Anastasia tenta articular Jereissati para presidir o Senado, mas não há estusiasmo

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De férias, Jereissati ainda nem começou a fazer campanha

José Carlos Werneck

O senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais, escreveu no Twitter que tem articulado a candidatura de Tasso Jereissati para a presidência do Senado. “Acredito que Tasso. pela sua trajetória, pelo seu perfil, suas qualidades, competência, serenidade e preparo, tem todas as condições de comandar o Senado da República pelos próximos dois anos e colaborar para que o Brasil saia de vez da crise e devolva a dignidade para o seu povo.”

Enquanto isso, Izalci Lucas, senador eleito pelo PSDB do Distrito Federal, alfinetou seu correligionário Tasso Jereissati, potencial adversário de Renan Calheiros na disputa pela presidência do Senado: “Ele quer ser ungido”, declarou ao site “O Antagonista”.

DE FÉRIAS – “O Tasso, eu acho, tem o perfil ideal, mas está de férias. Nem para mim ele pediu voto ainda. Ele quer ser ungido. E ungido não vai acontecer.” disse Izalci.

Nas apostas feitas nos corredores do Senado, Izalci aparece como eleitor de Renan Calheiros. E com a recente decisão do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, a votação em 2 de fevereiro será secreta.

Informado disso, Izalci rebateu: “Não tem nada decidido, tem muita coisa pela frente, tem que ver a proposta de cada um.”

Para ele, por ter a segunda maior bancada da Casa, o PSDB “não pode brincar”. “Não dá para brincar. Não pode perder espaço”, disse o senador eleito.

SEM ENTUSIASMO – O PSDB tem hoje a vice-presidência, ocupada pelo senador Cássio Cunha Lima, da Paraíba, que não conseguiu se reeleger.

A grande verdade é que os tucanos não estão nada entusiasmados com candidatura de Tasso à presidência do Senado. Muitos deles dão a impressão que tanto faz, e com isso estão totalmente desestimulados e parecem conformados com uma muito provável vitória de Renan Calheiros.

O senador Tasso Jereissati realmente faz algumas articulações para tentar viabilizar sua candidatura à presidência do Senado, mas está muito difícil encontrar correligionários do tucano empolgados com a possibilidade. Para vários deles, tanto faz se Tasso concorrer ou não. 

2 thoughts on “Anastasia tenta articular Jereissati para presidir o Senado, mas não há estusiasmo

  1. Para promover amigo de Bolsonaro, Petrobrás viola plano de cargos

    Jair Bolsonaro gera nova indignação ao interferir a favor da indicação de um “amigo particular” para ocupar a Gerência Executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás. Para atender ao pedido do presidente, a direção da empresa violou o próprio Plano de Cargos e Remuneração (PCR) e nomeou um profissional pleno para um cargo sênior, triplicando o seu salário.

    títulos acadêmicos não justificam aceleração na carreira ou, até mesmo, aumento da remuneração, segundo esclareceu a própria Petrobrás, durante a campanha para implementação do PCR. No documento “Perguntas e Respostas sobre o PCR”, a empresa informa que “a proposta do PCR é avaliar as pessoas por suas entregas e não por suas titulações”.

    Profissional de nível Pleno da carreira Administrativa, Carlos Victor, também segundo as atribuições de carreira do PCR, teria grandes dificuldades de ocupar uma Gerência Executiva, cujas funções estão diretamente relacionadas às atribuições dos profissionais de nível Sênior. Como profissional Pleno, por exemplo, o novo gerente de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás não poderá “representar a companhia em projetos interinstitucionais, respondendo por assuntos técnicos e zelando pela imagem institucional”.

    Essas funções, segundo o PCR, são exercidas somente por profissionais de nível Sênior, que, segundo as atribuições do plano de cargo, podem propor “novas formas de organizar, sistematizar e normatizar os trabalhos em que atua”. Já os profissionais de nível Pleno devem tomar decisões “com autonomia em situações não previstas, mas não inéditas”, como explicita o PCR.

    Segundo o PCR, somente profissionais de nível Sênior possuem atribuições no plano de cargo para poder propor “novas formas de organizar, sistematizar e normatizar os trabalhos em que atua”. Já os profissionais de nível Pleno devem tomar decisões “com autonomia em situações não previstas, mas não inéditas”.

    Portanto, seguindo as normas do PCR, Carlos Victor ocuparia uma Gerência Executiva da Petrobrás, em um período de transição, sem poder fazer nada de novo. Qual o sentido dessa nomeação, se não favorecer o amigo de Bolsonaro?

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