Analistas do mercado financeiro esperam que Selic suba para 7,75% ao ano

Kelly Oliveira 

 

Analistas de instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) esperam por elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião de amanhã.

O BC usa a taxa Selic como instrumento para calibrar a inflação. Atualmente a taxa está em 7,50% ao ano, depois de ter subido 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC do mês passado.

Ao final do ano, a expectativa das instituições financeiras é que a Selic esteja em 8,25% ao ano – previsão que se mantém inalterada há cinco semanas. Para o final de 2014, a projeção subiu de 8,25% para 8,50% ao ano.

A expectativa de aumento da Selic acontece devido à alta da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador do governo para a meta de inflação, ficou em 6,49% em 12 meses encerrados em abril. O resultado ficou um pouco abaixo do teto da meta, que é 6,50% para o ano. O centro da meta, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,50%.

De acordo com as expectativas dos analistas, o IPCA deve encerrar este ano em 5,81%, contra 5,80% previstos na semana passada. Para 2014, a mediana das expectativas (que desconsidera os extremos nas projeções) permanece em 5,80%.

No último dia 21, o presidente do BC, Alexandre Tombini, ressaltou que a inflação, depois de atingir picos no primeiro trimestre, começou a desacelerar e tende a continuar em queda nos próximos meses. Em audiência pública na Câmara dos Deputados, Tombini assegurou que os preços estão sob controle e que não há risco de o índice oficial fechar o ano acima do teto da meta.

 

 

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

7 thoughts on “Analistas do mercado financeiro esperam que Selic suba para 7,75% ao ano

  1. Como diz Mirian Leitão, o dilema do COPOM do Banco Central é: como frear a Inflação aumentando a Tx. Básica de Juros SELIC, e por extensão todas as outras, sem reduzir o crescimento da Economia, que nossa Presidenta Dilma Rousseff e mais 200 Milhões de Brasileiros, não querem. Temos que aprender a sair do atoleiro da Inflação, puxando-nos pelos próprios cabelos, para cima. Pelas Leis da Física é impossível, mas pelas Leis Econômicas não, já que Economia Política é 80% Psicologia. Pelas Leis Econômicas, uma árvore pode ser uma árvore, (Royalties para o Sr. Mauro Júlio Vieira), mas também pode ser um arbusto ou mesmo uma pedra, tudo dependendo das Expectativas Futuras da População, principalmente dos Empresários. Eu, é que não queria estar na pele dos senhores do COPOM. Abrs.

  2. Veja o suplício que está sendo controlar a inflação, Tombini diz que não há risco da taxa fechar acima do teto da meta. Impossível, portanto, colimá-la ao centro que é de 4,5%.

    O BC não está controlando inflação alguma, a tendência de queda confirmada no mês passado tem a ver com o próprio efeito inflacionário que derrubou o poder de compra de população, fazendo com que ela descendesse.

    Não terá o menor efeito sobre o consumo – restrição de crédito – se a Selic for para 7,75 ou mesmo 8%. O nível de endividamento das famílias não alterou do ano passado para este, situando-se em torno de 44%.

    Ou seja, não é a restrição do crédito que irá pressionar a inflação para baixo, porque isto já está ocorrendo pela própria corrosão da massa salarial ocasionada pela inflação.

    Tombini afirma que o teto da meta não será ultrapassado porque tudo indica, dado esse quadro, que a trajetória de queda irá se estender até o fim do ano. Terminado o ciclo, o novo gatilho salarial para início do ano que vem, assim como os reajustes de preços e tarifas que ocorrerão naquele período irá deflagrar nova subida de preços.

    Outra coisa, esses indicadores divulgados são baseados no deslocamento da mediana no tempo, desconsideram as extremidades da estatística, ou seja, o desvio padrão, deixando margem a erro de prognóstico.

    O certo é traçar um perfil prospectivo. Neste sentido a inflação hoje está indicando uma taxa anualizada de 7,29%, ou seja, agora em maio a trajetória inflacionária nos indica o seguinte:

    maio/2013: [( 1,0086 x 1,006 x 1,0047 x 1,0055 x 1,0046 )²∙⁴ – 1] x 100 = 7,29%

    Inflação acima dos 7%.

  3. subir os jurosa só é defendido pelos bancos ,e pelos comentaristas pagos pelos bancos para divulgar esta verdadeira transferencia de dinheiro do estado para os bancos, não resolve nada pois pelo pouco que reduz a demanda, aumenta os custos de produção pois encarece os financiamentos de custeio, pura idiotice. ainda atrai capital especulativo, que altera o equilibrio cambial.

  4. Perfeito Alexandre.

    O intuito de Tombini é justamente este – atrair o capital externo e de quebra restringir o crédito. Muito mais pela primeira que a segunda situação.

    Ocorre que o melhor mecanismo seria o governo lançar títulos da dívida externa pagando juros bem menores que aqueles papéis atrelados à Selic.

    Mas, como a amortização da dívida externa em grande montante, trocada por dívida interna é tido como um dos grandes feitos do ex presidente Lula, não querem voltar atrás. Pois, politicamente é visto como um retrocesso.

    É a mistura da política com a economia nos moldes que não dão certo, com prejuízo para o país.

  5. A proposito da Miriam Leitão citada pelo primeiro comentarista, ontem ela se saiu com uma crítica específica à politica de preços do governo argentino, esquecendo que o mesmo ocorre aqui com menos problemas de pressão cambial e nenhuma desestabilização política. Disse ela que os preços na Argentina não têm parâmetros e ninguém sabe os valores das mercadorias. Pode ser que tenha razão. Não sou argentino e não moro lá. Mas, aqui ocorre o mesmo e ela finge desconhecer por má fé,parcialidade para agradar seus amos ou deixa para seus empregados as compras. Querem as provas? Aqui seguem algumas. Na cidade do Rio o kg. do pão francês é um enigma, varia de 8,50 R a 13,50, toalha de papel a mesma marca na zona sul da cidade varia de 2,59 a 3,59, o medicamento maleato de enalapril genérico 5mg varia de 3,85 (marca Germed no Extra), 8,00, 9,00 e até 10,00 na Raia, leite em pó Molico de 8,99 na Lojas Americanas a 10,99 no Princesa, sabonete Phebo 1,75 hoje na Drogasmil e 2,15 na Pacheco, afora as hortaliças, legumes, frutas, etc.etc. Não é o isso que ela diz que ocorre atualmente no país vizinho? Aposto que essa senhora desconhece os preços de ônibus e metrôs do Rio ou Sampa que são temporariamente fixos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *