Ameaça de prisão de Lula antecipa o processo sucessório

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Charge do Tacho, reprodução do Jornal NH

Carlos Chagas

Agita-se o PT. A ordem, além de disputar as eleições municipais de outubro, é fixar desde já a candidatura do Lula para 2018. Expô-lo o mais possível, agora e depois de encerradas as campanhas para prefeito e vereador. Os companheiros pretendem criar uma parede de proteção ao ex-presidente, de modo a evitar que venha a ser processado por Sérgio Moro ou qualquer outro juiz, muito menos nas instâncias seguintes, fator que o afastaria da corrida. Essa estratégia não demora a contagiar os demais partidos, antecipando-se o debate sucessório.

O mais prejudicado será o PSDB, que esperava atravessar o ano que vem sem ser obrigado a escolher entre Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra. Apesar de o ex-governador de Minas julgar-se no direito de ser escolhido por haver disputado as eleições passadas, será sempre bom lembrar que os outros dois também concorreram ao palácio do Planalto, ambos também derrotados.

O PMDB, além de o maior partido, ocupa a presidência da República. Reivindicaria a pole-position não fosse uma inusitada razão: carece de nomes para lançar. Michel Temer poderia reivindicar a reeleição, mas não anda bem de popularidade, muito pelo contrário. O atual presidente já jurou três vezes que não disputará, mas na falta de alguém, quem sabe?  Falou-se dias atrás em Henrique Meirelles, mas além de não deter popularidade, precisaria de uma cartola de mágico para recuperar a economia, acabar com o desemprego e tornar-se conhecido.

OUTROS NOMES – O PDT abriu as portas para Ciro Gomes, ainda que o polêmico candidato também tenha perdido uma eleição presidencial. Estar melhor preparado para o  exercício do cargo não é suficiente chega para ajudá-lo.

Marina Silva será fatalmente candidata pela Rede,  dispõe de apoio junto à massas,  mas apresenta contradições difíceis de superar. Não é mais a mesma, como demonstraram as eleições passadas.

A antecipação do processo eleitoral favorece Ronaldo Caiado, pelo DEM, partido que também abriga outro embrião de candidato, no caso Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Alvaro Dias abandonou o ninho dos tucanos à procura de uma legenda capaz de hospedá-lo, ainda que pequena. Outras hipóteses e aventuras se agitam, como Jair Bolsonaro, Joaquim Barbosa e mais aquela legião de desconhecidos atrás de quinze minutos de glória televisiva.

Em suma, haverá que aguardar.

 

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