Ao rebater afirmação de Bolsonaro, Mourão abriu uma dissidência no Planalto

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Não há problema se Bolsonaro escolher outro vice, diz Mourão

Pedro do Coutto

Na minha opinião foi isso que aconteceu no governo nesta segunda-feira com base na matéria assinada por Denise Lima e Marcio Toltan, edição de terça-feira de O Estado de São Paulo. A folha de São Paulo também publicou em matéria da redação. Houve reação do vice-presidente ao pedido que recebeu do presidente no sentido de não dar tantas entrevistas e tantas aparições evidentemente.

Desagradou a Hamilton Mourão, tanto assim que afirmou que se o presidente desejar disputar a reeleição em 2022 com outro companheiro de chapa não haverá o menor problema para ele.

RESPOSTAS – Coisas da política, mas a reação foi uma resposta a Bolsonaro, que apontou a vice-presidência em 2022 como um cargo em aberto na chapa. E também uma resposta aum dos filhos de Bolsonaro que criticou o general Mourão pelas redes sociais. A resposta, embora em tom cordial na forma, foi pesada em seu conteúdo. Afinal de contas não é comum um vice-presidente admitir que daqui até as eleições de 22 o presidente estaria livre para escolher outro candidato.

Isso de um lado. De outro, o desafio maior para o presidente da República é conseguir estabelecer um denominador comum entre as correntes existentes para o exercício das metas governamentais e seu reflexo na opinião pública de seu país.

No meio de toda essa rede tem que obrigatoriamente abrir espaço para as medidas de verdadeiro interesse coletivo. E quando falo em medidas, destaco as que são concretas, não aquelas encaminhadas através de anúncios publicitários e cujo resultado é igual a zero porque a comunicação na realidade não pode dispensar fatos concretos, e a fantasia dura pouco tempo.

ESTRATÉGIA – Essas ações concretas a que me refiro como estratégia para chegar ao povo tem que representar as parcelas de interesse direto de todos os seguimentos sociais.

Saudades do tempo dourado de JK. Basta assinalar os fatos da história moderna. Depois de JK o que aconteceu? Renúncia de Jânio Quadros, desgoverno de João Goulart, ditadura militar de 21 anos, impeachment de Fernando Collor, corrupção de Lula e do PT e impeachment de Dilma Rousseff. A crise história não terminou ainda aí. Pelo contrário.

As gravações de Wesley Batista comprometeram a fundo o ex-presidente Michel Temer. Nos movimentos da corrupção deve-se incluir o episódio da mala da noite paulista.

LEMBRANDO JK – Numa entrevista dada a mim por Jk o ex-presidente ressaltou que no seu governo, pela primeira vez o tema do desenvolvimento econômico no embalo da democracia apaixonou a opinião pública. Nas ruas, discutia-se Petrobrás, Furnas, rodovias nacionais, indústria automobilística e naval. Ele encontrou o denominador comum entre as correntes que o apoiavam.

Nos dias de hoje, se conseguir nomear seu filho Eduardo Bolsonaro para a Embaixada nos EUA, praticamente nada será creditado ao presidente como prova de uma vitória.

Mas, se houver uma derrota no Senado, ela desestabilizará fortemente o governo ainda no alvorecer de seu primeiro ano de atuação.

6 thoughts on “Ao rebater afirmação de Bolsonaro, Mourão abriu uma dissidência no Planalto

  1. EX/PRESIDENTE: LULA FOI O MAIOR DE TODOS OS PRESIDENTE QUE PASSARAM PELO BRASIL . DEU GANHO REAL NO SALARIO MINIMO , BOLSA FAMÍLIA , FACULDADE , FACILIDADE NA COMPRA DE CASA , CARRO , CELULAR , TELEVISÃO , GELADEIRA , ETC… LEVOU ÁGUA PARA O NORDESTE , FARMÁCIA POPULAR , MELHOROU A ECONOMIA DO BRASIL . TROUXE VÁRIOS INVESTIMENTO PARA O BRASIL . O POBRE TINHA DOIS OU TRÊS EMPREGOS . ETC… O BOLSONARO NÃO FEZ EM A ECONOMIA ANDAR E MEN QUERO FALAR SOBRE ESSA MEIA / REFORMA DA PREVIDÊNCIA .

  2. Em meio a briguinhas e picuinhas o governo vai aprovando maldades contra o povo.

    Quanto ao Mourão, talvez queira se candidatar a um cargo legislativo em 2002.

    E o povo, com discernimento, vai assistindo tudo isso assombrado.

  3. O cargo de vice deveria ser simplesmente extinto, em plena era da comunicação, não faz nenhum sentido ter um vice que assuma quando o presidente viaja.

    Aliás isso cria uma esquisitice, na prática temos dois presidentes, pois enquanto um está viajando a assinando acordos internacionais como presidente da república, o outro está no país tbm assinando como presidente.

    No caso de uma substituição definitiva convoca-se novas eleições, direta ou indireta como for o caso.

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