Ao invés de reduzir salário do servidor, que tal acabar com as mordomias dos três Poderes?

Charge: Control S Comunicação

Vicente Limongi Netto

Aplaudo e endosso o expressivo artigo (Correio Braziliense-27/3) do presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), Petrus Elesbão, intitulado “Cada um por si e o Estado contra quase todos”, repudiando manobras sorrateiras e demagógicas de deputados contra servidores públicos. Elesbão salienta com rigorosa clareza: “Por que tirar dinheiro de quem consome para salvar quem produz? Certamente  será um suicídio econômico”.

Nessa linha, é lamentável que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dê asas a essa colossal pantomima. Tudo indica que deputados obscuros como Carlos Sampaio, Alexis Fonteyne (conselheiro do Vasco, coitado do Vascão!), Marcel Vanhattem e Ricardo Izar, entre outros medonhos criadores da indecorosa PEC, foram infectados pelo vírus da patetice, do cinismo, da demagogia e dos holofotes fáceis, diante da desastrada iniciativa que pretende diminuir salários de servidores para ajudar no combate ao coronavírus.

FAZER CARIDADE… – É bom os transloucados Sampaio, Izar, Alexis etc. consultarem um infectologista. Devem achar cômodo fazer caridade com o chapéu alheio.

Por ora, a vil iniciativa foi derrotada. A emenda do partido Novo (leia-se: dos banqueiros) foi retirada da pauta da votação do “Orçamento de Guerra”.  Seguramente permanecerá derrotada, porque vai na contramão da legalidade e do bom senso.

Magistrados de tribunais superiores e outras respeitadas entidades de classe, a exemplo do Sindilegis, seguramente não permitirão que o imoral, inconstitucional, inconsequente, inacreditável e raquítico projeto ganhe fôlego nem ultrapasse o portão da sensatez.

O caso da pandemia mostra que os servidores públicos têm  o respeito dos brasileiros. Trabalham com dedicação. Contribuem para o crescimento do país. Como a maioria dos brasileiros, os servidores têm compromissos, obrigações e boletos a pagar. Muitos contribuem nas despesas de saúde, educação e vestuário também de filhos e netos.

É um absurdo cortar salários de quem movimenta a economia. O saudoso Carlos Lacerda lembrava que servidor público não ganha eleição. Mas atrapalha bastante.

Nesse sentido, se o Executivo, Legislativo e Judiciário desejarem realmente ajudar no combate ao coronovírus, ao invés de reduzir salários de abnegados servidores, poderiam abater outras despesas. Exemplos: cortar 50% dos gastos dos Palácios da Alvorada, Planalto, Buriti e residências dos presidentes da Câmara e do Senado; suspender o cartão corporativo das autoridades; colocar na garagem carros oficiais de autoridades e servidores de elite dos três Poderes; suspender vôos da FAB para atender a imensa turma de folgados engravatados; e extinguir suspender, por fim, o auxílio-moradia e outros penduricalhos.

As sessões e deliberações estão sendo virtuais. Ninguém precisa vir a Brasília.

Concluindo, o senador Fernando Collor manifestou irrestrito apoio, no facebook e no instagram, ao movimento #todoscontraocorona para transformar o milionário Fundo Eleitoral e o orçamento impositivo em fundos para combater o coronavírus. Os servidores gostariam de saber a opinião dos notáveis deputado Carlos Sampaio, Ricardo Izar e outros do melancólico time, sobre tal iniciativa.

12 thoughts on “Ao invés de reduzir salário do servidor, que tal acabar com as mordomias dos três Poderes?

  1. Tem que fazer ambas as coisas. E tantas outras.
    Cirurgia bariátrica no paquiderme público.
    Se não for por acordo agora, será mais tarde na violência quando a pandemia for controlada e a economia explodir.
    Milhões ficarão meses sem renda. Pobres, autônomos, profissionais liberais e comerciantes classe média vão empobrecer nos próximos meses, além dos que perderão seus empregos na inciativa privada.
    Enquanto isso juízes com seus 40, 50 mil, acadêmicos com seus 20 e tantos mil, e centenas de funcionários dos 3 poderes que são melhor remunerados do que empregados similares nas empresas ficarão…mais ricos em relação ao restante da população. E na lógica implacável do mercado terão mais cacife para comprar imóveis, carros, bens destas mesmas pessoas que empobreceram. Fora os que já não tem quase nada e ficarão perdidos no meio da rua da amargura. Certamente dispostos a tudo.
    Um nome errado para quarentena acabou se mostrando muito real: DISTANCIAMENTO SOCIAL é o que estamos criando.

  2. Isto sim. Acabar com os benefícios, diretos e indiretos, benesses, etc.
    Por decreto da economia de guerra.
    Quota de representação, quota de gasolina, carro, limitar viagens, proibição de pagamento de plano de saúde.
    Enfim, tudo o que caracteriza salários e vantagens destes crápulas, em sua maioria.
    Há até plano de saúde vitalícios, para familiares.
    Acabar por decreto da economia de guerra, e quem quiser que vá para a justiça.
    Há ex- senadores e ex-deputados com plano de saúde até hoje.
    São uns canalhas. O crápula maior, o balofo Rodrigo Maia, se nega aprovar o fundo partidário para a saúde.
    É um acinte. Este imbecil tem que ser expulso daquela pocilga.

  3. “Ao invés de reduzir salário do servidor, que tal acabar com as mordomias dos três Poderes?”

    -E os que recebem acima do teto: boca de siri…

  4. O artigo em tela é oportuno, procedente, e é mais uma dos tantos já publicados na TI contrário às castas do judiciário e do legislativo, a respeito de suas mordomias, regalias, penduricalhos, privilégios e salários nababescos.

    Portanto, meu aplauso ao LImongi.

    Agora, por mais que escrevamos sobre essas diferenças inaceitáveis que os poderes se concederam, a verdade é que jamais pensaram em colaborar com o povo e pais, tanto em situações “normais” – apesar do aumento brutal da miséria e das pobreza – quanto esta, de pandemia, onde a humanidade não vivia esta crise desde a Gripe Espanhola.

    Nada é oferecido pelas duas castas em solidariedade aos que nada têm, e aos que nada terão em seguida, questão de dias.

    Os salários milionários, indenizações pessoais, auxílios pecuniários os mais variados e exóticos, planos de saúde e dentário em níveis da monarquia inglesa e árabe, carros, seguranças, auxílio moradia, aposentadorias especiais … um pacote que atinge 200 mil mensais, caracterizam os três poderes como inimigos do povo, e traidores do Brasil!

    O silêncio de ambos os poderes, nenhuma reação de solidariedade ao país diante da sua dificuldade de verbas comprova, indiscutivelmente, o espírito mercenário e e o desdém por esta nação continental.

    Se tanto escrevi a respeito da necessidade de se fechar o legislativo, de modo que as mudanças urgentes e fundamentais fossem feitas;
    da mesma forma, alterar o processo de escolha dos membros do STF, que sairia das mãos do presidente para um Plano de Carreira, e de magistrados concursados, nota-se agora o tempo e dinheiro que a população e país estão perdendo, então a falta dessas fortunas pagas por “trabalhos” jamais desempenhados, a não ser em benefício próprio!

    Ótimo que a TI poste artigos que se refiram a esses escândalos e exageros; diferenças e segregações, dos poderes para com os cidadãos.
    Mas não temos a força necessária para demovê-los de seus interesses e conveniências pessoais.

    Quem poderia nos auxiliar nesta tarefa de beneficiar a Pátria, encontra-se muito bem, recebendo soldos excelentes porque apenas meio turno de expediente, protegidos de quaisquer problemas, e também não se importando com o momento delicado que ora vivemos, que seriam os militares.

    Alheios há décadas das crises porque vivemos, como o golpe do Plano Cruzado;
    O confisco do dinheiro por parte de Collor;
    As doações de FHC de nossas estatais, incluindo pagar deputados que votassem na reeleição para presidente da República;
    Lula e seus roubos, começando com o mensalão;
    Dilma, que foi permissiva e negligente, ao liberar a Petrobrás para o PT e aliados se lambuzarem de tanto dinheiro roubado;
    Temer assumir, mesmo tendo sido comprovado que roubava a nação há 40 anos …

    Pois bem, se nessas situações delicadas que o Brasil sofreu, as FFAA não se envolveram, mesmo tendo a Constituição em seu favor, caso quisessem fazer algo para nos ajudar, evidentemente que, agora, muito menos!

    Então vemos Lula na Europa, passeando;
    Temer na Inglaterra, “palestrando” para os britânicos, que devem ter mesmo muito interesse no que dirá o nosso ex-vice, pois há uma identidade forte que os aproxima, a pirataria;
    E o nosso esquadrão sempre de prontidão para libertar os criminosos egressos de um dos poderes constituídos, o STF, Sistema de Transferência de Facínoras para a liberdade!

    Vamos e venhamos, esperar dessa gentalha o quê??!!

    É só insistirmos que diminuam seus proventos, que vão inventar uma indenização milionária que os beneficiem, alegando que correram riscos de vida, então precisam ter a devida compensação porque trabalharam incansavelmente para o bem do povo e do Brasil durante a pandemia!

    Alguém teria coragem de apostar comigo??!!

  5. Bendl, claro, não aposto. Mas os cretinos engravatados, também podem pegar o coronavírus. e as eleições estão perto. têm que cortar mesmo, na carne. mas, entre mortos e feridos, não se pode, numa democracia, podar-cortar-fechar um Poder representativo. Mal ou bem, representam a população. foram eleitos por ela. Grato pelo estímulo.

  6. Que precisamos reduzir salários de funcionários publicos ninguém tem dúvida.
    Ainda não podemos precisar quanto, mas não é difícil calcular.
    Basta pegar o PIB e ver com quanto por cento esses beneficiarios até então perpétuos colaboram. Creiam é bem pouco ou quase nada.
    Temos que pagar o justo e a redução é inadiável.
    Não há país que possa pagar aos seus servidores mais do que possamos produzir em riquezas.
    Não estamos nem falando da corrupção de muitos, da ineficiência de outros e da ausência de uma boa parte que não sabem nem onde é o seu posto de trabalho.
    Chegou a hora de fazer justiça ao povo brasileiro que bive na miséria para sustentar marajás de toda espécie.
    Os maus exemplos são muitos, só para falar dos ultimos governos de fhc a temer. Uma temeridade.
    Se não fizermos uma redução drástica nos custos de salários, benefícios e regalias incompatíveis com a realidade da nossa economia, caminharemos rumo ao desastre causado por péssima gestão do dinheiro publico produzido a sangre e lágrimas pelo povo brasileiro.
    Basta de luizes inacios, dilmas, fhcs, temeres e seus asseclas que seguindo o maus exemplos desses cretinos se arvoram em assaltar os recursos públicos.
    Nossa dívida só aumenta e nossas esperanças se esvaem diante do quadro que esses crápulas construiram, inclusive dando poderes aos gilmares, tofolis, mellos, lewanovskis e outros rábulas do STF.
    Nosso país tem saída mas para isso acabemos com as saúvas do dinheiro público.
    Busquemos o exemplo de homens públicos como Getúlio que terminou seu governo com bens pessoais bem menores que quando iniciou.
    Ser servidor público é ser como sacerdote, tem que ser obediente e fazer voto de pobreza. Nao precisa ser celibatário, e muito menos amantes pagas com o nosso dinheiro.

  7. Sou servidor e acho, sim, que exageros precisam ser cortados
    Como se justifica um país com salário mínimo de R$ 1.050,00 pagar a um servidor público (e incluído aqui juízes, desembargadores, promotores, procuradores, parlamentares qualquer que seja o ente) qualquer coisa acima de 20x esse valor.

    Na Europa, muitos países tem planos de cargos públicos com limitação já imposta por lei no sentido de que não deva ultrapassar um limitador considerando o valor do salário mínimo do país, no geral multiplicando por vinte

    Além disso, têm absurdas diferenças de salários entre federal, estadual e municipal de uma mesma categoria quando não haja complexidades envolvidas

    É também absurdo um servidor da Capital de uma região metropolitana ganhar menos do que um outro lá de Rio Branco e saber que este último município recebe altos repasses federais

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