Antes do Washington Post, tentaram comprar o New York Times. Tantos que aqui lembraram Hiroshima e Nagasaki, comovente mas obrigatória a recordação. Vai longe, muito longe, esse escândalo de bilhões em trens, metrôs, concorrência e licitações fraudradas. Como é a réplica do PSDB no MENSALÃO do PT, pode ser indicada como CARTELÃO. Gabeira pode ser senador.

 Hélio Fernandes

Dentro de uma semana (dia 14) recomeça o julgamento do mensalão do PT. Seus caminhos estão de tal maneira bifurcados e intransitáveis, que tudo pode acontecer. O próprio Joaquim Barbosa, que não admitia embargos infringentes ou de declarações, não só reconhece isso. Mas até aceita: “O plenário pode marcar um novo julgamento, com outro relator e outro revisor”.

Pelo menos nos casos que os acusados tiveram quatro votos a favor. Mas com outro procurador geral (Roberto Gurgel já terá caído na expulsória). Dois ministros que ainda não votaram e não podem  sofrer restrições, tudo pode acontecer. E se admitem OUTRO julgamento, não podem ADIVINHAR antecipadamente o que vai acontecer.

Esse novo julgamento não pode condenar ou inocentar com base no DOMÍNIO DE FATO. É preciso prova para decidir. Como fizeram com o já ex-presidente Collor, que foi inocentado POR FALTA DE PROVAS. Hoje, para inocentá-lo, precisariam de outro dicionário e outra linguagem: “Inocentado por falta de domínio do fato”.

De qualquer maneira, o que há meses parecia terminado, acabado, sem mais debate ou discussão, “ressuscitou” publicamente. E esse fato e essas palavras, aparentemente tão definitivas, que o procurador geral pediu a PRISÃO de todos.

Não ganhou, mas conseguiu que os condenados (mesmo com quatro votos) tivessem que entregar os passaportes.

Se um advogado, agora, pedir a devolução do passaporte do seu cliente, vai incendiar o plenário. O que pensará disso o novo procurador geral, que ninguém tem a menor ideia de quem será? O que se sabe: trava-se luta feroz entre os participantes da lista tríplice.

O MENSALÃO DO PT
E O CARTELÃO DO PSDB

Esse escândalo que atinge de forma assombrosa o PSDB de São Paulo, há quase 20 anos dominando o governo do Estado, terá, o-b-r-i-g-a-t-o-r-i-a-m-e-n-t-e, influência na retomada do julgamento. O MENSALÃO do PT movimentou misérias. E quem recebeu mais (e no exterior) foi o publicitário Duda Mendonça, mais de 10 milhões. Mas esse miliardário, que prestou serviço aqui e recebeu lá fora, ABSOLVIDO.

Já no CARTELÃO, os números trafegam na casa dos bilhões e bilhões. E Geraldo Alckmin, que ocupava o governo (Covas morrendo, se licenciaria, morreria logo depois), diz: “Não me lembro de nada, não autorizei nenhum cartel”. Ora, se ele era o vice no cargo, e como a grande privilegiada, a Siemens, diz que foi AUTORIZADA a promover a CARTELIZAÇÃO, quem autorizou?

E o próprio filho de Mario Covas, que não defende o pai? O único desses “grandes” do PSDB paulista que não tinha nada a ver com, a CARTELIZAÇÃO? O filho de Covas foi muito acusado de corrupção com o pai ainda vivo. Não pode sair em defesa do pai, seu passado pode condená-lo.

Essa CARTELIZAÇÃO vai se confrontar com o MENSALÃO, dependendo da velocidade. O MENSALÃO já em julgamento. A CARTELIZAÇÃO, sendo investigada. Dois grandes assuntos para serem discutidos pelo povo nas ruas.

OBAMA CANCELA
VISITA À RÚSSIA

Os presidente Obama e Putin tinham encontro marcado há tempos, na Rússia. Putin esteve nos EUA, conversa agradável. Como foi antes do episódio (vergonhoso para Obama e os EUA) do agente Snowden, marcaram que, como reciprocidade, Obama iria à Rússia em 20 de setembro.

Depois de tudo o que aconteceu com Putin dando asilo ao agente americano, o encontro, em vez de reciprocidade, passou a ser de represália.  Comentei aqui, no dia da concessão do asilo: “Obama ficou em situação insustentável: não pode fazer a viagem e não pode cancelá-la”. Ontem, Obama resolveu não ir. O negro esperança cada vez se desmoraliza mais.

A TENTATIVA DE COMPRA
DO NEW YORK TIMES

Quando soube da venda do Washington Post, numa negociação fulminante e preço baixíssimo, lembrei de um grupo que pretendia comprar o jornal de Nova Iorque, um dos maiores do mundo. O neto do fundador, então diretor-proprietário do jornal, se formara em Jornalismo em Harvard. Ficou muito amigo de um outro aluno, que se formou em Direito.

Continuavam se encontrando, um dia telefonou para almoçarem. Ressalvou: “Só que desta vez tenho uma agenda”. No almoço, contou: “Fui procurado, me pediram para perguntar se você tem interesse em vender o jornal”.

Resposta tranquila e imediata: “Nunca pensei nisso, mas no capitalismo não existe nada impossível”. O amigo, então, eufórico: “Você admite conversar?”. Nova resposta do diretor-proprietário do jornal: “Podemos conversar, começando a partir de um bilhão de dólares. O resto, bens móveis e imóveis, edifícios, carros, quase 300 correspondentes no mundo todo, acertamos facilmente”.

O amigo, decepcionado, contraditou: “Começando em 1 bilhão de dólares é impossível”. Resposta: “Os seus amigos devem ser muito ricos, podem lançar um jornal ali na esquina, mas não com o título de New York Times”. Lógico, o negócio não foi feito. Quem me contou isso, um brasileiro, colega dos dois na turma de Harvard. Só pediu sigilo, que mantenho, obviamente.

AINDA SOBRE O
WASHINGTON POST

Ontem falei sobre o preço baixíssimo da venda do jornal, 250 milhões de dólares. Agora, dados financeiros rigorosamente verdadeiros, que confirmam a informação deste repórter. Em 2012, o jornal faturou 5 bilhões de dólares, com lucro líquido de 156 milhões. Portanto, vendendo por 250 milhões, a família proprietária revelou incompetência colossal. E não apenas jornalística. Vender por 250 milhões de dólares um jornal que, limpíssimo, rende 156 milhões por ano, que maravilha viver. Para quem comprou.

A INTERPRETAÇÃO
DE UMA CONDENAÇÃO

O americano Ariel de Castro, que sequestrou 3 mulheres durante 10 anos, foi julgado. Logicamente condenado, ninguém esperava outra coisa. Abandonada, por acordo, a pena de morte, as apostas de todos iam para a prisão perpétua, sem condicional.

Que foi o que acontece. Mas como a juíza queria dar um sentido especial ao fato, decidiu: “Perpétua, sem condicional, e mais mil anos de cadeia”. É evidente que surpreendeu a todos.

Quem quiser pode opinar e analisar a sentença, dizer qual a influência que ter. Para mim, lembra Hitler e sua afirmação, “criaremos o Reich dos mil anos”. Embora este tenha sido um crime que atingiu o mundo, e o sequestrador mais ou menos individual, a atrocidade tem total semelhança.

GABEIRA SENADOR

Tem sido convidado com insistência, por vários partidos, a se candidatar a governador do Estado do Rio. Sabiamente, tem recusado. Agora, se abre uma nova possibilidade (não conversei com ele) com a impopularidade de Cabral e a constatação da verdadeira personalidade dele.

O sonho de ser embaixador na França e voltar no fim de 2016 ou início de 2017, se diluiu. É lógico que Dona Dilma não vai nomeá-lo. Apesar de ter apenas uma vaga no Senado, Cabral admite disputar. Aí, Gabeira teria chances reais de se eleger. O novo programa de televisão vai ajudar.

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PS – Meus aplausos e parabéns a todos ( são muitos) que não esqueceram do massacre nuclear de Hiroshima e Nagasaki. Comovido, 68 anos depois, relembro o que a humanidade presenciou, centenas de milhares como vítimas, milhões, de longe como personagens e assistentes, estarrecidos.

PS2 – Tudo começou com a injustiça do destino, que não deixou o presidente Roosevelt assistir ao fim da guerra. Assumindo o quarto mandato em abril de 1945, morreu poucos dias depois, e poucos dias antes de acabar a Segunda Guerra Mundial, em 8 de maio de 1945.

PS3 – Roosevelt não teria jogado aquelas bombas que destruíram a vida de centenas de milhares de tantos que ainda nascem deformados e inutilizados. E acabaram com a credibilidade de tantos governantes.

PS4 – Roosevelt foi o ganhador da guerra. Lógico, Churchill e Stalin tiveram grande importância. Só que Churchill, altamente conservador, não admitia conversar com Stalin. Este, comunista, não tinha a menor confiança em Churchill.

PS5 – Pois Roosevelt juntou os dois nos encontros de Teerã e Ialta. E sem a liderança de Churchill e os exércitos de Stalin, Hitler não teria sido massacrado como foi. (Sem esquecer a “segunda frente” do exército dos EUA).

PS6 – A injustiça da morte do gigante estadista Roosevelt e a posse do pigmeu Truman, não estaríamos lamentando até agora, 68 anos depois, a calamidade inesquecível. Truman, odiento e ciumento, queria ficar para sempre no Poder.

PS7 – Detestava o general MacArthur, acreditava que em 1952 fosse derrotado por ele. Em 1950 chamou-o a Washington. O general foi (não podia deixar de ir), em Nova Iorque teve recepção colossal. Superando a chegada do heróico coronel Lindbergh, que num aviãozinho apelidado de “casca de noz”, tão pequeno que era, pela primeira vez atravessou o Atlântico em 36 horas, de Nova Iorque a Paris.

PS8 – MacArthur foi para Washington no trem dos congressistas, 7 horas de Nova Iorque a capital, sem um balanço, dormindo maravilhosamente. Direto para a Casa Branca, sendo recebido imediatamente por Truman.

PS9 – Tentando ser simpático, o presidente falou: “Pode sentar”. E o general, sem a menor hesitação: “Presidente, o que vou dizer é rápido. O senhor me chamou porque considera que eu sou candidato a presidente. Está muito enganado, quem vai derrotá-lo é o general Eisenhower”. Fez um gesto com a mão e se retirou.

PS10 – Grande estrategista militar, MacArthur mostrou que também conhecia política eleitoral. Eisenhower foi candidato e derrotou Truman. O general ficou 8 anos, pela emenda 24 não podia tentar o terceiro mandato, as eleições não eram mais ininterruptas.

PS11 – Apoiou seu vice, Richard Nixon, que perdeu para Kennedy. Mas se elegeria em 1968, reeleito em 1972 e tendo de renunciar em 1974 para não sofrer o impeachment. (Mas aí já é outra história).

PS12 – No final do mandato, o presidente Eisenhower pronunciou a frase importante, acho que falou ingenuamente: “Os EUA são o maior complexo industrial militar do mundo”. Publiquei em 1960, ainda no Diário de Notícias. Agradeço pela republicação aqui, agora. Afinal, para quem vive tanto, 53 anos não é tão longe assim.

PS13 – Por causa de Hiroshima e Nagazaki, um dias perguntaram a Einstein: “A Terceira Guerra Mundial será nuclear?”.

PS14 – Einstein, com total conhecimento, respondeu: “Se houver essa guerra nuclear, a quarta será travada com paus e pedras, é o que sobrará”.

 

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30 thoughts on “Antes do Washington Post, tentaram comprar o New York Times. Tantos que aqui lembraram Hiroshima e Nagasaki, comovente mas obrigatória a recordação. Vai longe, muito longe, esse escândalo de bilhões em trens, metrôs, concorrência e licitações fraudradas. Como é a réplica do PSDB no MENSALÃO do PT, pode ser indicada como CARTELÃO. Gabeira pode ser senador.

  1. A Dra. Maria Lúcia Fatorelli nos informa que a partir das bombas de Nagasaki e Iroshima, mais de 100 países aderiram à paridade dolar/ouro estabelecida em Bretton Woods. Em 1971, Nixon deu o grande calote mundial anunciando o fim da paridade. E ai, é colocar a maquininha pra rodar e imprimir verdinhas à vontade. Na última derrota do mercado norteamericano, a grande bolha imobiliária, “injetaram” 16 trilhões de dólares para salvar o sistema financeiro. Há controvérsias (royalties para o grande Francisco Milani). Existe um estudo de William Black em que diz ter sido 29 trilhões de dólares o valor injetado.

  2. Ter sido lembrado o Apocalipse que a primeira bomba atômica ocasionou de mortes e destruição em Hiroshima e, três dias depois, em Nagasáqui, em 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente, seria uma injustiça para outras batalhas que ceifaram muito mais vidas nesta mesma guerra que durou seis anos.
    O que diferencia a tragédia japonesa desses combates foi a surpresa, o ato covarde de não ter sido feita a demonstração antes de jogá-la em idosos, mulheres e crianças.
    E o mesmo ato escabroso se repetindo imediatamente em outra cidade do Japão.
    Ainda bem que, em seguida, outras nações a desenvolveram para que houvesse um equilíbrio de armas que teriam o poder de dizimar nações inteiras e aquietaram os americanos. Por outro lado, o mundo se tornou muito mais frágil e dependente de homens que precisam manter-se distantes dos botões que acionados redundariam no fim da Humanidade.
    Enfim, vivemos sentados em barrís de pólvora, e o passatempo principal é acender cigarros e charutos em cima deles!

  3. NOVO JULGAMENTO DO MENSALÃO? E O ANTERIROR FOI ANULADO? SE NÃO FOI, SÓ NOS RESTA UMA ALTERNATIVA. MANDAR OS CONDENADOS PARA A CADEIA! COMO DISSE O PRÓRIO
    JOAQUIM. TUDO ISSO É PROTELATÓRIO.

    COMO DIZIA O FILÓSOFO ROMENO ANDREY PLESHU! POR ESSA E OUTRAS É QUE: “NO BRASIL NINGUÉM TEM OBRIGAÇÃO DE SER NORMAL”.

  4. MINHA OPINIÃO PESSOAL:
    Acho que não se pode afirmar com certeza absoluta que o Roosevelt não ordenaria os EUA a jogar bombas atômicas no Japão. Dependeria das circunstâncias.
    Não acho, tenho 100% de certeza, que se o Japão tivessem Bombas Atômicas também jogaria em cidades americanas e talvez até mais que duas.

  5. SOBRE HARRY TRUMAN NÃO CUSTA RELEMBRAR:
    “Estamos em plena Guerra da Coréia.
    As relações entre o presidente Harry Truman, dos Estados Unidos, e o general MacArthur, comandante supremo das forças da ONU no Extremo Oriente, estão longe de ser cordiais.
    MacArthur porta-se como um rei, quer seguir a sua política, ignora o “homenzinho” da Casa Branca.
    Um encontro é então combinado entre os dois, para acertar as divergências.
    MacArthur recusa-se a vir até Washington;
    Truman julga impossível ir até Tóquio.
    Estabelece-se um lugar mais ou menos a meio caminho, na ilha de Guam. Ali os dois poderão conversar, sem “perda de face” para nenhum deles.
    O avião de MacArthur chega primeiro, mas não pousa imediatamente. Fica rodando sobre o campo. O general não quer estar em terra, à espera do presidente. Prefere que o contrário aconteça.
    O avião de Truman aparece, percebe a situação, ordena ao de MacArthur que desça. No campo, o general vai para a sala de estar do aeroporto. Não fica na pista juntamente com as demais autoridades, aguardando o aparelho presidencial que acaba de aterrissar. Mas Truman não sai. Manda dizer que só descerá do avião quando MacArthur estiver de pé, na fila embaixo da escada, para cumprimentá-lo.
    No dia seguinte é o encontro. MacArthur chega quarenta minutos atrasado. Agora entra na sala, e os dois homens estão cara a cara: o herói da guerra do Pacífico contra os japoneses, depois comandante das forças de ocupação do Japão, no presente liderando as tropas que, sob a bandeira da ONU, lutam pela independência da Coréia do Sul. Orgulhoso, com enorme prestígio popular e político nos Estados Unidos, coberto de condecorações, habituado a comandar.
    Em frente dele, o presidente americano, “ex-proprietário de uma loja de artigos para homens, no Missouri, ex-senador, ex-vice-presidente chegado à Casa Branca por morte do grande Franklin Roosevelt”.
    Truman é o primeiro a falar. Ele diz simplesmente: – General, pouco me importa o que o senhor pensa do indivíduo Harry S. Truman. Mas foi a última vez que o senhor fez o presidente dos Estados Unidos, seu comandante-chefe, esperar. Fui bem claro?
    MacArthur não teve alternativa senão perfilar-se e murmurar: – Sim, senhor.
    Não muito depois, Truman o demitiria sumariamente do seu comando, apesar de todas as medalhas e de toda a pose do general, apesar da exploração política que os oposicionistas republicanos fizeram em torno do caso.
    A importância do episódio está em dramatizar um dos traços dominantes – talvez o traço dominante – da personalidade de Harry S. Trumano: a coragem.
    A decisão de enfrentar a arrogância de MacArthur, aceitando os riscos políticos nela implícitos, é apenas uma amostra, e não das mais expressivas, do que era capaz o “homenzinho do Missouri”.”
    .
    Pois é, um homenzinho corajoso

  6. Esquema de corrupção da Siemens não tem partido. Quem tem é o Cade.
    Da coluna de Merval Pereira, em O Globo:
    Há, aliás, indicações claras de que o acordo de leniência entre a Siemens e o Cade se destinava a investigar as ações daquela empresa na formação de cartel “no Brasil” todo.

    Não há explicações para o fato de a investigação estar limitada a São Paulo e ao Distrito Federal, quando os diretores da Siemens citam contratos de orem e metrô em sete estados. Em cinco deles, a empresa responsável é a estatal federal Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). São citados contratos da CBTU que foram vítimas do cartel em Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Belo Horizonte.

    O PSDB considera que ao escolher dois estados governados por partidos de oposição (PSDB em São Paulo e DEM no Distrito Federal na época) para investigar, o CADE assumiu um viés político. Outro fato importante é que pessoas que tiveram acesso às mais de 1.500 páginas do inquérito garantem que os documentos, depoimentos e trocas de e-mails de executivos da Siemens em poder do CADE não citam uma única vez o PSDB e o governador Geraldo Alckmin.

    Os delatores premiados da empresa também não citam nominalmente em nenhum momento os funcionários públicos da CPTM ou do Metrô como praticantes de atos ilícitos como recebimento de propinas e comissões em licitações públicas. Como o CADE cuida apenas da parte referente à tentativa de neutralizar a competição nas licitações públicas, outras investigações do Ministério Público e da Polícia Federal revelarão mais detalhes da formação do cartel, que a Siemens praticou em mais de uma centena de países.

    Comentário do Coronel:
    O que a Siemens vai ganhar do PT para jogar lama em cima do PSDB? O trem-bala? Algumas usinas? Qual a jogada dos alemães?

    Até as crianças sabem da íntima ligação do PT e de Lula com a Siemens. A conta está sendo paga.

  7. O grande físico da medicina, o medico Dr. Silva Mello, denunciou em Guarapari – Maravilhas da Natureza a exploração clandestina e contrabandeada das areias monazíticas e sua utilização industrial no estrangeiro, propugnando na decada de 50 a defesa nacional da monazítica, do ferro, das jazidas radioativas, lastimou a existência de brasileiros entreguistas que admitem a remessa forânea do tório e do urânio, ou seja, o assalto às substâncias radioativas do nosso solo. Acusou o escândalo de ter saído do Brasil, entre os anos de 1942 e 1949, ou senão antes, a quantidade de 10.500 toneladas de areias monazíticas para os Estados Unidos. É possivel que o material radioativo da bomba atômica lançada em Hiroshima tenha vindo, pelo menos em parte, das areias monazíticas de Guarapari no Espírito Santo.

  8. O sr Obama, ou é um imbecil arrogante e tal ou prevalece aquela velha teoria.

    Nos Estados Unidos os presidentes mandam até não incomodar o poder oculto que realmente decide a política americana.

    Dispensa-se detalhes.

  9. Sr Joao, não se discute aqui os “ses” e os “achos”.

    Aqui está em pauta um fato histórico real e infelizmente IRRACIONAL.

    Por muito menos, alguns assassinos são julgados como criminosos de guerra. Naturalmente leva-se em conta de que lado este assassino esteve.

    Enfim como disse são fatos incontestáveis.

  10. Hélio, sabes que ideológicamente estou anos-luz longe do PT-PSDB. Mas, uma pergunta se impõe: Porque próximo de eleições aparecem acusações contra o PSDB, incluindo dossiê com milhões de dinheiro, incendios, revolta??? de bandidos do PCC,Comando Vermelho, incêndios de carros e ônibus e agora incêndios em reservas ecológicas justamente em estados governados por adversários do PSDB? Como sobremesa “os camisas e mascáras negras”, chamados de vândalos, na realidade TERRORISTAS, que usando o pretexto do protesto legítimo, aterrorizam a população? Tem mais, dizem que o mensalão já está decidido: todos serão absolvidos, garante o general Barroso, general não o ministro Barroso amiguinho de Sérgio Cabral. E o povo continua pastando na “pradaria humana”(quem disse isso?).

  11. …”O MENSALÃO do PT movimentou misérias”. Entreouvido de um assessor de um presidente de uma multinacional há algunas anos:”É comparar gangsters com trombadinhas.”

  12. Caro Jornalista Hélio Fernandes,
    Sua coluna de hoje, como a de ontem, impecável.
    Como sua credibilidade eh enorme, precisa voltar ao tema da sonegação fiscal, a mãe de todas as corrupções, e sua conseqüência inevitável: remessa ilegal de dinheiro para os paraísos fiscais, essas famigeradas lavanderias internacionais.

  13. Origem das coisas erradas

    …“Esse escândalo que atinge de forma assombrosa o PSDB de São Paulo, há quase 20 anos dominando o governo do Estado, terá, o-b-r-i-g-a-t-o-r-i-a-m-e-n-t-e, influência na retomada do julgamento. O MENSALÃO do PT movimentou misérias.”…

    …“Já no CARTELÃO, os números trafegam na casa dos bilhões e bilhões. E Geraldo Alckmin, que ocupava o governo (Covas morrendo, se licenciaria, morreria logo depois), diz: “Não me lembro de nada, não autorizei nenhum cartel”. Ora, se ele era o vice no cargo, e como a grande privilegiada, a Siemens, diz que foi AUTORIZADA a promover a CARTELIZAÇÃO, quem autorizou?”…

    Toda as sujeiras que conseguem chegar a público (poucas), causam escândalos. Aqui no Brasil, a exemplo das outras nações, não poderia ser diferente. Em qualquer nação de gestão capitalista, democracia ou ditadura, o combate a corrupção é coisa muito, muito complicada – quase impossível. Gigantesca grana do povo sai pelo ralo da corrupção, para enriquecimento das poderosas elites.

    A própria essência do capitalismo, já é desonesta. Cria clima para diversos e impensáveis tipos de coisas erradas. No sistema capitalista, o responsável pela produção de todas riquezas – o trabalhador – fica com quase nada da riqueza produzida (exceção para classes especializadas e privilegiadas de trabalhadores), escandalosamente acumulada nas mãos dos donos dos meios de produção (empresários e comerciantes) e do capital (bancos). Vai daí, as gigantescas acumulações de riquezas em mãos de poucos, fazendo numa ponta os ricos, milionário e bilionários, e na outra ponta os excluídos, miseráveis, produzindo as favelas, violências diversas, revoltas e guerras. Simples de ser compreendido.

    Com um sistema de base desonesta, tentar governar longe da roubalheira e da trapaça, é tarefa infernal, altamente desgastante e tumultuada. A presidente Dilma Rousseff, mulher honesta, paga alto preço por ser uma estranha no ninho da roubalheira, quase que ampla e geral, desde há séculos. Haja forças e energias para continuar governando em semelhantes condições, tendo que negociar com poderosos bandidos, quase que o tempo todo.

    Nesse arquitetura econômica de perversa natureza, a China, esperta demais, tira grandes proveitos do que é bom do sistema capitalista, somando aos grandes proveitos do que é bom do sistema socialista. Por isso mesmo, a cada dia fica mais forte, desenvolvida e poderosa. Quando pegam um traidor da Pátria ou um grande corrupto, fuzilam mesmo. Para maior humilhação, a família tem que pegar a fila do banco pra pagar os centavos da bala utilizada. Mas, essa violência não está isolada e solta. Esta inserida num sofisticado sistema de rígida e competente gestão, que sempre priorizou os meios de produção, saúde, educação, ciência, tecnologia, bem como, a importante defesa.

  14. Como são incongruentes os partidários do PSDB: para eles, a corrupção monumental dos governos do PSDB deve ser jogada para debaixo do tapete.
    Hélio, parabéns pela correta interpretação dos fatos.
    Eh inaceitável que cidadãos inocentes sejam condenados apenas por serem do PT.

  15. Hélio, cada dia escreves melhor. Acho que devias fazer como Carlos Lacerda que deu um depoimento para jornalistas de sua confiança. Depois de alguns anos fizeram um livro que mostrou muita coisa que o discutido jornalista e político pensava e fez. Lembrando ainda que Lacerda teve atuação destacada, em quase todos os acontecimentos de 1932/1968.

  16. Sr. David, não estranhei a tua crítica à minha opinião exposta aqui. Só queria saber por que o senhor me diz no seu comentário que AQUI…
    Como assim AQUI?
    AQUI é de tua propriedade? O HF e o CN te autorizou à impor como eu devo pensar e escrever?
    Tem alguma regra dizendo que AQUI não se usa “e se ou eu acho”?

  17. Executivo afirma que Serra sugeriu acordo em licitação
    FLÁVIO FERREIRA
    DE SÃO PAULO
    CATIA SEABRA
    JULIANNA SOFIA
    DE BRASÍLIA

    Ouvir o texto
    O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) sugeriu à multinacional alemã Siemens um acordo em 2008 para evitar que uma disputa empresarial travasse uma licitação da CPTM, de acordo com um e-mail enviado por um executivo da Siemens a seus superiores na época.

    A mensagem relata uma conversa que um diretor da Siemens, Nelson Branco Marchetti, diz ter mantido com Serra e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda.

    Outro lado: Ex-governador nega encontro com executivo
    Ministério Público quer dados do Cade sobre o metrô do DF

    Na época, a Siemens disputava com a espanhola CAF uma licitação milionária aberta pela CPTM para aquisição de 40 novos trens, e ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência se não saísse vitoriosa.

    A Siemens apresentou a segunda melhor proposta da licitação, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival espanhola, que apresentara a proposta com preço mais baixo.

    De acordo com a mensagem do executivo da Siemens, Serra avisou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella “considerariam” outras soluções para evitar que a disputa empresarial provocasse atraso na entrega dos trens.

    Segundo o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato, o equivalente a 12 dos 40 trens previstos. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens componentes dos trens.

    Serra disse à Folha que não se encontrou com executivos das empresas interessadas no contrato da CPTM e afirmou que a licitação foi limpa, com vitória da empresa que ofereceu menor preço.

    O ex-secretário Portella disse que as acusações são absurdas e que não houve irregularidades na licitação.

    O e-mail examinado pela Folha faz parte da vasta documentação recolhida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça, na investigação aberta para examinar a prática de cartel em licitações da CPTM e do Metrô de São Paulo de 1998 a 2008.

  18. VERÍSSIMO: PELA 1ª VEZ, A IMPRENSA NÃO TEM DOIS SISTEMAS MÉTRICOS
    :
    Escritor se surpreende com repercussão do caso do propinoduto tucano em São Paulo na grande imprensa, história que desconfiou que iria para o mesmo “pântano silencioso” que engoliu, por exemplo, o mensalão de Minas; “Já se começava a desconfiar que o Brasil, onde inventam tanta novidade, tinha adotado, definitivamente, dois sistemas métricos diferentes”, escreve Luís Fernando Veríssimo
    8 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 10:50

    247 – A repercussão na grande imprensa do caso de cartel e superfaturamento nas obras do metrô e trens em São Paulo, envolvendo políticos do PSDB, surpreendeu o escritor e jornalista Luís Fernando Veríssimo. Em sua coluna no jornal O Globo desta quinta-feira 8, ele admite que, quando viu a capa da revista IstoÉ, achou que a história iria para um “pântano silencioso”. Mas pela primeira vez, parece que a mídia não tem adotado dois sistemas métricos diferentes.

    Leia seu artigo:

    Lóbi irresistível

    Devo um pedido de desculpas à grande imprensa nacional. Me desculpe, grande imprensa nacional. Quando li a matéria da “IstoÉ” sobre o cartel consentido formado em São Paulo para a construção de linhas de trem e metrô sob sucessivos governos do PSDB e as suspeitas de um propinoduto favorecendo o partido, comentei com meus botões (que não responderam porque não falam com qualquer um): essa história vai para o mesmo pântano silencioso que já engoliu, sem deixar vestígios, a história do mensalão de Minas, precursor do mensalão do PT. E não é que eu estava enganado? A matéria vem repercutindo em toda a grande imprensa. Com variáveis graus de intensidade, é verdade, em relação ao tamanho do escândalo, mas repercutindo. Viva, pois, a nossa grande imprensa. Já se começava a desconfiar que o Brasil, onde inventam tanta novidade, tinha adotado, definitivamente, dois sistemas métricos diferentes.

    A propósito, ou mais ou menos a propósito, li na revista “The Nation” que só a Associação de Banqueiros Americanos tem noventa e um lobistas em Washington defendendo os interesses dos bancos e lutando para revogar a regulamentação do setor aprovada no Congresso, recentemente. Isto sem falar em outras associações de banqueiros e nos próprios gigantes financeiros, como o Goldman Sachs (cinquenta e um lobistas) e o JP Morgan (sessenta lobistas). O cálculo é que existam seis lobistas do sistema financeiro para cada congressista americano. Os bancos querem derrotar a regulamentação e evitar as reformas para continuar as práticas, vizinhas do estelionato, que provocaram a grande crise de 2008 e continuam a lhes dar lucros obscenos enquanto o resto da economia derrapa. O lóbi é uma atividade legítima, ou ao menos uma deformação legitimada pelo uso. A questão é saber quando a presença de mil e tantos lobistas em torno de um Congresso deixa de ser uma pressão e se transforma num cerco. E como se pode falar em democracia representativa quando o poder do voto é substituído pelo poder de persuasão de seis lobistas, três em cada ouvido, prometendo presentinhos para a patroa?

    O que tudo isso tem a ver com o cartel em São Paulo? Nada, a não ser que, talvez, sirva de consolo para quem sucumbiu ao encanto de muito dinheiro, levado pelo lóbi mais irresistível que existe, o da cobiça. Mesmo sendo daquele tipo de pessoa sobre o qual não se pode dizer que também é corrupto sem ouvir um “Quem diria…”

  19. Uma correção ao artigo do Luis Fernando Veríssimo, segundo o comentarista Vingador, comentado essa matéria no site do Brasil 247:

    Vingador 8.08.2013 às 15:35
    CORRIGINDO: Caro Veríssimo. O sistema métrico continua injusto. Você disse o “mensalão de Minas”. Veja bem, o “mensalão de minas”. Quando é do PT dizem o mensalão do PT, quando é dos tucanos, os senhores dizem mensalão de Minas. Aliás, digo eu, o suposto “mensalão” do PT nasceu em Minas com o Marcos Valério que é de Minas e, o precursor deste mensalão foi o senador Eduardo Azeredo PSDB─Minas. O mais crítico é que, o mensalão do PSDB ou tucano é anterior ao do PT. O mensalão do PT não foi desmembrado. Já no caso do mensalão tucano ou do PSDB e não de “minas”, este foi desmembrado e, só o senador Azeredo teve fórum especial por imunidade parlamentar. Os outros acusados na mesma ação do Azeredo foram para as varas comuns. O que não aconteceu com os envolvidos na Ação 470 (mensalão) o processo não foi desmembrado. Como a gente pode ver, nem na justiça o sistema métrico é igual. Quando é contra o PT vale tudo. Vejam o caso do diretores de Marketing do Banco do Brasil, que assinavam documentos com o petista Henrique Pizzolato condenado injustamente pelo STF por diversos crimes. Pizzolato foi arrolado na Ação 470, já os outros diretores indicados na época pelo governo FHC tiveram outro destino, respondem em processo separado em varas comuns. Neste caso, este processo está protegido por “segredo de justiça”. Parem, parem o mundo que eu quero descer!

  20. PT e Siemens AG ( ou seria Siemens PT ? ) querem transformar o Zé Serra em Zé Dirceu. Custe o que custar ( e vai custar caro aos cofres públicos)….Deveriam transformar o Zé Serra em Lulla, pois Zé Dirceu é um bandido que não chegou à presidência. Já o Lulla…..

  21. Sr. Helio Fernandes,
    Se tivesse que optar entre os milhares de mortos
    americanos, no caso de uma invasão do território do
    Japão, dispondo de bomba atômica, o Sr.deixaria de
    usá-la.

  22. TIM MAIA DIZIA.

    Este país não pode da certo.

    Aqui prostituta apaixona-se por seu cliente

    Cafetão tem ciúme

    Traficante se vicia

    Pobre e da direita

    Parmentar condenado não perde o mandato

    Juíz corruptos é aposentado forçadamente com salário integral.

    Ministros corruptos de cortes superiores só são investigado se o crime for de pedófelia.

  23. Sr João, tens razao realmente me expressei mal.

    Qdo disse aqui(erro meu), o que realmente quis dizer era que estávamos comentando e dando nossas opiniões sobre a matéria publica. Longe de mim querer impor idéias.

    Tambem não sou proprietário deste importante Blog, mas com certeza em sendo ele público, “SOMOS TODOS DONOS”.

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