Apesar da articulação do Governo, CPI das Fake News é prorrogada até outubro

Andréia Sadi e Marina Franceschini
G1

Integrantes do Palácio do Planalto se irritaram, nesta quinta-feira, dia 2, com a articulação de senadores para aprovar a prorrogação da CPI das Fake News por mais 180 dias, em meio à pandemia do coronavírus.

Segundo o blog apurou, o ministro da articulação política, general Luiz Eduardo Ramos; o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes; e o senador Flavio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro; passaram a noite tentando retirar assinaturas de senadores para evitar a continuação dos trabalhos da comissão.

ATAQUES – Criada em julho de 2019, a comissão tem, entre outros objetivos, a finalidade de a investigar “ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público”. Nas eleições presidenciais do ano passado, surgiram denúncias de que empresas apoiadoras do então candidato ao Planalto do PSL, Bolsonaro, teriam comprado pacotes de disparo de mensagens para difamar, por meio de rede social, o candidato do PT, Fernando Haddad. Bolsonaro nega irregularidades.

Ao blog, o líder do governo no Congresso confirmou o trabalho ontem para evitar a prorrogação da CPI — e disse que precisou levantar uma questão de ordem na sessão virtual ontem, tentando evitar a prorrogação. “Estamos preocupados com máscaras, respiradores: e vamos discutir CPI das Fake News?”, disse ao blog. Segundo ele, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou de analisar a questão de ordem.

FOLGA – O presidente da CPI das Fake News, Angelo Coronel, afirmou ao blog que dez senadores retiraram as assinaturas mas conseguiram fechar com sete nomes de folga.

“O prazo final para retirada ou inclusão de novas assinaturas era meia-noite. Dez senadores retiraram, ficamos no prazo limite de arquivamento, mas conseguimos mais sete assinaturas. Com folga de sete nomes, conseguimos dar sequência. Então, foi prorrogada por mais 180 dias”.

Procurada pela reportagem, a secretaria legislativa do Congresso informou que: “A consolidação das assinaturas incluídas e/ou retiradas está sendo feita pela Secretaria. Logo teremos uma lista oficial”.

6 thoughts on “Apesar da articulação do Governo, CPI das Fake News é prorrogada até outubro

  1. Boa noite.

    Meu comentário de 03/04/2020 às 19:56 para começar a servir para o início do dia de 04/04/2020, e último a ser apurado por mim, pois não sou censor, é o seguinte:
    Nenhuma manchete de coluna favorável ao Presidente.
    A do General Villas Boas poderiam ter mudado a manchete assim: “General Villas Bôas fala que o Presidente Bolsonaro sairá melhor depois da crise”, mas preferiram: General Villas Bôas diz que panelaços o preocupam, mas que Bolsonaro deverá sair da crise “por cima”.
    Se sairá da crise melhor, esqueçam panelaços e chuvas de canivetes, e um pingo é letra. Basta acreditar…

    OBS: E olhem esta matéria é como um café requentado, saiu na segunda-feira.

  2. Perdi meu tempo.

    Após trabalhar hoje, deveria estar dormindo; mas, perdi meu tempo, esperando me distrair neste post, lendo comentários de velhacos ou tarados (o que até agora não houve, pois esses 3, não os são).

    • Agora só falta um comentário de tarado.

      Eu sei que você sabe disso; então escreve para quem possa dormir no seu barulho.

      Quem criou esta CPI, quer apenas acabar com a democracia e liberdade de expressão.

      Vejam aqui mesmo, como o povo tem discernimento para não cair em fack News.

      Tanto aqui, como na folha, globo, etc; são 95 % de posts e reportagem atacando o Bolsonaro (você já viu uma única reportagem, em algum canal, criticando o Joao doria ?); mas, isso não afetou nada a popularidade do Bolsonaro.

      Se vocês saírem dessa quarentena (vocês estão a 40 anos trancados em redações e quartinho dos fundos, apoiando o comunismo e a censura chinesa), verão que o povo está preferindo morrer de gripe, do que vergonha (por ter que aceitar esmola, para não morrer de fome) em aceitar viver do estado como os esquerdistas vivem.

      PS: Esquerdista, é quem vive do estado; dizendo que faz isso, como pagamento por defender os pobres e o povo.

  3. O fenômeno das fake news existe muito porque a grande imprensa destruiu, por si mesma, sua credibilidade, ao querer impor como “verdades” seus vieses ideológicos e interesses. Da jornalista Paula Schmitt, do Poder360:

    “Estamos presenciando a morte lenta do jornalismo, e não é por assassinato, mas por suicídio. Quantas reportagens sérias sobre a cloroquina deixaram de ser publicadas porque não interessa a jornais validar a opinião de Jair Bolsonaro? E quantas outras defendem o uso da cloroquina simplesmente porque os jornais são partidários do presidente? Quantas reportagens estão deixando de ser feitas sobre a subnotificação de casos da covid-19, ou sobre a sua super-notificação? Que jornalismo é esse que perde notícia de verdade –o inusitado, a chance de surpreender, de fazer mudar de opinião, de destruir convicções– em nome de agradar a um ou desagradar a outro?

    Vejam só esse exemplo: você praticamente teria que ler jornais estrangeiros para conhecer as críticas legítimas que são feitas à Organização Mundial de Saúde. Isso porque jornais brasileiros, que com bastante razão criticam Bolsonaro pela sua irresponsabilidade, temem dar vazão às suas sandices se mostrarem ao leitor que a OMS tem muitos defeitos e tem cometido um rol interminável de incompetências no combate a essa pandemia. Não existe jornalismo que se sustente assim. Mas eu acredito que temos uma maneira de melhorar a qualidade dessa profissão que é, ou deveria ser, uma uma missão de fé: corrigirmos uns aos outros, e nos corrigir quando o ego permitir.”
    https://www.poder360.com.br/opiniao/midia/o-jornalismo-autoexpurgador-por-paula-schmitt/

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