Apoiadas pelo PT e por Lula, Centrais Sindicais promovem novas manifestações contra o governo e o Congresso

Carlos Newton

As Centrais Sindicais anunciaram que agora à tarde serão promovidas novas manifestações contra o governo e o Congresso. Os protestos começaram na noite de quinta-feira, com uma vigília dos aposentados em frente ao INSS na capital de São Paulo.

Hoje, considerado “Dia Nacional de Manifestação e Luta”, as Centrais Sindicais planejam reunir milhares de trabalhadores para atos e protestos em defesa de mudanças na condução da economia e atendimento de reivindicações da Pauta Trabalhista.

As manifestações irão cobrar uma nova política econômica e o fim do Fator Previdenciário; jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial; reajuste digno para os aposentados; fim do Projeto de Lei 4.330, que amplia a terceirização; e mais investimentos em saúde e educação.

ESTRANHEZA

Tudo isso é muito estranho. Durante os 10 primeiros anos de governo do PT, as Centrais estiveram completamente silenciadas, jamais houve nenhum ato contra a administração petista. Em junho, quando já ocorriam as manifestações de rua, houve um encontro de todas as Centrais Sindicais com o ex-presidente Lula, em São Paulo, e ficou decidido que os trabalhadores iram voltar a organizar protestos.

Em 11 de julho, as Centrais tentaram armar uma greve nacional, mas foi um fiasco, explicado pelo presidente do PT, Rui Falcão, com o seguinte argumento: “Os trabalhadores não saíram ás ruas porque todos estão empregados e não têm mais o que reivindicar”.

Hoje, as Centrais voltam às ruas, para novo fiasco. Vejamos o que nos dirá desta vez o dirigente petista Rui Falcão, que estranhamente apoia essas manifestações contra o governo de seu próprio partido. Ou o PT não mais considera a presidente Dilma Rousseff como petista?

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8 thoughts on “Apoiadas pelo PT e por Lula, Centrais Sindicais promovem novas manifestações contra o governo e o Congresso

  1. Em meio a turbulências provocadas pela inflação alta, descontrole cambial, aumento da taxa básica de juros, aumento do endividamento das famílias e a política de concessões que ainda não se deslanchou, a economia brasileira mostra reação e o PIB cresce 1,5% no segundo trimestre, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    De 0,6% do primeiro trimestre a 1,5% no segundo, o Brasil superou as expectativas e o crescimento apresentado por países desenvolvidos como Estados Unidos (0,6%), Alemanha (0,7%), França (0,5%), Itália (-0,1%), Japão (0,6%), Portugal (1,1%), Coréia do Sul (1,1%) e Reino Unido (0,6%). O México, país muito comparado ao Brasil por ser emergente, mas, ter aberto a sua economia diferentemente do nosso país encolheu (-0,7%).

    Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre alcançou R$1,202 trilhão, sendo R$1,025 trilhão referente ao valor adicionado a preços básicos e R$177,0 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. Comparando-se, ainda, ao trimestre imediatamente anterior, o setor da economia que mais se destacou foi a agropecuária com crescimento de 3,9%. Depois a indústria, com aumento de 2,0%, e, em seguida os serviços que registraram expansão de 0,8%.

    Como era de se esperar o Brasil continua com uma baixa taxa de poupança que são os recursos que o país tem disponível para proporcionar investimento, sem a necessidade de tomar empréstimos externos. O nosso nível de poupança no último trimestre, segundo o IBGE, foi de 16,6%. Baixíssimo se comparado com outros países mais desenvolvidos. O Brasil precisaria de uma poupança interna em torno de 30% para alavancar o desenvolvimento estrutural sustentável. Por enquanto a nossa poupança subsidia apenas a construção civil.

    Outro dado relevante divulgado pelo Instituto refere-se ao investimento. O Brasil investiu à taxa de 18,6% do seu PIB no segundo trimestre. Comparado com o mesmo período do ano anterior (17,9%) apresentou pequena melhora, mas, ainda, insuficiente para fazer o país avançar à taxa de 4,0% ao ano; o que demandaria investimentos da ordem de 21% do PIB. Mas, é bem provável que as atuais expectativas para o crescimento brasileiro, hoje em torno de 2,1% e 2,4%, sejam superadas e terminem o ano por volta dos 3%, a depender da continuação desta retomada da economia nacional (do investimento público e privado) em meio a tantas turbulências do mercado e ao baixo crescimento da demanda, que variou apenas 0,3% no período, sinalizando o esgotamento do mercado consumidor afogado em dívidas com sistema financeiro e o mercado de crédito.

    Dependemos dos investimentos – público e privado – para o país crescer.

    O PIB encerrou o primeiro semestre da seguinte forma:

    O PIB conforme os Valores Adicionados (VA) das atividades, em valores correntes (R$milhões), ficou assim:
    I – Agropecuária: R$134.077
    II – Indústria:R$491.061
    III – Serviços:R$1.340.300
    IV – Valor Adicionado (I+II+III): R$1.965.438
    V – Impostos sobre produtos:R$346.877
    VI – PIB (IV+V): R$2.312.316

    Sob a ótica da geração de riquezas está assim distribuída a nossa economia: Agropecuária (7%), Indústria (25%) e Serviços (68%).

    É, ainda, pequena a participação industrial na economia. E a falta de uma melhor integração nacional por meio de vias férreas – que baixam o custo com o transporte – inibe qualquer tentativa de industrialização de regiões como o norte, nordeste e centro-oeste. Como não há motivo para a industrialização dessas regiões por falta de transporte férreo barato, também não há infraestrutura para movimentação e estocagem de cargas como portos secos e centros de distribuição; e, junto deles o desenvolvimento de pólos produtores e cidades bem estruturadas com bom índice de IDH. Mais de quatro mil quilômetros, em certos casos, separam essas regiões dos portos nacionais e dos grandes centros consumidores da região sul e sudeste, inviabilizando qualquer tentativa de investimento dos empresários em produção de manufaturados.

    O PIB conforme os componentes da demanda, em valores correntes (R$milhões), ficou assim:
    I – Despesa de consumo das famílias: R$1.463.796
    II – Gastos do governo: R$455.346
    III – Formação Bruta de Capital Fixo (investimento): R$428.706
    IV – Exportação de bens e serviços: R$272.910
    V – Importação de bens e serviços (-): R$335.106
    VI – Variação de estoque:R$26.664
    VII – PIB (I+II+III+IV-V+VI): R$2.312.316

    O Balanço de Bens e Serviços ficou deficitário em R$ 62,19 bilhões e a Variação de Estoque foi positiva em R$ 26,6 bilhões.
    Segundo os números, os componentes do PIB sob a ótica da demanda estão assim divididos: consumo das famílias (63,3%), gastos da Administração Pública (19,7%), investimento (18,6%), exportação (11,8%), importação (-14,5%) e variação positiva de estoque (1,2%).

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