Alvo da CPI da Covid, ministro da Saúde tira a máscara para subir no palanque eleitoral

Sem máscara, Queiroga discursa em solenidade na Paraíba

Queiroga esnoba a CPI e já faz discurso como “candidato”

Bernardo Mello Franco
O Globo

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já havia rasgado o diploma de médico para não contrariar as ordens do presidente Jair Bolsonaro. Agora quer transformar sua vassalagem em capital eleitoral, para tentar se eleger.

Na quinta-feira, dia 22, o doutor foi à Paraíba para a inauguração de um trecho atrasado da transposição do rio São Francisco. Sem máscara, subiu no palanque e fez discurso de candidato. Ele é cotado para disputar o Senado ou o governo de seu estado natal.

ELOGIANDO-SE – De colete verde-oliva, o aspirante a político se comparou ao conterrâneo Epitácio Pessoa, que governou o país na época da gripe espanhola. “O presidente Bolsonaro chamou outro paraibano para ajudá-lo a vencer a pandemia da Covid-19”, empolgou-se.

O ministro atacou governadores que tentaram driblar a demora do Planalto a comprar imunizantes. “Quantas vacinas eles trouxeram? Nenhuma”, provocou. Ele omitiu o fato de que o Consórcio Nordeste encomendou 37 milhões de doses da Sputnik V, mas o negócio foi barrado pela Anvisa.

Em tom de campanha, Queiroga endossou uma das mentiras contumazes do capitão: que seu governo não seria alvo de denúncias de desvio de dinheiro. Depois citou Jesus Cristo e disse que outro Messias, o Jair, vai “matar a sede do povo do sertão”.

INDICIAMENTO – Imodesto, o ministro ainda elogiou o próprio desempenho na pandemia. Esqueceu-se de mencionar o relatório da CPI da Covid, que pediu seu indiciamento pelos crimes de epidemia e prevaricação.

O documento lembra que Queiroga era crítico ao uso da cloroquina, mas mudou o discurso ao ganhar um cargo em Brasília. “Seus princípios se tornaram outros ao se tornar parte do governo Bolsonaro”, resume.

Para agradar o chefe, o ministro se cercou de negacionistas como Mayra Pinheiro, conhecida como Capitã Cloroquina. Seu comportamento desinformou a população e favoreceu a propagação do vírus, afirma o relatório.

CRUZOU OS BRAÇOS – A CPI também concluiu que Queiroga também foi avisado do rolo da Covaxin, mas imitou Bolsonaro e cruzou os braços. O assunto costuma irritar o ministro, que já abandonou uma entrevista para não ter que comentá-lo.

Na quarta-feira, o doutor deixou claro que também não pretende prestar contas sobre os pedidos de indiciamento. “Não sou comentarista de relatório”, esnobou.

10 thoughts on “Alvo da CPI da Covid, ministro da Saúde tira a máscara para subir no palanque eleitoral

  1. As promessas da progagando dizia que nós teríamos um maravilhoso e estupendo Posto Ipiranga.
    Mas na realidade foi bem diferente, o Posto é Pirata, com gasolina adulterada, deixando todos os carros com o motor falido, mas o dono do Posto Pirata manda seu ‘lucro” pára o Banco Pirata nas Ilhas Piratas de Tucanaymans….

    Ò pá e picaretas.

  2. O pessoal do Tribuna da Internet devem aprender sobre guerra hibrida que está acontecendo contra o Brasil. Essa historia de colocar o Moro candidato a presidência é mais uma guerra contra o Brasil feita pelo Titio Sam. Vejam o vídeo do Tiago do canal Verdade Concreta:

    Moro e Santos Cruz fazem campanha pela terceira via no final de semana…
    https://www.youtube.com/watch?v=7mzjoIKazAI

  3. O artigo de Bernardo Mello Franco, no O Globo desse domingo, sob o título: “Genocídio com outro nome” está espetacular.
    O Relator cedeu a pressão do G7 e mudou a palavra para Crimes contra a Humanidade.
    Os índios foram deixados a própria sorte, antes e durante a Pandemia.
    Na presidência da Funai colocaram um delegado e na secretária de Saúde Indígena nomearam um coronel do Exército. Coitados dos nossos povos originários. Terrível.
    O presidente vetou 16 pontos de uma lei que o obrigava a proteger as aldeias. Negou se comida, água potável e produtos de higiene. Mesma política que negou o fornecimento de absorventes íntimos, as mulheres de baixa renda.
    E Guedes e Bolsonaro deram entrevista nesta manhã para divulgar que estão preocupados com os pobres.
    Quem acreditar nessas falácias, ganha um presente de Natal antecipado.

    • As tetas secas forçaram um desmame dolorido, o esperneio e o gargarejo é grande. Os acessos de fúria e faniquitos são o carro chefe das mídias desmamadas.

  4. Mello Franco é um zarolho por conveniência, o olho bom dele só enxerga o que seleciona para agradar a um público cativo.
    Sobre esse público cativo vou de Voltaire: “Certas pessoas são como peixes que são mudados de reservatórios, não sabem eles que é para serem comidos na quaresma.”
    Hehehe

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