Aposentadoria: dinheiro arrecadado deve ser investido em desenvolvimento e depois retornando para garantir a velhice com dignidade, sem humilhação.

Martim Berto Fuchs

Não exagero ao dizer que o modelo capitalista. ou que nome se dê a esse regime, no Brasil, faliu. Em se tratando da Previdência Social, a história é longa e demonstra apenas que nunca acharam um sistema viável. Foram adaptando conforme as pressões que sofriam, sem nunca terem desenvolvido um projeto de caso pensado. Embora a história seja longa, em termos de tempo é curtíssima. Senão vejamos.

Tudo começou em 1888, quando foi regulado o direito à aposentadoria dos empregados dos Correios. Fixava em 30 anos de efetivo serviço e idade mínima de 60 anos os requisitos para a aposentadoria.

Até 1933 somente funcionários públicos de diversas categorias foram gradativamente sendo beneficiados. Os trabalhadores da iniciativa privada começaram, por categorias, a ter também benefícios a partir de 1934. De lá para cá, as alterações foram muitas.

2001. Na onda privatizante que acometeu o planetinha, Brasil no meio, resolveram sem prévio aviso cortar grande na aposentadoria da iniciativa privada. Foram os últimos a entrar e os primeiros a pagar o pato, num descumprimento de contrato, capaz de corar frade de pedra.

2012. Chegou a vez dos funcionários públicos também serem podados. Não tanto quanto seus irmãos das empresas privadas, mas também terão suas aposentadorias diminuídas.

Na iniciativa privada, CLT, se nada for feito, em poucos anos os aposentados atuais se transformarão em pedintes, mendigos, pois por mais que aumentem o salário mínimo, e o aposentado não usufruindo desta correção, acabará recebendo o mínimo. E isso não é recompensa para quem trabalhou uma vida e quando está incapacitado fisicamente, leva um chute nos fundilhos, como quem diz: “Vire-se, quem mandou ser honesto. Ou, como bem explicitou o Barata para aquilo que estão nos ensinando: “Não basta ser cidadão, tem que ser ladrão”.

A proposta de contribuir paralelamente para uma aposentadoria privada, ou seja, nosso suor entregue para banqueiros enriquecerem mais ainda, é obscena, é sádica, é perversa, é anti-social.

Minha proposta, que só terá validade num novo contexto geral e que se for utilizada isoladamente, na situação atual, não vingará, pois não pode ser gerida por delinquentes, é utilizar nosso dinheiro (recolhido compulsoriamente) para incentivar a produção e consequente geração de empregos, num círculo vicioso, através de Fundos de Investimento Social. Para as empresas, participação indireta de TODOS trabalhadores em vez de empréstimos para sua escalada evolutiva.

Para os trabalhadores, retorno garantido e a geração constante de novos empregos. Sem contar a valorização de outros princípios, começando pelos exemplos que vêm de cima.

Mais detalhes em: http://capitalismo-social.blogspot.com/

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *