre as propinas cobradas por Leonel Brizola não foram pela leitura de qualquer colunista ou apenas porque ouvi falar.

      Um dos amigos que fizeram o trabalho de soerguimento da consciência política em Vila Aliança era um empresário, cuja empresa precisava de fazer licitações para obras no governo Leonel Brizola. Era um empresário bem sucedido , e sempre dizia brincando (porque íamos muito à Vila Aliança à noite) que o que ele fazia , como empresário capitalista durante o dia , ele desfazia, como militante comunista durante a noite. Ele dava boa parte do dinheiro que ganhava para o Partidão, todos os meses , e , como eu , empenhou-se anos junto comigo para levantar Vila Aliança , trocando as benesses que tinha com sua mocidade e dinheiro para fazer o trabalho político em que acreditava. E não tinha motivos para mentir. Dizia ele que , para ganhar uma licitação no governo Leonel Brizola , ele era obrigado a desembolsar 10% sobre o valor do contrato para pagar propina a Leonel Brizola.

      Quanto a ter sido Brizola quem fixou terreno para introduzir o tráfico de drogas, já que ele era aliado político dos traficantes , é fato sabido até pelas paredes do Palácio Guanabara.

      Sinto muito que o senhor , que venero , tenha sido enganado por tanto tempo por um político desonesto e que , se não bastasse isso , foi quem trouxe para substituí-lo no governo do Rio de Janeiro , os piores gangsters que havia na política e que eram seus aliados.

      Assim, Brizola governou o Estado do Rio de Janeiro de 15/3/1983 até 15/3/1987 , época que começaram as propinas de 10% para qualquer licitação do Estado em que se inicia o mapeamento geográfico do tráfico de drogas na cidade do Rio de Janeiro, como os que viveram esta época são testemunhos , é só buscar na memória o que aconteceu naqueles tempos, e com seu prestígio entre os incautos , apoiou para a sua sucessão a Moreira Franco, à época seu aliado e amigo , amizade anos depois rompida. Não preciso comentar sobre o que fez Moreira Franco no governo, haja vista que ele está envolvido na Lava Jato , e Moreira, aliado de Brizola, governou o Rio de Janeiro de 15/3/de 1987 até 15/3/1991 e, em retribuição , como aliado, apoiou com sucesso a re-eleição de Leonel Brizola , que governou o Estado do Rio de Janeiro de 15/3/91 a 2/4/94 , colocando em seu lugar o desonestíssimo companheiro de chapa de Leonel Brizola , o Vice-governador pelo PDT Nilo Batista, sobre o qual não preciso fazer comentários.

      Após Nilo Batista encerrar o seu mandato, entra outro governador, o alcoolista Marcelo Alencar , fiel aliado de Brizola no PDT e por Brizola muito prestigiado durante o governo Brizola : Marcelo Alencar , após a Lei da anistia e o fim do bipartidarismo no país, filiou-se ao PDT. Presidiu o extinto BANERJ no início do primeiro governo de Leonel Brizola que o nomeou para ocupar a chefia municipal (na época os prefeitos das capitais eram indicados pelo governador). . Venceu a eleição , mais uma vez colocado pelas mãos de Brizola, um alcoolista , que também desgovernou o Rio de Janeiro pelo PDTde !/1/1995 , também a base de propinas para obras para as licitações fraudadas do governo do Estado , e desgovernou até 1/1/1999.

      Vencido o prazo do alcoolista Marcelo Alencar , quem é que Brizola vai buscar , nos quadros do PDT para apoiar e para vencer a eleição em cima do prestígio de Leonel Brizola ? – Ninguém mais , ninguém menos que o pedetista de então anthony Garotinho , sobre cuja administração nem preciso comentar. Garotino hoje , pelo que fez de errado, está tão impopular quanto Lula , e seu candidato em Campos dos Goytacases, mesmo sendo prefeita da cidade a Sra. Rosinha Garotinho , perdeu a eleição com uma diferença expressiva de votos para o primeiro colocado. A escolha de Leonel Brizola para os futuros governadores do Estado do Rio de Janeiro, todos vitoriosos , e todos desonestos, chega a ser incrível. Anthony Garotinho , então no PDT e apoiado por Brizola , governou o Estado do Rio de Janeiro desde 1/1/1999 e renunciou ao seu mandato em 6/2/2002 , dois anos antes da morte de Brizola. E quem entra para governar o Rio de Janeiro , na chapa escolhida por Leonel Brizola ? – A Vice-Governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva, que desgraçou o Estado do Rio de Janeiro desde 6/2//2002 até 1/1/2003 , com Leonel Brizola ainda vivo e dando as cartas.

      Vencido o mandato da Governadora Benedita da Silva , quem Brizola vai buscar no PDT para se candidatar ao Governo do Estado do Rio de Janeiro ? – Ninguém mais, ninguém menos do que a esposa de Anthony Garotinho, seu fiel escudeiro de PDT , e candidata-se e vence a eleição com o apoio de Brizola e do próprio marido que àquela altura tinha grande aprovação popular , mesmo tendo feito o que fez mas o povo não soube, só veio saber depois , o que o fez cair em desgraça, e fez a lambança que fez no governo do estado de 1º de janeiro de 2003 até 1/1 2007 , tendo como candidato de chapa, como Vice Governador, escolhido por Leonel Brizola o não menos ínclito político Luiz Paulo Conde, e que Deus nos livre.

      Durante o mandato de Rosinha, morre o ex-governador Leonel Brizola, em 2004. Só com a morte foi que Brizola deixou de escolher os “melhores quadros” do PDT para candidatar-se ao governo do Rio de Janeiro. Mas a desgraça do Rio de Janeiro não parou aí , infelizmente. Continuou ! Quem é eleito para suceder Rosinha Garotinho ? – Ninguém mais , ninguém menos do que Sérgio Cabral e por dois mandatos com licitações fraudulentas e negociatas. Renuncia à governança do Rio de Janeiro a tempo de se candidatar a cargo mais alto na República , dando lugar a seu Vice-Governador Luiz Fernando Pezão.

      É triste, mas é a verdade.
      a 1º de janeiro de 2007

      Leonel Brizola morreu rompido e inimigo de Anthony Garotinho , Marcelo Alencar , Moreira Franco , Benedita da Silva , Rosinha Garotinho e Nilo Batista , todos os homens que escolheu para governar o Rio de Janeiro , à exceção de Rosinha Garotinho que é mulher , mas também Brizola morreu rompido com ela, Todos esses logo pularam fora do PDT.

  7. O texto trás o “velho e surrado” discurso. Quando no governo, fizeram o que? Agora que não mais estão, querem as reformas. Não pude tomar conhecimento das propostas, com a profundidade que mereciam e eu gostaria.
    No entanto, quero dizer que os sindicatos, por corporações que são, sempre defenderam e defenderão o seu lado, mesmo que haja prejuízos a sociedade.
    Considerando que o que for decidido, independentemente da visão, seria importante a aprovação do conjunto da sociedade, que no final é quem sempre paga.
    Sugeri a deputados/senadores com os quais tenho algum contato, a realização de plebiscito para aprovar.
    No fundo, nenhum dos lados fará o melhor. Pois que a sociedade arque, por sua maioria, com a decisão de seu futuro.

  8. \meus caros, Os Institutos de aposentadoria, por profissão: Marítimos, Comercio,Indústria, etc,com contribuição do trabalhador, do patrão e Governo, funcionava, investindo na construção civil (casas para os associados, Hospitais, que atendiam com dignidade, infelizmente, a ditadura, transformou no INSS- segundo “S”significando “seguro”, misturou alho com bugalhos”, pagando a quem nunca contribuiu, o segundo”S” significa: corrupção, e o resultado hipócrita: o INSS é deficitário, o deficit existe sim: “vergonha na cara”. O PT-Lula, traiu o trabalhador, em todos os sentidos, e nos mergulhou neste oceano de lama, que está a nos sufocar. Temer, não tem “pulso” para governar para o povo, é conivente com a corrupção, ao proteger os ministros amigos .”da onça”, o Horizonte, está tempestuoso, queira Deus, que o alerta de Rui Barbosa: não aconteça: A fome é má conselheira.
    Por um Brasil decente e justo.

    • Boa noite Théo ,
      Um dos motivos da falência desse modelo foi quando o Delfim terminou com os Institutos, IAPI, IAPB , IAPETEC. etc, visando fazer caixa para o ‘milagre brasileiro’…

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