Amanhã, às 10 horas, manifestação suprapartdiária no Rio contra a corrupção em todos os níveis.

Carlos Newton

Será este domingo, a partir das 10h, na Av. Delfim Moreira, esquina de Rita Ludolf, no Leblon. O comentarista Mario Assis, que faz o convite, afirma que “até a indignação está sendo usada contra da democracia hoje em dia no Brasil”. Mas ele considera que a iniciativa de um ato público contra a corrupção merece apoio e participação, mesmo que os motivos de cada pessoa sejam diferentes ou mesmo divergentes.

“A corrupção” – diz Mario Assis – se tornou aqui uma ferramenta de controle do Estado. Não dá pra ficar assistindo. Não conheço os organizadores, mas vou lá. Recebi a mensagem e a repasso:

Prezados amigos,

Vamos colocar a bola no chão, deixar de viajar na maionese para tentar organizar o movimento e unificar o discurso do nosso grupo Brancaleone!!!
Tudo começou no dia 17 de julho, domingo retrasado, quando, num grupo de amigos reunidos no Clipper, a conversa girava sobre a grande indignação de todos com a roubalheira generalizada e com a inexplicável passividade da sociedade diante dos acontecimentos.

Estavam presentes nessa conversa eu (Marcelo), o Maninho e o Ony. Então, sugeri que fizéssemos algo como um protesto explícito e objetivo para que pelo menos nós demonstrássemos publicamente a nossa indignação. Chamamos o Lincoln e ele topou de imediato.

Naquele dia, ficou combinado que faríamos uma passeata para mostrar a nossa indignação com a roubalheira generalizada e com a impunidade.
Esse é o motivo único e explícito da nossa passeata. Somos uma L’Armata Brancaleone, como bem disse o Marchese.

Quem sabe se, a partir do nosso exemplo, outros que, como nós, também estão indignados, comecem a se manifestar publicamente, a ponto de modificar algo neste país. Isto é o que nos inspira.

Não vamos viajar na maionese e começar a dar entrevistas com pontos de vista pessoais e sugerir soluções discutíveis! Nós não temos um porta-voz. Nós não temos líderes (quando muito, organizadores: eu e Lincoln). Nós queremos que essa nossa iniciativa sirva de espelho para os que até agora estavam omissos, como nós mesmos estávamos antes disso.

Nós não temos as soluções, nós queremos as soluções! Somos um grupo de cidadãos indignados que querem as soluções como tantos outros cidadãos que estão omissos, mas também querem soluções, via executivo, legislativo e judiciário e que poderão começar a expor publicamente a sua indignação a partir do nosso exemplo.

Se formos falar com imprensa (mídia de qualquer natureza), temos que falar em nome de todos e o discurso será um só: estamos indignados com a roubalheira e a impunidade e queremos soluções imediatas. Nada mais do que isso, que é o único consenso do grupo. Qualquer outra coisa além disso será mera opinião pessoal que não cabe no nosso movimento do dia 31 de julho.

Lembre-se que somos um grupo eclético (um extrato da sociedade) que contempla pessoas com pensamentos, personalidades e caráter diversos : temos empresários (bem e mal sucedidos); temos militares (caxias e anarquistas); temos moderados; temos esquerdistas e direitistas (radicais); temos jovens e velhos; temos homens e mulheres (héteros e homossexuais); temos ricos e pobres; temos eleitores de Dilma, de Lula, de Serra e de Marina; temos de tudo; temos a sociedade!

Mas uma única coisa nos une por consenso: a vontade de protestar e mostrar a nossa indignação com a roubalheira e a impunidade, que já passaram dos limites há muito tempo. Isso é o que nos une como cidadãos.

As faixas do movimento que exprimem o nosso pensamento (a quem interessar possa!) serão: CHEGA DE ROUBALHEIRA! – ESTAMOS INDIGNADOS! – ABAIXO A IMPUNIDADE! – A IMPUNIDADE ALIMENTA A ROUBALHEIRA! – RESTAURE-SE A MORALIDADE PÚBLICA OU… – CANALHAS FORA, E NA CADEIA.

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