Amigo de Favreto e Moro, o ex-ministro Dipp prevê que não haverá punições

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Dipp deu uma entrevista tipo tucano – em cima do muro

Mariana Muniz
Site Jota

 “A cena mais patética que eu jamais vi em todo o Judiciário”. Esta é a avaliação do ex-ministro Gilson Dipp, que foi vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor nacional de justiça no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sobre o imbróglio causado pela sucessão de decisões envolvendo um pedido de habeas corpus apresentado por deputados petistas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao Jota, Dipp – que foi presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, centro do episódio deste domingo (08/7) – se disse “chocado”. “Sem apontar qualquer culpa de ninguém, mas foi um processo altamente politizado. E agora a gente sabe quem é quem”.

Na avaliação do ministro aposentado, “quem menos errou, em termos de competência”, foi o desembargador federal Rogério Favreto, que cumpria o plantão judiciário. “Apesar de eu não concordar no conteúdo com a tese dele, porque não havia urgência, ele resolveu e estava no direito, tinha competência para tanto.”

Para ele, contudo, não cabe ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entrar no mérito do episódio. “O CNJ não é um órgão judicial, é um órgão administrativo disciplinar do judiciário. Aqui se tratam de várias decisões judiciais, mesmo que quase todas formuladas de modo irregular”, explicou.

Dipp afirma que “o precedente básico é que o CNJ não pode rever decisões judiciais”.

Como o senhor avalia a confusão de decisões envolvendo o pedido de habeas corpus em favor do ex-presidente Lula?
Confusão não, foi a cena mais patética que eu jamais vi na minha vida em todo o Judiciário. Tudo isso me choca muito porque esse imbróglio foi feito no tribunal de onde sou egresso e do qual fui presidente. Sem apontar qualquer culpa de ninguém, mas foi um processo altamente politizado. E agora a gente sabe quem é quem. Eu sou amigo dos quatro [Favreto, Moro, Gebran Neto e Thompson Flores].

O desembargador Favreto tinha competência para conceder o habeas corpus a Lula?
O ato do desembargador Favreto tinha competência? Claro. Todo mundo sabe que no plantão os advogados, e isso faz parte do jogo, escolhem um plantonista. Agora mesmo há a discussão se a Cármen Lúcia vai ser presidente [do STF] ou não durante o recesso. É isso aí. Escolheram um sujeito que tinha maior possibilidade ideológica. Ele estava na sua plena competência. Era o juiz plantonista indicado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Naquele momento ele representava o tribunal.

O desembargador Favreto poderia examinar a liminar?
Poderia, e fez isso. Eu posso não concordar com o teor, o conteúdo da decisão judicial. Basicamente porque não há nenhuma urgência ou nenhum fato novo que implique em um exame da matéria num domingo, sendo que no dia seguinte o relator da apelação originária já estaria trabalhando. Então a decisão do Favreto foi uma decisão fundamentada de acordo com a sua convicção, com seu entendimento. E isso faz parte do livre convencimento do juiz. Queiram-se, concorde-se ou não. Eu não daria no mérito essa decisão, mas ela é legítima, o desembargador tem competência e é uma decisão judicial. Plantonista é instrumento do tribunal.

Como o senhor avalia a atuação do juiz Sérgio Moro, que estava em férias?
Ele se manifestou em um momento inapropriado. Porque no caso da liminar ele seria ouvido. Pela lei, tanto a autoridade coatora quanto o MPF são ouvidos em um prazo de cinco dias. Ele, no entanto, atravessou um despacho questionando a competência de um superior hierárquico seu. Afirmou falta de competência, afirmou que falou com o presidente do tribunal, afirmou que teria que ouvir o relator. Nada disso poderia ter sido feito.

O relator originário da apelação, desembargador Gebran Neto, agiu corretamente?
Quem tinha jurisdição naquele momento era o desembargador plantonista. Ele [Gebran Neto] num domingo, tendo alguém representando o tribunal – e quem representava era o Favreto – convoca para si o processo e manda suspender o alvará de soltura do Lula. Juiz de igual hierarquia. Ambos desembargadores do TRF4. Um determina o contrário do outro. Isso não poderia haver. Decisão judicial ruim, errada ou teratológica se reforma segundo a lei e a Constituição pelos recursos cabíveis e pela autoridade hierarquicamente cabível.

E a decisão do presidente do tribunal, desembargador Thompson Flores?
A meu ver, apesar de ter resolvido a questão que deixou todo mundo em polvorosa, a competência para dirimir matéria jurisdicional em conflito não é do presidente do tribunal. Presidente do tribunal administra, assina orçamento, presidente sessões, decide suspensão em segurança – o que diz respeito à ordem pública, economia, saúde pública, o que não era o caso, já que aqui é matéria penal. Então, ele suprimiu também ou o plenário do TRF ou a competência do STJ. Foram erros e irregularidades seguidos.

A decisão do desembargador Favreto estava errada?
Quem menos errou aí, em termos de competência, em termos de processo penal, foi o desembargador Favreto, apesar de eu não concordar no conteúdo com a tese dele, porque não tinha urgência. E a questão está sendo examinada pelas instâncias superiores. Não dá para decidir isso num domingo. Mas ele resolveu, e ele estava no direito, tinha competência para tanto, resolveu enfrentar a questão. E no caso do HC o recurso não se confunde totalmente com a apelação no mérito, aquela que está sendo julgada pelo tribunal, e que tem recursos no STF e no STJ. O HC tem particularidades, é uma medida constitucional que tem particularidades, que foram desenvolvidas ali naquele HC. Certo ou errado, não interessa.

O que as decisões conflitantes a respeito do habeas corpus impetrado por deputados a favor do ex-presidente Lula mostram?
Tudo isso deixa ver uma politização escancarada do Judiciário. Um imbróglio que veio a acontecer num momento inadequado, nas eleições. Tudo aconteceu porque existe um nome na capa do processo: Luiz Inácio Lula da Silva. O tribunal não está fazendo mais do que receber uma educação inadequada do STF, onde esses conflitos são diários entre ministros, entre turmas. Cada um com uma decisão disparatada. É que nem pai. Pai dá exemplo para o filho, e isso aconteceu por erro de avaliação do filho sobre aquilo que é certo ou não no pai.

Desde domingo, o CNJ recebeu seis pedidos de providências para que seja apurada a conduta de Rogério Favreto de conceder habeas corpus e mandar soltar o ex-presidente Lula durante o plantão judicial do TRF4. Outras três representações têm como alvo o juiz federal Sérgio Moro. O CNJ deve analisar estes pedidos?
Para mim, todas essas decisões foram decisões jurisdicionais. Certas ou erradas. E sendo decisões jurisdicionais podem ser atacadas pelo recurso cabível em matéria processual penal da legislação. Não se trata de infração disciplinar que mereça a atenção do CNJ. Houve um fundamento na decisão. O CNJ não é um órgão judicial, é um órgão administrativo disciplinar do Judiciário. Aqui se tratam de várias decisões judiciais, mesmo que quase todas formuladas de modo irregular.

Um dos pedidos foi assinado por 100 procuradores e promotores que requerem o “afastamento liminar do citado Desembargador Federal [Favreto], haja vista a ordem ilegal decretada em afronta à decisão unânime do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, referendado pelo Plenário do STF”.
Tudo isso é falta de conhecimento da atribuição do CNJ, da sua competência. O precedente básico é que o CNJ não pode rever decisões judiciais. Os dois fatos que mais chamam atenção são a atitude do Sérgio Moro e do relator de atravessar, num domingo, um processo em que ele tem competência, mas não naquele momento. Isso é teratológico, irregular, mas eles bem ou mal fundamentaram juridicamente suas posições. Veja que o próprio desembargador Thompson Flores usou fundamentos basicamente externados pelo Gebran. São sim decisões judiciais extemporâneas, erradas. Mas tudo se reforma através dos recursos cabíveis, e pela autoridade competente hierarquicamente para modificar ou manter a decisão. O CNJ não tem atribuição para tanto, salvo se, e aí de maneira grosseira, toda decisão judicial reclamar uma providência disciplinar, o que termina com o sistema e faz com que o CNJ acabe não sendo mais o órgão criado para zelar pelas suas atribuições. Existem muitas decisões dizendo que o CNJ não pode rever decisão judicial.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A entrevista de Gilson Dipp merece tradução simultânea. Por ser amigo dos quatro personagens [Favreto, Moro, Gebran e Thompson], o ex-ministro deu uma entrevista técnica, sobre jurisdição, função do juiz, prerrogativas do plantonista, hierarquia judicial, coisas assim. Em nenhum momento analisou se a decisão de Favreto foi acertada, teratológica ou escatológica, apenas disse que ele tinha o direito de tomar a decisão, o que é o óbvio ululante. Ficou o tempo todo assim, dizendo que o plantonista tinha o direito de fazê-lo. Dipp está tecnicamente certo, mas se equivocou ao dizer que o juiz Moro não poderia se pronunciar. Deu esta mancada, porque não leu a decisão de Favreto, que no final do texto chamou “o juiz do primeiro grau” a se pronunciar. Ora, o juiz do primeiro grau é Moro. Foi convocado a ser manifestar nos autos e o fez, brilhantemente, a meu ver.  Na entrevista, Gilson Dipp ficou nesta chatice de examinar o caso “tecnicamente”, em cima do muro, mas foi claro ao dizer que não teria tomado a decisão que Favreto tomou. E esta afirmativa, para mim, encerra a questão, pois . (C.N.)

62 thoughts on “Amigo de Favreto e Moro, o ex-ministro Dipp prevê que não haverá punições

  1. O pt não quer punição, quer afastar Moro do julgamento do sitio de atibaia, esse tem muitas provas, que fica impossível ficar repetindo a narrativa que “foi condenado sem provas”.

  2. O jornalista e apresentador do Domingo Especular do site Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim, publicou no blog que com esta polêmica do prende e solta Lula, o juiz Ségio Moro teria já eleito aquele que Lula indicar presidente em 2018.

    Não é bem assim.

    Em entrevista ontem ao jornalista do TV 247 Leonardo Attuch, o presidente do PCO Rui Costa Pimenta afirmou que não acredita que haja transferência de votos de Lula, por exemplo para Fernando Haddad.

    Nesse caso, sabendo que Lula não participaria das eleições os eleitores que votariam nele ficariam revoltados e praticariam o não-voto (abstenção, brancos e nulos).

    Ele afirmou que a posição mais coerente do PT seria não participar das eleições em caso de impugnação da candidatura Lula, o que parece caso encerrado, provocando o enfraquecimento político do governo a ser eleito.

    Se participar com qualquer outro candidato, como poderá acusar a Justiça Eleitoral depois de ser derrotado que o processo teria sido fraudado?

  3. Quem ficou, em nada gostando dessa cacaborrada do Favreto, foi o ex-presidente da câmara federal, Valdir Maranhão: aquele que borrou o papel com a sua caneta, tentando revogar o impeachment contra Dilma Rousseff.
    Apostando na memória curta do letárgico povo brasileiro, Vadir que corre como candidato a um cargo legislativo, quando já gozava da paz de um obliterado, agora aparece Favreto para trazer à tona essa atitude desastrosa, a qual, por semelhança, remete a memória coletiva ao ato de V. Maranhão.
    Quer dizer o desembargador petista não passa de um Valdir Maranhão togado.

  4. Entre todos presidenciáveis, só existem quatro candidaturas viáveis.

    Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Marina Silva.

    No último caso é possível uma união entre Alckmin e Marina, sendo cabeça de chapa o melhor posicionado entre as pesquisas.

    A esquerda preferiria ver no poder Jair Bolsonaro, pode acreditar, pois Geraldo Alckmin conseguiria reunir o Centro político para dar continuidade a uma série de medidas impopulares. Já Bolsonaro teria maiores dificuldades para governar.

    Ciro e Bolsonaro estão cotados para disputarem o segundo turno, mas Delfin Neto afirmou recentemente no Valor Economico que o próximo presidente já seria candidato a impeachment, considerando-se os conflitos que teria com o Congresso.

    É importante fazer análises políticas realistas, lembrando-se sempre que Lula terá grande influência sobre essas eleições, mesmo não podendo ser candidato, como afirma hoje Elio Gaspari em sua coluna em O Globo.

      • Oi Roberto,

        Procuro fazer comentários isentos sempre baseado da realidade. Existe hoje uma espécie de patrulha ideológica que não permite que se faça comentários favoráveis a este ou aquele candidato. Não sou petista nem ativista. Veja que o que escrevi não foram minhas opiniões e sim aquilo que leio na internet. Do jeito que as coisas estão, a gente vai ter de parar de escrever, pois tudo é sujeito a críticas. Precisamos voltar ao centro político racional. O que temos na web são extremistas de direita e esquerda que não querem nenhum tipo de debate ou contestação de idéias. Imagine Roberto como será o clima radicalizado nessas eleições. Um abraço!!!

  5. Newton acertou na mosca com relação à entrevista de Dipp.

    Disse e não disse; falou e não falou; afirmou e negou.

    Como deixou de ler o enunciado do próprio Favreto ao mencionar Moro no seu despacho, Dipp foi até mesmo irresponsável em suas declarações, confirmando mesmo a inacreditável sentença prolatada pelo petista-desembargador!

    Se fosse como os simpatizantes de Lula estão dizendo, que o juiz paranaense se envolveu sem ter autoridade para tanto, esquecem que tem sido apoiado tanto pela presidente do STJ, quanto por ex-ministros do STF, inclusive pela órgão máximo da magistratura, a Associação dos Juízes Federais.

    Moro não está sozinho nesse imbróglio praticado por mais um petista travestido em magistrado!

    A sua conduta foi tão absurda e comprometedora, que Favreto deveria ser demitido a bem do serviço público, pois explícito o seu comportamento partidário, tendencioso e parcial!

    Se o Judiciário já se encontra abalado pela conduta de ministros do STF nos mesmos moldes, o petista-desembargador confirmou que a política está dominando os tribunais superiores!

    • Já disse aqui que o Dipp é petista e a entrevista dada antes da apreciação do HC pelo STJ mostra que ele poderia ter continuado de pijamas. A nobre Presidente do STJ deu uma lição nele e no bandido Favreto.

    • Bendl, assino, a NR do Newton, é altamente esclarecedora, o Dipp, ficou conivente, por ser amigo dos ditos cujos, boca fechada não entra mosca, o Dipp engoliu uma esquadrilha, lembro uma frase “Quem julga pelo que ouve e não pelo que entende é orelha e não juiz, Francisco y Villega (1580-1680 – escritor francês. Essa situação tem cono base a 2ª turma do stf, capitaneada pelo sinistro Gilmar Mente. Pobre Brasil, na área da Justiça, está ferrado, com os chamados tribunais superiores encabeçado pelo stf. setembro vem ai, e o sinistro Toffolli, vai afundar ainda mais o stf. Que Deus nos ajude, não vejo Luz no fim deste túnel, Ele é a última Esperança, de um Brasil decente e justo!.

  6. Lula, o guia, parece não o perceber que os patetas estao usando sua prisao para se promoverem.
    Afinal são candidatos à reeleição para deputado.
    Como não tem resultados para mostrar ao eleitor, abraçam uma boia de salva vidas, para mostrarem o apreço com o presidiário, ao eleitor de Lula.
    Lula que é tão esperto deveria mudar de advogados, para que não lhe vendem ilusões.

  7. Foi meu professor de Direito Civil nos anos 80, mas poderia ter ficado sem essa. O Favreto, além de ter agido ideologicamente, não foi técnico e não poderia ter deliberado o que deliberou. Juiz de plantão não pode tudo, muito menos afrontar varias decisões anteriores colegiadas e menos ainda as resoluções do CNJ e da propria JF que não lhe permitiam analisar aquele tipo de pedido. Se o desembargador fosse sério, encaminharia o pedido para a 8ª Turma. Entretanto, todos sabemos bem pq não o fez. O Dipp tem lado, como pode ter se quiser, mas há de se acabar com essa chacrinha de colocar advogado como desembargador ou ministro de tribunal superior. Judiciário é pra concursado e ponto.

  8. Hipolito Borges:
    Com todo o respeito que tenho às suas colocações mas discordo.
    O que Gaspari escreveu (e escreve…) não se sustenta.
    Lula tem o poder a influência de um daqueles flatos silenciosos que naturalmente alguns bêbes de meses promove face à digestão da lactose e afins.
    Lula não influencia mais nada.
    Vá por mim.
    Mesmo no nordeste cabrestado pelo Bolsa-Família a nivel federal o PT será um pouco maior que “traço” e olhe la.
    2016 ja foi a prévia.
    Lula é o que se chama propriamente de autêntica “bufa-fria”.

    • Eu também acredito nisso. Contudo, quando um jornalista como o Elio Gaspari escreve isso repercute de forma favorável a Lula em um jornal como O Globo e certamente em toda a internet, por causa da importância desse veículos. É esse tipo de coisa que confunde a gente e vai acontecer muito no processo eleitoral. Um abraço!

  9. Os deputados petistas que pediram a liminar, conforme amplamente divulgado, o fizeram para causar tumulto, inclusive esta matéria foi publicada aqui ontem nesta Tribuna. O próprio Lula sabia que não ia ser solto e se fosse não sairia de Curitiba, como ele próprio disse. Portanto, foi para causar um fato político favorável a Lula e ser amplamente divulgado, pois durante todo o domingo só se falou sobre isso.

  10. É oportuno acrescentar que o fato politico criado, sem dúvida que este foi o objeto da abjeta ação, repercute e repercutirá mais do que negativamente ao petismo.
    A nação está cada vez mais atenta aos movimentos tectonicos dessa placa de lama chamada PT.
    Isso tem que ficar dito e dito claramente como afirmou o filósofo austriaco Ludwing Wittigenstein.

  11. Acordem pessoal, acorda Brasil, será que vocês ainda não tem noção de que essa gente está vivendo uma guerra contra nós? Não sabem o que significa um punho fechado com o braço erguido? REVOLUCAO!!! Vale tudo pra eles, mentir, enganar, atacar instituições, desmoralizar a justica, incentivar o ódio entre classes e segmentos, atacar a moral e a ética, os bons costumes, destruir a fé e as famílias, acusam os outros daquilo que eles mesmos fazem. Acordem!!! Esperem muito mais até o fim das eleições.

  12. Escrevo há anos nesta Tribuna e se procurarem meus artigos verão que sou crítico a todos os partidos políticos. Não sou ativista político a favor ou contra pessoalmente partidos ou candidatos.

    Com o predomínio absoluto do sistema financeiro e corporativo sobre o mundo, os partidos e políticos, além das mais diversas ideologias, estão todos a serviço do capital.

    Eles só diferem durante as eleições, mas no poder todos se envolvem em corrupção e mentiras.

    Entendo que novos comentaristas ou comentaristas eventuais que aqui escrevem possam ser críticos e ofensivos, porque entendem a Tribuna da Internet como uma mídia qualquer.

    Mas quem é frequentador e comentador assíduo precisa estar acima dessas questões partidárias e ideológicas.

    Não devemos ser arrogantes, mas precisamos entender que esta Tribuna não é um site corporativo para as massas e sim para uma elite pensante e realista, tanto que na semana passada o Carlos Newton publicou um excelente artigo sobre o fato de que nenhum candidato reverterá a situação atual. Não se vê este tipo de artigo nem na mídia corporativa nem na mídia esquerdista.

    Repito, temos que estar sempre acima de questões partidárias e ideológicas, porque estamos vivendo um processo de radicalização em tudo que escrevemos é passível de críticas e ofensas.

    Do que as coisas estão, se continuarem, simplesmente ninguém mais vai se pronunciar sobre qualquer assunto polêmico.

    Lembram-se que recentemente o Grupo Globo proibiu seus jornalistas de se pronunciarem sobre qualquer assunto nas redes sociais?

    Pensem nisso.

  13. Por mais respeito e consideração que tenho pelo valoroso editor do Blog, a minha impressão é que a sua aparente aversão pelos petistas, já quase atingindo o estágio do Marco Villa que até baba na gravata quando o assunto diz respeito a petistas, está ofuscando um pouco a sua genialidade e brilho editorial face à conotação ideológica, como se os desafetos dos petistas fossem exemplares melhores do que eles.

    • Qualquer desafeto de petista é imensamente melhor do que eles. Quem tem corruptos de estimação, apóia o roubo absurdo que se fez nesse país, simplesmente o maior escândalo de corrupção da história da humanidade, é nada mais nada menos que um lixo humano.

      • Os petistas, Lula, Dirceu, Boulos e CIA estão me sacaneando no PSOL, obstruindo um possível acesso da RPL-PNBC-DD-ME, a Revolução Redentora, rumo às urnas, mas nem por isso deixo de reconhecer o fato de que o povo está sendo roubado há 518 anos, e mais acentuadamente há 128 anos. E só agora, há coisa de 12 anos que vc conseguiu enxergar a roubalheira luso-tupiniquim-agregados. Vai me dizer que vc não sabe que até o território onde vc pisa foi originalmente roubado dos nativos ?

        • Eu acho simplesmente incrível os petistas continuarem vindo a esse site. São destroçados pelo alto nível dos comentaristas, fazem papel de idiota diariamente com a pobreza de argumentos mas continuam vindo. Por que não ficam no brasil247 e congêneres? Talvez um assunto fantástico para uma tese de doutoramento em psicologia ou afins.

  14. Nesta questão toda, creio que se respondermos poucas perguntas podemos evitar toda esta discussão, voltas e pisoteios sobre o mesmo assunto e manifestações , de cunho ideológico e sentimental mas não analítico.

    1_ Por que um condenado em segundo grau de forma unanime, com 78 recursos negados no segundo e terceiros graus, com AMPLISSIMO e inusitado direito de defesa, na midia, no parlamento e na justiça, deve ter o direito de ter avaliado o OCTAGÉSIMO pedido à justiça, num domingo, de forma acelerada e afoita, por um juiz de plantão?

    2- Por que naõ esperar a segunda e ouvir de forma racional e calma TODAS as partes (vejam que nem a defesa legal do Lula estava envolvida) já que este recurso não era inédito, o réu nao sofria ameças e conta com toda a boa vontade de um grande séquito inclusive na justiça?

    3_ Se NÃO havia necessidade de urgência para usar o plantao e nem o domingo nem as férias dos demais envolvidos, todo o resto fica um teatro do absurdo. Ou não?

    4- Para que e por que ouvir milhares de especialistas, jornalistas, juristas de pijama ?

    5- A quem beneficia todo este teatro? Não seria unicamente a um criminoso condenado após seguir TODOS os ritos da justiça e assegurar sua ampla defesa.?

    6- Como admitir isso?Quer dizer que todos os criminosos do pais devem ter esta regalia? Não salta aos olhos que é o fim da justiça mesmo que com seus defeitos?

    7- Continuar a defender estas praticas não é um crime de obstrução de justiça e outros similares?

    8- O que querem os petistas e todos que se dedicam a analisar apenas as filigranas jurídicas?
    Se a motivação inicial (urgencia) NÃO EXISTIA como e por que analisar o restante?

    9- As ações de Moro, Gebran, Thompson Flores, nao devem ser consideradas “in extremis” legitima defesa da justiça e da cidadania, do estado de direito contra uma ação orquestrada de uma quadrilha formada (infelizmente) por um criminosos associados a parlamentares e juizes (sic) ????

    10- Se um juiz/desembargador, conscientemente participou de uma ação de beneficio a um criminoso, gerando uma instabilidade em toda a republica e nossa frágil democracia ele não se tornou cúmplice de uma açao criminosa (Apesar de toda a enrolação em juridiques mofado do Dipp) ?

  15. Eu votei no Aécio, não porque achasse que fosse a melhor opção, mas porque o pt iria destruir o país, como acabou fazendo. Constatada a desonestidade dele, quero vê-lo fora da vida pública para sempre e o mais rápido possível atrás das grades.

    • Wander , eu também agi desta maneira e concordo com sua visão.
      Só podemos condenar o segundo e os outros se condenarmos o primeiro e não ao contrário como pregam: que devemos soltar o primeiro porque ainda nao condenamos o segundo.

    • Vc votou no Aécio porque vc se identifica com ele, um ladrão explícito do dinheiro público, de modo que vc deve ser sem-vergonha igual a ele. Dei meu voto à Dilma porque me pareceu na oportunidade a opção menos bandida e a que melhor conseguiu nos enganar com o slogan “Governo Novo, Ideias Novas”, meu ponto fraco, entre as opções que nos foram impostas pela democracia da ditadura partidária. Infelizmente, a mulher jogou água fora da bacia, abraçou o maldito Temer e entregou tudo para ele e respectiva quadrilha, de mão beijada, até o fiofó do povo, ao invés de entregar para os movimentos sociais. Eu, no lugar dela, por mais pacífico que procuro ser, teria estourado os miolos do vigarista dentro do palácio do planalto em conversa particular com o dito-cujo, nem que fosse este o último ato a minha vida, mas levaria comigo a certeza de que pelo menos em Brasília restaria um canalha a menos.

      • Não existe petista menos bandido. Todos o são. Os que tem um mínimo de caráter saíram do partido ou foram expulsos.
        Oxalá sejam varridos nas próximas eleições assim como aconteceu em 2016.
        Eu declaro: votei no Aécio e nunca mais voto nele e ainda o quero preso.
        Você declara: votei no pt , roubaram como nunca se roubou na história da humanidade, destruíram o país, mas eu gosto deles assim mesmo, vou continuar votando e ficar aqui como um militante idiota fazendo campanha por eles.
        Essa é a diferença entre nós.

        • Não voto em mais ninguém com o rabo preso com o continuísmo da mesmice, seja de direita, seja de esquerda, ou seja de centro. Aliás, há cerca de 20 anos advogado a Revolução Redentora, via RPL-PNBC-DD-ME, a ruptura com tudo isso que ai está há 128 anos. E nas próximas eleições tenho apenas duas opções: Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, ou branco, nulo, ou abstenção. Diferente de vocês que ficam ainda falando merda o dia todo, amaldiçoando a escuridão, mas continuam votando no continuísmo do $istema podre, gerador da corrupção. Quero mais é que o $istema podre vá à PQP, por inteiro, porteira fechada.

  16. A meu ver, a opinião do Dr. Dipp me parece a mais sensata, mais técnica e mais adequada ao caso concreto, a qual, aliás, coincide com a minha opinião já externada. Repito, no caso, Dr. Favreto foi o que ficou mais próximo da Constituição, a Lei Maior. E se tudo isso acontece lá em cima, imaginem aqui embaixo, na primeira instância, nas varas do interior. Dia desses, um advogado recém-formado, conversando comigo, quase chorando, me relatou que a serviço da assistência judiciária gratuita, saiu da sua base às suas próprias custas e sacrifício e foi ao fórum para participar de uma audiência. Chegando lá, a cartorária lhe disse que não haveria a audiência e que ele poderia voltar pra casa. No dia seguinte ficou sabendo que havia sido multado em 20 salários mínimos por não ter comparecido a tal audiência na condição de defensor de um possível “furto famélico”, que em nada restou prejudicado face à sua ausência, posto que a ausência fora coberta por outro colega. O coitado do modo vai ter que vender a casinha do pai para pagar a multa, caso não seja revista a decisão do juiz, ou da própria cartorária que o dispensou da audiência assinada pelo juiz.. E assim caminha a república 171 do partidarismo eleitoral, do golpismo ditatorial e dos seus tentáculos, velhaco$, à moda manda quem pode obedece quem tem juízo, para os amigos tudo para os adversários a lei.

  17. Não tenho ideia de quantas pessoas leem a Tribuna da Internet diariamente, muito menos se nossos comentários são vistos.

    Mas, concordo plenamente com o Hipólito Borges, que devemos ser o veículo de comunicação que aborda temas que a mídia nacional se omite, principalmente no aspecto econômico.

    Logo, mais uma vez peço que Wagner Pires e Bortolotto voltem a comentar e com urgência para espaço democrático, além da admiração que temos pelos dois especialistas neste segmento.

    Dito isso, devemos fazer uma campanha paralela para trazer a verdade à tona, isenta, imparcial, tanto mediante fundamentos, quanto através dos acontecimentos recentes.

    Por exemplo:
    Que a esquerda se preocupa com o povo.
    Mentira deslavada!

    O Bolsa família condenou o pobre à miséria;
    O salário mínimo não serve para sustentar uma pessoa;
    Os juros sempre foram extorsivos;
    Nas administrações petistas, os bancos tiveram o melhor período de suas histórias, com lucros absurdos;
    O desemprego é uma realidade cruel;
    A inadimplência jamais esteve tão alta;
    A corrupção faz parte do cotidiano nos Três Poderes porque institucionalizada pelo PT;
    As estatais foram dilapidadas pelos petistas, assim como os fundos de pensão, empréstimos consignados, BNDES e obras superfaturadas;
    Os tesoureiros petistas foram todos presos;
    Lula está preso;
    Zé Dirceu está preso, momentaneamente solto pelo petista-ministro do STF, Toffoli;
    A vez de Dilma está próxima;
    Gleisi Hoffmann, como esposa, compete com Messalina; como senadora é corrupta e perdulária; como presidente do PT uma insana;
    Parlamentar petista é sinônimo de corrupto;
    Educação, saúde e segurança foram absolutamente destruídos pelo PT;
    Não temos infraestrutura;
    Não temos estradas;
    Não temos ferrovias;
    Não investimos em pesquisas;
    Não tivemos jamais um planejamento que nos levasse ao desenvolvimento;
    O PT mudou o curso da história para o Brasil, conduzindo-o para o abismo e final inexorável.

    Uma década e meia perdida, jogada no lixo.
    Enquanto os petistas enriqueciam junto com aliados, o povo empobrecia.
    Além de estar desempregado e endividado, ainda tem de pagar pelos erros da esquerda, pelos roubos e explorações que nos submeteu!

    O candidato que se apresentar com qualquer partido que se julgue de esquerda deverá ser execrado.
    Basta de mentiras, de sermos enganados, ludibriados, manipulados!

  18. Ninguem tem direito de fazer o que é errado, especialmente quando o estupido é pago para sempre fazer o que é certo.
    Análise tecnica de jurista no contexto atual é conversa pra boi dormir, basta considerar as boçalidades produzidasc pelo STF.

  19. Para magistrado, operação Lava Jato está partidarizada e Lula é preso político

    O desembargador Tutmés Airan, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), afirma que as ações adotadas por Sergio Moro e pelo desembargador Gebran Neto para impedir a libertação de Lula no último domingo foram criminosas. Ele explica que a competência para julgar o habeas corpus era do plantonista “e fim de papo” e que, se fosse, o caso, o TRF-4 poderia revogar a decisão após o término do plantão.

    “O que é aberrante e o que chega a ser, inclusive, criminoso, é um juiz de primeira instância [Sergio Moro], viajando, de férias, portanto, sem jurisdição alguma, se arvorar na condição de super-juiz e determinar que a PF não cumprisse a decisão do desembargador. Isso é um absurdo, criminoso”, afirma Tutmés Airan.

    “Aí houve um conluio criminoso. A Polícia Federal ao invés de cumprir a decisão do desembargador, telefonou para o juiz Moro que de lá de Portugal despachou dizendo que a polícia não cumprisse e acionando o desembargador Gebran, que desrespeitando a prerrogativa do plantonista, revoga a decisão do colega. Não poderia fazê-lo. Só poderia a partir de segunda-feira”

    “Como havia uma série de pedidos de emissoras de televisão e de rádio para entrevistá-lo e a juíza responsável pela execução provisória da pena não decidia. E entre manter a prisão ou garantir o direito político do Lula, o desembargador de plantão entendeu que devia garantir o direito político”, explica Tutmés Airan.

    Para o magistrado alagoano, Moro e Gebran Neto agiram de má fé; e Thompson Flores decidiu sobre algo nulo, pois Gebran Neto também está em férias.

    “[Moro e Gebran] Extrapolaram e muito suas prerrogativas. Decidiram, de forma muito clara, em desconformidade com a lei. Não havia dúvida naquilo. Eles sabiam que estavam fazendo errado”, comenta Tutmés Airan. “Judiciário, ao menos a parte ligada à Lava Jato, está completamente partidarizada. A operação deixou de ser um processo judicial para ser um processo político. Está muito claro isso”, completa.

    O magistrado alagoano defende algum tipo de sanção a Sergio Moro e a Gebran Neto.

    “Espero que o CNJ [Conselho Nacional de Justiça] tenha coragem cívica de puni-los. Já está na hora de impor limites a essa turma de Curitiba e do Rio Grande do Sul. Espero que as instâncias superiores ponham freio nisso, percebam que já se passaram todos os limites. Chegou a hora de botar os pontos nos is. O Brasil hoje é motivo de escárnio internacional. Lula é preso político”, diz o desembargador do TJ/AL.

    https://goo.gl/ShCVeq

    • Alex, ce ainda tá achando que o Moro tava de ferias em Portugal?

      Ele foi chamado para se pronunciar e pronunciou.
      Não fez nada que não devia, falou que não poderia fazer uma ação que não estava na sua alçada e alertou a policia que se a fizesse estaria incorrendo em crime, então qual o crime de Moro.
      Este fato na verdade deveria ser investigado pela policia federal, pois tem cor cheiro e ruido de crime, liberando os relatórios de comunicação dos envolvidos e verificando se ouve comunicação entre as partes já prova a má fé que já é explicita, vide o fato do retardado do graveto ter dado espetáculo de 3 ordens descumpridas e de ser obrigado a ligar para policia se lambuçando ainda mais.

  20. Mais um insignificante petista-desembargador que deseja holofotes!

    Antes de mais nada, o magistrado alagoano deveria ter considerado que é colega de Moro e Gebran.

    Criticá-los publicamente e desta forma, apenas evidencia o despreparo desse desembargador, e sintoma claro de que a sua inveja extrapolou a sua discrição com relação a este episódio!

    Ainda bem que a Lava Jato se encontra onde está pois, se deslocada, os ladrões do erário e do povo estariam soltos, e movendo ações de indenização contra o Estado por danos morais!!!

    Tutmés bem que poderia pedir a sua aposentadoria, de modo a nos livrarmos de suas sentenças, nessas alturas altamente duvidosas quanto ao seu saber jurídico e imparcialidade!

  21. Agora, impressionante a guerra entre os desembargadores a respeito de quem tem ou não razão sobre a cagada – a expressão é esta, mesmo! – de Favreto!

    Não bastasse o fedor e ter sido feita no meio da sala do petista-desembargador, outros colegas partidários querem remexê-la, aumentando mais ainda a porcaria deixada por Favreto, o petista fanático, sectarista por excelência!

    E quanto mais são postadas essas opiniões de membros do Judiciário, mais se constata o comprometimento político deste Poder, evidenciando que a Justiça não é mais a sua preocupação, o seu ofício, mas a proteção de criminosos parlamentares e suas quadrilhas, travestidas em partidos políticos.

    Vamos de mal a pior, indiscutivelmente!

  22. “…foi uma decisão fundamentada de acordo com a sua convicção, com seu entendimento.”

    Ah! Bom! Brilhantemente fundamentada! Sob areia movediça, claro.

  23. Quantos juízes e desembargadores petistas ainda irão se manifestar? Prova de que o judiciário está infiltrado por pessoas perigosas e que não conseguem e não querem enxergar a verdade. São juízes e desembargadores de merda, a serviço do PT e que precisam urgentemente serem expurgardos do judiciário, sob pena de nos tornarmos a Venezuela da vez. São idiotas funcionais, deturpam a realidade para aquilo que lhes convém, parabéns Sérgio Moro.

  24. Em outras palavras, (Sérgio Moro) cometeu, pelo menos, em tese, crime de prevaricação, previsto no Código Penal.

    Advogado e ex-procurador do Ministério Público de São Paulo, Roberto Tardelli.

  25. O então advogado Dipp se tornou desembargador do TR-4 via quinto constitucional ( sem concurso) como o Favreto. Posteriormente também por indicação foi ministro do STJ . Natural de Passo Fundo onde seu avô, pai, irmão e sobrinho foram prefeito. Seu irmão Airton Dipp foi deputado federal e participou do governo petista como diretor dos CORREIOS e da ITAIPU . Então tá……

  26. Tá aí um exemplo paradigmático do que eu chamo de malabarismo retórico, nesse caso exercitado por um conhecedor. Tenta sinuosamente passar a idéia de isenção, mas não dissimula a clara intenção de fazer a defesa do plantoportunista Favreto, membro da seita pela qual nutre talvez bem mais que simpatia.

    Surfando nas filigranas jurídicas, se apega aos detalhes formais dos conceitos isolados mas não entra no conteúdo, não discute a questão em seu conjunto. Aliás, uma prática comum, um flanco aberto em hermenêutica, mas que juristas éticos deveriam superar e se colocar acima dessas chicanas.

    Separar forma e conteúdo é uma tática comumente usada pelos falaciosos. Podemos separa-las num primeiro para estabelecermos conceitos e construirmos um raciocínio, mas para uma análise e um julgamento são indissociáveis.

    Repare-se que Dipp defende Favreto por ter exarado sua decisão por “convicção”, baseado simplesmente na legimidade que a sua condição de plantonista lhe conferia. A mesma “convicção” pela qual o procurador Deltan D’allagnol vem sendo execrado há tempos, desde o episódio da fatídica exposição dos “slides” (me fugiu o termo técnico da p**).

  27. A cara de petista deste Dipp não nega sua retórica de falar, falar e não dizer nada. É um bosta assim como o tal do Favreto.

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