Antes que as coisas piorem, é preciso privatizar as estatais (estrangeiras) que exploram o Brasil

TRIBUNA DA INTERNET | Tremenda contradição! Para privatizar a Eletrobrás, governo quer criar mais uma estatal

Charge do Nani (nanihumor.com)

Rubem Gonzalez
Do Facebook

A Enel é uma estatal, uma empresa de distribuição de energia elétrica que pertence ao estado, mas não ao estado brasileiro, ela pertence ao atrasado e retrógrado estado italiano, ela vem ao terceiro mundo garimpar dinheiro na nossa modernidade, afinal é só ver a quantidade de favelas e comunidades que existem na Itália, em contraponto a sociedade brasileira, tão rica e justa…

Aqui colocaram na cabeça do povo que o que pertence ao estado é ruim, não presta, quem ali trabalha é um parasita e o fato de funcionários de estatais terem um tratamento mais justo, ganharem um salário mais próximo à dignidade humana, criou no Brasil e no brasileiro um ponto interessante de inflexão na mente de sua população.

SATANIZAÇÃO – Criou-se aqui no inconsciente coletivo que trabalhar numa empresa, receber um salário mais justo, ter direitos trabalhistas, assistência médica e um tratamento digno é algo a ser destruído, ao invés de equiparar todo o trabalhador a esse patamar aqui o modelo neoliberal optou por satanizar o funcionário de estatal e o funcionário público.

Aqui, ao invés de se pregar que o funcionário de uma estatal recebe um tratamento mais digno, e portanto, os empregadores dos demais trabalhadores também podem chegar a esse patamar, optou se por satanizá-los, a opção foi que devemos retirar desses brasileiros os seus direitos e assim nivelar por baixo a todos.

Essa é só a página do tratamento dispensado aos funcionários, como uma estatal trata seus empregados, mesmo tendo lucro, e como a iniciativa privada trata os seus, ainda não chegamos no capítulo preço cobrado e o tratamento dispensado ao usuário.

ESTATAL ITALIANA – Voltando a vaca fria, a ENEL é uma estatal italiana, que trata seus empregados de lá da Itália com todo o zelo e que vem aqui no Brasil explorar grana fácil, pagar salários aviltantes, prestar um serviço de péssima qualidade e por último, graças ao fato de dominar muito bem os esgotos do legislativo/judiciário brasileiro, fazer o que bem entende.

Essa empresa é talvez a quarta ou quinta empresa “privada” que explora a distribuição de energia elétrica no estado do Rio de Janeiro, depois que a excelente estatal CERJ foi doada no governo tungano do Marcelo Alencar e seus filhos roedores, e o povo do interior e grande Rio nunca mais tiveram paz, essas empresas mudam de dono mas seus esquemas de impunidade jurídica vem no pacote.

Em comum todas elas tem o fato que nunca estenderam uma malha de distribuição, jamais criaram nada, todo esse investimento foi do estado, receberam tudo de mão beijada, contanto que mantivessem seus esquemas de corrupção dos três poderes azeitados.

MULTA MILIONÁRIAS – A última dessa gangue que atende pelo nome de ENEL, como falei, estatal para europeus e privada para os brasileiros, foi simplesmente distribuir multas milionárias de forma aleatória, sem perícia técnica, sem processos abertos para centenas de milhares de contribuintes /patos do estado do Rio de Janeiro. Meu irmão, por exemplo, foi brindado com a cobrança da ninharia de 12 mil reais.

O critério de cobrança beira o surreal, é uma obra rodriguiana de ficção que custa a qualquer cidadão dotado de bom senso acreditar. Simplesmente eles alegam que acharam uma diferença de valores nos últimos três anos e emitem uma notificação extrajudicial com a cobrança dos valores arbitrados, e é isso aí mesmo e está acabado.

SERIAM ALGEMADOS – Num país mais ou menos sério o presidente, a diretoria e os gerentes dessa empresa sairiam todos algemados e a empresa perderia a concessão do serviço público imediatamente, porém estamos no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, e a chance disso acontecer aqui é zero, no máximo que o contribuinte-cidadão-otário vai conseguir aqui, depois de gastos, lutas e perda de tempo, é a dívida ser anulada, mas punição para a gangue que emite esses valores arbitrários não existe e nem existirá, afinal eles compraram a impunidade junto.

Esse é o modelo de terceirização brasileira, pega se uma estatal que presta um serviço de primeira necessidade ao povo, doa-se ela por inteiro a uma gangue estrangeira a troco de propinas, essa empresa sucateia os serviços, demite metade dos funcionários, triplica o preço do serviço e, não contente com isso, parte para a arbitrariedade unilateral.

O Brasil acabou, chegou no fundo do poço, ou recomeça do zero ou então é melhor fechar as portas de uma vez por todas.

(artigo enviado por Renato Galeno)

12 thoughts on “Antes que as coisas piorem, é preciso privatizar as estatais (estrangeiras) que exploram o Brasil

  1. Os americanos são cruéis para com as nações que tentam livrar-se das multinacionais e/ou base militares deles. Não logrando êxito, esgotadas todas as manobras para se enraizarem, os bandidos estadunidenses se retiram. Mas, antes, eles contaminam o solo e subsolo do país hospedeiro com materiais radioativos, venenos, bactérias etc.
    Outro tipo de sabotagem das abóboras do Tio Sam: se a empresa aqui for do setor automobilístico, ela passa a produzir veículos e, paripasso, deflagrar uma campanha sutil para destruir qualquer iniciativa nacional, de independência nesse argumento: se surgir uma empresa doméstica para produzir carro e/ou componentes, os gringos partem para comprá-la. Se for pensado qualquer programa que vá inibi a venda dos itens produzidos pela empresa ianque, logo será alvo de torpedeio. Um caso típico foi a campanha contra o projeto Calha-Norte: uma linha férrea dessa invergadura seria um desfalque enorme à indústria de automotores.
    Essas são táticas tão manjadas quanto o drible do Garrincha, ainda assim, os marcadores se deixavam enganar todas as vezes: Sempre que Empresas ou Tropas Estadunidenses são convidadas a baterem em retirada de um país, onde estão instalados, doenças estranhas começam a surgir e eliminar os moradores residentes na área desocupada pelos invasores indesejáveis!

    VEJA O EXEMPLO ABAIXO:

    O que os EUA fizeram com o Brasil, usando as areias radioativas de Guarapari – ES; o mesmo crime essa matriz do Neocolonialismo pode repetir na Base Aeroespacial de Alcântara – MA.
    Quem sabe se as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, não foram produzidas com matéria-prima made in Brazil?
    PRAIA da AREIA PRETA, a vez que os EUA EXPLORARAM O BRASIL:

    https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://m.youtube.com/watch%3Fv%3DKI5zSZ3xY8A&ved=2ahUKEwiU17XLxdfrAhXLIrkGHVFuAmkQwqsBMAB6BAgEEAM&usg=AOvVaw2lc3KyM6XKFQvYTQ1zCrez

  2. Bem isso. Vide o exemplo da reforma administrativa. A mídia vibra. Acontece o mesmo com o tema da privatização. Não importa se a empresa estatal é eficiente e lucrativa, o negócio é privatizar (ainda se fosse uma empresa privada nacional, mas não é o que acontece).

    Aí vêm as comparações: os salários pagos em estatais são maiores que os pagos na iniciativa privada.

    E o que dizer dos direitos sociais? Dizem que assim não dá, que os brasileiros têm direitos demais e que isso inibe os empregos. Pregam que o ideal é retirar tais direitos para aumentar a empregabilidade. Talvez os empregos informais sejam a meta para essa gente.

    O pior é que muita gente das camadas mais baixas cai nesse conto, acreditando que é isso mesmo. Que a meritocracia é a solução, desconhecendo que quem prega tal coisa, omite as condições de desigualdades existentes e que torna essa tese apenas mais uma ferramenta para tornar as coisas iguais.

  3. Bom dia , leitores (as):

    Senhor Rubem Gonzalez ( Do Facebook ) , Carlos Newton , Marcelo Copelli e Renato Galeno aqui em Manaus acontece a mesma coisa , pois o Governador Amazonino Mendes privatizou a CIA . COSAMA , inúmeras empresas públicas e estatais , entregando-as á um triunvirato , que se revezam e mudam o nome das empresas , gerando mais encargos para a população do ” Estado do Amazonas ” como um todo , com agravante de não investirem em melhorias , e ainda as saqueiam .

  4. Comentariozinho tendencioso este teu, carlop, e também mal escrito!

    Então 40% do funcionalismo é razoável e 60% só querem “mamar”.
    Interessante, mas deixaste de lado o poder que mais suga o leite da vaca, além de roubar-lhe até a ração, que é o legislativo, que ficou de fora, inexplicavelmente, do que afirmaste!

    Na esteira do que postaste, que sejam privatizados a educação, saúde e segurança, aliás, que se tire das mãos do Estado qualquer gasto com o povo.
    Para melhorar, mesmo, e em definitivo, o certo seria também acabar com os governos que temos, federal, estaduais e municipais.

    Governos para quê?
    Pior:
    para nos extorquirem dinheiro travestido em impostos, e terem vida nababesca?!

    Viva a anarquia!

    Só haveria o problema de desemprego para uma categoria que só existe no Brasil:
    os robôs perderiam a boquinha, a mamata!

  5. Os partidos políticos deviam ser a primeiro setor a ser privatizado. Acabar com o imoral “Fundo Partidário”, sustentado com o dinheiro de todo o povo brasileiro.

    Os partidos políticos devem ser sustentados por aqueles que acreditam em seus princípios e objetivos.

    Nada de liberal sustentar partido comunista: nada de comunista sustentar partido liberal. Cada um que sustente a sua preferência política.

  6. Paulo III

    Existe um livro de l958 com o Título O INQUERITO QUE ABALOU O BRASIL cujo autor foi o deputadol federal Dagoberto Sales. Nesse livro,foi relatado o roubo – isto mesmo, roubo – das areias monazíticas do ES, onde os navios dos USA enchiam seus porôes, alegando que era para fazer lastro.

    Estavam envolvidas muitas figuras ilustres: Juarez Tavora e Augusto Frederico Smith ( este ficou conhecido como O GORDINHO SINISTRO.

    O referido livro foi o resultado apurado numa CPI

  7. Excelente artigo Rubem Gonzalez. Precisamos acabar com esse complexo de vira-latas. Por que nivelar por baixo? As empresas privadas precisam melhorar os salários e benefícios de seus colaboradores igualando-os aos do serviço público e não o contrário.

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